A Alhambra sobre a colina de Granada vista do Mirador de San Nicolás, com a Sierra Nevada ao fundo

Espanha · Andaluzia · Sevilha · Córdoba · Granada · 10 min de leitura

Roteiro Andaluzia 7 dias: Sevilha, Córdoba e Granada de trem

7 dias · 3 cidades

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Este roteiro Andaluzia 7 dias liga Sevilha, Córdoba e Granada de trem, sem carro. A decisão que o organiza é dormir nas três cidades, na ordem em que os trilhos as ligam, e marcar com antecedência os três ingressos que esgotam: Alhambra, Alcázar e Mezquita.

Em resumo: três dias em Sevilha, um em Córdoba e dois em Granada, com a volta de trem a Madri. Documentos, época e comida estão no fim.

Dia 1: Sevilha, a Plaza de España e o pôr do sol em Triana

Plaza de España: os bancos de azulejo das províncias

A Plaza de España de Sevilha, com o prédio semicircular de tijolo, as torres e o canal
Foto: Carlos Delgado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora e quinze, de graça. Quem chega de Madri vem de trem AVE em cerca de 2h30 até a estação de Santa Justa. Depois do check-in, vá à praça construída para a Exposição de 1929: o canal tem pontes de cerâmica e cada província espanhola tem o seu banco de azulejo. Saia pelo Parque de María Luisa, logo ao lado.

Ponte de Triana e a calle Betis

A ponte de ferro de Triana sobre o rio Guadalquivir em Sevilha, com o bairro ao fundo
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora e meia, de graça, 2 km a pé pela beira do rio. A ponte de ferro de 1852 leva a Triana, o bairro dos ceramistas e do flamenco. Do lado de lá, a calle Betis tem bares de mesa na calçada virados para o rio: é ali que Sevilha vê o pôr do sol.

Dia 2: o Real Alcázar, o Barrio de Santa Cruz e a Catedral

Real Alcázar: o palácio mudéjar de Pedro I

Os arcos e o portal do Patio del Crucero no Real Alcázar de Sevilha
Foto: Alberto.Bravo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Duas horas e meia, cerca de 15 euros, com horário marcado no site oficial. Entre às 9h30, quando abre, antes dos grupos. O palácio ainda é residência da família real quando ela está em Sevilha. O Palacio de Pedro I, de 1364, tem os pátios de gesso entalhado e azulejos que inspiraram metade da Andaluzia, e os jardins tomam a outra metade da visita.

Barrio de Santa Cruz: a antiga judiaria

Um pátio do Barrio de Santa Cruz com fonte de azulejo, vasos de flores e plantas
Foto: Jl FilpoC / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Uma hora e meia, com almoço. Saia do Alcázar pelo Patio de Banderas e entre nos becos da antiga judiaria: o Callejón del Agua corre colado ao muro do palácio, e as pracinhas de Santa Cruz e Doña Elvira têm laranjeiras e bancos de azulejo. O bairro termina na praça em frente à Catedral.

Catedral de Sevilha e a Giralda

A Catedral de Sevilha e a torre da Giralda iluminadas à noite, vistas da Plaza Virgen de los Reyes
Foto: Diliff / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Duas horas, 13 euros pela internet, 14 na bilheteria. A maior catedral gótica do mundo guarda o túmulo de Cristóvão Colombo, carregado por quatro reis. A Giralda, minarete da antiga mesquita, se sobe por 35 rampas largas, feitas para um cavaleiro subir a cavalo. Saia pelo Patio de los Naranjos.

Dia 3: a Casa de Pilatos e as Setas ao pôr do sol

Casa de Pilatos: os azulejos dos duques de Medinaceli

O pátio principal da Casa de Pilatos com arcos, colunas e a fonte no centro
Foto: Jl FilpoC / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora e quinze, às 10h, ingresso pago na porta; o térreo sozinho sai mais barato que a visita com o andar de cima. O palácio do século XVI mistura mudéjar, gótico e renascença, e tem o maior conjunto de azulejos de Sevilha. É muito menos cheio que o Alcázar.

Use a tarde para descansar na hora do calor, como os sevilhanos, ou para o Museo de Bellas Artes, com Murillo e Zurbarán.

Setas de Sevilha: a passarela sobre os telhados

A estrutura de madeira em forma de cogumelos do Metropol Parasol com a igreja da Anunciação ao fundo
Foto: Benjamin Smith / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora, 15 euros, 1 km a noroeste da Casa de Pilatos. A estrutura de madeira de 2011 tem uma passarela no alto, com vista de Sevilha inteira, e no subsolo o Antiquarium mostra casas romanas e mouras achadas na obra. Suba no fim da tarde para ver o pôr do sol e as luzes da Catedral.

À noite, assista a um tablao de flamenco em Santa Cruz ou Triana; reserve no mesmo dia.

Dia 4: trem para Córdoba, a Mezquita e a ponte romana

Sinagoga de Córdoba: o gesso mudéjar de 1315

O interior da Sinagoga de Córdoba com as paredes de gesso entalhado e as janelas no alto
Foto: JP Puerta / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Meia hora, entrada simbólica, fecha às segundas. O trem AVE de Sevilha leva cerca de 45 minutos; deixe a mala no hotel e entre na judiaria. A sinagoga de 1315 é uma das três medievais que restam na Espanha, com as paredes cobertas de gesso entalhado com inscrições em hebraico.

Mezquita-Catedral de Córdoba: a floresta de arcos

Fileiras de colunas e arcos vermelhos e brancos no interior da Mezquita de Córdoba
Foto: Markanga / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 es)

Duas horas, 15 euros, de 10h às 19h de segunda a sábado. A mesquita iniciada em 785 tem centenas de colunas e arcos de pedra e tijolo vermelho e branco, e no meio dela os cristãos construíram uma catedral no século XVI. Não deixe de ver o mihrab de mosaicos dourados, na parede do fundo.

De segunda a sábado, entre 8h30 e 9h30, a entrada é gratuita e a Mezquita fica quase vazia. Se dormir em Córdoba, volte amanhã cedo.

Ponte Romana: a Mezquita ao pôr do sol

A ponte romana de pedra sobre o Guadalquivir com a Mezquita-Catedral de Córdoba ao fundo
Foto: Jose María Ligero Loarte / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quarenta e cinco minutos, de graça, saindo pela porta sul da Mezquita. A ponte de origem romana atravessa o Guadalquivir até a Torre de la Calahorra. Do meio dela, ao pôr do sol, a cidade velha e o campanário da Mezquita ficam dourados.

Dia 5: o Palacio de Viana, o trem para Granada e o Albaicín

Palacio de Viana: os doze pátios de Córdoba

Um pátio do Palacio de Viana com canteiros de flores, fonte e paredes cobertas de hera
Foto: Benjamin Smith / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora e meia, cerca de 12 euros para pátios e palácio, às 10h; fecha às segundas. Os pátios floridos de Córdoba só abrem todos juntos no festival de maio, e o palácio é o jeito de vê-los no resto do ano: são doze, cada um com fonte, laranjeiras ou buganvílias. Depois, pegue o trem para Granada, de cerca de 1h30.

El Bañuelo: os banhos árabes do século XI

As colunas e arcos em ferradura da sala principal dos banhos árabes do Bañuelo
Foto: Jl FilpoC / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Meia hora, com o passe dos Monumentos Andalusíes, de cerca de 7 euros, gratuito aos domingos. Na Carrera del Darro, a rua do rio aos pés da Alhambra, os banhos têm arcos em ferradura e claraboias em forma de estrela. De lá, suba as ladeiras do Albaicín.

Mirador de San Nicolás: a Alhambra ao pôr do sol

A Alhambra iluminada pelo sol da tarde vista do Mirador de San Nicolás, com a Sierra Nevada ao fundo
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora, de graça, 15 minutos de subida a partir do Bañuelo. É a vista clássica da Alhambra com a Sierra Nevada atrás, e ao pôr do sol fica lotado de gente e músicos. Se preferir menos aperto, o Mirador de San Cristóbal, mais acima, tem vista parecida.

Jante no Albaicín e desça a pé pela Carrera del Darro iluminada.

Dia 6: a Alhambra, o Generalife e o Sacromonte

Alhambra: os Palácios Nasridas e o Generalife

A fonte do Pátio dos Leões na Alhambra de Granada, com os leões de pedra em volta da taça
Foto: Jebulon / Wikimedia Commons (CC0)

Quatro horas, 21 euros no site oficial do Patronato, com três a quatro semanas de antecedência. Os Palácios Nasridas têm hora marcada e a entrada não perdoa atraso: chegue 30 minutos antes. Por dentro estão o Pátio dos Murtas e o Pátio dos Leões. Some a fortaleza da Alcazaba, com a vista da cidade, e os jardins do Generalife, a casa de verão dos sultões.

O Palácio de Carlos V, renascentista, fica no meio do conjunto e tem entrada gratuita.

Sacromonte: as casas-caverna e o flamenco

Casas-caverna caiadas de branco do Museo Cuevas del Sacromonte, com portas de ferro e plantas
Foto: Alberto-g-rovi / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Uma hora e quinze, 5 euros, de 10h às 20h. Desça da Alhambra pela Cuesta de los Chinos até o Paseo de los Tristes e suba o Camino del Sacromonte, cerca de 2 km. O museu ocupa casas escavadas na encosta, onde as famílias ciganas viveram até o século XX, e mostra como era a vida ali.

À noite, as zambras do bairro apresentam flamenco dentro das cavernas; reserve uma com jantar ou só o show.

Dia 7: a Capilla Real, a Alcaicería e a volta para Madri

Capilla Real: o túmulo dos Reis Católicos

O portal de pedra com a águia e o brasão dos Reis Católicos na saída da Capilla Real de Granada
Foto: Jebulon / Wikimedia Commons (CC0)

Quarenta e cinco minutos, ingresso de poucos euros, às 10h. Na capela gótica ao lado da Catedral estão os túmulos de mármore de Isabel e Fernando, que tomaram Granada em 1492. A sacristia guarda a coroa e o cetro da rainha e a coleção de pintura flamenga dela.

Alcaicería: o antigo mercado da seda

A entrada em arco da Alcaicería de Granada, com a ruela estreita de lojas ao fundo
Foto: Jesus Abizanda / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Meia hora, colada à Capilla Real. O antigo mercado da seda dos nasridas, refeito depois de um incêndio em 1843, virou um labirinto de lojas de lâmpadas, chás e cerâmica. Depois, siga para a estação: o trem direto para Madri leva cerca de 3h20.

Precisa de visto para ir à Espanha?

Não. Brasileiros entram na Espanha, que faz parte do espaço Schengen, por até 90 dias com passaporte válido por pelo menos três meses depois da volta. A imigração pode pedir seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros, reserva de hotel e passagem de volta. O ETIAS, autorização online que vai ser exigida dos brasileiros, está previsto para o fim de 2026: confira se já está valendo antes de embarcar.

Qual a melhor época para viajar para a Andaluzia?

De março a maio e de outubro a novembro, com 20 a 28 graus. Em julho e agosto Sevilha e Córdoba passam de 40 graus à tarde, e o roteiro só funciona de manhã cedo e à noite. O inverno é ameno e vazio, bom para quem não liga para dias curtos.

A Semana Santa e a Feria de Abril, em Sevilha, e o festival dos pátios, em maio, em Córdoba, são espetáculos, mas dobram o preço do hotel e esgotam a Alhambra.

Como chegar à Andaluzia e como circular entre Sevilha, Córdoba e Granada

Do Brasil, voe até Madri ou Lisboa. De Madri, o trem AVE chega a Sevilha em cerca de 2h30; de Lisboa, há voos curtos para Sevilha. Entre as cidades, os trens da Renfe e das concorrentes fazem Sevilha a Córdoba em cerca de 45 minutos e Córdoba a Granada em cerca de 1h30, e de Granada há trem direto para Madri.

Compre os trechos com antecedência no site ou no app: os preços sobem perto da data. Dentro das cidades, tudo deste roteiro se faz a pé, com táxi para a Alhambra e para o Sacromonte se a subida pesar.

Onde comer na Andaluzia: pratos típicos e os melhores restaurantes

Na Andaluzia se come de tapa em tapa, de pé no balcão, com jantar a partir das 21h. Peça jamón ibérico, pescaíto frito, espinacas con garbanzos e rabo de toro.

A fachada de madeira e azulejos do bar El Rinconcillo, em Sevilha
O El Rinconcillo, em Sevilha. Foto: Stefano Vigorelli / Wikimedia Commons (CC0)

Em Sevilha, o El Rinconcillo, aberto em 1670, é considerado o bar mais antigo da cidade: a conta ainda é anotada a giz no balcão de madeira. Fica a 300 metros das Setas, bom para o Dia 3.

Uma tigela de salmorejo cor de laranja coberto com lascas de presunto
O salmorejo, a sopa fria de Córdoba. Foto: P.Lechien / Wikimedia Commons (CC0)

Em Córdoba, o prato é o salmorejo, creme frio de tomate, pão e azeite, com presunto e ovo por cima, e o flamenquín, rolo de presunto e lombo empanado.

A fachada branca com sacada de ferro da Bodegas Campos, em Córdoba
A Bodegas Campos, em Córdoba. Foto: CFA1877 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Bodegas Campos, de 1908, a dez minutos a pé da Mezquita, serve a cozinha cordobesa em salões com barris de vinho de Montilla. Reserve para o jantar do Dia 4.

Em Granada, cada bebida pedida no balcão vem com uma tapa grátis, e uma rodada de três bares vira jantar. O que evitar: restaurantes com cardápio de fotos colados à Catedral, à Mezquita e à Alhambra, e paella, que é prato de Valência e aqui costuma ser congelada para turista.

7 dias são suficientes para conhecer a Andaluzia?

São suficientes para as três cidades mouras, Sevilha, Córdoba e Granada, no ritmo do calor andaluz. O que fica de fora pede mais três ou quatro dias e um carro: Ronda e os Pueblos Blancos, Cádiz e Jerez, Málaga e a Costa do Sol. Perto de Córdoba, a cidade califal de Medina Azahara merece meio dia se você tiver uma noite a mais.

Se quer outra região da Espanha, temos o roteiro de León e o Caminho Francês. E o ferry de Tarifa cruza para o Marrocos, que também tem roteiro: Marrocos em 8 dias.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 4.500 a R$ 7.500 (ida e volta do Brasil a Madri ou Lisboa)
Hospedagem/noite€ 90 a € 160 (quarto duplo, categoria média)
Alimentação/dia€ 35 a € 60 por pessoa
Ingressos e transporte local€ 110 a € 130 (Alhambra, Alcázar, Mezquita, Catedral, Setas e outros)
Total estimado€ 700 a 1.150 por pessoa, sem voo

Preços conferidos em 05 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Alhambra, ingressos oficiais · Real Alcázar de Sevilla · Mezquita-Catedral de Córdoba, ingressos e horários · Catedral de Sevilla · Renfe, trens entre as cidades.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 7 dias para a Andaluzia?+

Entre € 700 e € 1.150 por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo de categoria média: hotel, comida, trens entre as três cidades e os ingressos da Alhambra, do Alcázar, da Mezquita, da Catedral e das Setas. A passagem do Brasil a Madri ou Lisboa fica entre R$ 4.500 e R$ 7.500 ida e volta.

Com quanta antecedência comprar o ingresso da Alhambra?+

De três a quatro semanas na primavera e no outono, e mais cedo ainda na Semana Santa. Compre só no site oficial do Patronato: o ingresso é nominal, tem horário fixo para os Palácios Nasridas e pede o passaporte na entrada. Revendedores cobram bem mais pelo mesmo ingresso.

Precisa de carro para fazer a Andaluzia?+

Não para este roteiro. Sevilha, Córdoba e Granada têm centros históricos a pé e ligação de trem entre elas, e estacionar nos centros é caro e difícil. O carro só compensa se você quiser incluir Ronda e os Pueblos Blancos.

Dá para ver Córdoba num bate-volta de Sevilha?+

Dá, com 45 minutos de trem, mas dormir lá permite ver a ponte romana ao pôr do sol e entrar de graça na Mezquita entre 8h30 e 9h30, de segunda a sábado. Como Córdoba fica no caminho para Granada, a noite lá não custa dia extra.

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