Rua de terra de Purmamarca com casas de adobe e os morros coloridos ao fundo

Salta · Cafayate · Quebrada de las Conchas · Purmamarca · Salinas Grandes · Tilcara · Humahuaca · Hornocal · 14 min de leitura

Roteiro Salta e Jujuy 8 dias: Cafayate, Purmamarca e Hornocal

8 dias · 3 cidades

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Este roteiro de Salta e Jujuy em 8 dias é feito de carro alugado e dorme em três bases, Salta, Cafayate e Purmamarca, para nunca dirigir mais de um trecho longo por dia e subir a altitude aos poucos.

Em resumo: Salta, a Quebrada de las Conchas até as bodegas de Cafayate, e depois Purmamarca, Salinas Grandes, Tilcara, Humahuaca e o Hornocal. Visto, época e onde comer estão no fim do artigo.

Dia 1: chegada a Salta, a Catedral e as múmias do MAAM

Catedral de Salta: a fachada rosa da Plaza 9 de Julio

Torre da Catedral de Salta, rosa e creme, contra o céu azul com nuvens
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuita, 30 minutos, é a primeira parada depois do check-in. A catedral abre para a Plaza 9 de Julio, o centro de tudo, e as três paradas do dia ficam em volta dela.

Por dentro guarda as imagens do Senhor e da Virgem do Milagre, que a cidade inteira sai para acompanhar em procissão todo 15 de setembro. Repare no contraste da fachada rosa com os cerros verdes que cercam Salta.

MAAM: as crianças do Llullaillaco, o museu que justifica a viagem

Fachada colonial branca do Museo de Arqueología de Alta Montaña com arcadas na Plaza 9 de Julio
Foto: Aldo Fernández Villalba (Aofvilla) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de 16 mil pesos para estrangeiros, 90 minutos, fecha às segundas. Fica do outro lado da praça, a 100 metros da catedral, e é o programa mais importante de Salta.

Em 1999, arqueólogos encontraram no topo do vulcão Llullaillaco, a 6.739 metros, três crianças incas oferecidas em sacrifício há mais de 500 anos, preservadas pelo frio com roupas, cabelo e oferendas intactos. O museu expõe uma delas por vez, em rodízio, numa câmara refrigerada. É impressionante e respeitoso; fotos são proibidas lá dentro.

Cabildo de Salta: as arcadas brancas no fim da tarde

Cabildo de Salta com duas fileiras de arcos brancos e a torre do relógio
Foto: Fulviusbsas / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de 30 minutos, a 120 metros do MAAM, no lado sul da praça. É o cabildo colonial mais bem conservado do país, de 1783, e hoje abriga o Museu Histórico do Norte.

Mesmo sem entrar, vale caminhar sob as duas fileiras de arcos quando o sol baixa e a praça se enche. À noite, a peña é o programa: as opções estão na seção de onde comer.

Dia 2: San Francisco, San Bernardo e o teleférico

Igreja de São Francisco: o campanário vermelho de 53 metros

Fachada vermelha e dourada da Igreja de São Francisco de Salta com o campanário alto
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuita, 40 minutos, a duas quadras da praça pela rua Caseros. Comece o dia aqui: a fachada é mais bonita com a luz da manhã.

É o cartão-postal de Salta: vermelho, dourado e branco, com um campanário de 53 metros, dos mais altos da América do Sul. O convento anexo tem um pequeno museu de arte sacra.

Convento de San Bernardo: a porta de cedro de 1762

Rua de Salta que termina no Convento de San Bernardo, branco, com o cerro ao fundo
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito, 20 minutos, no fim da mesma rua Caseros, 400 metros adiante. É um convento de clausura e não se visita por dentro: o que se vê é a fachada.

É o prédio mais antigo de Salta, e a porta de cedro foi entalhada à mão por indígenas em 1762. Daqui, o teleférico fica a cinco minutos a pé, na borda do Parque San Martín.

Teleférico San Bernardo: Salta inteira lá de cima

Cabines do teleférico San Bernardo suspensas sobre a cidade de Salta e as montanhas
Foto: diametrik / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Cerca de 20 mil pesos ida e volta para estrangeiros, 8 minutos de subida, reserve duas horas e meia com o almoço no alto. Quem prefere a pé sobe pela escadaria de cerca de 1.000 degraus em uma hora e desce de teleférico.

Lá em cima há mirante, jardins com cascatas e uma confeitaria com vista para a cidade e o Vale de Lerma. A tarde fica livre para descansar antes da estrada do dia seguinte.

Dia 3: a Quebrada de las Conchas até Cafayate

Garganta do Diabo: a primeira fenda da Quebrada de las Conchas

Visitantes pequenos na base da Garganta do Diabo, fenda estreita entre paredões de arenito vermelho
Foto: Oscar Antidin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuita, 40 minutos, a cerca de 2h30 de Salta pela Ruta Nacional 68. Saia às 8h: a estrada até Cafayate tem 185 quilômetros e as paradas estão todas na segunda metade.

É uma fenda estreita que sobe entre paredões de arenito vermelho; dá para entrar caminhando e escalar um pouco pelas pedras. Estacione no acostamento sinalizado, do lado da estrada.

O Anfiteatro: a acústica natural da quebrada

Paredões curvos de rocha vermelha em camadas do Anfiteatro, com visitantes na base
Foto: CarlosA.Barrio / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito, 30 minutos, a menos de 1 quilômetro da Garganta. É uma cavidade circular de paredes altíssimas, e a acústica é tão boa que costuma haver um músico tocando quena ou violão para quem chega.

Los Castillos: as torres de arenito à beira da estrada

Formações de arenito vermelho em forma de torres e muralhas, com uma montanha ao fundo
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada de 15 minutos no acostamento, já perto de Cafayate. As rochas lembram as muralhas e torres de um castelo, e com o sol do meio-dia o vermelho fica mais forte.

Praça de Cafayate: a catedral de cinco naves

Catedral amarela de Cafayate com duas torres e o céu azul
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Depois do check-in às 14h, final de tarde a pé pela praça central, 45 minutos. A catedral de Nossa Senhora do Rosário é das poucas do país com cinco naves.

Em volta da praça ficam os cafés, as lojas de vinho e a feira de artesanato. Cafayate está a 1.660 metros: é o primeiro degrau da aclimatação para a Puna.

Dia 4: as bodegas de Cafayate e o torrontés

Vasija Secreta: a bodega mais antiga, a pé do centro

Casarão branco da bodega Vasija Secreta com escadaria de pedra e céu nublado
Foto: ElGuruCesar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Visita com degustação a partir de cerca de 15 mil pesos, 75 minutos, a 15 minutos a pé da praça pela Ruta 40. Não precisa reservar na maioria dos dias.

É uma das bodegas mais antigas de Cafayate, com um pequeno museu de prensas e barris do século 19. Prove o torrontés, a uva branca aromática que só dá tão bem assim na altitude dos Vales Calchaquíes.

Bodega El Esteco: a degustação mais completa de Cafayate

Prédio colonial branco da Bodega El Esteco, antiga Michel Torino, com jardins na frente
Foto: Adam Jones Adam63 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Visita guiada com degustação a partir de cerca de 30 mil pesos, 2 horas com a visita, a 350 metros da Vasija Secreta. Reserve com um dia de antecedência pelo site da bodega.

Fundada em 1892 pelos irmãos Michel, é a antiga Michel Torino, e a visita passa pelos vinhedos de altitude, pela cave e termina com vinhos de alta gama. A tarde é livre: quem quer caminhar faz a trilha das cascatas do Río Colorado, a 6 quilômetros, sempre com guia local.

Dia 5: de Cafayate a Purmamarca e o Paseo de los Colorados

Igreja de Santa Rosa de Lima: a praça de Purmamarca

Igreja branca de adobe de Purmamarca com a torre do sino e um algarrobo na frente
Foto: Preyes / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

É o dia mais longo de estrada: cerca de 6 horas e 390 quilômetros de volta por Salta e subindo a Ruta 9 e a Ruta 52. Saia às 7h30 para fazer o check-in às 14h.

Depois, 20 minutos na praça. A igreja de adobe é do século 17, com teto de madeira de cardón, e em volta dela funciona a feira de tecidos e ponchos. Purmamarca está a 2.324 metros: ande devagar e beba água.

Paseo de los Colorados: a volta de 3 km pelos morros vermelhos

Estrada de terra entre morros de rocha vermelha e rosada no Paseo de los Colorados
Foto: Verokwa / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito, 90 minutos a pé em ritmo lento, começando a 500 metros da praça. Faça no fim da tarde, quando o sol deixa o vermelho mais intenso.

O caminho de terra contorna morros de rocha vermelha, com mirantes para o Cerro de los Siete Colores por trás. É plano, mas a altitude pesa no primeiro dia: não tenha pressa.

Dia 6: Salinas Grandes pela Cuesta de Lipán e o Pucará de Tilcara

Cuesta de Lipán: os ziguezagues até 4.170 metros

Estrada em ziguezague da Cuesta de Lipán descendo entre montanhas ocre e verdes
Foto: Rovagnati / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada de 20 minutos num dos mirantes, a cerca de 1 hora de Purmamarca. A Ruta 52 sobe em curvas fechadas até o Abra de Potrerillos, a 4.170 metros, o ponto mais alto da viagem.

Desça do carro devagar e não corra lá em cima: é onde o mal de altitude costuma aparecer.

Salinas Grandes: o salar branco e os piletones

Piletón retangular de água azul-turquesa cortando a crosta branca das Salinas Grandes
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Visita guiada obrigatória com a comunidade local, cerca de 8 mil pesos, 90 minutos, contratada no parador da entrada. Óculos escuros e protetor solar são indispensáveis.

O salar fica a 3.450 metros e cobre mais de 200 quilômetros quadrados de crosta branca. Os guias levam aos piletones, as piscinas retangulares de onde se extrai o sal, com água turquesa. Volte para almoçar em Purmamarca.

Paleta del Pintor: as faixas coloridas de Maimará

Encosta de faixas coloridas da Paleta del Pintor atrás do povoado verde de Maimará
Foto: CarlosA.Barrio / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada de 15 minutos na Ruta 9, a 20 minutos de Purmamarca, a caminho de Tilcara. A encosta em faixas ocre, rosa e verde parece mesmo a paleta de um pintor, e o cemitério colorido no morro em frente completa a foto.

Pucará de Tilcara: a fortaleza omaguaca sobre o vale

Monumento em forma de pirâmide no alto do Pucará de Tilcara, com as montanhas ao fundo
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de 12 mil pesos para estrangeiros, 2 horas, último ingresso às 17h15. Fica a 1 quilômetro do centro de Tilcara, 8 quilômetros depois de Maimará.

A fortaleza pré-hispânica do povo omaguaca domina o vale do Río Grande, com casas de pedra reconstruídas, cardones e, no alto, a pirâmide em homenagem aos arqueólogos que escavaram o sítio. O ingresso do museu arqueológico, na praça de Tilcara, é separado.

Dia 7: Uquía, Humahuaca e a Serranía de Hornocal

Igreja de Uquía: os anjos arcabuzeiros

Igreja branca de Uquía com torre separada, muro caiado e um cipreste alto
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuita, 20 minutos, a 45 minutos de Purmamarca pela Ruta 9. A igreja de 1691 guarda uma série rara de pinturas cusquenhas de anjos vestidos de soldados espanhóis, armados com arcabuzes.

Quebrada de las Señoritas: a trilha vermelha de Uquía

Formação de rocha vermelha recortada na Quebrada de las Señoritas sob céu azul com nuvens
Foto: Pablo Piñero / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Ingresso com guia local obrigatório, cerca de 2h30 ida e volta, começando atrás da igreja. É uma caminhada fácil, boa para quem já se aclimatou, e bem menos concorrida que os mirantes da estrada.

O caminho segue um leito seco entre paredões vermelhos e termina num corredor de rocha com formações brancas que dão nome ao lugar. Leve água e chapéu: não há sombra.

Humahuaca: o monumento e o São Francisco do meio-dia

Rua de pedra de Humahuaca com barracas de artesanato levando à escadaria do Monumento à Independência
Foto: Galio / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Gratuito, 75 minutos, a 12 quilômetros de Uquía. Chegue antes do meio-dia: às 12h em ponto, a imagem articulada de São Francisco Solano sai da torre do Cabildo e abençoa a praça.

Depois, suba a escadaria de pedra até o Monumento aos Heróis da Independência, no alto do povoado. Humahuaca está a 2.940 metros; almoce aqui antes do Hornocal.

Serranía de Hornocal: a montanha de 14 cores à tarde

Serranía de Hornocal com faixas de cores em zigue-zague vista do mirante sob céu azul
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Ingresso comunitário simbólico, 2 horas com a estrada, a 25 quilômetros de Humahuaca por terra. Vá à tarde, quando o sol ilumina as cores de frente. Carro comum sobe com cuidado no seco; se chover, contrate a van 4x4 que sai do terminal de Humahuaca.

Do mirante, a 4.350 metros, a serra mostra faixas de 14 cores dobradas em zigue-zague. Faz frio e venta: leve casaco mesmo no verão.

Dia 8: o Cerro de los Siete Colores e a volta a Salta

Cerro de los Siete Colores: a foto que só dá de manhã

Cerro de los Siete Colores em faixas vermelhas, roxas e verdes atrás das árvores de Purmamarca
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito, 45 minutos, saindo a pé da praça. O morro fica de frente para o leste, e é a luz da manhã que acende as faixas; à tarde ele cai na sombra, por isso ficou para o último dia.

O mirante mais conhecido é o do Cerro El Porito, a 15 minutos a pé subindo pela Ruta 52.

Mercado Artesanal de Salta: as compras antes do voo

Galeria de arcos brancos e piso de tijolo do Mercado Artesanal de Salta
Foto: César Pérez2013 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Gratuito, 90 minutos, a cerca de 3 horas de Purmamarca pela Ruta 9. Fica no caminho de quem volta ao aeroporto, e é o melhor lugar para comprar ponchos, tecidos de lã de lhama, cerâmica e prata.

Funciona num casarão colonial de arcadas na Avenida San Martín. O voo da Gol para o Rio sai de madrugada, então sobra tempo para uma última peña.

Precisa de visto para ir para Salta e Jujuy?

Não. Brasileiros entram na Argentina sem visto por até 90 dias, só com o RG em bom estado ou o passaporte válido. Carteira de motorista brasileira vale para dirigir; leve também o documento do carro alugado e o seguro obrigatório, que a polícia pede nos controles da Ruta 9.

Qual a melhor época para viajar para Salta e Jujuy?

De abril a novembro, na estação seca: céu limpo, estradas boas e cores nítidas. Os dias são quentes e as noites frias, sobretudo em Purmamarca e Humahuaca, onde a temperatura cai abaixo de zero em junho e julho.

Evite janeiro e fevereiro, quando as chuvas de verão cortam estradas de terra, inclusive a do Hornocal, e a Quebrada fica nublada. O Carnaval da Quebrada, em fevereiro, é uma festa enorme, mas lota tudo.

Como chegar a Salta e como circular: carro, altitude e estradas

A partir de 17 de dezembro de 2026 a Gol voa direto do Rio de Janeiro (Galeão) a Salta, duas vezes por semana, em cerca de 3h30. Antes disso, e de outras cidades, a conexão é por Buenos Aires, com voos diários da Aerolíneas Argentinas para Salta e Jujuy.

Alugue o carro no aeroporto de Salta: o roteiro inteiro é asfalto, menos o trecho final do Hornocal. A altitude é o ponto de atenção: o roteiro sobe de 1.187 metros em Salta para 1.660 em Cafayate, 2.324 em Purmamarca e 4.170 na Cuesta de Lipán. Beba muita água, coma leve, evite álcool no primeiro dia de Jujuy e masque folha de coca ou tome o chá, vendido em qualquer mercado.

Onde comer em Salta e Jujuy: empanadas, peñas e o que evitar

A empanada salteña é pequena, com carne cortada a faca, batata, ovo e cebolinha, e vem suculenta do forno de barro. Coma com as mãos, de uma mordida pela ponta, sem talher.

Bandeja de empanadas salteñas assadas, pequenas e com a massa tostada
Empanadas salteñas. Foto: Gonzalo Rivero / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Em toda a região, o milho manda: a humita en chala, massa de milho verde com queijo cozida na própria palha, o tamal, com carne, e o locro, ensopado grosso de milho, feijão, abóbora e carne, servido sobretudo no inverno. Em Jujuy aparece a carne de lhama, magra, em milanesa ou ensopada.

Humitas embrulhadas na palha do milho e amarradas, servidas num prato
Humitas en chala. Foto: Marcos Katz / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
Tamal salteño embrulhado na palha de milho sobre um prato branco
Tamal de Salta. Foto: Jimmy Baikovicius / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
Prato fundo de locro, ensopado de milho, feijão, abóbora e carne
Locro. Foto: Horacio Cambeiro / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Em Cafayate, peça o torrontés, branco aromático e seco que é a uva símbolo dos Vales Calchaquíes, e experimente o sorvete de vinho das sorveterias da praça.

Parreiras de torrontés carregadas de uvas num vinhedo de Cafayate, com placa do quartel
Torrontés em Cafayate. Foto: aaeptein / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

À noite, em Salta, o programa é a peña: jantar com música folclórica ao vivo, zamba e chacarera. A maioria fica na calle Balcarce, perto da antiga estação de trem, e as mais tradicionais são as de salões em torno de pátios onde os músicos tocam de mesa em mesa.

Esquina da calle Balcarce, em Salta, à noite, com bares e peñas iluminados
A calle Balcarce à noite. Foto: jikatu / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O que evitar: as casas da Balcarce com show de palco e cobrança de couvert artístico alto, que servem empanada congelada para ônibus de excursão. Pergunte se há couvert antes de sentar.

Quanto custa uma viagem de 8 dias para Salta e Jujuy?

Entre 1.150 e 2.050 dólares por pessoa, com voo ida e volta do Brasil, em quarto duplo e dividindo o carro entre duas pessoas. A tabela de orçamento traz o detalhe por item.

Os ingressos são baratos para padrão brasileiro: somados, MAAM, teleférico, Pucará, Salinas Grandes e uma degustação ficam abaixo de 150 dólares. O que pesa é o voo e o carro. Os preços em pesos mudam rápido com a inflação argentina, por isso vale conferir nas fontes oficiais antes de ir; cartão de crédito estrangeiro costuma pagar pelo câmbio mais favorável.

8 dias são suficientes para conhecer Salta e Jujuy?

Para o essencial, sim: Salta, a Quebrada de las Conchas, Cafayate e a Quebrada de Humahuaca com as Salinas Grandes e o Hornocal cabem em 8 dias sem correria, porque as três bases cortam a estrada em trechos curtos.

Ficam de fora a Ruta 40 por Cachi e o Parque Nacional Los Cardones, que ligam Salta a Cafayate pelo outro lado e pedem mais dois dias, e Iruya, o povoado pendurado na montanha, a mais um dia de Humahuaca. O Tren a las Nubes também ficou fora: é caro, parte de San Antonio de los Cobres e a maior parte do trajeto é feita de ônibus. Com 10 dias, some Cachi; com 12, também Iruya.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalUS$ 450 a US$ 800 (ida e volta do Brasil)
Hospedagem/noiteUS$ 50 a US$ 110 (quarto duplo)
Alimentação/diaUS$ 20 a US$ 35 por pessoa
Ingressos e transporte localUS$ 100 a US$ 160 (ingressos, guias e degustações)
Total estimadoUS$ 1.150 a US$ 2.050 por pessoa, 8 dias

Preços conferidos em 19 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Museo de Arqueología de Alta Montaña (MAAM), ingressos oficiais · Teleférico San Bernardo, horários e tarifas · Pucará de Tilcara, Centro Universitário Tilcara (UBA) · Turismo oficial da província de Jujuy (Salinas Grandes e Hornocal).

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de passaporte para ir a Salta e Jujuy?+

Não. Brasileiros entram na Argentina sem visto por até 90 dias com o RG em bom estado ou o passaporte válido. A carteira de motorista brasileira vale para alugar carro e dirigir.

Quanto custa uma viagem de 8 dias para Salta e Jujuy?+

Entre 1.150 e 2.050 dólares por pessoa, com voo ida e volta do Brasil, hotel em quarto duplo, carro alugado dividido por duas pessoas, comida e ingressos. Os ingressos somados ficam abaixo de 150 dólares.

Precisa alugar carro para conhecer Salta e Jujuy?+

É o jeito mais prático e o que este roteiro usa: quase tudo é asfalto e as paradas da Quebrada de las Conchas e da Quebrada de Humahuaca ficam na beira da estrada. Sem carro, dá para fazer por excursões de um dia saindo de Salta, mas com muito mais tempo dentro de van.

Como evitar o mal de altitude em Jujuy?+

Subindo aos poucos, como este roteiro faz: Salta a 1.187 metros, Cafayate a 1.660 e só depois Purmamarca, a 2.324. Beba muita água, coma leve, evite álcool no primeiro dia e ande devagar nos pontos acima de 4 mil metros, como a Cuesta de Lipán e o Hornocal. O chá de coca, vendido em qualquer mercado, ajuda.

Vale a pena fazer o Tren a las Nubes?+

Para a maioria, não num roteiro de 8 dias. É caro, sai de San Antonio de los Cobres e a maior parte do trajeto desde Salta é feita de ônibus, ocupando um dia inteiro. A Cuesta de Lipán e as Salinas Grandes entregam a paisagem da Puna com muito menos tempo de estrada.

Catedral Basílica de SaltaMuseo de Arqueología de Alta MontañaCabildo de SaltaIglesia San FranciscoConvento San BernardoTeleférico San BernardoGarganta del Diablo, Quebrada de las ConchasEl Anfiteatro, Quebrada de las ConchasLos Castillos, Quebrada de las ConchasCatedral Nuestra Señora del RosarioVasija SecretaBodega El EstecoIglesia Santa Rosa de Lima, PurmamarcaPaseo de los ColoradosMirador Cuesta de LipánSalinas Grandes de JujuyCerro Paleta del PintorPucará de TilcaraIglesia San Francisco de PaulaQuebrada de las SeñoritasMonumento a la IndependenciaSerranía de HornocalCerro de los 7 ColoresMercado Artesanal

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