
Tirana · Berat · Gjirokastër · Sarandë · Ksamil · Riviera Albanesa · 16 min de leitura
7 dias · 5 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
US$ 1.700 a US$ 2.600 por pessoa, 7 dias
Melhor época
Maio a outubro, com junho e setembro ideais
Visto
Sem visto para brasileiros, até 90 dias
Este roteiro de 7 dias pela Albânia percorre o sul do país de carro alugado, com quatro bases fixas e nenhuma noite repetida: Tirana, Berat, Gjirokastër e Sarandë.
Em resumo: dois dias na capital, Berat e suas casas otomanas, Gjirokastër e o vale do Vjosa, o Olho Azul e Butrint, Ksamil, e a volta pela Riviera com o Passo de Llogara. Visto, época e onde comer estão nas seções práticas.

Reserve 45 minutos, é de graça e fica a 25 minutos do aeroporto de táxi. A praça foi fechada para carros em 2017 e virou uma esplanada de pedra, com o Museu Histórico Nacional de um lado e a estátua equestre de Skanderbeg no centro.
É o melhor lugar para entender a escala da cidade antes de andar: tudo o que você vê hoje está a menos de 15 minutos a pé daqui.

Entrada gratuita, 30 minutos, fechada durante as orações. Tire os sapatos e cubra os ombros.
Construída entre 1789 e 1823, é uma das poucas mesquitas que o regime de Enver Hoxha não demoliu quando declarou a Albânia o primeiro Estado oficialmente ateu do mundo, em 1967. Os afrescos internos, com árvores, cachoeiras e pontes, são raros no mundo islâmico, onde a representação figurativa costuma ser evitada.

Parada de 15 minutos, sem ingresso, no caminho entre a praça e a Pirâmide. A ponte de pedra do século 18 atravessava o rio Lana para os curtidores levarem o gado ao mercado. O rio foi desviado e hoje ela cruza um gramado, que é a imagem mais honesta do que Tirana fez com o próprio passado.

Livre para subir, sem ingresso, 45 minutos. Vá no fim da tarde: a vista do topo pega o pôr do sol sobre o Monte Dajti.
Inaugurada em 1988 como museu de Enver Hoxha e projetada pela filha do ditador, passou 30 anos abandonada e coberta de grafite. Em 2023 o escritório holandês MVRDV a reabriu com degraus externos que qualquer pessoa sobe e caixas coloridas que abrigam o centro de tecnologia TUMO.
O Blloku, bairro onde só a elite do partido podia morar até 1991, começa a duas quadras a oeste e é onde os bares abrem à noite.

Cerca de 700 lek, 75 minutos, fechado às segundas. É o museu mais forte de Tirana e o que menos gente conhece.
A villa foi construída em 1931 como maternidade e virou, em 1944, a sede da Sigurimi, a polícia secreta. O museu manteve os equipamentos no lugar: grampos, microfones escondidos em objetos domésticos, câmeras de parede e as fichas de quem denunciava quem. O nome vem da hera que cobre a fachada.
Cerca de 900 lek, 90 minutos, com entrada por uma cúpula de concreto na calçada, ao lado da Torre do Relógio. Fica a 5 minutos a pé da Casa das Folhas, então os dois cabem na mesma manhã.
São 24 salas do bunker construído para o Ministério do Interior, dedicadas à história da polícia política e aos milhares de albaneses executados pelo regime. Se você só tiver tempo para um dos dois bunkers, escolha este pelo conteúdo e o outro pela escala.

Cerca de 900 lek, 2 horas, na periferia nordeste. Vá de táxi: o trajeto do centro leva 25 minutos.
Este é o bunker de verdade: 106 quartos em cinco níveis, escavados na montanha entre 1972 e 1978 para abrigar Hoxha e o alto comando em caso de um ataque nuclear que nunca veio. A Albânia terminou o período comunista com mais de 170 mil bunkers espalhados pelo território. Parte das salas hoje recebe instalações de arte contemporânea.

Cerca de 1.000 lek ida e volta, 15 minutos de subida, fechado às terças. A estação de baixo fica a 10 minutos do bunker anterior, o que junta os dois numa tarde só.
O teleférico sobe 800 metros até o Parque Nacional do Monte Dajti, de onde Tirana aparece inteira. No alto há trilhas curtas e restaurantes com terraço, e em dia limpo dá para ver o Adriático.

Saia de Tirana por volta das 8h30: são 2h30 de carro até Berat. Ingresso de cerca de 400 lek, 90 minutos de visita.
O que torna a Kala diferente de qualquer outro castelo dos Bálcãs é que ela nunca foi esvaziada: dentro das muralhas do século 13 vivem famílias, há roupa no varal e gatos nas escadas. A subida de paralelepípedo é íngreme e fica escorregadia com chuva, então calçado fechado ajuda.

Cerca de 400 lek, 45 minutos, dentro do castelo, na Igreja da Dormição de Santa Maria.
Onufri foi um pintor de ícones do século 16 que criou um pigmento vermelho tão intenso que ficou conhecido pelo nome dele e nunca foi reproduzido. A iconostase dourada da igreja é o que mais impressiona de perto.

Sem ingresso, 1 hora, descendo do castelo. É aqui que se faz a foto clássica de Berat.
As casas otomanas brancas do século 18 foram construídas escalonadas na encosta, de modo que nenhuma tapa a janela da outra, e o conjunto visto do rio parece uma parede de vidro. O apelido cidade das mil janelas vem daí. O bairro é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2008.
Sem ingresso, 40 minutos com a caminhada até o outro lado.
A ponte de pedra de sete arcos foi erguida em 1780 e liga Mangalem a Gorica, o bairro cristão, mais silencioso e sem lojas. O melhor ângulo de Mangalem é justamente daqui no fim da tarde, quando o sol bate de frente nas janelas.
Parada de 20 minutos em um dos mirantes da estrada, a cerca de 2 horas de Berat. Não há estrutura, só o vale.
O Vjosa é o último grande rio sem barragens da Europa e virou parque nacional em 2023, o primeiro do continente criado para proteger um rio inteiro. Na descida para Tepelenë ele se abre em vários braços sobre o cascalho branco, e a estrada acompanha o desfiladeiro de Këlcyra logo antes.

Cerca de 400 lek, 90 minutos. O castelo é o ponto mais alto da cidade, então comece por ele e desça o resto do dia.
A fortaleza guarda uma galeria de artilharia a céu aberto e os destroços de um avião americano que o regime exibia como troféu de espionagem. Do terraço se vê o vale do Drino inteiro.

Cerca de 300 lek, 45 minutos, subida curta e íngreme a partir do bazar.
Construída em 1812 por um tesoureiro de Ali Paxá, tem três andares, duas torres gêmeas e um salão de recepção no topo com teto entalhado e nichos pintados. É o exemplo mais completo da casa fortificada de Gjirokastër, feita para resistir a cerco e receber visita ao mesmo tempo.

Sem ingresso, 1 hora, descendo do castelo. É onde ficam os cafés e as lojas de tecido.
O bazar do século 17 foi reconstruído depois de um incêndio no século 19 e mantém as lojas de porta de madeira em ruas que se cruzam em ângulo. Gjirokastër é chamada de cidade de pedra porque os telhados são de lajes de xisto cinzento, e daqui se vê isso de perto.

Cerca de 50 lek por pessoa mais 200 por carro, 1 hora com a caminhada. Saia de Gjirokastër às 9h30: são 50 minutos até lá.
A água brota de uma fenda a mais de 50 metros de profundidade e mergulhadores nunca chegaram ao fim do duto. O centro é azul-escuro e a borda é verde-clara, o que dá o desenho de olho que batiza o lugar. A temperatura fica em 10 graus o ano inteiro: tem gente que entra, a maioria desiste.

Sem ingresso para o pátio, 75 minutos, estrada estreita de subida. Chegue 40 minutos antes do pôr do sol.
O castelo foi erguido por Solimão, o Magnífico, em 1537, para controlar o canal entre Sarandë e a ilha grega de Corfu, que fica a 10 quilômetros e aparece inteira no horizonte. Hoje restam as muralhas e um restaurante no pátio, e o que se vem buscar é a vista da baía.

Cerca de 1.000 lek, 2h30, abre às 8h. Vá cedo: depois das 11h chegam os ônibus de excursão vindos de Corfu e o teatro fica cheio.
Butrint foi colônia grega, cidade romana, sé episcopal bizantina e forte veneziano, e cada camada ficou sobre a anterior sem apagá-la. O teatro do século 3 a.C. mantém inscrições de alforria gravadas na pedra, e o batistério paleocristão tem um mosaico de animais que fica coberto quase o ano todo para não se degradar.
O sítio fica dentro de uma laguna, então leve repelente.

Praia pública com espreguiçadeira paga, 3 horas, a 20 minutos de Butrint no caminho de volta a Sarandë.
As quatro ilhotas de Ksamil ficam a cem metros da areia e dá para chegar a nado ou de caiaque, com água rasa e turquesa de verdade. A ressalva é a lotação: em julho e agosto a areia desaparece sob as espreguiçadeiras, e o mesmo lugar em junho ou setembro é outra coisa.

Saia de Sarandë às 9h: é 1h30 até Himarë pela estrada da costa. Parada de 1 hora.
Himarë é uma vila de população greco-albanesa com praias de seixo e água transparente logo abaixo do centro. Potami é a mais acessível, com estacionamento e bares na areia, e funciona como primeira parada antes das praias mais escondidas do norte.
Sem ingresso, 1 hora, 20 minutos ao norte de Himarë. Estacione na vila de cima, não na praia.
A Dhërmi que aparece nas fotos de verão fica na costa, mas a vila original está 200 metros acima, com casas de pedra e igrejas bizantinas de afresco, quase vazia fora de agosto. Vale mais pela vista da encosta descendo até o mar do que pela praia, que você já viu em Himarë.

Sem ingresso, 45 minutos de parada, a 30 minutos de Dhërmi. Daqui faltam 3h30 até Tirana, então calcule o horário do voo com folga.
A estrada sobe em curvas fechadas até 1.027 metros dentro do Parque Nacional de Llogara, entre pinheiros deformados pelo vento, e o mirante entrega a Riviera inteira lá embaixo. É onde o mar Jônico encontra o Adriático, e a mudança de cor da água é visível a olho nu.
Não. Brasileiros entram na Albânia sem visto e podem ficar até 90 dias dentro de um período de 180 dias, a turismo. Basta passaporte com validade mínima de três meses a partir da data de entrada e ao menos uma página em branco.
A Albânia não faz parte do espaço Schengen, então esses 90 dias são contados à parte dos 90 dias de Schengen. Na prática, dá para emendar a Albânia com uma viagem pela União Europeia sem consumir a cota europeia, o que é uma das razões de o país ter virado emenda comum de roteiro pelos Bálcãs.
Na entrada podem pedir comprovante de hospedagem e de seguro viagem. O seguro não é obrigatório por lei para brasileiros, mas é barato e a rede pública local é limitada fora de Tirana.
De maio a outubro, e dentro dessa janela junho e setembro são os melhores meses: mar já quente, diárias bem abaixo do pico e as praias do sul sem a lotação de agosto.
Julho e agosto são o auge, com calor de 33 a 38 graus no sul, Ksamil cheia e preços de hospedagem que chegam a dobrar. Se a sua data for essa, reserve a hospedagem de Sarandë com meses de antecedência e prefira visitar Butrint logo na abertura.
De novembro a março chove bastante no litoral e muitos hotéis e restaurantes da Riviera simplesmente fecham. Tirana, Berat e Gjirokastër funcionam o ano inteiro e ficam bonitas no inverno, mas este roteiro, que termina na costa, perde sentido fora da temporada.
Não há voo direto do Brasil. As conexões mais curtas para o Aeroporto Internacional de Tirana saem de Guarulhos via Istambul, com a Turkish Airlines, ou via Roma, Viena, Munique e Lisboa, com as companhias europeias. Some de 16 a 22 horas de viagem total, contando a escala.
Dentro do país, este roteiro pressupõe carro alugado, e a recomendação é firme: os ônibus intermunicipais (furgões) ligam as cidades grandes, mas não param no vale do Vjosa, no Olho Azul nem nos mirantes da Riviera, que são metade da graça dos Dias 4, 5 e 7. A diária de um carro pequeno fica entre 25 e 45 dólares na temporada.
Dirigir é tranquilo nas rodovias principais e exige atenção nas estradas de montanha, estreitas e sem acostamento. A gasolina é vendida em litros e o pagamento em dinheiro ainda é comum: o lek é a moeda local e vale levar notas, porque fora de Tirana muitos estabelecimentos não aceitam cartão. Euros circulam em Sarandë e Ksamil, quase sempre com câmbio pior.
A cozinha albanesa é mediterrânea com camada otomana: muito iogurte, cordeiro, azeite, queijo fresco e legumes grelhados. Comer bem é barato, e um jantar completo com bebida sai por 10 a 18 dólares por pessoa fora dos pontos turísticos.
O prato nacional é o tavë kosi, cordeiro assado sob uma camada de iogurte batido com ovo e arroz, que sai do forno como um suflê salgado. É pesado, é servido em porção individual de barro e é o que você deve pedir se for comer um prato só no país.

A fërgesë é a entrada que aparece em toda mesa de Tirana: pimentões e tomate refogados com gjizë, um queijo fresco parecido com ricota, servidos ainda borbulhando na panela de barro, para comer com pão. Peça uma para cada duas pessoas, porque ela sozinha já enche.

No almoço rápido, procure o byrek, a torta de massa folhada com queijo, espinafre ou carne vendida em padarias por menos de um dólar, e os qofte, bolinhos de carne temperados com hortelã e grelhados, que vêm com cebola e pão. Para beber, a raki de uva ou de ameixa é oferecida no fim da refeição e costuma ser da casa.

O que evitar: os restaurantes com cardápio em seis idiomas e foto de cada prato na calçada da orla de Sarandë e na praia de Ksamil, onde o peixe costuma ser congelado e a conta sai duas a três vezes mais cara. A regra local funciona bem: suba uma ou duas quadras para longe da água, e o preço cai junto com o número de turistas. Em Berat e Gjirokastër, as casas dentro dos bairros históricos, com quatro ou cinco pratos no cardápio, são as boas.
Entre 1.700 e 2.600 dólares por pessoa, com preços conferidos em setembro de 2026. A maior parte é o voo, porque a Albânia em si é dos destinos mais baratos da Europa.
A conta se divide assim: o voo com conexão fica entre 900 e 1.400 dólares ida e volta; a hospedagem de categoria média custa de 35 a 70 dólares a diária, e é onde a temporada mais pesa; alimentação fica em 20 a 35 dólares por dia; o carro alugado com combustível soma 180 a 320 dólares nos sete dias; e os ingressos do roteiro inteiro, somando Butrint, os dois castelos, os dois bunkers, a Casa das Folhas, o teleférico e o Olho Azul, ficam entre 45 e 70 dólares.
Os ingressos são cobrados em lek e em dinheiro na maioria dos sítios. A tabela de orçamento acima traz os links oficiais para conferir os valores atualizados antes de viajar.
Para o sul do país, sim, e com folga. Sete dias cobrem Tirana, as duas cidades otomanas da UNESCO, o vale do Vjosa, as ruínas de Butrint, as praias do extremo sul e a travessia da Riviera sem nenhum dia de correria, porque as distâncias são curtas: a perna mais longa do roteiro, Sarandë a Tirana, leva cerca de 5 horas com as paradas.
O que não cabe é o norte. Os Alpes Albaneses, com a travessia de barco pelo Lago Koman e a trilha entre Valbona e Theth, pedem três a quatro dias próprios e uma estação diferente, porque a trilha só abre com segurança de junho a setembro. Se você tiver 10 ou 11 dias, o encaixe natural é começar por Shkodër e o norte e só depois descer para este roteiro.
Quem tiver menos tempo pode cortar o Dia 2 de Tirana e ir direto a Berat, transformando a viagem em 6 dias sem perder nenhuma das cidades históricas. O que não vale cortar é o Dia 7: a estrada da Riviera com o Passo de Llogara é a paisagem mais forte do roteiro inteiro e, feita de manhã, ainda dá tempo de pegar um voo à noite em Tirana.
Preços conferidos em 17 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Parque Nacional de Butrint, site oficial · Bunk'Art, bilheteria oficial dos dois museus · Dajti Ekspres, teleférico do Monte Dajti · Visit Gjirokastra, informações oficiais da cidade · Visit Berat, informações oficiais da cidade.
Não. Brasileiros entram sem visto e podem ficar até 90 dias em um período de 180 dias, com passaporte válido por pelo menos três meses. Como a Albânia está fora do espaço Schengen, esses dias não consomem a cota europeia.
Entre 1.700 e 2.600 dólares por pessoa, somando voo com conexão, hospedagem, alimentação, carro alugado e ingressos, com preços conferidos em setembro de 2026. O voo responde pela maior parte, porque a Albânia é um dos destinos mais baratos da Europa.
De maio a outubro, com junho e setembro como os melhores meses: mar quente, preços bem abaixo do pico e as praias do sul sem a lotação de agosto. De novembro a março boa parte da Riviera fecha.
Precisa, na prática. Os ônibus ligam as cidades grandes, mas não param no vale do Vjosa, no Olho Azul nem nos mirantes da Riviera, que concentram o melhor dos Dias 4, 5 e 7. Um carro pequeno custa de 25 a 45 dólares por dia na temporada.
Sim. O país tem índices de criminalidade violenta baixos para o padrão europeu e o turismo cresceu sem incidentes relevantes. Os cuidados são os de sempre com bolso e carro, e a atenção maior vai para as estradas de montanha, estreitas e sem acostamento.
Não sem sacrificar o sul. A travessia do Lago Koman e a trilha entre Valbona e Theth pedem de três a quatro dias próprios e só funcionam bem entre junho e setembro. Com 10 ou 11 dias, o encaixe natural é começar por Shkodër e depois descer.


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