Montenegro · Kotor · Perast · Cetinje · Lago Skadar · Durmitor · 10 min de leitura
7 dias · 13 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
800 a 1.400 euros por pessoa, sem aéreo
Melhor época
Maio, junho e setembro
Visto
Brasileiros não precisam por até 90 dias
Este roteiro Montenegro 7 dias é feito de carro alugado, chegando por Tivat e saindo por Podgorica, sem voltar pelo mesmo caminho. A decisão que o organiza é dormir em três bases, Kotor, Virpazar e Žabljak, para ver a costa, o lago e a montanha sem passar o dia na estrada.
Em resumo: Kotor, a baía e Perast, o Lovćen com Cetinje e Budva, o lago Skadar, Ostrog e o Durmitor. Visto, custos e comida, no fim.
O aeroporto de Tivat fica a 15 minutos de Kotor. Depois do check-in, entre pelo Portão do Mar, de 1555, que dá direto na Pjaca od Oružja, a praça da torre do relógio. A cidade velha é pequena e se percorre a pé em uma hora, sem mapa: as ruelas sempre terminam numa praça.
Se houver navio de cruzeiro no porto, as ruas enchem até umas 16h. A tarde, quando eles saem, é o melhor horário.

A três minutos da praça, a catedral do padroeiro da cidade tem afrescos do século XIV e um tesouro de relicários no andar de cima. Meia hora basta; o ingresso é pago na porta.

A subida começa atrás da igreja de Nossa Senhora dos Remédios: cerca de 1.350 degraus até a fortaleza, a 260 metros. Conte 45 minutos para subir e duas horas no total, com água e tênis. Comece por volta das 17h para pegar o pôr do sol lá em cima.
O ingresso é cobrado em dinheiro na entrada e o valor muda conforme a temporada. Quem quer evitar a escada pode subir de graça pela trilha Ladder of Kotor, mais longa, que sai da estrada de Njeguši.
Perast fica a 20 minutos de carro de Kotor, e o melhor é chegar antes das 10h, quando os ônibus de excursão ainda não estacionaram. É uma rua só, à beira da água, com palácios de capitães venezianos. Suba a torre da igreja de São Nicolau, a mais alta da baía, para ver as duas ilhotas de cima. Uma hora e meia.

Barcos-táxi saem do cais de Perast e levam cinco minutos até a ilhota. Ela é artificial: desde o século XV, marinheiros jogam pedras e afundam navios velhos ali, e o costume continua todo 22 de julho. Dentro da igreja há 68 pinturas e um bordado feito com cabelo humano. Pague o barco ao embarcar e o pequeno museu na ilha.
A ilha vizinha, São Jorge, é de um mosteiro e não recebe visitas. A tarde fica livre para nadar em Perast ou jantar numa konoba de Ljuta, no caminho de volta.

Saia de Kotor às 8h30 pela estrada R-1, que sobe o paredão em 25 curvas fechadas. Há recuos para parar e fotografar a baía; use-os, porque a pista é estreita e os ônibus descem na direção oposta. Sem carro, o teleférico Kotor Lovćen faz a subida em 11 minutos.

No alto da serpentina, a aldeia de Njeguši defuma presunto e faz queijo há gerações. Pare numa das casas da estrada para provar o pršut com queijo e pão, no meio da manhã. Quarenta e cinco minutos.

Vinte minutos depois, a estrada do Parque Nacional do Lovćen termina num estacionamento. Dali, 461 degraus num túnel levam ao mausoléu do poeta e príncipe-bispo Njegoš, a 1.657 metros. O mirante circular atrás dele mostra a baía de Kotor, o lago Skadar e, em dia claro, a Albânia. O parque cobra 3 euros por pessoa, e o mausoléu tem ingresso próprio na entrada.

Cetinje, a 30 minutos, foi a capital do reino até 1918, e as embaixadas antigas ainda estão nas ruas. Visite o mosteiro, que guarda as relíquias de São Pedro de Cetinje (ombros e joelhos cobertos; há panos na porta), e caminhe até o palácio do rei Nikola, hoje museu. Almoce aqui, onde os preços são menores que na costa.

A volta para Kotor passa por Budva, a 40 minutos de Cetinje. Deixe a orla de bares de lado e entre na cidade velha murada: a cidadela tem a melhor vista da costa, e a praia Ričardova Glava, colada à muralha, é boa para um mergulho no fim da tarde. Duas horas; Kotor fica a 30 minutos.

Saia de Kotor às 9h e siga pela costa. A ilhota de casas do século XV virou hotel e não recebe visitantes; a foto clássica é do mirante na estrada acima, com estacionamento ao lado. A praia pública fica à esquerda do istmo. Quarenta minutos e siga para Virpazar, a uma hora.

O lago Skadar é o maior dos Bálcãs e metade dele é parque nacional, com canais cobertos de nenúfares, garças e pelicanos-crespos. Os barcos saem do cais de Virpazar à tarde, em passeios de duas a quatro horas; os mais longos vão até Rijeka Crnojevića com parada para nadar. A taxa do parque é de 5 euros por pessoa e alguns operadores já a incluem: pergunte antes.
À noite, prove o vinho vranac das vinícolas em volta do vilarejo e a carpa do lago numa das konobas do cais.

Saia às 8h. A estrada de Virpazar ao mirante tem meia hora de pista estreita, com uma faixa só em vários trechos; dirija devagar. Entre 7h e 9h a luz é a melhor para a foto da curva do rio. Meia hora.

Cinco minutos abaixo do mirante, o vilarejo parece parado no tempo: uma rua de casas de pedra e a ponte em arco de 1853 refletida no rio. Café na beira da água e siga viagem.
A uma hora e quinze, o mosteiro superior de Ostrog está encaixado num paredão a 900 metros e recebe peregrinos ortodoxos, católicos e muçulmanos. A estrada final é estreita e cheia de curvas; nos fins de semana, estacione no mosteiro de baixo e suba a pé em 20 minutos pela trilha. Roupa que cubra ombros e joelhos, silêncio nas capelas e uma hora de visita. Žabljak fica a 1h45.

Depois do check-in em Žabljak, o Lago Negro fica a 3 km. A trilha plana em volta dos dois braços tem 3,5 km e leva uma hora; dá para alugar barco a remo no verão. A entrada do Parque Nacional do Durmitor custa 5 euros por pessoa por dia: confira na guarita.
A ponte fica a 30 minutos a leste de Žabljak, 170 metros acima do rio, no cânion do Tara, o mais profundo da Europa. Atravesse a pé pelo passeio lateral e, se quiser adrenalina, a tirolesa cruza o cânion ao lado da ponte. O rafting sai de baixo da ponte e vai de maio a outubro, com o rio mais forte em maio e junho. Reserve duas horas e meia.

À tarde, faça a estrada panorâmica P14, que sai de Žabljak para oeste e sobe até o passo Sedlo, a 1.907 metros. São 20 minutos até o passo, entre campos de altitude e paredões; pare nos recuos e, com fôlego, caminhe uma hora pela trilha que sai do passo em direção ao Bobotov Kuk. A estrada fecha com neve de novembro a maio.
Saia de Žabljak às 8h; o desvio para o Parque Nacional Biogradska Gora fica a uma hora e meia, entre Mojkovac e Kolašin. A trilha plana de 3,5 km em volta do lago passa por árvores de mais de 40 metros numa das últimas florestas virgens da Europa. Uma hora e meia; o ingresso é cobrado no portão.

No caminho para Podgorica, a estrada desce o cânion do Morača e passa ao lado do mosteiro de 1252, com afrescos do século XIII e um jardim sobre o desfiladeiro. Quarenta minutos. O aeroporto de Podgorica fica a uma hora e meia.
Brasileiros não precisam de visto para ficar até 90 dias em Montenegro como turistas. Leve passaporte válido, passagem de volta e reserva de hotel. Montenegro não é da União Europeia nem do espaço Schengen, mas usa o euro. A hospedagem registra você na polícia, e há uma pequena taxa turística por noite, cobrada pelo hotel.
Maio, junho e setembro. A água já está boa para nadar, o Durmitor está sem neve e a costa não tem a lotação nem os preços de julho e agosto. As trilhas altas do Durmitor só ficam livres de neve de junho a setembro, e a estrada do passo Sedlo fecha no inverno. Outubro ainda funciona para a costa e o Skadar, com noites frias na montanha.
Não há voo direto do Brasil. As conexões mais comuns são por Istambul, Viena e Belgrado, até Tivat, na baía de Kotor, ou Podgorica, a capital. Outra opção é voar até Dubrovnik, na Croácia, a duas horas de carro de Kotor, e emendar com o roteiro da Dalmácia em 7 dias. Para quem segue para o sul, o roteiro da Albânia em 7 dias começa a duas horas da fronteira.
Alugue o carro em Tivat e devolva em Podgorica, pagando a taxa de devolução em outra cidade. A mão é a mesma do Brasil, as estradas de montanha são estreitas e cheias de curvas, e a costa congestiona no verão. Os ônibus ligam as cidades, mas não chegam a Lovćen, Pavlova Strana e Sedlo.
A comida de Montenegro muda da costa para a montanha. No litoral, peixe grelhado, mexilhões da baía e crni rižot, o risoto preto com tinta de lula.

No planalto do Lovćen, o prato é o Njeguški pršut, presunto defumado na lenha de faia, servido com o queijo da aldeia, pão e azeitonas.

Na montanha, peça kačamak, papa de milho e batata com queijo e kajmak, a nata fermentada, que sustenta um dia de trilha no Durmitor.

De sobremesa ou no café da manhã, priganice, bolinhos fritos servidos com mel. Para beber, o tinto vranac das vinícolas do lago Skadar e a rakija de uva no fim da refeição.

Onde comer: procure a palavra konoba, a taverna familiar, que serve porções grandes e cobra menos. As melhores paradas deste roteiro são as casas de defumação de Njeguši no Dia 3, as konobas do cais de Virpazar no Dia 4 e os restaurantes de Žabljak para o kačamak. O que evitar: as mesas das praças principais da cidade velha de Kotor e da orla de Budva, que cobram de 30% a 40% mais pelo mesmo prato.
São suficientes para ver as três faces do país: a baía de Kotor, o lago Skadar e as montanhas do Durmitor, com Lovćen, Cetinje e Ostrog no caminho. Ficam de fora as praias de Ulcinj, no sul, Herceg Novi, na entrada da baía, e o lago Piva. Com 9 ou 10 dias, some um dia de praia em Ulcinj e um dia de trilha no Durmitor.
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Preços conferidos em 16 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Parque Nacional do Lovćen, ingressos · Parque Nacional do Lago Skadar, ingressos · Parque Nacional do Durmitor, ingressos · Teleférico Kotor Lovćen, bilhetes.
Entre 800 e 1.400 euros por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo: seis noites, comida em konobas, carro alugado e de 80 a 130 euros em ingressos e passeios, como as muralhas de Kotor, os parques nacionais e o barco no lago Skadar. A passagem do Brasil fica entre R$ 5.500 e R$ 9.000 ida e volta, com conexão. Em julho e agosto a hospedagem na costa sobe bastante.
Para este roteiro, sim. Os ônibus ligam Kotor, Budva, Cetinje, Podgorica e Žabljak, mas não chegam ao mausoléu do Lovćen, ao mirante Pavlova Strana nem ao passo Sedlo, e os horários obrigam a somar um ou dois dias. Quem fica só na baía de Kotor dá conta sem carro, com barco, ônibus e o teleférico até o Lovćen.
Em três bases, como neste roteiro: Kotor para a baía, Perast e o Lovćen; Virpazar para o lago Skadar; e Žabljak para o Durmitor e o cânion do Tara. Quem prefere praia pode trocar Kotor por Budva, mais movimentada, ou por Perast, mais calma.
Sim. Montenegro adotou o euro, apesar de não ser da União Europeia. Cartões são aceitos em hotéis e restaurantes das cidades, mas leve dinheiro para as muralhas de Kotor, os barcos de Perast e do Skadar, as casas de Njeguši e as guaritas dos parques.
Dá, e é comum. Dubrovnik fica a duas horas de Kotor, e Shkodër, na Albânia, a uma hora e meia de Virpazar. Com 12 a 14 dias, junte este roteiro com a Dalmácia ou com a Albânia, cruzando a fronteira de carro alugado com a autorização da locadora.
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