Mendoza · Maipú · Luján de Cuyo · Valle de Uco · Aconcagua · Puente del Inca · Potrerillos · 10 min de leitura
6 dias · 7 cidades
Duração
6 dias
Orçamento estimado
USD 900 a 1.400 por pessoa, sem aéreo
Melhor época
Março e abril (vindima) ou outubro e novembro
Visto
Brasileiros entram só com RG ou passaporte
Este roteiro Mendoza 6 dias usa um hotel só, no centro, e dedica um dia a cada zona do vinho: Maipú, Luján de Cuyo e Valle de Uco. A regra: no máximo três vinícolas por dia, sempre com reserva, e um dia separado para a cordilheira.
Em resumo: centro e Cerro de la Gloria, Maipú de bicicleta, Luján de Cuyo, Valle de Uco, Aconcagua e o Mercado Central antes do voo. Visto, dinheiro e comida, no fim.

O aeroporto fica a 20 minutos do centro. Depois do check-in, comece pela praça mais bonita das quatro que cercam a Plaza Independencia: bancos, fontes e um espelho d'água de azulejos trazidos de Sevilha. Meia hora basta.
Quatro quadras a noroeste fica a praça principal, do tamanho de quatro quarteirões, refeita depois do terremoto de 1861 que destruiu a cidade colonial. Por isso Mendoza tem ruas largas, praças de fuga e canais de irrigação, as acequias, correndo ao lado das calçadas.
Nos fins de semana há feira de artesanato. Siga pela Avenida Emilio Civit, a mais elegante da cidade, rumo ao parque.

São 2 km a pé pela Emilio Civit até os portões de ferro do parque, desenhado por Carlos Thays em 1896 e com mais de 300 hectares. Caminhe pela beira do lago, onde treinam os remadores, e pelo roseiral. Uma hora.

Do lago ao alto do morro são 2,5 km de subida: vá de táxi ou de aplicativo. Lá em cima, o conjunto de bronze conta a travessia dos Andes por San Martín em 1817, e a vista abraça a cidade e a pré-cordilheira. Chegue para o pôr do sol.
Para jantar, desça até a Avenida Arístides Villanueva, a rua dos bares, a 15 minutos de carro.

Maipú é a zona do vinho mais perto do centro, 20 minutos de táxi ou do Metrotranvía até Gutiérrez. Na calle Urquiza, em Coquimbito, várias locadoras alugam bicicleta por dia, com mapa das vinícolas e das fábricas de azeite. O trajeto é plano e curto, mas a calle Urquiza tem trânsito: pedale em fila e leve água.
Escolha duas paradas no máximo pela manhã, por exemplo uma olivícola com degustação de azeite e o Museo del Vino de La Rural, e reserve o almoço.

Pedale cerca de 1,5 km para o sul até a Trapiche, uma das maiores vinícolas da Argentina, instalada num prédio de 1912 que recebia as uvas pela ferrovia. A visita mostra as cubas de concreto originais e termina em degustação.
Fique para almoçar no Espacio Trapiche, com horta própria. Reserve a visita e o almoço no site da vinícola. Devolva a bicicleta até as 18h.

Luján de Cuyo é a terra do Malbec, a 40 minutos do centro. Comece pelo ponto mais ao sul, a Catena Zapata, em Agrelo, cuja vinícola imita uma pirâmide maia. A visita é só com reserva, em grupos de até 10 pessoas, e de outubro a dezembro de 2026 custa de ARS 112.000 a 212.000 conforme a experiência. Duas horas.
Neste dia não dirija: contrate um motorista ou um passeio. A Argentina tem tolerância zero de álcool ao volante.

Volte 8 km para o norte até a Ruta 7. A Ruca Malen ficou famosa pelo almoço de vários passos, cada um pensado para um vinho da casa, servido de frente para os vinhedos. É o almoço longo do dia, duas horas e meia. Reserve com antecedência e confira o dia de folga: o restaurante não abre aos domingos.

Já no caminho de volta para a cidade, a Norton foi fundada em 1895 por um engenheiro inglês que veio construir a ferrovia. Faça uma degustação curta na sala de visitas, sem tour. Uma hora e quinze.
O Valle de Uco fica a 1h30 de carro para o sul, entre 900 e 1.500 metros de altitude, e é onde nascem os vinhos mais frescos de Mendoza. Saia às 8h30 para chegar à Salentein, em Los Árboles, às 10h.
A visita passa pela adega em forma de cruz, com as barricas em volta de um anfiteatro, e pela galeria de arte Killka. Almoce no restaurante Killka, com menu de 3 ou 5 passos. Reserve tudo junto. Três horas e meia.

Trinta minutos a sudoeste, a estrada sobe até o Manzano Histórico, em Los Chacayes. O monumento marca o lugar onde San Martín descansou em 1823, sob uma macieira, ao voltar do Chile. Há trilhas curtas entre álamos e um riacho. Quarenta e cinco minutos.

Desça 20 km até Vista Flores, onde um grupo de famílias francesas, com o enólogo Michel Rolland, plantou o Clos de los Siete. A DiamAndes, de arquitetura moderna, faz degustações de Malbec e Cabernet Franc de altitude. Uma hora e quinze, e depois 1h45 de volta a Mendoza.
Quem quiser trocar uma das paradas pode ir à Zuccardi, em Paraje Altamira, 30 minutos mais ao sul, eleita melhor vinícola do mundo três anos seguidos pelo World's Best Vineyards.

É o dia mais longo: 185 km pela Ruta 7, a estrada para o Chile, até a entrada do Parque Provincial Aconcagua, a 2.950 metros. Saia às 7h30. Na portaria de Horcones se paga o ingresso do parque, e uma trilha de cerca de uma hora leva à lagoa com a face sul do Aconcagua, 6.961 metros, ao fundo.
Caminhe devagar e beba água: a altitude pesa. Antes de sair, confira o estado do Paso Cristo Redentor, que fecha com neve no inverno.

Quatro quilômetros abaixo fica a ponte de rocha sobre o rio Las Cuevas, pintada de amarelo e laranja pelos minerais das fontes termais, com as ruínas do hotel de banhos que funcionou até 1965. Não se atravessa a ponte, só se olha do mirante. Almoce nas barracas do vilarejo.
De dezembro a março, quem tiver fôlego segue 15 km até Las Cuevas e sobe a estrada de terra até o Cristo Redentor dos Andes, a cerca de 3.800 metros, na fronteira.

Na volta, desvie 2 km em Uspallata até as cúpulas brancas onde se fundiu metal para o Exército dos Andes. O vale de Uspallata é cenário de Sete Anos no Tibete. Quarenta minutos.

A uma hora de Mendoza, a represa de água azul-turquesa é a última parada. Pare num dos mirantes da Ruta 7 para o fim da tarde. Alternativa para quem prefere descansar: as Termas de Cacheuta, 15 minutos adiante, com piscinas de água quente na beira do rio, abertas das 10h às 18h.

Faça o check-out e vá ao mercado coberto, a cinco quadras da Plaza Independencia. É o lugar das empanadas de forno, das ameixas e passas, do azeite e das azeitonas de Mendoza para levar na mala. Uma hora.

A 3 km do centro, em Godoy Cruz, a Escorihuela é a vinícola mais fácil de visitar sem carro. A visita passa pela cave com o tonel gigante de 63 mil litros, e o almoço é no 1884, o restaurante de Francis Mallmann, famoso pelos assados no fogo de lenha. Reserve os dois. Do almoço ao aeroporto são 25 minutos.
Não. Brasileiros entram na Argentina só com o RG em bom estado, emitido há menos de 10 anos, ou com o passaporte válido, e podem ficar até 90 dias como turistas. A carteira de motorista não vale como documento de viagem.
Para alugar carro basta a CNH brasileira válida. Se for seguir de carro até o Chile pelo Paso Cristo Redentor, a locadora precisa emitir uma autorização própria para cruzar a fronteira.
Março e abril são os meses da vindima, com a Fiesta Nacional de la Vendimia no início de março: é a época mais bonita e a mais cara, com preços até 40% mais altos e vinícolas lotadas. Outubro e novembro têm vinhedos verdes, dias amenos e menos gente.
No verão, de dezembro a fevereiro, faz até 35 graus na cidade, mas é a melhor época para a alta montanha. No inverno, de junho a setembro, a cordilheira fica nevada, o Paso Cristo Redentor fecha com frequência e os vinhedos ficam sem folhas.
Não há voo direto regular de São Paulo: a ligação mais comum é com conexão em Buenos Aires (1h50 até Mendoza), Santiago (50 minutos) ou pela própria GOL. Na alta temporada de verão, a GOL opera voos diretos sazonais desde o Rio de Janeiro, duas vezes por semana.
No centro tudo se faz a pé. Para Maipú, bicicleta. Para Luján de Cuyo e o Valle de Uco, o melhor é contratar motorista ou um passeio, porque a lei argentina é de tolerância zero de álcool ao volante. Para a alta montanha, carro alugado ou excursão. Quem tiver mais dias pode cruzar os Andes até Santiago do Chile, a 7 horas de ônibus.
O cartão de crédito brasileiro é cobrado pelo câmbio oficial, hoje muito próximo do paralelo, e é aceito em quase todas as vinícolas, hotéis e restaurantes. Leve alguns pesos em espécie para o Mercado Central, gorjetas e o aluguel de bicicleta. As vinícolas publicam o preço em pesos e reajustam com frequência: confira no site antes de reservar.
A empanada mendocina é assada no forno, recheada de carne cortada à faca, cebola, ovo e uma azeitona inteira com caroço: avise quem for morder. Prove a do Mercado Central.

O tomaticán, ensopado de tomate, cebola, milho e ovo, é o prato caseiro da região; o chivito, cabrito assado na brasa, aparece nos restaurantes da estrada para a cordilheira.

A melhor comida de Mendoza está dentro das vinícolas: seis restaurantes da região têm estrela Michelin, e o almoço de vários passos harmonizado é a refeição principal do dia. Neste roteiro, os almoços estão na Trapiche, na Ruca Malen, na Salentein e no 1884, da Escorihuela Gascón, todos com reserva. À noite, a Avenida Arístides Villanueva concentra bares e parrillas.
O que evitar: marcar quatro ou cinco vinícolas no mesmo dia, que vira maratona de degustação, e deixar o dia do vinho para domingo, quando muitas fecham.
Sim, para as três zonas do vinho e um dia de cordilheira, sem correr. Com um dia a mais, durma no Valle de Uco ou inclua as Termas de Cacheuta e um rafting no rio Mendoza. Para seguir pela Argentina, combine com Buenos Aires, com Bariloche ou com os vinhos de altitude de Salta e Jujuy. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias e ver tudo no globo.
Preços conferidos em 25 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Visitas e preços, Catena Zapata · Visitas e restaurante Killka, Bodegas Salentein · Visitas, Trapiche · Visitas e restaurante 1884, Escorihuela Gascón · Tarifas do parque termal, Termas de Cacheuta · Tarifas do Parque Provincial Aconcagua, Governo de Mendoza.
Seis dias permitem um dia para cada zona do vinho (Maipú, Luján de Cuyo e Valle de Uco), um dia de alta montanha até o Aconcagua e um para a cidade. Com quatro dias, corte o Valle de Uco ou a cordilheira.
Entre USD 900 e 1.400 por pessoa, sem a passagem, com hotel no centro, motorista para os dias de vinícola e almoços harmonizados. As visitas mais caras, como a Catena Zapata, custam de ARS 112.000 a 212.000.
Sim. Quase todas recebem só com reserva, em horário marcado, e as mais procuradas lotam com duas a três semanas de antecedência na vindima. Reserve visita e almoço juntos.
Para a alta montanha, carro ou excursão. Para as vinícolas, é melhor contratar motorista ou passeio, porque a Argentina tem tolerância zero de álcool ao volante. Em Maipú dá para ir de bicicleta.
Março e abril, na vindima, ou outubro e novembro, com menos gente. De dezembro a março é a melhor época para o Aconcagua; no inverno a estrada para o Chile fecha com neve.

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