A península de Llao Llao e o Lago Nahuel Huapi vistos do alto, com o hotel e as montanhas ao fundo

Bariloche · Circuito Chico · Cerro Campanario · Isla Victoria · Bosque de Arrayanes · Cerro Tronador · Rota dos Sete Lagos · Villa La Angostura · San Martín de los Andes · 12 min de leitura

Roteiro Bariloche 7 dias: Circuito Chico, Tronador e Sete Lagos de carro

7 dias · 7 cidades

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Este roteiro de Bariloche em 7 dias foi montado de carro alugado, que o brasileiro dirige só com a CNH. São duas bases: quatro noites em Bariloche e duas em San Martín de los Andes, no fim da Rota dos Sete Lagos.

Em resumo: o centro e o Circuito Chico, o Cerro Otto e a Isla Victoria de barco, um dia no Cerro Tronador, os Sete Lagos e o Valle Encantado. Documentos, custos e comida estão no fim.

Dia 1: chegada a Bariloche, do Centro Cívico à catedral

Centro Cívico: a praça de pedra e madeira à beira do lago

A praça do Centro Cívico de Bariloche com os prédios de pedra e madeira e o Lago Nahuel Huapi ao fundo
Foto: bullit / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Cerca de uma hora, de graça. Retire o carro no aeroporto, que fica a leste da cidade, deixe a mala no hotel e comece pela praça. O Centro Cívico é o conjunto de prédios de pedra e madeira em estilo alpino construído nos anos 1940, de frente para o Lago Nahuel Huapi, e é dali que a cidade se organiza.

Num dos prédios fica o Museu da Patagônia. A Rua Mitre, que sai da praça para leste, concentra as chocolaterias: é a primeira compra de quase todo mundo que chega.

Catedral de Bariloche: a torre neogótica sobre a costanera

A torre neogótica de pedra da Catedral de Bariloche contra o céu azul
Foto: Psychonew / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Parada rápida, 30 minutos, de graça, a dez minutos a pé do Centro Cívico pela costanera. A Catedral Nuestra Señora del Nahuel Huapi é de pedra, em estilo neogótico, e a torre aparece em quase toda foto da cidade.

Entre para ver os vitrais e saia pelo lado do lago: o pôr do sol sobre o Nahuel Huapi, visto do gramado da catedral, fecha bem o dia de chegada.

Dia 2: Circuito Chico, do Cerro Campanario a Colonia Suiza

Cerro Campanario: a vista de 360 graus sobre os lagos

Vista do alto do Cerro Campanario sobre os lagos, penínsulas de floresta e as montanhas ao fundo
Foto: P. Hughes / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Cerca de 1h15, 30.000 pesos a cadeirinha ida e volta, 15.000 para crianças de 5 a 12 anos; funciona das 9h às 17h, horário da última subida. Fica no km 17,5 da Avenida Bustillo, a estrada que costeia o lago para oeste, e é o primeiro ponto do Circuito Chico.

Lá de cima se vê o Nahuel Huapi, o lago Perito Moreno, a península de Llao Llao e as ilhas, num giro completo. Há uma confeitaria no topo; o café da manhã com essa vista é o motivo de subir cedo.

Hotel Llao Llao e Puerto Pañuelo: o cartão-postal da península

O Hotel Llao Llao no alto de uma colina verde, com um grande paredão de rocha atrás
Foto: davidw / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Parada rápida, 30 minutos, de graça, no km 25. O hotel de madeira e pedra foi projetado pelo arquiteto Alejandro Bustillo e fica no alto de uma colina entre dois lagos.

Aos pés dele fica Puerto Pañuelo, de onde sai o barco do Dia 3. Logo acima da estrada, a Capilla San Eduardo, uma capela de madeira com vista para o porto, vale os cinco minutos de subida.

Punto Panorámico: o mirante mais fotografado do Circuito Chico

Vista do Punto Panorámico sobre o lago, a península e o Hotel Llao Llao numa tarde nublada
Foto: Caamy.08 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada rápida, 30 minutos, de graça. Depois do hotel, a estrada contorna a Bahía López e sobe até este mirante na beira do asfalto.

Dali se vê o lago Perito Moreno, a península de Llao Llao e o hotel lá embaixo, a foto que ilustra metade dos cartões-postais da cidade.

Colonia Suiza: o curanto das quartas e dos domingos

O curanto sendo preparado em Colonia Suiza, com pedras quentes, abóboras e bandejas de carne sobre o buraco
Foto: Mayra Gerle / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de duas horas, e é o almoço do dia. A vila foi fundada por imigrantes suíços no fim do século 19, ao pé do Cerro López, a poucos quilômetros de desvio do Circuito Chico. Às quartas e aos domingos, o ano todo, há feira de artesanato e curanto, servido por volta das 14h.

O curanto é carne, frango, linguiça, batata e abóbora cozidos sobre pedras em brasa num buraco no chão, tapados com folhas e terra por horas. Se o seu Dia 2 não cair numa quarta ou num domingo, troque a ordem com o Dia 3: sem o curanto, a vila vale pouco o desvio.

Dia 3: Cerro Otto e o barco para o Bosque de Arrayanes e a Isla Victoria

Cerro Otto: o teleférico e a confeitaria giratória

As cabines vermelhas do teleférico do Cerro Otto subindo sobre a floresta
Foto: Juan E De Cristofaro / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Cerca de 2h30, 60.000 pesos por adulto e 30.000 para crianças de 6 a 12 anos e maiores de 65, com o teleférico ida e volta. Abre às 10h, fica no km 5 da Avenida de los Pioneros e tem ônibus gratuito desde o centro e estacionamento grátis.

As cabines levam 12 minutos até 1.405 metros. No topo, a confeitaria gira devagar e mostra o Nahuel Huapi, a cidade e a cordilheira numa volta completa; há ainda uma galeria com réplicas de esculturas de Michelangelo. Com vento forte o teleférico para: confira as redes do complexo antes de sair.

Bosque de Arrayanes: as árvores cor de canela de Quetrihué

Troncos cor de canela dos arrayanes no Bosque de Arrayanes, com a luz entrando pela copa
Foto: Nicolás from seno de reloncaví, Chile / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A tarde inteira de barco, de Puerto Pañuelo, a 25 km do centro. As empresas Turisur e Cau Cau saem por volta das 14h e voltam às 18h30, por 140.000 pesos; em Puerto Pañuelo se pagam à parte 7.600 de taxa de embarque e 35.000 de entrada do Parque Nacional Nahuel Huapi. Chegue uma hora antes.

O barco para 45 minutos na ponta da península de Quetrihué, num bosque de arrayanes, árvores de tronco cor de canela e flores brancas que só formam bosque assim em poucos lugares. A passarela de madeira dá a volta entre os troncos; o parque nacional Los Arrayanes foi criado para proteger este bosque.

Isla Victoria: Puerto Anchorena e a Playa del Toro

A Isla Victoria vista da água, com floresta na margem e montanhas ao fundo
Foto: ramonbaile / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Cerca de uma hora na meia jornada, ou 2h30 na saída de dia inteiro, que parte às 12h15 e dispensa o Cerro Otto. A Isla Victoria é a maior ilha do Nahuel Huapi, e o barco desembarca em Puerto Anchorena.

Dali saem trilhas curtas pela floresta, e a visita termina na Playa del Toro, de areia vulcânica, com pinturas rupestres dos povos originários da região.

Dia 4: Cerro Tronador, Pampa Linda e o Ventisquero Negro

Lago Gutiérrez: a primeira parada a caminho do Tronador

O Lago Gutiérrez entre montanhas, visto por entre as árvores sob nuvens
Foto: Amina Ferley Yael / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada rápida, 30 minutos, de graça, na beira da Ruta 40, ao sul da cidade. Saia de Bariloche por volta das 8h30: o caminho para o Tronador tem horário de subida, e é melhor chegar com folga.

A praia de Los Coihues é a mais conhecida do lago, de água calma, e é onde se aluga stand up paddle no verão. Pare para a foto e siga para o sul pela margem.

Pampa Linda: o Tronador visto do prado

O Cerro Tronador coberto de neve e glaciares visto do prado de Pampa Linda
Foto: Stevage / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de uma hora, com o almoço. Siga pela Ruta 40 até o Lago Mascardi e entre no caminho do Tronador; no acesso, o Parque Nacional Nahuel Huapi cobra 35.000 pesos por pessoa. A partir de Los Rápidos são cerca de 50 km de rípio, com mão única: só se sobe das 10h30 às 14h e só se desce das 16h às 18h. De Bariloche até aqui são cerca de duas horas.

Pampa Linda é uma clareira ao pé do Cerro Tronador, um vulcão extinto na fronteira com o Chile coberto de glaciares. A hosteria serve almoço e daqui saem as trilhas para os glaciares. O nome da montanha vem do estrondo do gelo que se desprende: preste atenção ao barulho.

Ventisquero Negro: o glaciar escuro que desce até a lagoa

O Ventisquero Negro, glaciar escuro que termina numa lagoa verde, com o Tronador nevado atrás
Foto: Fernando Pascullo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de duas horas, até a hora de descer. No fim do caminho, poucos quilômetros depois de Pampa Linda, o Ventisquero Negro termina numa lagoa verde cheia de blocos de gelo. Ele é escuro porque arrasta rocha e sedimento ao descer do Tronador.

Do mesmo estacionamento sai a trilha para a Garganta del Diablo, um paredão de cachoeiras sob o glaciar. Comece a descer às 16h, quando abre a janela de volta, e chegue a Bariloche para jantar. No inverno o caminho pode exigir carro alto e correntes; confira no site do parque.

Dia 5: Rota dos Sete Lagos até San Martín de los Andes

Río Correntoso: o rio curtíssimo de Villa La Angostura

O Río Correntoso de água azul-turquesa descendo do lago sob a ponte, entre a floresta
Foto: Dario Alpern / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada rápida, 20 minutos, de graça. De Bariloche a Villa La Angostura são cerca de 1h15 pela margem norte do Nahuel Huapi. Abasteça na cidade antes de seguir para a rota.

Na saída da vila, a estrada cruza o Río Correntoso, que liga o Lago Correntoso ao Nahuel Huapi em poucas centenas de metros de água azul. Desça ao lado da ponte: é um dos lugares mais procurados da região para pescar trutas.

Lago Espejo: o primeiro dos sete lagos

O Lago Espejo de água verde refletindo a floresta, visto por entre galhos
Foto: Leopogonza / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Parada rápida, 30 minutos, de graça. A Rota dos Sete Lagos é o trecho da Ruta 40 entre Villa La Angostura e San Martín de los Andes, todo asfaltado, que passa pelos lagos Espejo, Correntoso, Villarino, Falkner, Escondido, Machónico e Lácar.

O Espejo é o primeiro. O nome vem da água parada que reflete a floresta como um espelho, e os mirantes ficam colados à estrada.

Lago Falkner: a praia no meio da rota

A praia do Lago Falkner com o Cerro Buque ao fundo sob o céu azul
Foto: Gabriel Patiño / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de uma hora, de graça, e é a parada mais longa do dia. Depois do Villarino, a estrada corre colada ao Falkner, com uma praia de areia de frente para o Cerro Buque, o morro de topo reto cujo nome quer dizer navio.

No verão dá para entrar na água, que é fria. Perto dali, a Cascada Vuliñanco cai a poucos metros da estrada. De Falkner a San Martín de los Andes falta cerca de uma hora, passando pelo Escondido e pelo Machónico.

Mirador Arrayán: San Martín de los Andes do alto

O Lago Lácar e a baía de San Martín de los Andes vistos do Mirador Arrayán
Foto: Mayra García / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de 45 minutos, de graça, no fim da tarde, depois do check-in. O mirante fica na encosta a poucos minutos de carro do centro e mostra a baía do Lago Lácar com a cidade encaixada no fundo do vale.

San Martín de los Andes é menor e mais tranquila que Bariloche, com casas baixas de madeira e uma costanera à beira do lago. Desça para jantar no centro, a poucas quadras do porto.

Dia 6: San Martín de los Andes, do Mirador Bandurrias a Quila Quina

Mirador Bandurrias: o Lago Lácar nas terras mapuche

O Lago Lácar entre montanhas visto do alto do Mirador Bandurrias
Foto: Mayra García / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de 1h30, 10.000 pesos por pessoa, cobrados pela comunidade mapuche Curruhuinca, dona das terras. Fica a 5 km do centro: de carro, pela Ruta 48 em direção a Hua Hum, ou a pé, numa trilha de cerca de uma hora que começa no fim da rua Juez del Valle.

O mirante é um promontório de rocha sobre o Lácar, a 800 metros de altitude, com a vista do lago inteiro rumo ao oeste e da cidade do outro lado. Vá de manhã e volte a tempo do barco.

Quila Quina: a praia do Lácar de catamarã

A praia de cascalho de Quila Quina com uma árvore retorcida e o lago Lácar
Foto: Gabriel Patiño / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A tarde inteira. O catamarã da Naviera Lácar y Nonthué sai do cais da costanera e leva 30 minutos, por 70.000 pesos ida e volta; os horários de 2026 saem às 10h, 12h, 13h e 16h e voltam às 11h15, 13h30, 15h15 e 18h. A entrada do Parque Nacional Lanín é cobrada à parte.

Quila Quina é uma vila de praia de cascalho na margem sul do lago, dentro do parque e em terras mapuche. Além da praia, uma trilha leva à cascata do Arroyo Grande, com taxa de 5.000 pesos. Pegue o barco das 13h e volte no das 18h.

Dia 7: a volta por Junín de los Andes e o Valle Encantado

Vía Christi: as esculturas do Cerro de la Cruz em Junín

Escultura de Cristo carregando a cruz na Vía Christi, com o vale de Junín de los Andes ao fundo
Foto: zeta / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada rápida, 45 minutos. A volta a Bariloche por Junín de los Andes e pelo Valle Encantado é toda asfaltada e mais longa, cerca de 3h30 de estrada, mas não repete a Rota dos Sete Lagos. Junín fica a 40 km ao norte de San Martín.

A Vía Christi é um parque de esculturas no Cerro de la Cruz, na beira da cidade: uma via-sacra de esculturas ao longo de uma trilha que sobe o morro, com a vista do vale e do rio Chimehuín.

Valle Encantado: as torres de rocha do Rio Limay

Torres de rocha do Valle Encantado sobre o Rio Limay e a encosta verde
Foto: bullit / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Cerca de 45 minutos, de graça, na Ruta 237, a cerca de uma hora de Bariloche. A estrada desce o vale do Rio Limay entre torres de rocha vulcânica com formas que ganharam nomes, e a mais famosa é o Dedo de Dios, uma agulha isolada sobre a encosta.

Há mirantes com estacionamento na beira da estrada. Daqui o aeroporto de Bariloche fica no caminho, antes do centro: dá para devolver o carro e pegar um voo no fim da tarde.

Brasileiro precisa de passaporte para ir a Bariloche?

Não. O brasileiro entra na Argentina com o RG ou com o passaporte, para estadias de turismo de até 90 dias. Leve a carteira de identidade física e em bom estado; as companhias aéreas costumam recusar RG emitido há mais de 10 anos, então, se for o seu caso, viaje de passaporte. A CNH não serve como documento de entrada.

Desde o Decreto 366 de 2025, a Argentina prevê a exigência de cobertura de saúde para turistas estrangeiros: viaje com seguro-viagem que cubra despesas médicas e leve a apólice.

Brasileiro pode dirigir na Argentina com a CNH?

Pode. Pelo acordo de trânsito do Mercosul, a CNH brasileira vale na Argentina em viagem de turismo, sem permissão internacional, desde que você leve também o RG ou o passaporte. Para alugar, a locadora pede a carteira de motorista e um cartão de crédito. Pergunte se o contrato cobre estrada de rípio, porque o caminho do Tronador é de terra.

Carro ou excursões? Um carro compacto sai em média de 45 a 90 dólares por dia. As excursões regulares cobram 96.000 pesos pelo Tronador, com a entrada do parque, e 114.000 pelos Sete Lagos num bate-volta de mais de 10 horas, com duas horas em San Martín. Para duas pessoas, o carro custa menos que as excursões somadas e é o que permite dormir em San Martín de los Andes em vez de voltar no mesmo dia.

Qual a melhor época para ir a Bariloche?

De dezembro a março, para este roteiro. É a temporada dos lagos: os barcos saem todos os dias, o caminho do Tronador funciona sem restrição de carro e dá para entrar na água no Falkner e em Quila Quina. Janeiro é o mês mais cheio e mais caro; fevereiro costuma ter passagem mais barata.

Julho e agosto são a temporada de neve, com o Cerro Catedral aberto para esqui. Nessa época, o caminho do Tronador pode exigir carro alto e correntes, e a Rota dos Sete Lagos pode pedir correntes: troque o Dia 4 por um dia no Cerro Catedral. Em outubro, a cidade faz o Bariloche a la Carta, a semana gastronômica, de 5 a 12 de outubro em 2026.

Como chegar a Bariloche saindo do Brasil

No inverno há voo direto de Guarulhos. Em 2026, a Gol voou de 26 de junho a 2 de agosto, quatro vezes por semana; a Latam, de 15 de junho a 30 de agosto, todos os dias; e a Aerolíneas Argentinas, de 1º de julho a 15 de agosto. No resto do ano, o caminho é com conexão em Buenos Aires, num voo doméstico de cerca de duas horas até Bariloche.

O aeroporto fica a leste da cidade, e as locadoras entregam o carro ali. Leve pesos em dinheiro vivo: as taxas do parque nacional em Puerto Pañuelo, o Mirador Bandurrias e as paradas do caminho do Tronador, onde o sinal de celular falha, funcionam melhor assim.

Onde comer em Bariloche: curanto, cordeiro e chocolate

A cozinha da região é de fogo e de lago: carne assada devagar, truta dos rios da Patagônia, frutas vermelhas e a cerveja artesanal, que Bariloche produz em quantidade. O conselho que mais importa é de calendário: o curanto de Colonia Suiza só existe às quartas e aos domingos, então encaixe o Dia 2 num desses dias.

Bandeja de curanto com carnes, batatas, cenouras e abóbora saindo das pedras quentes
O curanto, carnes e legumes cozidos sobre pedras quentes num buraco no chão. Foto: PatagoniaVD / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O curanto é a técnica de cozinhar sobre pedras em brasa num buraco no chão, tapado com folhas e terra: carne de porco, frango, linguiça, batata e abóbora saem ao mesmo tempo, com gosto de fumaça. Em Colonia Suiza ele sai por volta das 14h.

Cordeiros abertos em cruzes de ferro assando ao lado de um fogo de lenha
O cordeiro patagônico al asador, aberto numa cruz de ferro ao lado do fogo. Foto: Albasmalko / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O cordeiro patagônico é o prato das parrillas da região: o animal inteiro, aberto numa cruz de ferro, assa por horas ao lado da lenha, sem tocar a brasa. Peça em San Martín de los Andes ou em Bariloche.

Ovo de chocolate gigante decorado exposto numa cúpula no centro de Bariloche na Páscoa
O ovo de chocolate gigante da Páscoa, exposto no centro de Bariloche. Foto: Diegogabriel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O chocolate é a lembrança obrigatória. As chocolaterias se concentram na Rua Mitre, e o chocolate em rama, em lascas finas e enroladas, é o formato da casa. Na Páscoa, a cidade monta um ovo de chocolate gigante no centro, como o da foto. Para beber, peça uma cerveja artesanal local, e para a sobremesa qualquer coisa com frutas vermelhas da região.

7 dias são suficientes para conhecer Bariloche?

São suficientes para o essencial de Bariloche e para os Sete Lagos sem correr: o Circuito Chico, o Cerro Otto, o barco para o Bosque de Arrayanes e a Isla Victoria, um dia inteiro no Tronador e duas noites em San Martín de los Andes. É o que a Lonely Planet chamou de Bariloche e os lagos ao pôr a região no Best in Travel 2027.

O que ficou de fora e merece mais dias: o Cerro Catedral, que no verão tem teleféricos e trilhas; o barco para Puerto Blest e a Cascada Los Cántaros; El Bolsón e o Lago Puelo, duas horas ao sul; e as trilhas de refúgio de montanha, como a do Refugio Frey.

Quem quer o sul da Patagônia pode seguir com o roteiro de 6 dias por Ushuaia e El Calafate, e quem passa por Buenos Aires tem o roteiro de 5 dias em Buenos Aires. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 2.200 a R$ 4.500 (ida e volta do Brasil)
Hospedagem/noite120 mil a 220 mil pesos (quarto duplo)
Alimentação/dia40 mil a 75 mil pesos por pessoa
Ingressos e transporte local420 mil a 480 mil pesos (teleféricos, barcos e parques)
Total estimado1,4 a 2,3 milhões de pesos, sem voo

Preços conferidos em 24 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Aerosilla del Cerro Campanario, tarifas e horários · Teleférico Cerro Otto, tarifas e horários · Cau Cau, barco para a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes · Parque Nacional Nahuel Huapi, tarifas de ingresso · Parque Nacional Nahuel Huapi, horários do caminho ao Tronador · Naviera Lácar y Nonthué, catamarã para Quila Quina · Parques Nacionales da Argentina, tarifas de acesso · Migraciones, documentos de viagem do Mercosul · Governo argentino, carteiras de motorista do Mercosul e estrangeiras.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 7 dias para Bariloche?+

Entre 1,4 e 2,3 milhões de pesos argentinos por pessoa, sem a passagem, o que dá cerca de 900 a 1.500 dólares. A conta inclui seis noites de hotel de categoria média em quarto duplo, comida, o carro alugado dividido por dois com combustível e os ingressos. Os ingressos somam de 420 mil a 480 mil pesos: o barco para a Isla Victoria custa 140.000, mais 7.600 de embarque e 35.000 do parque nacional; o Cerro Otto, 60.000; o Cerro Campanario, 30.000; o catamarã para Quila Quina, 70.000. A passagem do Brasil fica entre 2.200 e 4.500 reais ida e volta.

Brasileiro pode entrar na Argentina só com o RG?+

Pode. A Argentina aceita a carteira de identidade brasileira para turismo de até 90 dias, além do passaporte. Leve o RG físico e em bom estado, porque as companhias aéreas costumam recusar documento emitido há mais de 10 anos. A CNH não vale como documento de entrada, mas vale para dirigir: pelo acordo do Mercosul, o brasileiro dirige na Argentina com a CNH, sem permissão internacional.

Precisa de carro para fazer a Rota dos Sete Lagos?+

Não é obrigatório, mas ajuda. Há excursão de um dia saindo de Bariloche, por cerca de 114.000 pesos, com mais de 10 horas de duração e duas horas livres em San Martín de los Andes. De carro, a Ruta 40 é toda asfaltada entre Villa La Angostura e San Martín, dá para parar em cada lago e dormir em San Martín, que é o que este roteiro faz. No inverno a estrada pode exigir correntes.

Qual o horário do caminho para o Cerro Tronador?+

O caminho de rípio a partir de Los Rápidos é de mão única em boa parte do dia. Só se sobe das 10h30 às 14h e só se desce das 16h às 18h, e a mão dupla vale das 19h30 às 9h. É proibido subir entre 14h e 19h30. De Bariloche até Pampa Linda são cerca de duas horas, e no acesso do Lago Mascardi o parque nacional cobra 35.000 pesos por pessoa. No inverno o caminho pode exigir carro alto e correntes.

Em que dias tem curanto em Colonia Suiza?+

Às quartas e aos domingos, o ano todo, junto com a feira de artesanato da vila. A preparação começa no fim da manhã e o curanto costuma ser servido por volta das 14h. Colonia Suiza fica a cerca de 25 km do centro de Bariloche, com um desvio curto a partir do Circuito Chico, então vale encaixar o dia do circuito numa quarta ou num domingo.

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