A ilha de Cadlao e a baía de Bacuit vistas do alto, sobre a vila de El Nido, em Palawan

Palawan · El Nido · Coron · Nacpan Beach · Big Lagoon · Kayangan Lake · Twin Lagoon · Filipinas · 10 min de leitura

Roteiro Palawan 6 dias: El Nido e Coron, lagoas, ilhas e praias

6 dias · 2 cidades

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Este roteiro de 6 dias por Palawan, nas Filipinas, divide a viagem entre El Nido e Coron, ligadas por um ferry de três horas e meia. Chega-se voando a El Nido e sai-se pelo aeroporto de Coron, sem voltar pelo mesmo caminho.

Em resumo: Nacpan, os tours A e C de El Nido, o ferry com pôr do sol no Monte Tapyas, as lagoas de Coron e Siete Pecados. Visto, época e comida estão no fim.

Dia 1: chegada a El Nido e a praia de Nacpan

Nacpan Beach: 4 km de areia no primeiro dia

Vista aérea da faixa de areia de Nacpan Beach entre o mar verde e a mata, ao norte de El Nido
Foto: Micluna / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A tarde inteira, de graça. Fica a cerca de 45 minutos ao norte da vila, por estrada; combine ida e volta com um triciclo ou alugue uma scooter. Chegando ao aeroporto de Lio no começo da tarde, dá tempo de deixar a mala e sair às 15h.

São cerca de 4 km de areia dourada e coqueiros, com poucos bares de palha e quase nenhum hotel. Suba o morrinho no fim da praia para ver Nacpan e a praia gêmea de Calitang lado a lado, e fique para o pôr do sol.

A vila de El Nido: jantar e a combinação dos tours

A praia da vila de El Nido com barcos de pesca e a baía de Bacuit entre morros de calcário
Foto: Micluna / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada rápida, uma hora, na volta de Nacpan. A vila é pequena, espremida entre o paredão de calcário de Taraw e a baía de Bacuit, e é aqui que se reservam os tours dos próximos dias nas agências da rua principal.

Pague a taxa ecológica de 400 pesos, que vale por 10 dias e é pedida antes de qualquer passeio de barco. Leve dinheiro vivo: os caixas eletrônicos da vila vivem sem cédulas na alta temporada.

Dia 2: Tour A, as lagoas de Miniloc

Big Lagoon: a lagoa de caiaque do Tour A

A Big Lagoon de El Nido, com água turquesa entre paredões de calcário cobertos de mata
Foto: Marciano Villavito / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A manhã, dentro do Tour A, que custa de 1.200 a 1.400 pesos com almoço no barco, mais a taxa de cada lagoa, de cerca de 200 pesos. O barco sai da praia da vila entre 8h30 e 9h e volta perto das 16h.

O barco para na boca da Big Lagoon e você entra de caiaque, alugado à parte, entre paredões de calcário de dezenas de metros. A água é rasa e verde na entrada e fica azul no fundo. O mesmo tour passa pela Small Lagoon e pela Secret Lagoon, que só se alcança passando por uma fenda na rocha.

Ilha Shimizu: almoço e snorkel

A ilha Shimizu, rochedo de calcário com praia pequena e barcos na água azul da baía de Bacuit
Foto: Tuderna / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Cerca de uma hora e meia, dentro do mesmo tour. A tripulação monta o almoço na praia pequena, com peixe grelhado, frango, arroz e frutas, e a água em volta do rochedo é boa para snorkel, com peixes de recife bem perto da areia.

O Tour A termina no fim da tarde na Seven Commando Beach, uma praia comprida de coqueiros com um bar de sucos.

Dia 3: Tour C, as praias escondidas, e o pôr do sol em Las Cabanas

Helicopter Island: a praia longa do Tour C

Rochedos de calcário no mar azul perto da Helicopter Island, em El Nido
Foto: Chermione16 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de uma hora, dentro do Tour C, de preço parecido com o do A. O C é o mais aventureiro: passa pela Hidden Beach e pela Secret Beach, uma enseada que só se alcança nadando por um buraco na rocha, então leve sapatilha de água.

A Helicopter Island, ou Dilumacad, tem esse nome pelo formato visto de longe, e a praia de areia branca é a mais tranquila do dia para nadar.

Santuário de Matinloc: o mirante sobre os paredões

A rotunda branca do santuário de Matinloc entre árvores tropicais, em El Nido
Foto: Tuderna / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Cerca de 45 minutos, com uma taxa pequena paga na entrada. O santuário mariano da ilha de Matinloc foi abandonado e hoje é uma rotunda branca entre árvores, com um ar de ruína.

Suba as pedras atrás da capela até o mirante: a vista mostra os paredões de calcário e os barcos parados na água cristalina lá embaixo. Cuidado, a rocha é cortante.

Las Cabanas Beach: o pôr do sol de El Nido

Coqueiros inclinados sobre a areia e o mar turquesa de Las Cabanas Beach, em El Nido
Foto: Tuderna / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Parada rápida, uma hora, de graça, a 10 minutos de triciclo ao sul da vila. Os barcos do Tour C voltam perto das 16h, a tempo de chegar antes do sol se pôr.

A praia é virada para o oeste, com coqueiros inclinados sobre a areia e bares de pés na areia. Há uma tirolesa que cruza até a ilha em frente, para quem quiser chegar voando.

Dia 4: ferry para Coron, Monte Tapyas e as termas de Maquinit

Monte Tapyas: os 700 degraus sobre Coron

A vila de Coron e o porto vistos do alto, com a baía e as montanhas de calcário ao fundo
Foto: lumoplank / Wikimedia Commons (CC0)

Cerca de uma hora, de graça. O ferry rápido de El Nido a Coron sai de manhã, leva cerca de três horas e meia e custa de 1.800 a 2.850 pesos, conforme a empresa; na alta temporada, compre com dias de antecedência. Chegue, faça o check-in e descanse.

No fim da tarde, suba os mais de 700 degraus até a cruz do topo, no meio da vila. A vista pega a baía de Coron, as ilhas de calcário e o sol descendo atrás delas.

Termas de Maquinit: a água quente salgada

A piscina de água termal salgada de Maquinit, em Coron, cercada de pedra e árvores
Foto: Paul Christian B. Yang-ed / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de uma hora e meia, cerca de 300 pesos, a 20 minutos de triciclo da vila. É uma fonte termal de água salgada, a cerca de 40 graus, que desce do morro para piscinas de pedra entre manguezais.

Vá depois do Tapyas, já de noite, quando o calor do dia passou. Combine com o triciclo a espera e a volta, porque na estrada quase não passa outro.

Dia 5: a ilha de Coron, Kayangan, Barracuda e Twin Lagoon

Kayangan Lake: o mirante mais fotografado de Palawan

A enseada de Kayangan vista do mirante, com picos de calcário e barcos na água verde
Foto: Sepiorosario / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de uma hora e meia, com a taxa de 300 pesos incluída na maioria dos tours da ilha de Coron, que custam de 1.700 a 2.400 pesos com almoço. Escolha um barco que chegue cedo, porque a partir das 10h a escada lota.

A ilha de Coron é território do povo Tagbanua, que administra os lagos. Suba a escada de madeira e pedra: no meio do caminho fica o mirante da enseada com os picos de calcário, a foto clássica de Palawan. Do outro lado, o lago é de água doce e salobra, cristalina, bom para nadar entre as rochas.

Barracuda Lake: a água que esquenta no fundo

A plataforma de madeira na entrada do Barracuda Lake, com água turquesa e paredões de calcário
Foto: Madcel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de uma hora, dentro do mesmo tour. Depois de uma escada curta sobre a rocha, o lago aparece entre paredões verticais.

A curiosidade é a termoclina: a água é fria na superfície e fica quente a poucos metros, porque as camadas de água doce e salgada não se misturam. Quem mergulha em apneia sente a diferença no corpo.

Twin Lagoon: a passagem entre as duas lagoas

Vista aérea da Twin Lagoon, em Coron, com água escura e rasa entre ilhas de calcário cobertas de mata
Foto: Franz C. Trinidad / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de uma hora, a última parada do tour. São duas lagoas separadas por um paredão de calcário; na maré baixa se passa de uma para a outra nadando por uma fenda, e na maré alta por uma escada de madeira.

A água da segunda lagoa muda de temperatura conforme você nada, pela mesma mistura de água doce e salgada do Barracuda. O barco volta à vila perto das 16h.

Dia 6: Siete Pecados e a partida por Coron

Siete Pecados: o recife a dez minutos da vila

Ilhota de calcário com a placa do parque marinho Siete Pecados, sobre água rasa e cristalina em Coron
Foto: Firth m / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A manhã, com barco particular combinado no porto e uma taxa pequena do parque marinho. São sete ilhotas a poucos minutos da vila, com recife raso de coral e peixes coloridos logo abaixo da superfície.

É o melhor snorkel para quem não mergulha com cilindro, e perto o bastante para voltar ao hotel antes do almoço.

A vila de Coron: mercado e almoço antes do aeroporto

A rua principal da vila de Coron com lojas, fios e triciclos
Foto: Patrickroque01 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada rápida, uma hora, na volta do barco. Almoce frutos do mar perto do mercado e do porto, onde os barcos das ilhas descarregam de manhã.

O aeroporto de Busuanga fica a cerca de 40 minutos de van da vila; saia com duas horas de folga para o voo a Manila.

Brasileiro precisa de visto para as Filipinas?

Não. O brasileiro entra nas Filipinas sem visto e recebe 59 dias de permanência. A embaixada do Brasil em Manila lista o que a imigração costuma pedir: passaporte com pelo menos seis meses de validade, passagem de volta e o eTravel, o formulário online obrigatório preenchido nas 72 horas antes do voo.

Leve também a reserva de hotel e o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela: a embaixada avisa que companhias aéreas e a imigração têm pedido o comprovante a brasileiros.

Qual a melhor época para ir a Palawan?

De dezembro a maio, na estação seca. O mar fica calmo, os barcos saem todos os dias e março e abril são os meses de água mais transparente.

De junho a novembro é a temporada de monções: chove quase todo dia, o mar fica agitado e tours e ferries são cancelados, principalmente quando passa um tufão. Dezembro, a Semana Santa e o Ano-Novo Chinês são os períodos mais cheios e caros.

Como chegar a Palawan saindo do Brasil e como circular

Não há voo direto. O caminho é voar até Manila com uma conexão no Oriente Médio ou na Ásia e seguir num voo doméstico de cerca de 1h15 até El Nido; a alternativa mais barata é voar até Puerto Princesa e fazer cinco a seis horas de van. Para voltar, use o aeroporto de Busuanga, que serve Coron, e não o mesmo caminho da ida.

Entre El Nido e Coron o ferry rápido leva cerca de três horas e meia. Nas vilas, tudo se faz de triciclo, e as ilhas só se visitam de barco, nos tours ou com barco particular. Não é destino para carro alugado.

Onde comer em Palawan: pratos típicos e o que pedir

A comida filipina mistura o azedo, o salgado e o doce, com herança malaia, chinesa e espanhola. Em El Nido e Coron o ponto forte é o peixe e o marisco do dia. O que evitar: os restaurantes de cardápio internacional da rua principal de El Nido, caros e sem graça; procure os carinderias, os balcões de comida pronta frequentados pelos moradores.

Tigela de kinilaw, peixe cru curtido em vinagre com cebola, pepino e pimenta
O kinilaw, peixe cru curtido em vinagre e calamansi, o parente filipino do ceviche. Foto: whologwhy / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O kinilaw é peixe cru curtido em vinagre de coco e calamansi, o limãozinho filipino, com cebola, gengibre e pimenta. Em Palawan ele é feito com o peixe pescado de manhã e é o melhor prato para o calor.

Travessa de adobo de frango com molho escuro de soja e vinagre
O adobo, frango ou porco cozido em vinagre, soja, alho e louro, o prato nacional informal. Foto: dbgg1979 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O adobo é o prato que todo filipino chama de nacional: frango ou porco cozido em vinagre, molho de soja, alho e louro, servido com arroz. Cada casa tem a sua versão.

Tigela de sinigang de peixe com caldo azedo, rabanete, quiabo e pimenta verde
O sinigang, sopa azeda de tamarindo, aqui com peixe. Foto: Copperhead02 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O sinigang é uma sopa azeda de tamarindo com verduras e peixe, camarão ou porco. Estranha na primeira colherada, viciante na segunda.

Prato de lechon, porco assado de pele crocante, com arroz branco
O lechon, porco inteiro assado no espeto, com a pele crocante. Foto: Obsidian Soul / Wikimedia Commons (CC0)

O lechon é o porco inteiro assado no espeto até a pele ficar de vidro, prato de festa que muitos restaurantes vendem por porção.

Copo de halo-halo com gelo raspado, sorvete de inhame roxo, frutas e feijão doce
O halo-halo, gelo raspado com leite, frutas, feijão doce e sorvete de ube. Foto: bingbing / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

De sobremesa, o halo-halo, que quer dizer misturado: gelo raspado com leite, frutas, feijão doce, gelatina e sorvete de ube, o inhame roxo. Misture tudo antes de comer.

6 dias são suficientes para conhecer Palawan?

São suficientes para El Nido e Coron com dois tours de barco em cada lado e um dia de praia, sem correr, desde que o mar ajude. Palawan depende do tempo: se possível, deixe um dia de folga no fim, porque um tour cancelado por vento não tem como ser recuperado num roteiro apertado.

O que ficou de fora e merece mais dias: os naufrágios japoneses de Coron, afundados em 1944 e entre os melhores pontos de mergulho do mundo; a ilha de Malcapuya e a Banana Island, no tour de praias de Coron; Port Barton, a vila tranquila entre El Nido e Puerto Princesa; e o Rio Subterrâneo de Puerto Princesa, Patrimônio Mundial.

Se você está montando uma viagem longa pela Ásia, temos roteiros do Vietnã e do Camboja. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 7.000 a R$ 12.000 (ida e volta do Brasil a Manila)
Hospedagem/noite3.500 a 7.000 pesos (quarto duplo, categoria média)
Alimentação/dia1.200 a 2.000 pesos por pessoa
Ingressos e transporte local6.000 a 9.000 pesos (tours, taxas e snorkel)
Total estimado40 mil a 65 mil pesos por pessoa, sem voo

Preços conferidos em 25 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Embaixada do Brasil em Manila, entrada e permanência nas Filipinas.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 6 dias para Palawan?+

Entre 40 mil e 65 mil pesos filipinos por pessoa, sem a passagem internacional, contando hotel de categoria média em quarto duplo, comida, os dois voos domésticos, o ferry e os passeios. Os tours de El Nido custam de 1.200 a 1.400 pesos cada, mais 400 de taxa ecológica; o tour da ilha de Coron, de 1.700 a 2.400; e o ferry entre as duas, de 1.800 a 2.850. A passagem do Brasil a Manila fica entre 7.000 e 12.000 reais ida e volta.

Vale mais a pena El Nido ou Coron?+

Os dois, porque são diferentes. El Nido tem as lagoas de caiaque e as praias da baía de Bacuit; Coron tem os lagos de água cristalina dentro da ilha de Coron e os naufrágios para mergulho. Com seis dias, dá para três noites em cada, ligadas pelo ferry de três horas e meia.

Qual o melhor tour de El Nido?+

O Tour A, com a Big Lagoon, a Small Lagoon e a Secret Lagoon, é o mais famoso. O Tour C, com a Hidden Beach, a Secret Beach e o santuário de Matinloc, é o mais aventureiro. Com dois dias, faça os dois.

Brasileiro precisa de vacina de febre amarela para as Filipinas?+

A embaixada do Brasil em Manila avisa que companhias aéreas e a imigração filipina têm pedido o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela a brasileiros. Leve o certificado, emitido pela Anvisa, junto com o passaporte.

Como ir de El Nido para Coron?+

Pelo ferry rápido, que sai de El Nido de manhã e leva cerca de três horas e meia, por 1.800 a 2.850 pesos conforme a empresa. Na alta temporada, de dezembro a março, compre com alguns dias de antecedência.

Nacpan BeachEl NidoBig LagoonShimizu IslandHelicopter IslandMatinloc ShrineLas Cabanas BeachMount TapyasMaquinit Hot Springs, CoronKayangan LakeBarracuda LakeTwin LagoonSiete PecadosCoron

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