Stone Town vista do alto, com os telhados da cidade velha e a praia de Zanzibar ao lado

Stone Town · Jozani · Paje · Jambiani · Matemwe · Nungwi · Kendwa · 13 min de leitura

Roteiro Zanzibar 7 dias: Stone Town, Paje e Nungwi

7 dias · 3 cidades

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Este roteiro de 7 dias por Zanzibar usa três bases: Stone Town, Paje, no leste, e Nungwi, no norte. Mudar de base duas vezes é a decisão que organiza a semana, porque a maré manda em qual praia dá banho e a que horas.

Em resumo: dois dias de cidade, as especiarias e Jozani a caminho do leste, Jambiani e The Rock, Mnemba e o norte. Visto, seguro, época e comida estão no fim.

Dia 1: chegada a Stone Town, o forte e o mercado noturno

Forte Antigo: a fortaleza omani do século 17

Muralha de coral e ameias do Forte Antigo de Zanzibar, em Stone Town
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Entrada livre no pátio, 1 hora, a 15 minutos de carro do aeroporto. Comece por aqui depois do check-in: as ruas de Stone Town não têm placa e o forte é a referência de onde tudo sai.

Os omanis ergueram as muralhas de coral entre 1698 e 1701, logo depois de expulsar os portugueses, que tinham dominado a ilha por dois séculos. Hoje o pátio tem anfiteatro, bancas de artesanato e cafés, e é o lugar onde acontecem os festivais da cidade.

Casa das Maravilhas: o palácio em obras ao lado do forte

Casa das Maravilhas coberta de andaimes e lonas durante as obras de restauro
Foto: Erasmus Kamugisha / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada rápida, 20 minutos, a 100 metros do forte. O prédio está fechado e coberto de andaimes desde que parte da fachada e da torre desabou, em dezembro de 2020, e o restauro segue com apoio do Aga Khan Trust for Culture.

Vale parar para entender a escala: quando o sultão Barghash o levantou, em 1883, foi o primeiro prédio da África Oriental com luz elétrica e elevador, e o maior da costa suaíli.

Jardins de Forodhani: o mercado de comida que abre ao pôr do sol

Bancas iluminadas do mercado noturno dos Jardins de Forodhani cheias de gente
Foto: Rod Waddington / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Grátis para entrar, 1h30, colado ao forte. As bancas montam por volta das 18h, quando o sol cai, e ficam até as 21h ou 22h. É o jantar mais barato e mais animado da cidade.

Peça a pizza zanzibarina, que não é pizza: é uma massa fina recheada de carne moída, ovo e queijo, dobrada e frita na chapa. Regra que economiza dor de barriga: coma o que sai quente na hora, na banca com fila de gente local, e desconfie das bandejas de frutos do mar expostas há horas.

Dia 2: a história de Stone Town e a Ilha Changuu

Catedral de Cristo: o mercado de escravos que virou igreja

Fachada da Catedral de Cristo, em Stone Town, e a placa que indica as celas de escravos
Foto: Adam Jones / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Cerca de 1h15, com guia incluído no ingresso, aberta de manhã cedo. A catedral anglicana foi construída a partir de 1873 exatamente sobre o maior mercado de escravos da África Oriental, fechado naquele ano por pressão britânica sobre o sultão Barghash.

O altar está onde ficava o poste de açoite, usado para testar a resistência das pessoas à venda. No porão de um prédio ao lado sobraram duas celas onde dezenas ficavam à espera do leilão, com teto tão baixo que não dá para ficar de pé. É a visita mais dura e mais necessária da ilha.

Mercado Darajani: peixe, fruta e especiarias

Carrinhos de fruta tropical e vendedores no Mercado Darajani, em Stone Town
Foto: Erasmus Kamugisha / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada rápida, 30 minutos, a 200 metros da catedral. Aberto em 1904, é onde a cidade faz compras: montanhas de manga e shoki shoki, sacos de cravo e canela, e o galpão do peixe nos fundos, que cheira exatamente como você está imaginando.

Vá de manhã, quando o peixe acabou de chegar, e combine o preço antes de aceitar qualquer coisa na mão.

Ilha Changuu: as tartarugas-gigantes e a prisão que nunca foi prisão

Prédio da antiga prisão da Ilha Changuu, de paredes claras e janelas azuis
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de 4 horas com o barco, que sai da praia em frente ao Forodhani; entrada da ilha em torno de 4 dólares, mais o barco compartilhado. Saia depois do almoço e volte a tempo do pôr do sol.

O prédio de 1893 foi construído para ser prisão, mas nunca recebeu presos: virou estação de quarentena para navios com febre amarela. A atração real são as tartarugas-gigantes de Aldabra, um presente do governador britânico das Seychelles em 1919, algumas com mais de um século de idade e placa com o ano de nascimento no casco.

Os barcos costumam parar no banco de areia de Nakupenda no caminho, que some inteiro na maré cheia. Confirme com o barqueiro se a parada está incluída antes de pagar.

Dia 3: de Stone Town a Paje, pelas especiarias e por Jozani

Fazenda de especiarias de Kizimbani: por que a ilha se chama das especiarias

Urucum carregado de frutos vermelhos numa fazenda de especiarias de Zanzibar
Foto: Bärbel Miemietz / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de 2 horas com guia, 15 a 20 dólares por pessoa, a 25 minutos ao norte de Stone Town. Saia às 9h com a mala no carro: o dia termina na costa leste.

O guia arranca a casca do tronco e manda cheirar: canela, noz-moscada, cardamomo, pimenta, baunilha, urucum. Zanzibar chegou a ser o maior produtor mundial de cravo, plantado em regime de escravidão a partir dos anos 1820, e a monocultura moldou a economia da ilha até o turismo chegar. No fim vendem especiarias embaladas, que são boas e baratas, mas não compre sabão nem óleo a preço de aeroporto.

Floresta de Jozani: o macaco que só existe aqui

Colobo-vermelho de Zanzibar sentado entre as folhas na Floresta de Jozani
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Entrada em torno de 10 a 12 dólares com guia obrigatório, 1h30, a 30 minutos de Kizimbani e a 20 minutos de Paje. É o único parque nacional de Unguja, a ilha principal.

O colobo-vermelho de Zanzibar não existe em nenhum outro lugar do mundo, e restam poucos milhares. Eles ficam a poucos metros da trilha, em grupos, e o guia pede distância de três metros, tanto para proteger você quanto para não transmitir doença humana a eles. A segunda parte da visita é uma passarela de madeira sobre o manguezal, do outro lado da estrada.

Dia 4: Jambiani, The Rock e a maré de Paje

Jambiani: as fazendas de algas e a vida da vila

Duas mulheres de kanga colhendo algas na maré baixa em Jambiani
Foto: Yann Macherez / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Grátis, 2 horas, a 15 minutos ao sul de Paje. Vá na maré baixa, que é quando as mulheres da vila entram na lagoa para tratar as estacas onde crescem as algas vermelhas, vendidas para a indústria de cosméticos e de alimentos.

O cultivo de algas é hoje uma das principais fontes de renda das mulheres na costa leste, e o centro comunitário de Paje transforma parte da colheita em sabonete. A caminhada pela vila, entre casas de coral e barcos, mostra a Zanzibar que existe fora dos resorts. A 10 minutos dali fica a gruta de Kuza, uma caverna de calcário com água doce turquesa e um centro cultural suaíli, que cobra poucos dólares e quase nunca aparece nos roteiros.

The Rock: o restaurante em cima de um rochedo no mar

Restaurante The Rock sobre o rochedo de coral, com a escada de madeira na maré baixa
Foto: Rod Waddington / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Almoço em torno de 30 a 50 dólares por pessoa, 1h30, a 30 minutos ao norte de Paje, em Michamvi Pingwe. Reserve com dias de antecedência e pergunte a hora da maré ao reservar: na maré baixa você chega a pé pela areia, na maré cheia um barquinho faz a travessia de 20 metros.

A casa tem uma dúzia de mesas sobre um rochedo de coral e serve basicamente peixe e frutos do mar. Você paga pelo lugar, não pela cozinha, e ainda assim vale por uma refeição. Quem achar caro almoça na praia de Bwejuu e vem só ver o rochedo do lado de fora.

Praia de Paje: kitesurf e a maré que muda a paisagem

Faixa larga de areia branca da praia de Paje exposta na maré baixa
Foto: Matt Kieffer / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Grátis, o resto da tarde. Paje é a capital do kitesurf da ilha: o recife segura as ondas, o vento entra constante de junho a setembro e de dezembro a março, e as escolas cobram em torno de 70 a 90 dólares a aula particular.

Quem não vai velejar precisa entender a maré antes de reclamar do mar: na baixa a água recua centenas de metros e a praia vira uma planície de areia com poças e estrelas-do-mar; na cheia volta a piscina turquesa. As duas horas antes e depois da maré alta são as de banho.

Dia 5: de Paje a Nungwi, com parada em Matemwe

Praia de Matemwe: a costa nordeste em frente a Mnemba

Areia branca e água turquesa da praia de Matemwe, no nordeste de Zanzibar
Foto: Mangapwani / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Grátis, 1 hora, a 1 hora de carro de Paje e a 40 minutos de Nungwi. É a parada natural do dia de deslocamento, e a praia de onde saem os barcos para Mnemba.

Matemwe é uma vila de pescadores comprida, com hotéis espalhados e nada de vida noturna. A maré aqui também recua bastante, mas a vista do atol de Mnemba no horizonte é a melhor da ilha.

Estaleiro de dhows de Nungwi: barcos feitos à mão na areia

Dhow de pesca com a vela içada parado na areia da praia de Nungwi
Foto: Moongateclimber / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Grátis, 1 hora, na ponta norte da ilha. Os dhows, barcos de vela árabes que navegam esta costa há séculos, continuam sendo construídos aqui na areia, sem planta e sem prego industrial, com madeira de mango e ferramentas simples.

Pergunte antes de fotografar quem está trabalhando; uma gorjeta pequena é bem-vinda. Ao lado ficam o mercado de peixe do fim da tarde e os barcos que saem para o pôr do sol.

Praia de Nungwi: a única praia onde a maré não atrapalha

Água turquesa e barcos ao longe na praia de Nungwi, na ponta norte de Zanzibar
Foto: Niceley / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Grátis, fim de tarde. A ponta norte é a única parte da ilha onde a diferença de maré quase não muda a linha da água: dá para nadar em qualquer hora do dia, o que explica a concentração de hotéis.

O outro motivo é o pôr do sol, que aqui cai no mar. Fique na areia entre 18h e 18h30, quando os dhows saem com a vela aberta em frente ao sol e a foto se faz sozinha.

Dia 6: snorkel no atol de Mnemba e pôr do sol em Kendwa

Atol de Mnemba: o melhor snorkel da ilha

Arraia de pintas azuis pousada no coral do atol de Mnemba, em água transparente
Foto: I've Got It On Film! / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Cerca de 4 horas, 35 a 60 dólares por pessoa no barco compartilhado, mais a taxa da área marinha protegida. Saída às 8h30 de Nungwi ou de Matemwe, porque o mar amanhece mais liso e os barcos de meio-dia pegam vento.

A ilha do atol é privada, de um hotel de luxo, e ninguém desembarca: o passeio é o recife em volta, com peixes-borboleta, tartarugas verdes e, com sorte, golfinhos no caminho. Leve protetor solar sem oxibenzona e recuse operadores que oferecem nadar perseguindo golfinhos, prática que a Tanzânia desencoraja e que estressa os animais.

Praia de Kendwa: a areia funda e o fim de tarde do norte

Guarda-sóis de palha e espreguiçadeiras na areia branca da praia de Kendwa
Foto: Zoheb / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Grátis, a tarde inteira, a 10 minutos de carro de Nungwi ou 40 minutos a pé pela praia na maré baixa. Kendwa é mais larga, mais funda e mais calma que Nungwi, e o mar entra sem pedras.

É também onde acontece a festa de lua cheia da ilha, uma vez por mês, que enche a praia de gente. Se a sua ideia é sossego, confira a data antes de reservar; se é o contrário, marque por ela.

Dia 7: Mangapwani e Maruhubi no caminho do aeroporto

Câmara de escravos de Mangapwani: o esconderijo depois da proibição

Interior da câmara de escravos de Mangapwani, com a escada de pedra até a abertura
Foto: mwanasimba / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Cerca de 1 hora com a caverna vizinha, entrada de poucos dólares, a 45 minutos ao sul de Nungwi, na estrada do aeroporto. Saia de Nungwi às 9h com as malas.

A cela foi cavada no coral e coberta, e serviu para esconder pessoas escravizadas depois que o tráfico foi proibido, em 1873: os navios continuavam chegando à noite, longe do porto fiscalizado de Stone Town. Descer os degraus e ver o tamanho do buraco explica melhor do que qualquer texto. A poucos minutos dali fica a caverna natural de Mangapwani, com água doce, usada pela comunidade até hoje.

Ruínas do Palácio de Maruhubi: as colunas do palácio queimado

Colunas de pedra que sobraram do Palácio de Maruhubi, cercadas de vegetação
Foto: Eric Kilby / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Entrada de poucos dólares, 45 minutos, a 4 km ao norte de Stone Town, praticamente no caminho do aeroporto. O sultão Barghash mandou construir o palácio em 1882 para a sua corte, com aqueduto próprio e banhos de estilo persa.

Um incêndio destruiu tudo em 1899 e sobraram as colunas de pedra, o reservatório e parte dos banhos, tomados por vegetação. É uma parada curta, e a última do roteiro: do portão ao aeroporto são 20 minutos.

Brasileiro precisa de visto para Zanzibar?

Precisa, porque Zanzibar é parte da Tanzânia. O visto de turista custa 50 dólares e pode ser tirado online, no site oficial de imigração, ou na chegada, no aeroporto de Zanzibar. O e-visa evita fila e leva alguns dias úteis para sair, então peça com pelo menos duas semanas de antecedência. O passaporte precisa valer seis meses.

Duas exigências pegam muita gente. A primeira é o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, obrigatório para quem chega do Brasil, com a dose tomada pelo menos dez dias antes. A segunda é o seguro de viagem obrigatório de Zanzibar: desde outubro de 2024 todo visitante precisa comprar a apólice da Zanzibar Insurance Corporation, 44 dólares por adulto, com cobertura de 90 dias, no portal do governo, antes de embarcar. O seu seguro de viagem comum não substitui, e o comprovante é pedido no desembarque.

Qual a melhor época para ir a Zanzibar?

De junho a outubro, a estação seca, com dias de sol, 28 graus e noites frescas, e de dezembro a fevereiro, mais quente e úmida mas com o mar mais transparente, que é quando o snorkel em Mnemba rende mais. Dezembro e janeiro são também a alta estação de brasileiro, com preços de hotel dobrados.

Evite de meados de março a maio, a temporada das chuvas longas, quando chove forte todo dia e parte dos hotéis e restaurantes fecha. Novembro tem chuvas curtas, que atrapalham pouco, e preços bem menores.

Como chegar a Zanzibar e como circular pela ilha

Não há voo direto do Brasil. As conexões usuais são por Doha, Dubai, Adis Abeba ou Istambul, com 20 a 24 horas de porta a porta. Desde junho de 2026 a Airlink liga Joanesburgo a Zanzibar, o que abre uma rota nova para quem já voa São Paulo a Joanesburgo, e a mesma companhia começa a voar da Cidade do Cabo em outubro de 2026. Outra opção é voar até Dar es Salaam e cruzar de ferry, 2 horas de catamarã, bem mais barato que o voo interno de 20 minutos.

Na ilha não há transporte público útil para turista: os dala-dalas, caminhonetes convertidas, são lentos e cheios. O normal é contratar transfers privados, que custam em torno de 15 dólares do aeroporto a Stone Town, 50 de Stone Town a Paje e 60 a 70 de Paje a Nungwi. Alugar carro exige uma licença local, vendida na hora pela locadora, e dirige-se à esquerda.

Onde comer em Zanzibar: pratos típicos e onde comer

A cozinha zanzibarina mistura a costa suaíli, a Índia e a Península Arábica, e coco e especiarias entram em quase tudo. Os pratos para provar são o pweza wa nazi, polvo cozido no leite de coco; o urojo, sopa amarela de batata, farinha de grão-de-bico e manga verde que os locais chamam de Zanzibar mix; o pilau e o biryani, herança indiana; e o mishkaki, espetinho de carne marinada grelhado na rua.

Prato de mishkaki, espetinhos de carne grelhada, servidos com batata frita e salada kachumbari
Mishkaki com chipsi e kachumbari, o trio mais comum das bancas de rua. Foto: Zizounyc / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O jantar obrigatório é nos Jardins de Forodhani, em Stone Town: as bancas montam ao pôr do sol e servem espetinhos, pizza zanzibarina e caldo de cana com limão e gengibre por poucos dólares. Escolha a banca com fila de gente da ilha e peça o que for feito na hora, à sua frente.

Cozinheiro de touca branca preparando espetinhos numa banca iluminada do mercado noturno de Forodhani
Banca do mercado noturno de Forodhani, em Stone Town. Foto: Adam Jones / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

De dia, as casas de comida suaíli da rua Mkunazini, em Stone Town, servem o prato do dia por poucos dólares, com fila na hora do almoço. Nas padarias de rua saem o mkate wa kumimina, pão de arroz fermentado, e os chapatis que acompanham quase tudo.

Pilhas de pães zanzibarinos redondos numa banca de rua
Pães zanzibarinos numa banca de rua. Foto: AmelGhouila / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Para uma noite especial, os terraços dos casarões restaurados de Stone Town servem jantar de menu fixo com música taarab ao vivo e vista dos telhados, com reserva obrigatória e preço bem acima da média da ilha.

Pôr do sol sobre os telhados de Stone Town visto de um terraço de casarão restaurado
Pôr do sol visto de um terraço de Stone Town. Foto: Eric Kilby / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O que evitar: bandejas de frutos do mar já grelhados e expostas nas bancas turísticas do Forodhani, que ficam horas fora do fogo, e a água da torneira, inclusive no gelo de barraca de praia. Zanzibar é de maioria muçulmana: álcool só nos hotéis e restaurantes turísticos, e no Ramadã muitas cozinhas locais fecham durante o dia.

7 dias são suficientes para conhecer Zanzibar?

Para Unguja, a ilha principal, sim: sete dias dão dois dias de Stone Town, dois de costa leste e dois de norte, com um dia de deslocamento no meio, sem correria. O que fica de fora é Pemba, a ilha vizinha, que tem o melhor mergulho do arquipélago e quase nenhum turista, e o sudoeste, com o Safari Blue na baía de Menai.

A combinação mais comum é somar safári antes ou depois: o Serengeti fica a um voo de 2 horas, e a mesma ideia de ilha mais savana aparece no nosso roteiro pelo Quênia. Quem se interessar pela metade árabe dessa história encontra a outra ponta dela no roteiro por Omã, cujo sultanato governou Zanzibar e chegou a mudar a capital para cá. Para ajustar datas e hotéis, salve este roteiro no Galmund.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 5.500 a R$ 8.500 (ida e volta do Brasil)
Hospedagem/noite60 a 150 dólares (quarto duplo)
Alimentação/dia25 a 45 dólares por pessoa
Ingressos e transporte local90 a 130 dólares (Jozani, Changuu, Mnemba e especiarias)
Total estimado800 a 1.300 dólares por pessoa, sem voo

Preços conferidos em 21 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Imigração da Tanzânia, visto eletrônico · Zanzibar Insurance Corporation, seguro obrigatório de entrada.

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para Zanzibar?+

Precisa. Zanzibar faz parte da Tanzânia e o visto de turista custa 50 dólares, tirado online no site oficial de imigração ou na chegada ao aeroporto. Também são obrigatórios o certificado de febre amarela, para quem vem do Brasil, e o seguro de viagem de Zanzibar, 44 dólares por adulto, comprado no portal do governo antes de embarcar.

Quanto custa uma viagem de 7 dias para Zanzibar?+

Entre 800 e 1.300 dólares por pessoa, sem a passagem, contando hotel de categoria média em quarto duplo, comida, transfers, passeios de barco e ingressos. Some os 50 dólares do visto e os 44 do seguro obrigatório. Os maiores gastos variáveis são o snorkel em Mnemba, de 35 a 60 dólares, e os transfers entre as três bases, que somam cerca de 130 dólares por carro. A passagem do Brasil fica entre 5.500 e 8.500 reais ida e volta.

O seguro obrigatório de Zanzibar é mesmo obrigatório?+

É. Desde 1 de outubro de 2024 todo visitante estrangeiro precisa comprar a apólice da Zanzibar Insurance Corporation, no portal do governo, por 44 dólares por adulto, válida por 90 dias. Crianças de 3 a 17 anos pagam metade e menores de 2 anos são isentos. O comprovante é pedido no controle de imigração, e o seu seguro de viagem comum não substitui essa apólice.

A maré atrapalha o banho de mar em Zanzibar?+

Na costa leste, sim. Em Paje, Jambiani e Bwejuu a água recua centenas de metros na maré baixa e volta na cheia, então o banho acontece nas duas horas antes e depois da maré alta; no resto do tempo a praia é uma planície de areia boa para caminhar. No norte, em Nungwi e Kendwa, a variação é pequena e dá para nadar o dia inteiro, que é o motivo de o roteiro terminar lá.

Vale ficar em Stone Town ou só na praia?+

Vale ficar nos dois. Stone Town concentra tudo o que é história da ilha, do mercado de escravos à arquitetura suaíli e omani, e duas noites bastam para ver com calma e jantar no Forodhani. Mas a cidade não tem praia de banho, então o resto da semana pede pelo menos uma base de praia, e o roteiro usa duas, uma em cada costa, porque a maré e o vento funcionam de maneira diferente nelas.

Forte Antigo de ZanzibarCasa das MaravilhasJardins de ForodhaniCatedral de Cristo e antigo mercado de escravosMercado DarajaniIlha ChanguuFazenda de especiarias de KizimbaniFloresta de JozaniThe RockJambianiPraia de PajePraia de MatemweEstaleiro de dhows de NungwiPraia de NungwiAtol de MnembaPraia de KendwaCâmara de escravos de MangapwaniRuínas do Palácio de Maruhubi

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