Uzbequistão · Tashkent · Samarcanda · Bukhara · Khiva · 15 min de leitura
8 dias · 4 cidades
Duração
8 dias
Orçamento estimado
R$ 9.000 a R$ 13.000, 8 dias
Melhor época
Abr-mai ou set-out (clima ameno)
Visto
Sem visto, grátis até 30 dias
Este roteiro de 8 dias pelo Uzbequistão liga Tashkent, Samarcanda, Bukhara e Khiva pelo trem de alta velocidade Afrosiyob, com um voo curto só no trecho final até Khiva, e usa duas noites em cada cidade da Rota da Seda, com Tashkent só na chegada e na despedida.
Em resumo: Tashkent na chegada, dois dias em Samarcanda, dois em Bukhara, dois em Khiva e Tashkent de novo na despedida. Visto, clima e onde comer estão no fim do artigo.

A estátua equestre de Timur, erguida em 1994 no centro do parque, substituiu um monumento a Karl Marx e depois a Stalin, e resume bem as trocas de regime da praça ao longo do século XX. O Hotel Uzbekistan, prédio soviético em formato de livro aberto, funciona como referência visual do outro lado da rua.
Meia hora é suficiente para caminhar pelo jardim e ver de perto o relógio da torre ao lado, um bom primeiro contato com a cidade depois do check-in.

A dez minutos a pé, esta é a maior praça do Uzbequistão, com o Arco da Boa Vontade e a estátua da Mãe Pátria em homenagem aos soldados uzbeques da Segunda Guerra. À noite os chafarizes são iluminados e é quando a praça fica mais movimentada, com famílias locais passeando até tarde.
Reserve uma hora, de preferência já no fim da tarde, para pegar a troca de luz.

O mercado fica dentro de uma cúpula turquesa que é referência visual da cidade velha, com três andares de carnes, temperos, frutas secas e tecidos. Vá antes das 10h, quando o movimento ainda é mais local que turístico.
Experimente o samsa quente vendido nas bancas de tandoor perto da entrada leste. Uma hora e meia é suficiente para percorrer os andares e negociar preço nas bancas de frutas secas.

A dez minutos a pé de Chorsu, este conjunto de mesquitas e madraçás do século XVI guarda no museu da biblioteca o Alcorão de Uthman, um dos exemplares mais antigos do mundo, com manchas atribuídas ao califa assassinado em 656.
A entrada custa cerca de US$ 3 e o complexo funciona também como mesquita ativa, então é preciso cobrir ombros e joelhos. Setenta e cinco minutos cobrem o pátio principal e o museu.

O trem-bala Afrosiyob sai da estação central de Tashkent por volta das 8h e chega a Samarcanda em 2h15, a viagem mais rápida do roteiro inteiro. A dez minutos a pé do hotel, o Gur-e-Amir é a última morada de Tamerlão e de seus descendentes, incluindo o neto Ulugbek.
A cúpula nervurada azul-turquesa de 34 metros inspirou o desenho do Taj Mahal, construído por um bisneto de Timur casado com uma princesa timúrida. Quarenta e cinco minutos bastam para o interior, coberto de folha de ouro.

A dez minutos a pé do Gur-e-Amir, o Registan reúne três madraçás (Ulugbek, Sher-Dor e Tilya-Kori) erguidas entre os séculos XV e XVII, cobertas de mosaicos azuis e turquesa.
O ingresso sai por cerca de 65 mil som (US$ 5), e vale voltar à noite, quando o conjunto ganha iluminação por volta das 20h. Reserve pelo menos uma hora e meia.

A quinze minutos a pé do Gur-e-Amir, foi construída entre 1399 e 1404 com o saque trazido da campanha de Timur na Índia, e era, na época, a maior mesquita do mundo islâmico.
O pátio interno guarda um enorme suporte de pedra para o Alcorão. Meia hora é suficiente para o pátio.

Colado à mesquita, é o mercado mais fotografado do país, famoso pelo pão não uzbeque, redondo e decorado com carimbo, vendido em pilhas nas bancas da entrada. Manhãs de domingo são as mais movimentadas.
Quarenta minutos bastam para uma volta e para provar frutas secas e melancia da região.

A quinze minutos a pé do bazar, é um corredor de mais de vinte mausoléus construídos entre os séculos XI e XIX, cada um com um padrão de mosaico diferente. O nome significa 'rei vivo' e se refere a Qusam ibn Abbas, primo do profeta Maomé, que a tradição local diz nunca ter morrido.
Uma hora é o tempo certo para subir e descer a escadaria devagar.

A vinte minutos de carro do centro, foi construído em 1420 pelo neto de Timur, o próprio Ulugbek, que também era astrônomo e calculou a duração do ano com margem de menos de um minuto em relação ao valor aceito hoje.
Só resta a base semienterrada do sextante gigante, mas o museu ao lado explica o instrumento original de 40 metros de raio. Quarenta e cinco minutos cobrem o sítio.

O trem Afrosiyob de Samarcanda a Bukhara leva cerca de 1h20 e costuma sair no início da tarde. A fortaleza Ark, residência dos emires de Bukhara por mais de mil anos até 1920, fica a cinco minutos a pé do centro histórico e é o primeiro ponto natural de visita ao chegar.
Boa parte do interior foi destruída pelos bombardeios soviéticos de 1920, mas o portão de entrada, ladeado por duas torres, ainda dá a escala do complexo. Uma hora cobre o museu dentro dos muros.

Bem em frente ao Ark, esta mesquita de 1712 é famosa pelo pórtico sustentado por vinte colunas de madeira entalhada, refletidas no tanque à sua frente, o que rendeu o apelido de 'mesquita dos quarenta colunas'.
Meia hora é suficiente, e é um bom lugar para sentar à sombra depois do sol da fortaleza.

A dez minutos a pé do Ark, o minarete Kalyan tem 47 metros e foi erguido em 1127, alto o bastante para ter sido usado como torre de execução e para ter sido poupado por Genghis Khan em 1220, impressionado com sua altura.
A mesquita ao lado tem capacidade para 12 mil fiéis, e a madraçá Mir-i-Arab, do outro lado da praça, segue funcionando como escola islâmica ativa. Uma hora e meia cobre o conjunto inteiro.

Construído entre os séculos XVI e XVII, o tanque de 42 por 36 metros é ladeado por amoreiras centenárias e virou o point social de Bukhara, com mesas de chá e restaurantes nas bordas.
Meia hora de manhã é suficiente, e vale voltar à noite para o jantar.

A cinco minutos a pé do Lyab-i Hauz, esta cúpula de tijolo do século XVI foi construída sobre o cruzamento das rotas de caravanas e reunia os ourives da cidade, o que dá nome ao lugar.
Hoje funciona como um pequeno mercado de artesanato e tapetes. Vinte minutos bastam para atravessar e olhar as bancas.

A cem metros de Toki Zargaron, esta mesquita do século XII foi escavada cinco metros abaixo do nível da rua atual, prova de quantas camadas a cidade acumulou sobre si mesma.
A fachada sul, com entalhes geométricos originais, é uma das raras sobrevivências pré-mongóis de Bukhara. Quarenta minutos cobrem o interior, hoje um museu de tapetes.

A quinze minutos a pé, esta pequena madraçá de 1807 é conhecida pelos quatro minaretes de cúpula azul em cada canto do telhado, nenhum deles igual ao outro em padrão de mosaico.
Escondida numa rua residencial, é um dos pontos mais fotografados e menos óbvios de achar da cidade. Vinte minutos bastam, incluindo a subida à varanda do telhado.

O trem direto entre Bukhara e Khiva leva cerca de 6h30 e sai por volta do meio-dia, a única ligação sem troca de veículo entre as duas cidades; a alternativa é voar até Urgench, 35 minutos de carro de Khiva.
Assim que se entra pela porta oeste de Itchan Kala, a cidade murada, o minarete turquesa e branco do Kalta Minor aparece de frente. Ficou inacabado em 1855, com 29 metros em vez dos 70 planejados, depois da morte do emir que o encomendou. Vinte minutos bastam de fora, já que não é possível subir.

Do outro lado da mesma praça, esta foi a residência e fortaleza dos khans de Khiva a partir do século XVII, com sala do trono, mesquita de verão coberta de azulejos e uma plataforma usada para vigiar caravanas no deserto.
O pôr do sol visto do topo da muralha é um dos melhores da cidade. Quarenta e cinco minutos cobrem o interior.

A mesquita mais incomum de Khiva não tem cúpula nem pátio: é uma sala única sustentada por 213 colunas de madeira entalhada, algumas do século X reaproveitadas de construções anteriores, com pequenas aberturas no teto para deixar entrar luz.
A porta principal, de mais de 700 anos, tem entalhes originais do período. Meia hora é suficiente para caminhar entre as colunas em silêncio.

Construído em 1910, com 57 metros, é o monumento mais recente e mais alto de Itchan Kala, com faixas de azulejo turquesa, azul e branco que ficam mais estreitas conforme sobem.
É possível subir os 118 degraus internos por uma taxa extra de cerca de US$ 2, com vista da cidade murada e do deserto ao redor. Quarenta minutos, mais tempo se for subir.

A dez minutos a pé, este é o túmulo do poeta, lutador e curtidor de couro do século XIV que virou santo padroeiro da cidade, e por isso o mausoléu mais visitado por moradores locais, não só turistas.
Os azulejos internos, num tom de azul mais escuro que o resto de Khiva, foram refeitos no século XIX. Trinta minutos bastam, e costuma ter menos fila que os outros monumentos.
Não, brasileiros não precisam de visto para turismo de até 30 dias no Uzbequistão. O carimbo de entrada é gratuito e feito na chegada, seja de avião ou de fronteira terrestre, bastando passaporte comum válido por pelo menos seis meses. A isenção vale para turismo, negócios, visita a familiares, intercâmbio e trânsito, mas não cobre trabalho ou estudo de longa duração.
A imigração pode pedir passagem de volta ou de continuação de viagem e comprovante de hospedagem. A contagem dos 30 dias começa à meia-noite do dia seguinte à entrada, então quem chega no dia 1º pode ficar até o dia 31.
Abril, maio, setembro e outubro são os melhores meses, com temperaturas entre 20°C e 27°C em Samarcanda e Bukhara, sem o calor de até 40°C do verão nem o frio seco do inverno. Setembro e outubro também coincidem com a colheita, quando os bazares ficam cheios de romã, figo e nozes frescas.
Evite julho e agosto se possível: o calor no deserto perto de Khiva e Bukhara é intenso e a maior parte dos monumentos não tem ar-condicionado. O inverno, de dezembro a fevereiro, é frio, com neve ocasional em Tashkent, mas os monumentos ficam vazios e os preços de hospedagem caem.
Não existe voo direto do Brasil para o Uzbequistão: a conexão mais comum sai de São Paulo com escala em Istambul, Doha ou Frankfurt, chegando a Tashkent depois de 20 a 26 horas de viagem no total.
Entre Tashkent, Samarcanda e Bukhara, o trem-bala Afrosiyob é a opção mais rápida: 2h15 de Tashkent a Samarcanda e cerca de 1h20 de Samarcanda a Bukhara, com poltronas reclináveis e ar-condicionado, por US$ 15 a US$ 25 o trecho. As passagens abrem com semanas de antecedência e os horários de manhã esgotam primeiro.
Entre Bukhara e Khiva, o trem direto leva cerca de 6h30 e roda apenas às segundas, quintas e sábados; nos outros dias, a alternativa é voar até o aeroporto de Urgench, 35 minutos de carro de Khiva, ou ir de táxi compartilhado, viagem de 6 a 7 horas por estrada. Dentro de cada cidade histórica, tudo se faz a pé.
O prato nacional é o plov, arroz cozido em gordura de cordeiro com cenoura amarela, grão-de-bico e passas, preparado em caldeirões gigantes ao ar livre. Outros pratos para procurar: laghman, macarrão puxado à mão com carne e legumes, samsa, folhado assado em forno de barro, e non, o pão redondo carimbado que muda de desenho a cada cidade.
Em Tashkent, o Besh Qozon Central Asian Plov Centre, na Guards Colonel Khodjaev Street 1, perto da Torre de TV, prepara plov em caldeirões de mais de um metro de diâmetro desde a manhã, e a fila costuma começar por volta das 11h. Em Samarcanda, a Kyzyl Chaihana, dentro do Bazar Siyob, serve plov e chá por preço de mercado local. Em Bukhara, o Chinar, na Rua M. Ikbol 5, perto do Lyab-i Hauz, tem terraço com vista para o tanque. Em Khiva, o Terrassa Café & Restaurant, de frente para o Kunya-Ark, tem dois terraços com vista para a cidade murada.
Evite os restaurantes de hotel dentro de Itchan Kala em Khiva, com cardápio genérico e preço turístico; os endereços citados acima ficam a poucos metros de distância e custam metade do preço.
Sim, para o eixo clássico da Rota da Seda. Oito dias cobrem Tashkent, Samarcanda, Bukhara e Khiva com tempo de sobra nas três cidades históricas, que é onde a viagem realmente acontece; Tashkent funciona bem como base de chegada e partida, sem precisar de mais que um dia e meio.
Com menos tempo, de 5 a 6 dias, dá para cortar Khiva e fechar o roteiro em Tashkent, Samarcanda e Bukhara, ligadas pelo trem-bala em poucas horas. Com mais tempo, de 12 a 14 dias, vale somar Shakhrisabz, cidade natal de Tamerlão a duas horas de Samarcanda, ou esticar até Nukus, no oeste do país, para o museu de arte de vanguarda soviética.
Preços conferidos em 11 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Uzbekistan Railways (bilhetes Afrosiyob) · Portal oficial de turismo do Uzbequistão.
Não. A isenção de visto para turistas brasileiros vale até 30 dias, com carimbo gratuito na chegada, e segue válida até 31 de dezembro de 2026, conforme acordo renovado entre os dois países.
Oito dias cobrem o eixo clássico Tashkent, Samarcanda, Bukhara e Khiva sem pressa. Com cinco ou seis dias dá para cortar Khiva.
Não. A rota mais comum sai de São Paulo com conexão em Istambul, Doha ou Frankfurt, totalizando de 20 a 26 horas de viagem.
De trem-bala Afrosiyob: 2h15 entre Tashkent e Samarcanda, e cerca de 1h20 entre Samarcanda e Bukhara, com poltronas reclináveis por US$ 15 a US$ 25 o trecho.
Abril, maio, setembro e outubro, com temperaturas entre 20°C e 27°C. Evite julho e agosto pelo calor extremo no deserto.
Uma estimativa realista fica entre R$ 9.000 e R$ 13.000 por pessoa, incluindo passagem aérea internacional, hospedagem, trens internos, alimentação e ingressos.

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