
Siem Reap · Angkor Wat · Phnom Penh · 15 min de leitura
6 dias · 5 cidades
Duração
6 dias
Orçamento estimado
US$ 1.600 a US$ 2.400 por pessoa, 6 dias
Melhor época
Novembro a fevereiro (seca e amena)
Visto
e-Visa, cerca de US$ 30, até 30 dias
Este roteiro de 6 dias pelo Camboja divide a viagem em duas bases: quatro dias em Siem Reap para os templos de Angkor, e dois dias em Phnom Penh para a história recente do país, sem misturar as duas coisas numa correria.
Em resumo: chegada e Mercado Antigo, Angkor Wat e Bayon, Banteay Srei e Ta Prohm, Tonle Sap e o museu, e Phnom Penh nos dois últimos dias. Visto, época e como chegar estão nas seções práticas, abaixo.
A cerca de 15 minutos a pé do centro, o Mercado Antigo é a primeira parada porque fica dentro da área onde a maioria dos hotéis de Siem Reap se concentra: reserve uma hora para caminhar entre bancas de seda, especiarias, artesanato e a praça de alimentação no fundo, que serve comida cambojana de verdade a preço de bairro.
Aberto desde a época colonial francesa, é o mercado mais antigo da cidade e funciona todos os dias até o fim da noite. Regatear é normal, mas com moderação: os preços aqui já são mais baixos do que nos mercados noturnos vizinhos.

A cinco minutos a pé do mercado, na margem do rio Siem Reap, o Wat Preah Prom Rath é parada de 20 a 30 minutos: um templo ativo, meio budista e meio hindu na origem, com estátuas de bois e cavalos no pátio e uma escola de monges funcionando ao lado.

Saia do hotel antes das 5h se quiser ver o nascer do sol atrás das cinco torres, o cartão-postal mais repetido do Camboja: reserve de duas a três horas para o templo em si, e chegue com o ingresso do Angkor Pass já comprado, porque a fila de conferência na entrada trava rápido no horário do nascer do sol.
Construído no início do século 12 pelo rei Suryavarman II como templo hindu dedicado a Vishnu, e depois convertido ao budismo, é o maior monumento religioso do mundo em área construída. As galerias do primeiro nível guardam 800 metros de baixos-relevos esculpidos, incluindo a Batalha de Kurukshetra e a Agitação do Oceano de Leite.
A vinte minutos de carro de Angkor Wat, dentro da antiga cidade murada de Angkor Thom, o templo de Bayon reserva de uma a duas horas: são 216 rostos sorridentes esculpidos em 54 torres, atribuídos ao rosto do rei Jayavarman VII ou do bodhisattva Avalokiteshvara, dependendo de quem conta a história.
Angkor Thom foi a última capital do Império Khmer, fundada no fim do século 12, e ainda guarda o Terraço dos Elefantes e o Terraço do Rei Leproso a poucos minutos a pé do Bayon, que dá para incluir na mesma parada sem custo extra de ingresso.

A cerca de uma hora de carro de Siem Reap, Banteay Srei pede meio dia inteiro contando o deslocamento, mas vale a viagem: reserve uma hora no templo, de preferência no início da manhã, quando a luz rasante acende o tom rosado da pedra.
Construído em 967 e dedicado a Shiva, é o único templo de Angkor em arenito rosa, mais duro e mais resistente ao tempo do que a pedra cinza usada em Angkor Wat e Bayon: os entalhes aqui, com mais de mil anos, estão mais bem preservados do que muitos relevos do circuito principal, bem mais jovens.

No caminho de volta de Banteay Srei para Siem Reap, Ta Prohm é a parada da tarde: reserve uma hora, e vá preparado para dividir o espaço com outros visitantes, porque é o templo mais fotografado do circuito depois de Angkor Wat.
Construído no fim do século 12 como mosteiro budista, foi deliberadamente deixado como foi encontrado pelos arqueólogos franceses: as raízes da árvore espongue (Tetrameles nudiflora) engolindo os corredores de pedra viraram símbolo do templo, e o cenário rendeu fama internacional depois de aparecer no filme Tomb Raider, de 2001.

A cerca de 40 minutos de carro e mais um trecho de barco desde Siem Reap, Kampong Phluk reserva de duas a três horas: casas de madeira erguidas sobre palafitas de seis a sete metros, que parecem flutuar na estação seca e ficam quase submersas na cheia, entre setembro e novembro.
A vila vive da pesca no Tonle Sap, o maior lago de água doce do Sudeste Asiático, que se expande até cinco vezes de tamanho no auge da estação das chuvas. O passeio de barco entre as casas costuma incluir uma parada na floresta alagada de mangue.

De volta a Siem Reap, o Museu Nacional de Angkor reserva uma hora e meia: oito galerias temáticas explicam a ascensão e queda do Império Khmer, com mais de 1.300 peças originais, incluindo uma sala só com mil estátuas de Buda.
É o complemento ideal depois de dois dias de templos, porque explica o contexto religioso e histórico que as pedras, sozinhas, não contam. Ingresso custa 12 dólares para adultos.

Ainda residência oficial do rei do Camboja, o Palácio Real reserva uma hora: o Pavilhão Chanchhaya, de teto dourado escalonado, e o Trono de Prata são os pontos altos da parte aberta a visitantes, já que as áreas privadas do rei ficam fechadas ao público.
Construído a partir de 1866, quando a capital foi transferida de Oudong para Phnom Penh, o complexo segue os cânones da arquitetura khmer clássica, com telhados em camadas e pontas em forma de naga. Ombros e joelhos cobertos são obrigatórios para entrar.

Dentro do mesmo complexo do Palácio Real, o Pagode de Prata reserva 45 minutos: o piso é coberto por mais de 5 mil ladrilhos de prata maciça, cada um pesando cerca de um quilo, e a maior parte segue coberta por carpete para proteger o metal do desgaste.
O templo guarda o Buda de Esmeralda, feito de cristal Baccarat, e um Buda de ouro maciço de 90 quilos cravejado de mais de 9 mil diamantes, doado pelo rei Sisowath em 1906.

A quinze minutos a pé do Palácio Real, o Mercado Central é parada de 45 minutos: a cúpula art déco amarela, construída em 1937, é um dos marcos arquitetônicos mais reconhecíveis de Phnom Penh, com quatro alas em cruz vendendo de ouro e relógios a lanches de rua.

No topo de uma colina artificial de 27 metros, a única elevação natural da cidade plana, o Wat Phnom é parada de 30 minutos: o templo dá nome à própria Phnom Penh, e a lenda local conta que uma mulher chamada Penh encontrou quatro estátuas de Buda boiando no rio e construiu o templo para abrigá-las, no século 14.

A dez minutos a pé do Palácio Real, o Museu Nacional do Camboja reserva uma hora e meia: o prédio vermelho terracota, de 1920, em estilo khmer tradicional, abriga a maior coleção de escultura khmer do mundo, com peças que saíram diretamente dos templos de Angkor.
O pátio interno, com um jardim tropical fechado, é tão parte da visita quanto as galerias: dá para sentar um pouco à sombra antes de seguir para os museus mais pesados da tarde.

Reserve uma hora e meia, e vá preparado emocionalmente: a antiga escola secundária virou centro de detenção e tortura do Khmer Vermelho entre 1975 e 1979, conhecido como S-21, por onde passaram cerca de 20 mil prisioneiros. Apenas um punhado sobreviveu.
As salas de aula, com celas improvisadas e fotos de identificação dos prisioneiros, seguem como foram encontradas em 1979. O audioguia, incluso no ingresso de 5 dólares, ajuda a entender o contexto sem precisar de um guia humano.

A 40 minutos de carro do centro, Choeung Ek reserva uma hora e meia: é o mais conhecido dos mais de 300 campos de extermínio usados pelo regime do Khmer Vermelho, onde prisioneiros trazidos do S-21 eram executados e enterrados em valas comuns.
Uma estupa memorial de vidro, erguida em 1988, guarda mais de 5 mil crânios como testemunho permanente. O audioguia, incluso no ingresso de 6 dólares, é a forma recomendada de visitar: caminha-se em silêncio, no próprio ritmo, sem locução em grupo.
Sim, mas o processo é rápido: o e-Visa custa cerca de 30 dólares, é solicitado online e chega por e-mail em até três dias úteis. Ele vale por 90 dias a partir da emissão para uma entrada única, com permanência de até 30 dias no país.
Além do e-Visa, o Camboja passou a exigir o e-Arrival, um formulário eletrônico de chegada, preenchido separadamente antes do voo. Os dois documentos são individuais, inclusive para crianças.
Novembro a fevereiro é a janela ideal: fim das chuvas, temperaturas mais amenas e o Tonle Sap ainda cheio o bastante para os passeios de barco em Kampong Phluk. Março a maio é a estação mais quente, com sensação térmica passando de 40 graus.
Setembro e outubro têm um atrativo à parte: é quando o Tonle Sap atinge o volume máximo, e as casas sobre palafitas de Kampong Phluk ficam quase totalmente submersas, num visual bem diferente da estação seca.
Não existe voo direto do Brasil. A conexão mais comum passa por Doha, com a Qatar Airways, ou Istambul, com a Turkish Airlines, geralmente com mais um trecho até Phnom Penh ou Siem Reap, e o trajeto total ultrapassa 30 horas somando as escalas.
Entre Siem Reap e Phnom Penh, cerca de 315 km, as opções são ônibus executivo (6 a 7 horas), van compartilhada (mais rápida, mais apertada) ou voo doméstico (55 minutos). Dentro das duas cidades, o tuk-tuk é o transporte padrão, negociado por corrida ou contratado por dia inteiro para os passeios aos templos.
Amok, peixe cozido no vapor com pasta de curry e leite de coco dentro de uma folha de bananeira, é o prato mais associado ao Camboja, e vale pedir a versão feita com peixe do Tonle Sap.

Nom banh chok, macarrão de arroz com molho de peixe e ervas servido no café da manhã, e lok lak, tiras de carne salteadas com molho de pimenta e limão, completam o trio que aparece em qualquer mesa cambojana. O café cambojano, forte e servido com leite condensado sobre gelo, é outra especialidade local, vendida em qualquer parada de rua por menos de um dólar.

O que evitar: restaurantes com garçom parado na porta chamando quem passa e cardápio plastificado com foto de cada prato, comuns na Pub Street de Siem Reap. A comida ali é encarecida para turista e mais fraca do que a de qualquer barraca da praça de alimentação do Mercado Antigo, a poucos metros dali.
A moeda oficial é o riel (KHR), mas o dólar americano circula livremente e é aceito em quase todo lugar, de hotéis a tuk-tuks: boa parte dos preços já é anunciada em dólar, e o troco de valores pequenos costuma vir em riel.
Cartões internacionais funcionam em hotéis e restaurantes maiores das duas cidades, mas mercados, tuk-tuks e a maioria dos templos fora do circuito principal só aceitam dinheiro, de preferência notas de dólar em bom estado, sem rasgos ou marcas de caneta.
Seis dias cobrem os dois lados do país que mais pesam na decisão de ir: os templos de Angkor, com folga para o pequeno e o grande circuito, e a história recente do Camboja em Phnom Penh, sem precisar escolher entre um e outro.
Com quatro dias, dá para focar só em Siem Reap e nos templos. Com dez dias ou mais, soma-se Battambang, cidade colonial francesa a três horas de estrada, ou a costa sul, em Sihanoukville e as ilhas de Koh Rong.
Preços conferidos em 15 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Angkor Enterprise, ingressos oficiais do Angkor Pass · Museu do Genocídio Tuol Sleng, site oficial.
Sim. O e-Visa custa cerca de 30 dólares, é feito online e chega por e-mail em até três dias úteis, com validade de 90 dias para entrada única e permanência de até 30 dias no país.
Um roteiro de 6 dias custa entre 1.600 e 2.400 dólares por pessoa, somando voo com conexão, hospedagem, alimentação, transporte e ingressos (Angkor Pass, museus e memoriais), com preços conferidos em setembro de 2026.
Seis dias cobrem Siem Reap (templos de Angkor) e Phnom Penh sem pressa. Com quatro dias dá para focar só nos templos, e com dez dias ou mais dá para somar Battambang ou a costa sul, em Sihanoukville.
Ajuda, mas não é essencial. Inglês básico é comum entre quem trabalha com turismo em Siem Reap e Phnom Penh, principalmente motoristas de tuk-tuk e recepcionistas de hotel. Fora do circuito turístico, um aplicativo de tradução resolve a maior parte das situações.
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