Tenerife · Ilhas Canárias · Teide · Anaga · Masca · La Laguna · 9 min de leitura
6 dias · 8 cidades
Duração
6 dias
Orçamento estimado
900 a 1.400 euros por pessoa, sem aéreo
Melhor época
Março a junho e setembro a novembro
Visto
Brasileiros não precisam até 90 dias
Este roteiro Tenerife 6 dias usa Puerto de la Cruz, no norte da ilha, como base única e sai de carro para um lado por dia. A decisão que o organiza são as reservas: o teleférico do Teide, a trilha de Masca e a Cueva del Viento têm vagas limitadas, e o pico ganhou taxa em 2026.
Em resumo: Puerto, Teide, La Laguna e Anaga, Masca e Los Gigantes, Icod e Garachico, Santa Cruz. Custos e comida no fim.

Duas horas, 7 euros, na orla leste do centro. Depois do check-in, troque o mar bravo do norte pelas piscinas de água salgada que César Manrique desenhou em 1977, com um lago central, ilhas de lava e palmeiras. Fora do verão abre das 10h às 18h, com último acesso às 17h; leve toalha e alugue o guarda-sol na entrada.
Uma hora, de graça, a dez minutos a pé pela orla. A praça central, sombreada por loureiros-da-índia, é o ponto de encontro da cidade. Desça até o porto pesqueiro e jante no bairro de La Ranilla, de casas de pescadores com murais nas fachadas. Abasteça o carro hoje: amanhã a estrada do Teide não tem posto.

Duas horas e meia, 42 euros ida e volta, a uma hora de Puerto de la Cruz pela TF-21. Reserve o primeiro horário, às 9h, no site oficial: as manhãs são mais limpas e o vento fecha o teleférico em alguns dias. A cabine sobe 1.200 metros em cerca de oito minutos até La Rambleta, a 3.555 metros, de onde saem os mirantes de La Fortaleza e do Pico Viejo.
Para pisar no cume, a 3.715 metros, é preciso a licença da trilha Telesforo Bravo: desde 19 de janeiro de 2026 ela custa 15 euros para não residentes entre 9h e 17h, com vagas liberadas toda segunda às 7h. Leve casaco, porque lá em cima faz até 15 graus menos que no litoral.

Uma hora e quinze, de graça, a 3 km do teleférico, em frente ao Parador. O mirante junto à estrada tem o Roque Cinchado em primeiro plano e o Teide atrás, e uma trilha circular de 3,5 km contorna as agulhas de lava. Chegue antes das 13h: o estacionamento lota e o Cabildo prevê controle de acesso aos mirantes mais cheios ainda em 2026.

Uma hora, cerca de 5 euros, no caminho de volta, a 15 minutos de Puerto de la Cruz. O casarão de 1632 tem varandas de pinho canário, um pátio interno de madeira e uma loja de bordados. Siga a pé pela Calle San Francisco até a igreja de La Concepción e peça um barraquito numa das confeitarias da praça.

Uma hora e meia, cerca de 7 euros, ou 10 com a torre, a 35 minutos de Puerto de la Cruz. La Laguna é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1999, a primeira cidade colonial planejada sem muralha, modelo para Havana e Cartagena das Índias. Estacione na periferia do centro e caminhe pela Calle San Agustín até a catedral, aberta de segunda a sábado e fechada a visitas no domingo.

Meia hora, de graça, a 20 minutos de La Laguna pela TF-12. O mirante tem vista para a cidade e para o Teide em dia limpo, e ao lado começa o Sendero de los Sentidos, trilha de 20 minutos pela floresta de laurissilva, Reserva da Biosfera desde 2015.

Meia hora, de graça. A estrada desce em curvas fechadas até a vila de casas brancas, com a igreja de Nuestra Señora de las Nieves, do século XVI, e vinhedos em terraços nas encostas.
Duas horas com almoço, a 5 minutos de Taganana. A vila de pescadores tem praia de areia negra e restaurantes de peixe virados para o mar: peça o peixe do dia grelhado com papas arrugadas. O Atlântico aqui é aberto e forte; entre na água só com mar calmo.

Uma hora, de graça, a 3 km, onde termina o asfalto. A praia de areia negra com os Roques de Anaga no mar é o cartão-postal do norte. A escada de descida está fechada por desmoronamento desde julho de 2024, então veja de cima, do mirante da estrada. A volta a Puerto de la Cruz leva 1h20.

Quarenta e cinco minutos, a uma hora e quinze de Puerto de la Cruz até Santiago del Teide. Estacione no estacionamento do cemitério e pegue o ônibus 355 da Titsa, obrigatório para quem vai fazer a trilha: quem chega de carro ou táxi não entra. Esteja no ponto uma hora antes do horário da descida. A aldeia de casas de pedra e palmeiras fica numa crista entre paredões do maciço de Teno.
Três horas e meia, cerca de 28 euros mais o barco. Reserve no site oficial, com nome e passaporte, assim que tiver a data: o acesso abre só em alguns dias da semana e tem limite diário. A trilha só desce, cerca de 4,5 km e 600 metros de desnível entre paredões de lava, até a praia de Masca. O barco de saída para Los Gigantes é obrigatório e comprado à parte com uma das empresas credenciadas. Capacete e calçado de trilha são exigidos, e menores de 8 anos não entram.

Duas horas, a 15 minutos de barco da praia de Masca. Os Acantilados de Los Gigantes caem até 600 metros direto no mar, e a faixa entre Teno e Rasca é área protegida onde baleias-piloto e golfinhos costumam aparecer na travessia. Almoce no porto, suba ao Mirador de Archipenque e volte a Santiago del Teide de táxi ou nos ônibus 325 e 462 para pegar o carro.

Duas horas e meia, 25 euros, a 30 minutos de Puerto de la Cruz, nas alturas de Icod de los Vinos. É um dos maiores tubos de lava do mundo, com mais de 18 km mapeados, formado por erupções do Pico Viejo há cerca de 27 mil anos. Só se entra com guia, em grupos de até 15 pessoas, com capacete e lanterna incluídos; reserve online, porque o pagamento é só com cartão e os horários da manhã esgotam.

Uma hora, 5 euros, no centro de Icod, a 10 minutos da caverna. O dragoeiro tem cerca de 18 metros de altura e idade estimada em vários séculos, apesar do nome. Dá para vê-lo de graça da praça da igreja de San Marcos; o ingresso leva ao pé da árvore e a um jardim de plantas canárias. Vale se você gosta de botânica; se não, a praça basta.

Duas horas e meia, de graça, a 10 minutos de Icod. Em 1706 a lava do vulcão de Trevejo soterrou o porto de Garachico e, ao esfriar, formou estas piscinas na orla. Entre na água só com bandeira verde e mar calmo; com mar agitado, caminhe pela vila até o Castillo de San Miguel, do século XVI, e pela praça da igreja de Santa Ana.

Uma hora e quinze, de graça, a 40 minutos de Puerto de la Cruz, no caminho do aeroporto. O mercado de 1944, com torre do relógio e pátios em arcadas, vende frutas tropicais, queijos de cabra curados, mojo engarrafado e peixe da ilha. É o lugar certo para as compras de volta; aos domingos há uma feira de rua ao redor.

Duas horas, de graça, a 15 minutos do mercado, em San Andrés. A praia de areia dourada, trazida do Saara nos anos 1970, é protegida por um quebra-mar e tem água calma, palmeiras e quiosques. Almoce num deles e saia às 14h para o aeroporto Tenerife Norte, a 25 minutos.
De março a junho e de setembro a novembro: litoral entre 20 e 26 graus, menos gente no Teide e preços fora das férias europeias. O inverno é ameno no litoral, mas a neve pode fechar a estrada e o teleférico do Teide por alguns dias. O norte tem mais nuvens que o sul, e entre 1.000 e 1.500 metros se forma o mar de nuvens; no alto do Teide o céu costuma estar limpo.
Brasileiros não precisam de visto para ficar até 90 dias: Tenerife é Espanha e faz parte do espaço Schengen. Leve passaporte válido por três meses além da volta, seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros e a reserva do hotel. Desde outubro de 2025 o sistema europeu de entrada e saída registra digitais e foto na primeira chegada, o que pode alongar a fila no aeroporto de conexão.
Do Brasil, voe a Madri ou Lisboa e siga em voo doméstico. Tenerife tem dois aeroportos: o Norte, a 25 minutos de Puerto de la Cruz, recebe a maior parte dos voos de Madri; o Sul, a 1h20, concentra os voos internacionais. Alugue o carro no aeroporto, porque as linhas da Titsa para Anaga, Masca e o Teide têm poucos horários.
Para outra ilha vulcânica do Atlântico, veja o roteiro da Madeira em 5 dias; para seguir pela Espanha continental, o da Andaluzia em 7 dias.
O teleférico custa 42 euros ida e volta e se reserva no site oficial; a licença do pico, 15 euros para não residentes, sai no site dos Parques Nacionais, com vagas liberadas às segundas. A trilha de Montaña Blanca também passou a cobrar das 9h às 15h. O Cabildo prevê ainda controle de acesso nas entradas do parque e estacionamento com reserva, e ônibus lançadeira a partir de 2027.
Masca custa cerca de 28 euros, mais o ônibus 355 e o barco de saída, e só aceita quem chega pelo ônibus. Feche as três reservas antes de comprar a passagem.
A cozinha canária é simples e de produto. O prato que aparece em toda mesa são as papas arrugadas, batatas pequenas cozidas em água muito salgada até a casca enrugar, servidas com mojo: o vermelho, de pimentão e cominho, e o verde, de coentro e alho. Peça também queijo de cabra assado com mel de palma, conejo en salmorejo, coelho marinado em vinho e alho, e o escaldón de gofio, pasta de farinha de milho tostado com caldo de peixe.

No norte, entre setembro e a primavera, abrem os guachinches: garagens e quintais de produtores de vinho que servem o vinho da casa com três ou quatro pratos caseiros, por preço baixo e quase sempre só em dinheiro. Ficam nas encostas de La Orotava, Los Realejos e Tacoronte e mudam de ano para ano; pergunte no hotel quais estão abertos. Nas vilas de pescadores, como Roque de las Bodegas e Garachico, o certo é o peixe do dia grelhado.
Para o café, peça um barraquito, servido em camadas de leite condensado, licor 43, café expresso, espuma de leite, canela e raspa de limão.

O que evitar: os restaurantes com cardápio de fotos e vendedores na porta da orla de Playa de las Américas, no sul, e jantar tarde nas vilas do norte, onde muitas cozinhas fecham às 22h.
São suficientes para o essencial da ilha sem trocar de hotel: o Teide, as duas cidades históricas, Anaga, Masca e o noroeste. Com um sétimo dia, faça a saída de barco para ver baleias no sul ou um dia em La Gomera, a 50 minutos de ferry de Los Cristianos.
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Preços conferidos em 10 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Teleférico del Teide, site oficial · Licença do pico do Teide, Parques Nacionais · Trilha do Barranco de Masca, site oficial · Cueva del Viento, site oficial · Lago Martiánez, site oficial · Catedral de La Laguna, site oficial.
Entre 900 e 1.400 euros por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo e carro: cinco noites em Puerto de la Cruz, comida, carro alugado e cerca de 140 a 160 euros em ingressos, com o teleférico do Teide, a trilha de Masca e a Cueva del Viento como os mais caros. A passagem do Brasil fica entre R$ 4.500 e R$ 7.500 ida e volta, via Madri ou Lisboa.
Sim, para o último trecho. O teleférico leva até La Rambleta, a 3.555 metros, e de lá a trilha Telesforo Bravo sobe ao cume, a 3.715 metros, só com licença nominal. Desde 19 de janeiro de 2026 ela custa 15 euros para quem não mora nas Canárias, entre 9h e 17h, e as vagas são liberadas toda segunda às 7h no site dos Parques Nacionais. Sem a licença, os mirantes de La Fortaleza e do Pico Viejo, a partir da estação, são livres.
Só com reserva no site oficial, com nome e documento, e só na descida. Estacione no cemitério de Santiago del Teide e pegue o ônibus 355 da Titsa até Masca, que é obrigatório: quem chega de outro jeito não entra. A descida leva cerca de três horas até a praia, de onde um barco credenciado, comprado à parte, leva a Los Gigantes. Menores de 8 anos não entram e o capacete é obrigatório.
Para este roteiro, no norte. Puerto de la Cruz fica a 25 minutos do aeroporto Tenerife Norte, a uma hora do teleférico e perto de La Laguna, Anaga, Icod e Garachico. O sul, em Costa Adeje e Los Cristianos, tem mais sol e praias de resort, mas fica a uma hora e meia de Anaga. Quem quer os dois pode dormir as duas últimas noites no sul.
Para fazer este roteiro em seis dias, sim. Os ônibus da Titsa cobrem a ilha e são baratos, mas as linhas para Anaga, Masca e o Teide têm poucos horários. Reserve um carro pequeno: as estradas de Anaga e de Masca são estreitas e cheias de curvas, e o estacionamento em Benijo e nos Roques de García lota cedo.
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