Palawan · El Nido · Coron · Nacpan Beach · Big Lagoon · Kayangan Lake · Twin Lagoon · Filipinas · 10 min de leitura
6 dias · 2 cidades
Duração
6 dias
Orçamento estimado
40 mil a 65 mil pesos por pessoa, sem voo
Melhor época
Dezembro a maio, na estação seca
Visto
Sem visto por até 59 dias; eTravel online
Este roteiro de 6 dias por Palawan, nas Filipinas, divide a viagem entre El Nido e Coron, ligadas por um ferry de três horas e meia. Chega-se voando a El Nido e sai-se pelo aeroporto de Coron, sem voltar pelo mesmo caminho.
Em resumo: Nacpan, os tours A e C de El Nido, o ferry com pôr do sol no Monte Tapyas, as lagoas de Coron e Siete Pecados. Visto, época e comida estão no fim.

A tarde inteira, de graça. Fica a cerca de 45 minutos ao norte da vila, por estrada; combine ida e volta com um triciclo ou alugue uma scooter. Chegando ao aeroporto de Lio no começo da tarde, dá tempo de deixar a mala e sair às 15h.
São cerca de 4 km de areia dourada e coqueiros, com poucos bares de palha e quase nenhum hotel. Suba o morrinho no fim da praia para ver Nacpan e a praia gêmea de Calitang lado a lado, e fique para o pôr do sol.

Parada rápida, uma hora, na volta de Nacpan. A vila é pequena, espremida entre o paredão de calcário de Taraw e a baía de Bacuit, e é aqui que se reservam os tours dos próximos dias nas agências da rua principal.
Pague a taxa ecológica de 400 pesos, que vale por 10 dias e é pedida antes de qualquer passeio de barco. Leve dinheiro vivo: os caixas eletrônicos da vila vivem sem cédulas na alta temporada.

A manhã, dentro do Tour A, que custa de 1.200 a 1.400 pesos com almoço no barco, mais a taxa de cada lagoa, de cerca de 200 pesos. O barco sai da praia da vila entre 8h30 e 9h e volta perto das 16h.
O barco para na boca da Big Lagoon e você entra de caiaque, alugado à parte, entre paredões de calcário de dezenas de metros. A água é rasa e verde na entrada e fica azul no fundo. O mesmo tour passa pela Small Lagoon e pela Secret Lagoon, que só se alcança passando por uma fenda na rocha.

Cerca de uma hora e meia, dentro do mesmo tour. A tripulação monta o almoço na praia pequena, com peixe grelhado, frango, arroz e frutas, e a água em volta do rochedo é boa para snorkel, com peixes de recife bem perto da areia.
O Tour A termina no fim da tarde na Seven Commando Beach, uma praia comprida de coqueiros com um bar de sucos.

Cerca de uma hora, dentro do Tour C, de preço parecido com o do A. O C é o mais aventureiro: passa pela Hidden Beach e pela Secret Beach, uma enseada que só se alcança nadando por um buraco na rocha, então leve sapatilha de água.
A Helicopter Island, ou Dilumacad, tem esse nome pelo formato visto de longe, e a praia de areia branca é a mais tranquila do dia para nadar.

Cerca de 45 minutos, com uma taxa pequena paga na entrada. O santuário mariano da ilha de Matinloc foi abandonado e hoje é uma rotunda branca entre árvores, com um ar de ruína.
Suba as pedras atrás da capela até o mirante: a vista mostra os paredões de calcário e os barcos parados na água cristalina lá embaixo. Cuidado, a rocha é cortante.

Parada rápida, uma hora, de graça, a 10 minutos de triciclo ao sul da vila. Os barcos do Tour C voltam perto das 16h, a tempo de chegar antes do sol se pôr.
A praia é virada para o oeste, com coqueiros inclinados sobre a areia e bares de pés na areia. Há uma tirolesa que cruza até a ilha em frente, para quem quiser chegar voando.

Cerca de uma hora, de graça. O ferry rápido de El Nido a Coron sai de manhã, leva cerca de três horas e meia e custa de 1.800 a 2.850 pesos, conforme a empresa; na alta temporada, compre com dias de antecedência. Chegue, faça o check-in e descanse.
No fim da tarde, suba os mais de 700 degraus até a cruz do topo, no meio da vila. A vista pega a baía de Coron, as ilhas de calcário e o sol descendo atrás delas.

Cerca de uma hora e meia, cerca de 300 pesos, a 20 minutos de triciclo da vila. É uma fonte termal de água salgada, a cerca de 40 graus, que desce do morro para piscinas de pedra entre manguezais.
Vá depois do Tapyas, já de noite, quando o calor do dia passou. Combine com o triciclo a espera e a volta, porque na estrada quase não passa outro.

Cerca de uma hora e meia, com a taxa de 300 pesos incluída na maioria dos tours da ilha de Coron, que custam de 1.700 a 2.400 pesos com almoço. Escolha um barco que chegue cedo, porque a partir das 10h a escada lota.
A ilha de Coron é território do povo Tagbanua, que administra os lagos. Suba a escada de madeira e pedra: no meio do caminho fica o mirante da enseada com os picos de calcário, a foto clássica de Palawan. Do outro lado, o lago é de água doce e salobra, cristalina, bom para nadar entre as rochas.

Cerca de uma hora, dentro do mesmo tour. Depois de uma escada curta sobre a rocha, o lago aparece entre paredões verticais.
A curiosidade é a termoclina: a água é fria na superfície e fica quente a poucos metros, porque as camadas de água doce e salgada não se misturam. Quem mergulha em apneia sente a diferença no corpo.

Cerca de uma hora, a última parada do tour. São duas lagoas separadas por um paredão de calcário; na maré baixa se passa de uma para a outra nadando por uma fenda, e na maré alta por uma escada de madeira.
A água da segunda lagoa muda de temperatura conforme você nada, pela mesma mistura de água doce e salgada do Barracuda. O barco volta à vila perto das 16h.

A manhã, com barco particular combinado no porto e uma taxa pequena do parque marinho. São sete ilhotas a poucos minutos da vila, com recife raso de coral e peixes coloridos logo abaixo da superfície.
É o melhor snorkel para quem não mergulha com cilindro, e perto o bastante para voltar ao hotel antes do almoço.

Parada rápida, uma hora, na volta do barco. Almoce frutos do mar perto do mercado e do porto, onde os barcos das ilhas descarregam de manhã.
O aeroporto de Busuanga fica a cerca de 40 minutos de van da vila; saia com duas horas de folga para o voo a Manila.
Não. O brasileiro entra nas Filipinas sem visto e recebe 59 dias de permanência. A embaixada do Brasil em Manila lista o que a imigração costuma pedir: passaporte com pelo menos seis meses de validade, passagem de volta e o eTravel, o formulário online obrigatório preenchido nas 72 horas antes do voo.
Leve também a reserva de hotel e o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela: a embaixada avisa que companhias aéreas e a imigração têm pedido o comprovante a brasileiros.
De dezembro a maio, na estação seca. O mar fica calmo, os barcos saem todos os dias e março e abril são os meses de água mais transparente.
De junho a novembro é a temporada de monções: chove quase todo dia, o mar fica agitado e tours e ferries são cancelados, principalmente quando passa um tufão. Dezembro, a Semana Santa e o Ano-Novo Chinês são os períodos mais cheios e caros.
Não há voo direto. O caminho é voar até Manila com uma conexão no Oriente Médio ou na Ásia e seguir num voo doméstico de cerca de 1h15 até El Nido; a alternativa mais barata é voar até Puerto Princesa e fazer cinco a seis horas de van. Para voltar, use o aeroporto de Busuanga, que serve Coron, e não o mesmo caminho da ida.
Entre El Nido e Coron o ferry rápido leva cerca de três horas e meia. Nas vilas, tudo se faz de triciclo, e as ilhas só se visitam de barco, nos tours ou com barco particular. Não é destino para carro alugado.
A comida filipina mistura o azedo, o salgado e o doce, com herança malaia, chinesa e espanhola. Em El Nido e Coron o ponto forte é o peixe e o marisco do dia. O que evitar: os restaurantes de cardápio internacional da rua principal de El Nido, caros e sem graça; procure os carinderias, os balcões de comida pronta frequentados pelos moradores.

O kinilaw é peixe cru curtido em vinagre de coco e calamansi, o limãozinho filipino, com cebola, gengibre e pimenta. Em Palawan ele é feito com o peixe pescado de manhã e é o melhor prato para o calor.

O adobo é o prato que todo filipino chama de nacional: frango ou porco cozido em vinagre, molho de soja, alho e louro, servido com arroz. Cada casa tem a sua versão.

O sinigang é uma sopa azeda de tamarindo com verduras e peixe, camarão ou porco. Estranha na primeira colherada, viciante na segunda.

O lechon é o porco inteiro assado no espeto até a pele ficar de vidro, prato de festa que muitos restaurantes vendem por porção.

De sobremesa, o halo-halo, que quer dizer misturado: gelo raspado com leite, frutas, feijão doce, gelatina e sorvete de ube, o inhame roxo. Misture tudo antes de comer.
São suficientes para El Nido e Coron com dois tours de barco em cada lado e um dia de praia, sem correr, desde que o mar ajude. Palawan depende do tempo: se possível, deixe um dia de folga no fim, porque um tour cancelado por vento não tem como ser recuperado num roteiro apertado.
O que ficou de fora e merece mais dias: os naufrágios japoneses de Coron, afundados em 1944 e entre os melhores pontos de mergulho do mundo; a ilha de Malcapuya e a Banana Island, no tour de praias de Coron; Port Barton, a vila tranquila entre El Nido e Puerto Princesa; e o Rio Subterrâneo de Puerto Princesa, Patrimônio Mundial.
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Preços conferidos em 25 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Embaixada do Brasil em Manila, entrada e permanência nas Filipinas.
Entre 40 mil e 65 mil pesos filipinos por pessoa, sem a passagem internacional, contando hotel de categoria média em quarto duplo, comida, os dois voos domésticos, o ferry e os passeios. Os tours de El Nido custam de 1.200 a 1.400 pesos cada, mais 400 de taxa ecológica; o tour da ilha de Coron, de 1.700 a 2.400; e o ferry entre as duas, de 1.800 a 2.850. A passagem do Brasil a Manila fica entre 7.000 e 12.000 reais ida e volta.
Os dois, porque são diferentes. El Nido tem as lagoas de caiaque e as praias da baía de Bacuit; Coron tem os lagos de água cristalina dentro da ilha de Coron e os naufrágios para mergulho. Com seis dias, dá para três noites em cada, ligadas pelo ferry de três horas e meia.
O Tour A, com a Big Lagoon, a Small Lagoon e a Secret Lagoon, é o mais famoso. O Tour C, com a Hidden Beach, a Secret Beach e o santuário de Matinloc, é o mais aventureiro. Com dois dias, faça os dois.
A embaixada do Brasil em Manila avisa que companhias aéreas e a imigração filipina têm pedido o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela a brasileiros. Leve o certificado, emitido pela Anvisa, junto com o passaporte.
Pelo ferry rápido, que sai de El Nido de manhã e leva cerca de três horas e meia, por 1.800 a 2.850 pesos conforme a empresa. Na alta temporada, de dezembro a março, compre com alguns dias de antecedência.
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