Quirguistão · Bishkek · Issyk-Kul · Karakol · Song-Kol · Ala-Archa · 10 min de leitura
7 dias · 9 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
US$ 900 a 1.500 por pessoa, sem voo
Melhor época
Junho a setembro
Visto
Sem visto para brasileiros, até 60 dias
Este roteiro Quirguistão 7 dias faz um circuito saindo de Bishkek num 4x4 com motorista, dando a volta no lago Issyk-Kul e subindo até Song-Kol. A decisão que o organiza é dormir uma noite em iurta a 3.016 metros, o que limita a viagem a junho até setembro.
Em resumo: Bishkek, Burana e Cholpon-Ata, Karakol, Jeti-Oguz, margem sul do lago, Song-Kol e Ala-Archa no dia do voo. Visto, época e comida estão no fim.

Uma hora e meia, de graça. Depois do check-in, pegue um táxi pelo aplicativo Yandex Go até o maior mercado da cidade, a oeste do centro. Os corredores cobertos têm damasco, uva-passa e nozes a granel, especiarias, carne de cavalo pendurada e, nos fundos, o kalpak, o chapéu branco de feltro dos homens quirguizes.
Vá à tarde, antes de as bancas começarem a fechar no fim do dia, e cuide da carteira nos corredores mais cheios.

Uma hora, a 3 km do bazar, de táxi. A praça central tem a estátua equestre de Manas, herói do poema épico nacional, e o mastro da bandeira onde a guarda é trocada de hora em hora durante o dia. Atrás fica o Museu Histórico Estatal, um prédio soviético de mármore branco reformado, com a história do país das tribos nômades à independência de 1991.

Meia hora, de graça, do lado leste da praça. Os carvalhos foram plantados no fim do século XIX e hoje fazem sombra para uma galeria de esculturas de pedra ao ar livre. Jante por perto, na região das ruas Kievskaya e Chui, onde ficam os restaurantes de cozinha quirguiz e uigur.

Uma hora e quinze, ingresso de poucos som. Saia de Bishkek às 8h: são 80 km, cerca de 1h15, até a torre, perto de Tokmok. É um minarete de tijolo do século XI, o que sobrou de Balasagun, cidade da rota da seda. Ele perdeu o topo num terremoto e hoje tem 25 metros; dá para subir por uma escada interna estreita e escura.
No campo em volta estão os balbals, lápides de pedra com rostos esculpidos pelos povos turcos entre os séculos VI e X. Há um pequeno museu com o que foi escavado no sítio.

Uma hora e quinze, cerca de 80 som. São três horas de carro de Burana até Cholpon-Ata, pelo desfiladeiro de Boom e pela margem norte do lago; faça o check-in e suba à tarde até o campo de pedras acima da cidade. Há centenas de rochas com gravuras de cabras-montesas, cervos e caçadores, a maioria da Idade do Bronze.
Vá depois das 15h: com o sol mais baixo, as gravuras aparecem melhor. Use tênis, o chão é de pedra solta, e leve água.

Uma hora, de graça. O Issyk-Kul é um dos maiores lagos de montanha do mundo, a 1.600 metros, de água levemente salgada que não congela no inverno. Em julho e agosto a água passa dos 20 graus e dá para nadar; no resto do ano, fique no pôr do sol, com as montanhas nevadas da margem sul do outro lado.

Uma hora, ingresso abaixo de 100 som. Saia de Cholpon-Ata às 8h30: são 140 km, cerca de 2h30, pela margem norte até a baía de Pristan, 12 km antes de Karakol. Nikolai Przhevalsky, o explorador russo que mapeou a Ásia Central e deu nome ao cavalo selvagem, morreu ali em 1888 e pediu para ser enterrado de frente para o lago.
O monumento, um rochedo de granito com uma águia de bronze, fica ao lado do túmulo; o museu tem os mapas das expedições.

Quarenta e cinco minutos, doação na entrada. Depois do check-in em Karakol, comece pela mesquita mais incomum da Ásia Central: foi terminada em 1910 por artesãos chineses para os dunganos, muçulmanos que fugiram da China, e é toda de madeira encaixada, sem prego. O telhado tem beirais curvos de pagode e o minarete parece um pavilhão.
Mulheres cobrem o cabelo e todo mundo tira o sapato na sala de oração.

Quarenta e cinco minutos, de graça, a 1 km ao sul da mesquita. A catedral ortodoxa de 1895 é de madeira, com cúpulas em bulbo verdes e douradas, e foi clube, escola de dança e ginásio na era soviética antes de voltar ao culto nos anos 1990. A poucos minutos dali, o mercado de animais de Karakol funciona só no domingo de manhã, até as 10h: se o seu Dia 4 cair num domingo, comece por ele.

Quatro horas, de graça. São 35 km, cerca de 50 minutos, de Karakol até a entrada do vale. Os Sete Touros são uma fileira de paredões de arenito vermelho; a lenda diz que eram sete touros de um rei. Um pouco acima, subindo o vale, o Coração Partido é um rochedo rachado ao meio. Suba a encosta de frente para os Sete Touros para a vista de cima.
Com tempo, siga a pé pelo vale até Kok-Jaiyk, o vale das flores, uma caminhada de cerca de duas horas ida e volta entre pinheiros e pastos de verão. Volte a Karakol para o almoço; no fim da tarde, as fontes termais de Ak-Suu, a 12 km da cidade, são o melhor descanso para as pernas.

Quarenta e cinco minutos, menos de US$ 2 a tigela. Os cafés de ashlan-fu ficam junto ao bazar de Karakol e servem só isso: macarrão frio com tiras de gelatina de amido, num caldo avinagrado e apimentado. O pedido clássico vem com um pirozhki, pastel frito de batata ou carne. Não existe em outra parte do país.

Uma hora e meia, de graça. Saia de Karakol às 7h30 pela margem sul do lago, menos turística que a norte; em cerca de duas horas você entra no vale de Barskoon. Uma trilha curta sobe até a cachoeira, que cai num paredão de rocha entre pinheiros-de-tian-shan. Na estrada fica o busto de Yuri Gagarin, que passou férias no vale depois de ir ao espaço.

Uma hora e quinze, ingresso de poucos som, cerca de uma hora a oeste de Barskoon. O arenito vermelho, laranja e amarelo foi esculpido pelo vento em torres, muralhas e formas que lembram dragões e castelos. Não há trilha marcada: suba pelas cristas para ver o lago azul atrás das rochas. Evite o meio-dia de julho, quando não há sombra nenhuma.

Uma hora, de US$ 20 a US$ 40 por pessoa, conforme o tamanho do grupo. Faça o check-in em Bokonbaevo, a 45 minutos do cânion. Os berkutchi da região ainda caçam raposa e lebre com águia-real no inverno; no verão, eles mostram como o pássaro é treinado e o soltam para voar até a luva. Combine pela CBT de Bokonbaevo ou pela sua hospedagem.
Muitos turistas dormem aqui num acampamento de iurtas à beira do lago, um bom ensaio para Song-Kol.

Uma hora, de graça para ver, de US$ 15 a mais de US$ 150 para comprar. Saia às 7h30: são cerca de duas horas e meia até Kochkor, passando por Balykchy. A cidade é a capital do feltro: as mulheres fazem o shyrdak, tapete de lã de carneiro tingida e costurada à mão com desenhos de chifre de carneiro. Os ateliês mostram o processo e vendem direto. Abasteça o carro e compre água aqui, porque em Song-Kol não há loja.

Uma tarde e uma noite, de US$ 15 a US$ 25 por pessoa na iurta, refeições à parte. A estrada de terra sobe de Kochkor pelo passo Kalmak-Ashuu, cerca de três horas até o lago. Os acampamentos são de famílias de pastores que passam o verão ali com o rebanho: a iurta tem colchões de feltro no chão, o banheiro é uma casinha de madeira, e o jantar costuma ser sopa, pão e chá.
À tarde, combine no acampamento uma cavalgada pelo pasto, cobrada por hora, e fique para o pôr do sol e o céu estrelado. A noite é fria mesmo em julho, perto de zero grau: as iurtas têm fogão, mas leve casaco, gorro e lanterna.

Vinte minutos, de graça. Saia de Song-Kol às 8h30, depois do café da manhã. O passo, a cerca de 3.400 metros, fica a meia hora do lago; pare no alto para a foto das curvas da estrada de terra descendo para o vale. Depois são cerca de cinco horas até Bishkek, com parada para almoço em Kochkor.

Três horas, entrada de 200 som e teleférico de 600 som, ambos só no cartão ou QR. O parque fica a 40 km do centro de Bishkek. Desde 2025 só carro elétrico entra: deixe o carro no estacionamento e use o ônibus elétrico incluído no ingresso até o acampamento alpino.
O teleférico inaugurado em 2026 sobe 1 km até cerca de 2.500 metros, com vista para o desfiladeiro e os picos. Com fôlego, a trilha da cachoeira de Ak-Sai leva de 1h30 a 2 horas de subida. Os voos para Istambul e Dubai saem de madrugada do aeroporto de Manas, a 30 km de Bishkek.
Brasileiros não precisam de visto para ficar até 60 dias no Quirguistão. O passaporte deve ter validade de pelo menos seis meses na entrada, e a imigração pode pedir passagem de saída e reserva de hospedagem.
Se for juntar com o Uzbequistão ou o Cazaquistão, confira a regra de cada um antes: as fronteiras terrestres da região abrem e fecham com frequência.
De junho a setembro. É quando os acampamentos de iurta de Song-Kol funcionam, as estradas das montanhas estão abertas e o Issyk-Kul fica bom para nadar em julho e agosto. Junho tem os pastos mais verdes e flores; setembro, menos gente e as primeiras cores de outono.
De outubro a maio, Song-Kol fecha e as passagens altas pegam neve; o roteiro fica restrito a Bishkek, ao Issyk-Kul e a Karakol, que tem estação de esqui no inverno.
Do Brasil, voe até Bishkek com uma conexão, em geral por Istambul ou Dubai. O aeroporto de Manas fica a 30 km do centro; o táxi pelo Yandex Go é a opção mais barata e segura. O dinheiro é o som quirguiz: saque em Bishkek e leve notas pequenas, porque fora da capital quase nada aceita cartão.
Para este roteiro, contrate um 4x4 com motorista pela CBT, a rede de turismo comunitário, ou por uma agência de Bishkek. As estradas em volta do Issyk-Kul são asfaltadas; as de Song-Kol são de terra. A alternativa barata são as marshrutkas entre Bishkek, Cholpon-Ata e Karakol, mas elas não chegam a Song-Kol.
A cozinha quirguiz é de pastor nômade: carne de carneiro, massa feita em casa e laticínios. O prato nacional é o beshbarmak, que quer dizer cinco dedos, porque era comido com a mão: tiras largas de massa cozidas no caldo da carne, cobertas de carneiro ou cavalo picado e cebola.

O prato de todo dia é o lagman, macarrão puxado à mão com carne e legumes salteados, herança uigur, ao lado do plov de arroz e cenoura e das samsas assadas em forno de barro. Em Karakol, o prato da cidade é o ashlan-fu do Dia 4.
Nos acampamentos de iurta você vai provar o kymyz, leite de égua fermentado, levemente alcoólico e azedo, servido no verão em tigela. Aceite um gole por educação; muita gente não passa do primeiro. O boorsok, pãozinho frito, acompanha o chá com creme e geleia.

No Osh Bazaar, em Bishkek, compre damasco seco, nozes e o kurut, bolinha de iogurte seco e salgado, para os dias de estrada. Na estrada, os cafés de beira de rodovia servem lagman e chá por pouco; evite comer peixe do Issyk-Kul em barraca de praia sem refrigeração no calor de julho.

São suficientes para o circuito clássico do norte: Bishkek, as duas margens do Issyk-Kul, Karakol e uma noite em Song-Kol, sem pressa demais. O que fica de fora pede mais dias: o trekking de dois ou três dias até o lago Ala-Kul, saindo de Karakol; o caravançará de Tash-Rabat, perto da China; e o sul, com Osh e as florestas de nogueiras de Arslanbob.
Para seguir pela rota da seda, temos o roteiro do Uzbequistão em 8 dias, a uma hora de voo de Bishkek. E se a noite na iurta conquistou você, veja o roteiro da Mongólia em 8 dias.
Preços conferidos em 07 de outubro de 2026. Confira o valor atual em CBT Kyrgyzstan, turismo comunitário (iurtas, cavalos, motoristas) · Akchabar, preços do Parque Nacional Ala-Archa · Economist.kg, tarifa do teleférico de Ala-Archa.
Entre US$ 900 e US$ 1.500 por pessoa, sem a passagem, para duas pessoas dividindo quarto e um 4x4 com motorista: hotéis em Bishkek, Cholpon-Ata, Karakol e Bokonbaevo, uma noite de iurta em Song-Kol, comida e ingressos. O carro é o maior custo, de US$ 120 a US$ 200 por dia, e fica mais barato dividido por quatro. A passagem do Brasil a Bishkek, com conexão em Istambul ou Dubai, fica entre R$ 7.000 e R$ 11.000 ida e volta.
Não. Brasileiros entram sem visto e podem ficar até 60 dias, com passaporte válido por pelo menos seis meses. Na imigração podem pedir passagem de saída e reserva de hospedagem.
Em parte. Entre Bishkek, Cholpon-Ata e Karakol há marshrutkas, as vans de linha, por poucos dólares. Mas Jeti-Oguz, Barskoon, o cânion Skazka e principalmente Song-Kol, no fim de estradas de terra a mais de 3 mil metros, pedem carro. A solução mais comum é contratar um 4x4 com motorista pela CBT ou por uma agência de Bishkek.
De junho a meados de setembro, quando as famílias levam o gado para os pastos de verão. Fora disso a estrada pode fechar por neve e não há onde dormir no lago. Mesmo em julho, a noite a 3.016 metros chega perto de zero grau: leve casaco e gorro.
Vale, e é a combinação mais comum da Ásia Central: Bishkek e Tashkent ficam a uma hora de voo. O Quirguistão é montanha, lago e iurta; o Uzbequistão é a rota da seda das cidades de cúpulas azuis. Com 14 dias dá para fazer os dois roteiros completos.

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