Espanha · Andaluzia · Sevilha · Córdoba · Granada · 10 min de leitura
7 dias · 3 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
€ 700 a 1.150 por pessoa, sem voo
Melhor época
Março a maio e outubro a novembro
Visto
Sem visto: passaporte e seguro, até 90 dias
Este roteiro Andaluzia 7 dias liga Sevilha, Córdoba e Granada de trem, sem carro. A decisão que o organiza é dormir nas três cidades, na ordem em que os trilhos as ligam, e marcar com antecedência os três ingressos que esgotam: Alhambra, Alcázar e Mezquita.
Em resumo: três dias em Sevilha, um em Córdoba e dois em Granada, com a volta de trem a Madri. Documentos, época e comida estão no fim.

Uma hora e quinze, de graça. Quem chega de Madri vem de trem AVE em cerca de 2h30 até a estação de Santa Justa. Depois do check-in, vá à praça construída para a Exposição de 1929: o canal tem pontes de cerâmica e cada província espanhola tem o seu banco de azulejo. Saia pelo Parque de María Luisa, logo ao lado.
Uma hora e meia, de graça, 2 km a pé pela beira do rio. A ponte de ferro de 1852 leva a Triana, o bairro dos ceramistas e do flamenco. Do lado de lá, a calle Betis tem bares de mesa na calçada virados para o rio: é ali que Sevilha vê o pôr do sol.

Duas horas e meia, cerca de 15 euros, com horário marcado no site oficial. Entre às 9h30, quando abre, antes dos grupos. O palácio ainda é residência da família real quando ela está em Sevilha. O Palacio de Pedro I, de 1364, tem os pátios de gesso entalhado e azulejos que inspiraram metade da Andaluzia, e os jardins tomam a outra metade da visita.

Uma hora e meia, com almoço. Saia do Alcázar pelo Patio de Banderas e entre nos becos da antiga judiaria: o Callejón del Agua corre colado ao muro do palácio, e as pracinhas de Santa Cruz e Doña Elvira têm laranjeiras e bancos de azulejo. O bairro termina na praça em frente à Catedral.

Duas horas, 13 euros pela internet, 14 na bilheteria. A maior catedral gótica do mundo guarda o túmulo de Cristóvão Colombo, carregado por quatro reis. A Giralda, minarete da antiga mesquita, se sobe por 35 rampas largas, feitas para um cavaleiro subir a cavalo. Saia pelo Patio de los Naranjos.

Uma hora e quinze, às 10h, ingresso pago na porta; o térreo sozinho sai mais barato que a visita com o andar de cima. O palácio do século XVI mistura mudéjar, gótico e renascença, e tem o maior conjunto de azulejos de Sevilha. É muito menos cheio que o Alcázar.
Use a tarde para descansar na hora do calor, como os sevilhanos, ou para o Museo de Bellas Artes, com Murillo e Zurbarán.

Uma hora, 15 euros, 1 km a noroeste da Casa de Pilatos. A estrutura de madeira de 2011 tem uma passarela no alto, com vista de Sevilha inteira, e no subsolo o Antiquarium mostra casas romanas e mouras achadas na obra. Suba no fim da tarde para ver o pôr do sol e as luzes da Catedral.
À noite, assista a um tablao de flamenco em Santa Cruz ou Triana; reserve no mesmo dia.

Meia hora, entrada simbólica, fecha às segundas. O trem AVE de Sevilha leva cerca de 45 minutos; deixe a mala no hotel e entre na judiaria. A sinagoga de 1315 é uma das três medievais que restam na Espanha, com as paredes cobertas de gesso entalhado com inscrições em hebraico.

Duas horas, 15 euros, de 10h às 19h de segunda a sábado. A mesquita iniciada em 785 tem centenas de colunas e arcos de pedra e tijolo vermelho e branco, e no meio dela os cristãos construíram uma catedral no século XVI. Não deixe de ver o mihrab de mosaicos dourados, na parede do fundo.
De segunda a sábado, entre 8h30 e 9h30, a entrada é gratuita e a Mezquita fica quase vazia. Se dormir em Córdoba, volte amanhã cedo.

Quarenta e cinco minutos, de graça, saindo pela porta sul da Mezquita. A ponte de origem romana atravessa o Guadalquivir até a Torre de la Calahorra. Do meio dela, ao pôr do sol, a cidade velha e o campanário da Mezquita ficam dourados.

Uma hora e meia, cerca de 12 euros para pátios e palácio, às 10h; fecha às segundas. Os pátios floridos de Córdoba só abrem todos juntos no festival de maio, e o palácio é o jeito de vê-los no resto do ano: são doze, cada um com fonte, laranjeiras ou buganvílias. Depois, pegue o trem para Granada, de cerca de 1h30.

Meia hora, com o passe dos Monumentos Andalusíes, de cerca de 7 euros, gratuito aos domingos. Na Carrera del Darro, a rua do rio aos pés da Alhambra, os banhos têm arcos em ferradura e claraboias em forma de estrela. De lá, suba as ladeiras do Albaicín.

Uma hora, de graça, 15 minutos de subida a partir do Bañuelo. É a vista clássica da Alhambra com a Sierra Nevada atrás, e ao pôr do sol fica lotado de gente e músicos. Se preferir menos aperto, o Mirador de San Cristóbal, mais acima, tem vista parecida.
Jante no Albaicín e desça a pé pela Carrera del Darro iluminada.

Quatro horas, 21 euros no site oficial do Patronato, com três a quatro semanas de antecedência. Os Palácios Nasridas têm hora marcada e a entrada não perdoa atraso: chegue 30 minutos antes. Por dentro estão o Pátio dos Murtas e o Pátio dos Leões. Some a fortaleza da Alcazaba, com a vista da cidade, e os jardins do Generalife, a casa de verão dos sultões.
O Palácio de Carlos V, renascentista, fica no meio do conjunto e tem entrada gratuita.

Uma hora e quinze, 5 euros, de 10h às 20h. Desça da Alhambra pela Cuesta de los Chinos até o Paseo de los Tristes e suba o Camino del Sacromonte, cerca de 2 km. O museu ocupa casas escavadas na encosta, onde as famílias ciganas viveram até o século XX, e mostra como era a vida ali.
À noite, as zambras do bairro apresentam flamenco dentro das cavernas; reserve uma com jantar ou só o show.

Quarenta e cinco minutos, ingresso de poucos euros, às 10h. Na capela gótica ao lado da Catedral estão os túmulos de mármore de Isabel e Fernando, que tomaram Granada em 1492. A sacristia guarda a coroa e o cetro da rainha e a coleção de pintura flamenga dela.

Meia hora, colada à Capilla Real. O antigo mercado da seda dos nasridas, refeito depois de um incêndio em 1843, virou um labirinto de lojas de lâmpadas, chás e cerâmica. Depois, siga para a estação: o trem direto para Madri leva cerca de 3h20.
Não. Brasileiros entram na Espanha, que faz parte do espaço Schengen, por até 90 dias com passaporte válido por pelo menos três meses depois da volta. A imigração pode pedir seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros, reserva de hotel e passagem de volta. O ETIAS, autorização online que vai ser exigida dos brasileiros, está previsto para o fim de 2026: confira se já está valendo antes de embarcar.
De março a maio e de outubro a novembro, com 20 a 28 graus. Em julho e agosto Sevilha e Córdoba passam de 40 graus à tarde, e o roteiro só funciona de manhã cedo e à noite. O inverno é ameno e vazio, bom para quem não liga para dias curtos.
A Semana Santa e a Feria de Abril, em Sevilha, e o festival dos pátios, em maio, em Córdoba, são espetáculos, mas dobram o preço do hotel e esgotam a Alhambra.
Do Brasil, voe até Madri ou Lisboa. De Madri, o trem AVE chega a Sevilha em cerca de 2h30; de Lisboa, há voos curtos para Sevilha. Entre as cidades, os trens da Renfe e das concorrentes fazem Sevilha a Córdoba em cerca de 45 minutos e Córdoba a Granada em cerca de 1h30, e de Granada há trem direto para Madri.
Compre os trechos com antecedência no site ou no app: os preços sobem perto da data. Dentro das cidades, tudo deste roteiro se faz a pé, com táxi para a Alhambra e para o Sacromonte se a subida pesar.
Na Andaluzia se come de tapa em tapa, de pé no balcão, com jantar a partir das 21h. Peça jamón ibérico, pescaíto frito, espinacas con garbanzos e rabo de toro.

Em Sevilha, o El Rinconcillo, aberto em 1670, é considerado o bar mais antigo da cidade: a conta ainda é anotada a giz no balcão de madeira. Fica a 300 metros das Setas, bom para o Dia 3.
Em Córdoba, o prato é o salmorejo, creme frio de tomate, pão e azeite, com presunto e ovo por cima, e o flamenquín, rolo de presunto e lombo empanado.

A Bodegas Campos, de 1908, a dez minutos a pé da Mezquita, serve a cozinha cordobesa em salões com barris de vinho de Montilla. Reserve para o jantar do Dia 4.
Em Granada, cada bebida pedida no balcão vem com uma tapa grátis, e uma rodada de três bares vira jantar. O que evitar: restaurantes com cardápio de fotos colados à Catedral, à Mezquita e à Alhambra, e paella, que é prato de Valência e aqui costuma ser congelada para turista.
São suficientes para as três cidades mouras, Sevilha, Córdoba e Granada, no ritmo do calor andaluz. O que fica de fora pede mais três ou quatro dias e um carro: Ronda e os Pueblos Blancos, Cádiz e Jerez, Málaga e a Costa do Sol. Perto de Córdoba, a cidade califal de Medina Azahara merece meio dia se você tiver uma noite a mais.
Se quer outra região da Espanha, temos o roteiro de León e o Caminho Francês. E o ferry de Tarifa cruza para o Marrocos, que também tem roteiro: Marrocos em 8 dias.
Preços conferidos em 05 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Alhambra, ingressos oficiais · Real Alcázar de Sevilla · Mezquita-Catedral de Córdoba, ingressos e horários · Catedral de Sevilla · Renfe, trens entre as cidades.
Entre € 700 e € 1.150 por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo de categoria média: hotel, comida, trens entre as três cidades e os ingressos da Alhambra, do Alcázar, da Mezquita, da Catedral e das Setas. A passagem do Brasil a Madri ou Lisboa fica entre R$ 4.500 e R$ 7.500 ida e volta.
De três a quatro semanas na primavera e no outono, e mais cedo ainda na Semana Santa. Compre só no site oficial do Patronato: o ingresso é nominal, tem horário fixo para os Palácios Nasridas e pede o passaporte na entrada. Revendedores cobram bem mais pelo mesmo ingresso.
Não para este roteiro. Sevilha, Córdoba e Granada têm centros históricos a pé e ligação de trem entre elas, e estacionar nos centros é caro e difícil. O carro só compensa se você quiser incluir Ronda e os Pueblos Blancos.
Dá, com 45 minutos de trem, mas dormir lá permite ver a ponte romana ao pôr do sol e entrar de graça na Mezquita entre 8h30 e 9h30, de segunda a sábado. Como Córdoba fica no caminho para Granada, a noite lá não custa dia extra.

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