
Hanói · Ninh Binh · Baía de Ha Long · Hoi An · Da Nang · Hue · 19 min de leitura
8 dias · 6 cidades
Duração
8 dias
Orçamento estimado
US$ 1.900 a US$ 2.900 por pessoa, 8 dias
Melhor época
Março a abril e setembro a novembro
Visto
E-visa online de 90 dias, cerca de US$ 25
Este roteiro de 8 dias pelo Vietnã cobre o norte e o centro do país, que é o que cabe de verdade nesse prazo: Hanói, Ninh Binh, um cruzeiro na baía e o eixo Hoi An, Da Nang e Hue.
Em resumo: dois dias na capital, os arrozais de Ninh Binh, a noite no barco, a cidade antiga de Hoi An e o bate-volta a Hue. Visto, época e onde comer estão nas seções práticas.

Cerca de 50.000 dongs para entrar no templo, 1 hora, a 45 minutos do aeroporto de táxi. É o marco zero da cidade e o lugar mais fácil de começar.
O Hoan Kiem significa lago da espada devolvida, por causa da lenda em que o imperador Le Loi recebeu de uma tartaruga uma espada mágica para expulsar os chineses e a devolveu aqui depois da vitória. No Templo Ngoc Son, numa ilhota ligada à margem pela ponte vermelha The Huc, está exposta uma tartaruga gigante do lago, empalhada, que morreu em 2016.
De manhã bem cedo o entorno do lago vira uma academia a céu aberto, com centenas de pessoas fazendo tai chi antes das 7h.

Sem ingresso, 90 minutos, a cinco minutos a pé do lago. Vá ao anoitecer, que é quando o bairro liga.
As 36 ruas do Bairro Antigo nasceram como guildas, e o nome de cada uma ainda começa com Hang, que quer dizer mercadoria: Hang Bac é a rua da prata, Hang Gai a da seda, Hang Ma a do papel. Muitas mantêm a especialidade até hoje, o que faz a caminhada parecer um índice.
Atravessar a rua aqui assusta na primeira vez. A regra local é caminhar devagar e em linha reta, sem parar nem correr: as motos desviam de quem é previsível.

Entrada gratuita, 90 minutos, aberto só das 7h30 às 10h30 e fechado às segundas e sextas. Este é o único horário do dia, então o roteiro começa por aqui.
Ho Chi Minh pediu em testamento para ser cremado, e o governo fez o oposto: o corpo foi embalsamado e está exposto desde 1975 num mausoléu de granito na Praça Ba Dinh, onde ele declarou a independência em 1945. A fila anda rápido, mas as regras são rígidas: silêncio, sem foto, sem bermuda, sem mãos nos bolsos.

Cerca de 70.000 dongs, 90 minutos, a 15 minutos a pé do mausoléu.
Fundado em 1070 como templo confuciano e ampliado seis anos depois com a Quoc Tu Giam, a primeira universidade do Vietnã, funcionou por 700 anos formando mandarins. Nos pátios internos estão 82 estelas de pedra apoiadas em tartarugas, cada uma gravada com os nomes dos aprovados nos exames imperiais entre 1442 e 1779. É a nota de 100 mil dongs que você tem no bolso.

Parada de 20 minutos, sem ingresso, mas com ressalva importante: confira o horário do trem no dia e não fique nos trilhos.
A linha Hanói-Ho Chi Minh corta o casco antigo por uma viela onde as casas ficam a menos de um metro dos trilhos, e os cafés põem banquinhos entre uma passagem e outra. As autoridades fecharam a rua várias vezes por segurança desde 2019, e o acesso oscila: às vezes só se entra consumindo em um dos cafés, às vezes há barreira. Trate como parada de foto, não como programa garantido.

Cerca de 50.000 dongs, 90 minutos, a 10 minutos a pé. É a visita mais dura do dia e vale o tempo cheio.
Os franceses construíram a Maison Centrale em 1896 para prisioneiros políticos vietnamitas, e a maior parte do museu é sobre isso: celas coletivas com grilhões nos tornozelos, a guilhotina original, as fotos dos executados. A ala final trata dos pilotos americanos presos aqui entre 1964 e 1973, que apelidaram o lugar de Hanoi Hilton com ironia, e que a exposição retrata em condições notoriamente mais amenas do que os depoimentos deles descrevem. Vale ler sabendo disso.

Cerca de 250.000 dongs pelo barco, 3 horas, a 2 horas de Hanói. Saia às 7h e leve protetor solar: não há sombra no barco.
Trang An é Patrimônio Mundial e o passeio é de barco a remo, conduzido quase sempre por mulheres da região, muitas remando com os pés. O circuito atravessa nove grutas escavadas pela água no calcário, algumas tão baixas que todo mundo precisa se abaixar, e passa por templos no meio do nada. Leva três horas e não há como encurtar depois de embarcar.
Uma escolha comum é entre Trang An e Tam Coc, ali do lado. Tam Coc é mais curto e mais bonito na época da colheita, em maio e junho, mas Trang An tem as grutas e bem menos vendedor abordando o barco.

Cerca de 100.000 dongs, 2 horas, a 15 minutos de Trang An. São cerca de 500 degraus irregulares de pedra até o topo.
A subida é curta mas puxada, e o que espera em cima é a imagem que faz a fama de Ninh Binh: o rio Ngo Dong serpenteando entre arrozais e torres de calcário, com uma estátua de dragão no cume do morro. Vá no fim da tarde, quando o calor cede e a luz fica lateral. Calçado com sola de borracha ajuda, porque os degraus são gastos e escorregam.

São 2h30 de van de Hanói até o porto, e o cruzeiro de uma noite custa de 120 a 250 dólares por pessoa, com tudo incluído. O embarque é por volta das 12h30.
Sung Sot quer dizer surpresa, e o nome é do explorador francês que a achou em 1901. São três salões ligados, o maior com pé-direito de 30 metros, iluminados com refletores coloridos que dividem opiniões. É a caverna mais visitada da baía e a parada padrão de quase todos os barcos, o que significa que você vai dividi-la com bastante gente por volta das 15h.

Incluída no cruzeiro, o restante da tarde e a noite. É aqui que a escolha do barco importa mais do que o conforto da cabine.
Bai Tu Long é a baía vizinha, com o mesmo carste calcário saindo da água, e recebe uma fração dos barcos porque exige licença separada. A diferença é concreta: em Ha Long é comum ancorar ao lado de dezenas de embarcações, e em Bai Tu Long o fundeadouro da noite costuma ter três ou quatro. Ao contratar, confirme por escrito que o itinerário é em Bai Tu Long, porque muita agência vende Ha Long com esse nome.

O barco desembarca por volta das 11h, a van leva de volta a Hanói e o voo para Da Nang leva 1h20. De Da Nang a Hoi An são 45 minutos de carro. Ingresso da cidade antiga cerca de 120.000 dongs, 2 horas.
Hoi An foi o principal porto do Sudeste Asiático entre os séculos 16 e 18, com comunidades japonesa, chinesa e holandesa, e decaiu quando o rio assoreou e o comércio migrou para Da Nang. Foi essa decadência que a preservou: sem dinheiro para demolir e reconstruir, a cidade atravessou o século 20 quase intacta e virou Patrimônio Mundial em 1999.
O ingresso dá direito a entrar em cinco das casas e templos históricos, à sua escolha, e vale usar nas casas de família, como a Tan Ky, que continuam habitadas pelos descendentes.

Parada de 20 minutos, incluída no ingresso da cidade antiga. Vá depois do escurecer, quando as lanternas acendem.
A ponte coberta foi construída em 1593 pela comunidade japonesa para ligar seu bairro ao chinês, do outro lado do canal, e tem um pequeno templo embutido no meio, dedicado a um deus do tempo. Passou por restauração completa entre 2022 e 2024, que gerou polêmica local pelo acabamento novo demais. É a imagem da nota de 20 mil dongs.

Cerca de 40.000 dongs mais 15.000 pelo elevador, 2h30, a 20 minutos de Hoi An no caminho para Da Nang. Vá cedo: depois das 10h o calor dentro das grutas é considerável.
São cinco morros de mármore e calcário, cada um batizado com um dos elementos, e o visitável é o Thuy Son, o da água. Dentro dele há grutas com pagodes e altares budistas, entre elas a Huyen Khong, que tem uma abertura no teto por onde entra um facho de luz ao meio-dia. Durante a guerra os vietcongues usaram essas grutas como hospital de campanha, a poucos quilômetros de uma base americana.

Cerca de 900.000 dongs o ingresso de Ba Na Hills com teleférico, 4 horas, a 1 hora de Da nang. Vá à tarde, depois das 15h, quando os ônibus de excursão começam a descer.
O teleférico sobe 1.400 metros em 20 minutos e já foi recordista mundial de desnível numa linha só. A Ponte Dourada, inaugurada em 2018, tem 150 metros e é sustentada por duas mãos gigantes de pedra propositalmente envelhecidas, como se estivessem ali há séculos. O resto do complexo é um parque temático com uma vila francesa cenográfica, o que costuma dividir opiniões: vá pela ponte e pela vista, sabendo o que mais tem lá.

Cerca de 200.000 dongs, 2h30, a 2 horas de Da Nang. Se puder, vá pelo Passo de Hai Van em vez do túnel: são 20 minutos a mais e a estrada da costa é a melhor do país.
Hue foi a capital do Vietnã de 1802 a 1945, sob os treze imperadores da dinastia Nguyen, e a Cidade Imperial é uma cidadela murada de 10 quilômetros de perímetro com uma Cidade Proibida Púrpura dentro, copiada de Pequim. Dos 160 edifícios originais restam cerca de 10: a Ofensiva do Tet, em 1968, transformou Hue em campo de batalha por 26 dias. A restauração é contínua desde os anos 1990 e é visível, com pavilhões reconstruídos ao lado de ruínas deixadas como estavam.

Entrada gratuita, 45 minutos, a 10 minutos de carro da cidadela, subindo o Rio dos Perfumes.
A torre octogonal de sete andares, de 1844, virou o símbolo de Hue e cada andar representa uma reencarnação de Buda. Nos fundos do complexo está guardado o Austin azul em que o monge Thich Quang Duc viajou até Saigon em 1963, onde se imolou em protesto contra a perseguição aos budistas. A foto do ato correu o mundo e é uma das imagens que mudaram a leitura ocidental da guerra.

Cerca de 150.000 dongs, 1 hora, a 20 minutos ao sul. Das tumbas imperiais, é a que mais surpreende quem espera arquitetura tradicional.
Khai Dinh reinou de 1916 a 1925 sob tutela francesa e mandou construir a própria tumba em concreto armado, misturando barroco europeu, gótico e vietnamita, o que lhe rendeu críticas duras dos contemporâneos. O salão principal é coberto do chão ao teto por mosaicos feitos de cacos de porcelana e vidro, e a estátua de bronze dourado do imperador está sobre o corpo, 18 metros abaixo.

Sem ingresso, 2 horas, a 10 minutos do centro de Da Nang. O mar é mais calmo de maio a agosto.
São cerca de 10 quilômetros de areia larga entre o mar e a fileira de prédios novos, e foi aqui que os fuzileiros americanos desembarcaram em março de 1965, no primeiro envio de tropas de combate. Os soldados a chamaram de China Beach, nome que pegou no Ocidente e que os vietnamitas não usam. Hoje é praia urbana comum, com gente nadando antes das 7h e depois das 17h, e vazia no meio do dia por causa do calor.

Parada de 20 minutos, sem ingresso, a caminho do aeroporto, que fica a 10 minutos dali.
A ponte tem 666 metros e a forma de um dragão dourado, o animal que representa poder e prosperidade no país, e foi inaugurada em 2013 nos 38 anos da libertação da cidade. De dia é só uma ponte grande. O que justifica a fama acontece aos sábados e domingos às 21h, quando a cabeça do dragão cospe fogo e depois água, por cerca de 15 minutos. Se o seu voo for à noite e cair no fim de semana, vale organizar para ver.
Precisa, mas é simples e mudou para melhor. Desde 2023 o e-visa vietnamita vale 90 dias, contra os 30 de antes, permite múltiplas entradas e é emitido inteiramente online pelo portal oficial do governo, por cerca de 25 dólares. O prazo é de três dias úteis, e vale pedir com dez a quinze dias de antecedência.
Brasileiros não estão na lista de isenção. Cerca de 24 nacionalidades entram sem visto por 45 dias, entre elas França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha, Japão e Coreia do Sul, e essa isenção está garantida até 2028. Quem não está nessa lista usa o e-visa de 90 dias, que na prática é mais generoso.
Desde abril de 2026 há também um cartão de chegada digital obrigatório para todos os estrangeiros, a ser preenchido online antes do embarque. É gratuito e separado do visto, e é o passo que mais gente esquece.
Cuidado com sites intermediários: vários cobram três a cinco vezes o valor oficial e aparecem antes do portal do governo na busca. O endereço oficial termina em gov.vn.
Para este roteiro, que cobre o norte e o centro, as duas melhores janelas são de março a abril e de setembro a novembro. O Vietnã tem 1.650 quilômetros de norte a sul e três climas distintos, então não existe um mês bom para o país inteiro, e tentar responder isso de forma única é o erro mais comum.
No norte, Hanói e Ninh Binh, o inverno vai de dezembro a fevereiro e é frio e cinzento, com garoa persistente que estraga as fotos da baía, e o verão, de junho a agosto, é abafado, com 35 graus e umidade alta. No centro, Hoi An, Da Nang e Hue, a estação de chuva vai de setembro a dezembro, com pico de tufões entre outubro e novembro, e Hoi An alaga com alguma frequência.
Isso faz das janelas de março-abril e setembro o melhor compromisso: no primeiro caso o norte já esquentou e o centro ainda está seco; no segundo, o calor do norte cedeu e as chuvas do centro mal começaram.
Evite a semana do Tet, o Ano Novo lunar, que cai entre o fim de janeiro e meados de fevereiro. É o feriado mais importante do país, o Vietnã inteiro viaja ao mesmo tempo, os preços disparam e muitos restaurantes e lojas familiares fecham por vários dias.
Não há voo direto do Brasil. As conexões mais curtas para Hanói saem de Guarulhos via Doha com a Qatar Airways, via Istambul com a Turkish ou via Dubai com a Emirates, somando de 28 a 34 horas com uma escala. Vale checar se compensa voar para Hanói e sair de Da Nang ou Ho Chi Minh, porque bilhetes de cidades diferentes costumam custar quase o mesmo e evitam refazer o caminho.
Dentro do país, este roteiro usa um voo doméstico: Hanói a Da Nang, 1h20, operado por Vietnam Airlines, VietJet e Bamboo várias vezes ao dia, por 40 a 90 dólares comprado com antecedência. Fazer esse trecho pelo trem noturno é uma experiência conhecida, mas leva 16 horas e consumiria um dia inteiro de um roteiro de oito.
Nos trajetos curtos, o carro com motorista é a norma e é barato: Hanói a Ninh Binh, Da Nang a Hue, Hoi An a Da Nang. Uma diária com motorista sai por 50 a 80 dólares e costuma custar pouco mais que os táxis avulsos do mesmo dia. Nas cidades, use o aplicativo Grab, que funciona para carro e moto e elimina a negociação de preço.
Uma advertência franca: não alugue moto para dirigir você mesmo sem carteira internacional válida no país. O trânsito vietnamita tem lógica própria, o seguro de viagem não cobre acidente sem habilitação válida, e esse é o problema mais frequente com estrangeiros no Vietnã.
Comer bem no Vietnã é barato e quase sempre acontece na calçada. Uma refeição completa numa barraca de rua custa de 30.000 a 60.000 dongs, cerca de 1 a 2 dólares e meio, e as casas mais concorridas costumam servir um prato só, feito a vida inteira.
O pho é o prato nacional e é café da manhã, não jantar: caldo de osso cozido por horas, macarrão de arroz, carne em fatias finas e um prato de ervas frescas à parte, que você acrescenta aos poucos. O do norte é mais limpo e salgado, o do sul mais doce e com mais guarnição, e a diferença entre os dois é assunto sério.

Em Hanói o prato a procurar é o bun cha: costeleta e almôndegas de porco grelhadas na brasa, servidas numa tigela de caldo agridoce morno, com macarrão de arroz e ervas ao lado para você montar cada garfada. É almoço, servido do meio-dia às 14h, e a maioria das casas fecha quando acaba.

Em Hoi An existe o cao lau, que só se come ali: macarrão grosso, porco em fatias, brotos e croutons crocantes, com pouquíssimo caldo. A tradição local diz que a massa só fica certa com água de um poço específico da cidade, o Ba Le, o que explica por que o prato praticamente não existe fora de Hoi An. Na mesma cidade, peça também o banh mi, o sanduíche no pão francês herdado da colonização.

O que evitar: os restaurantes com cardápio em inglês e foto de cada prato na rua Ta Hien, em Hanói, e no calçadão do rio em Hoi An, onde o preço é três vezes o da quadra de trás e a comida é claramente adaptada. Desconfie de qualquer lugar sem preço afixado, principalmente de frutos do mar, e confirme o valor antes de pedir. Em barraca de rua, prefira as movimentadas e com rotatividade alta, e beba a cerveja local bia hoi, tirada do barril, que é fresca e custa menos de um dólar.
Entre 1.900 e 2.900 dólares por pessoa, com preços conferidos em setembro de 2026. O voo internacional é de longe a maior parcela: o Vietnã em si é um dos países mais baratos da Ásia para viajar.
A conta: o voo com uma escala fica entre 1.100 e 1.700 dólares ida e volta; o voo doméstico para Da Nang custa 40 a 90 dólares; a hospedagem de categoria média sai por 35 a 70 dólares a diária, e o Vietnã é dos lugares onde subir um degrau de categoria custa pouco; alimentação fica em 15 a 30 dólares por dia comendo bem; e os ingressos e passeios do roteiro, somando Trang An, Hang Mua, a cidade antiga de Hoi An, Ba Na Hills, Hue e as Montanhas de Mármore, ficam entre 90 e 130 dólares.
A exceção que pesa é o cruzeiro na baía, de 120 a 250 dólares por pessoa por uma noite, com tudo incluído. É a maior despesa isolada do roteiro depois do voo, e é onde vale gastar acima da média: barco barato em Ha Long costuma significar cabine sem janela, comida ruim e fundeadouro lotado.
A tabela acima traz os links oficiais para conferir os valores atualizados antes de viajar.
Para o norte e o centro, sim. Oito dias cobrem Hanói com calma, os arrozais de Ninh Binh, uma noite na baía e o eixo Hoi An, Da Nang e Hue sem nenhum dia de correria, com um único voo doméstico no meio.
Para o país inteiro, não, e é importante dizer isso com todas as letras. O Vietnã tem 1.650 quilômetros de ponta a ponta, e tentar incluir Ho Chi Minh, os túneis de Cu Chi e o Delta do Mekong nos mesmos oito dias significaria dois voos domésticos a mais e três dias perdidos em deslocamento, com meio dia real em cada lugar. As próprias fontes vietnamitas recomendam escolher uma ou duas regiões conectadas, e foi o que este roteiro fez.
Se você tiver 12 a 14 dias, o encaixe natural é acrescentar o sul no fim, voando de Da Nang para Ho Chi Minh e reservando três dias para a cidade, Cu Chi e uma noite no Mekong. Com 10 dias, a alternativa melhor é aprofundar o que já está aqui: duas noites no cruzeiro em vez de uma, ou dois dias em Hue em vez do bate-volta.
Quem tiver menos tempo pode cortar o Dia 3, em Ninh Binh, e transformar a viagem em 7 dias. O que não vale cortar é a noite na baía: é a única parte do roteiro que não tem substituto em nenhum outro país do Sudeste Asiático.
Preços conferidos em 17 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Portal oficial de e-visa do governo do Vietnã · Trang An, site oficial do complexo paisagístico · Sun World Ba Na Hills, bilheteria oficial · Prisão de Hoa Lo, site oficial do museu · Turismo de Hue, informações oficiais.
Precisa, mas é feito online. O e-visa vietnamita vale 90 dias, permite múltiplas entradas, custa cerca de 25 dólares e sai em três dias úteis pelo portal oficial do governo, que termina em gov.vn. Brasileiros não estão na lista de isenção de 45 dias.
Entre 1.900 e 2.900 dólares por pessoa, somando voo com escala, um voo doméstico, hospedagem, alimentação, ingressos e o cruzeiro na baía, com preços conferidos em setembro de 2026. O voo internacional é de longe a maior parcela.
Para o norte e o centro, de março a abril e de setembro a novembro. O país tem três climas distintos, então não existe um mês bom para o Vietnã inteiro. Evite a semana do Tet, o Ano Novo lunar, quando o país inteiro viaja ao mesmo tempo.
Bai Tu Long, se puder escolher. É a baía vizinha, com o mesmo carste calcário, mas exige licença separada e por isso recebe uma fração dos barcos: o fundeadouro da noite costuma ter três ou quatro embarcações em vez de dezenas. Confirme por escrito, porque muita agência vende Ha Long com esse nome.
Não sem esvaziar o resto. O Vietnã tem 1.650 quilômetros de norte a sul, e acrescentar o sul exigiria dois voos domésticos a mais e três dias perdidos em deslocamento. Com 12 a 14 dias, o sul encaixa naturalmente no fim do roteiro.
Só com carteira internacional válida no país. Sem ela, o seguro de viagem não cobre acidente, e esse é o problema mais frequente com estrangeiros no Vietnã. Nas cidades, o aplicativo Grab resolve carro e mototáxi sem negociação de preço.

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