
Vientiane · Vang Vieng · Luang Prabang · Kuang Si · Pak Ou · 13 min de leitura
7 dias · 3 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
450 a 850 dólares por pessoa, sem voo
Melhor época
Novembro a fevereiro, na estação seca
Visto
Visto de 50 dólares, online ou na chegada
Este roteiro de 7 dias pelo Laos sobe de Vientiane a Luang Prabang pela ferrovia Laos-China, parando em Vang Vieng, com uma hora de trem por trecho. A decisão que organiza a semana é guardar os três últimos dias para Luang Prabang.
Em resumo: dois dias de templos na capital, dois de montanha e rio em Vang Vieng e três em Luang Prabang, com Kuang Si e Pak Ou. Visto e comida estão no fim.

Cerca de 1 hora, com ingresso de poucos dólares para subir ao topo, aberto até as 17h. É a primeira parada depois do check-in: fica no fim da avenida Lane Xang e dá a escala da capital, que é baixa, verde e surpreendentemente tranquila.
O arco foi erguido entre 1957 e 1968 em homenagem a quem lutou pela independência, e a piada local é que ele é uma pista de pouso na vertical: o cimento veio dos Estados Unidos para ampliar o aeroporto. Uma placa no próprio monumento admite, com humor raro, que de perto ele parece um monstro de concreto.

Grátis, 2 horas, a 2 km do Patuxai descendo a avenida. As barracas abrem por volta das 17h na beira do rio e ficam até as 22h. Chegue a tempo de ver o sol cair sobre o Mekong: a margem do outro lado já é a Tailândia.
A feira em si vende roupa e lembrancinha, e vale pouco. O que vale é o calçadão ao lado, onde a cidade inteira sai para caminhar, fazer aeróbica ao ar livre e jantar nas bancas de espetinho e peixe grelhado com sal.

Cerca de 1h15, ingresso barato, a 25 km do centro, perto da ponte para a Tailândia. Vá logo cedo, de tuk-tuk ou táxi por aplicativo, antes do calor e dos grupos: é o ponto mais distante do dia, então faça a volta para o centro depois.
O parque foi criado em 1958 por um monge que misturava budismo e hinduísmo, e tem mais de 200 estátuas de concreto, de um Buda reclinado enorme a deuses de muitos braços. A peça mais divertida é uma abóbora gigante de três andares, que representam inferno, terra e céu: entra-se pela boca de um demônio e sai-se num terraço com vista para o jardim.

Cerca de 1 hora, ingresso de poucos dólares, 4 km a nordeste do centro. É o monumento mais importante do país e aparece no brasão e nas notas de kip. Ombros e joelhos cobertos para entrar.
A estupa de 45 metros foi reconstruída no século 16 pelo rei Setthathirath, que mudou a capital para Vientiane, e refeita no século 20 depois de ser saqueada pelos siameses. Contorne o claustro por fora e visite os dois templos do conjunto, onde fica um Buda reclinado dourado. Em novembro, na lua cheia, o festival de That Luang enche o lugar de peregrinos.

Grátis, com doação voluntária, 1 hora. É a visita mais importante de Vientiane para entender o país, e a que quase ninguém planeja.
Entre 1964 e 1973 os Estados Unidos lançaram mais de 2 milhões de toneladas de bombas sobre o Laos, o que faz dele o país mais bombardeado do mundo por habitante. Cerca de um terço das submunições não explodiu e segue enterrado nos campos. O centro de próteses COPE mostra as pernas feitas à mão com restos de bomba, os vídeos dos sobreviventes e o trabalho de reabilitação que continua até hoje.

Cerca de 40 minutos, ingresso barato, aberto até as 16h com pausa no almoço. Fica do outro lado da rua do Wat Si Saket, a 900 metros do COPE.
O templo foi construído em 1565 para guardar o Buda de Esmeralda, que os siameses levaram em 1779 e que hoje está no Grande Palácio de Bangcoc. O prédio atual é uma reconstrução do século 20 e funciona como museu de arte religiosa, com budas de bronze na varanda e portas de madeira entalhadas e douradas.

Cerca de 45 minutos, ingresso barato, também fecha às 16h. Entre logo depois do Haw Phra Kaew, no meio da tarde.
Construído em 1818 pelo rei Anouvong, é o único templo da cidade que sobreviveu ao saque siamês de 1828, provavelmente porque seguia o estilo de Bangcoc. As paredes do claustro têm milhares de nichos com pequenas imagens de Buda, de prata e cerâmica, algumas mutiladas pela invasão, o que torna a visita mais silenciosa do que a do vizinho.

Cerca de 1h15, ingresso barato, na borda sul da cidade. O trem de Vientiane leva cerca de uma hora e a estação de Vang Vieng fica a uns 15 minutos de carro do centro: deixe a mala no hotel e atravesse a ponte do resort até a escadaria da caverna.
A gruta, iluminada e com passarelas, serviu de esconderijo contra invasores no século 19, e da abertura se vê o vale inteiro. Na base corre uma nascente de água fria e transparente onde dá para nadar antes de voltar para o check-in.

Cerca de 2h30 no total, com 40 minutos de subida íngreme, parte dela em degraus de pedra e bambu. Fica a 6 km a oeste da cidade, do outro lado do rio, e se chega de tuk-tuk, moto ou bicicleta. Leve água, tênis com aderência e lanterna para descer.
No topo, uma plataforma de madeira e uma velha moto posta lá como adereço de foto abrem a vista de 360 graus sobre os arrozais e os picos de calcário. Suba às 16h para pegar a luz dourada, e se quiser o nascer do sol com o vale coberto de névoa, que é a foto mais famosa de Vang Vieng, vá antes das 6h. Se estiver cheio, o mirante Pha Ngern, ao norte da cidade, tem subida parecida e menos gente.

Meio dia, ingresso barato, a 7 km da cidade por estrada de terra. Vá cedo, antes das 10h, quando chegam os grupos de buggy e a água ainda está calma. Há várias lagoas azuis numeradas na região; esta é a original, a número 1, e a mais bonita.
Os locais pulam dos galhos da árvore sobre o poço e se penduram na corda de balanço. Acima da lagoa, uma trilha íngreme de 15 minutos sobe até a caverna Tham Phu Kham, onde um Buda reclinado de bronze fica sob um facho de luz. Leve lanterna: o fundo da gruta é escuro e escorregadio.
Quem quiser começar o dia no alto pode fazer antes o voo de balão ao nascer do sol, que sai do centro por volta das 6h e custa em torno de 100 dólares.

Cerca de 3 horas, no começo da tarde, com o sol mais baixo. As agências da rua principal levam de tuk-tuk até 4 km rio acima e você desce flutuando numa boia de pneu ou remando de caiaque até o centro, entre paredões de calcário e búfalos na margem.
O tubing deu a Vang Vieng a fama de festa até 2012, quando o governo fechou os bares da beira do rio depois de uma série de mortes. Hoje é bem mais tranquilo, mas a regra continua: colete salva-vidas, nada de álcool na água e termine antes de escurecer. Na seca, de fevereiro a abril, o rio fica raso e o caiaque rende mais que a boia.

Cerca de 1 hora, ingresso de cerca de 30 mil kips, fecha às 16h e às terças. O trem de Vang Vieng leva uma hora e a estação fica a 13 km do centro, então chegue de manhã, faça o check-in e comece por aqui às 15h. Ombros e joelhos cobertos; fotos proibidas dentro.
O palácio foi construído em 1904 para o rei Sisavang Vong, na época do protetorado francês, e ficou intacto quando a monarquia caiu, em 1975. A sala do trono tem paredes vermelhas cobertas de mosaicos de vidro colorido. No jardim, o templo Haw Pha Bang guarda o Phra Bang, a imagem de Buda de ouro que deu nome a Luang Prabang.

Parada rápida, 25 minutos, colado ao palácio. O templo do fim do século 18 tem telhado de cinco camadas e uma varanda coberta de relevos dourados que contam a penúltima vida do Buda. Por quase meio século foi ele que guardou o Phra Bang.

Cerca de 1h15, ingresso de poucos dólares, do outro lado da rua do palácio. Comece a subir às 17h: o sol cai sobre o Mekong perto das 18h e o topo fica lotado, então chegue cedo para pegar lugar na mureta do lado oeste.
O morro de uns 100 metros tem no alto a estupa dourada do Wat Chom Si e, no caminho, budas para cada dia da semana e uma pegada que a tradição atribui ao Buda. Desça pela escadaria do lado do rio Nam Khan, que é mais tranquila e desemboca perto do mercado noturno.

Grátis, 1h30, na rua Sisavangvong, ao pé do Phousi. Das 17h às 22h a rua fecha aos carros e vira um corredor de barracas de tecido, colcha, lanternas de papel de amoreira e artesanato das etnias do norte, vendido pelas próprias artesãs.
Pechinchar faz parte, mas com calma e sorriso: a margem é pequena. Para jantar, entre no beco lateral de comida, onde se paga um valor fixo para encher um prato no bufê vegetariano, ou peça peixe do Mekong grelhado e espetinhos.

Grátis, 45 minutos, das 5h30 às 6h15, na rua Sakkaline. Todos os dias centenas de monges saem dos templos em fila, descalços, e recebem arroz glutinoso dos moradores ajoelhados na calçada. É um ritual religioso, não uma atração, e os monges já pediram publicamente mais respeito aos turistas.
As regras são simples: fique do outro lado da rua, em silêncio, sem flash e sem se pôr no caminho da fila. Só participe se isso tiver sentido para você, ajoelhado e com arroz comprado no mercado, nunca o das vendedoras que abordam turistas na calçada, que costuma ser de má qualidade.

Cerca de 1 hora, ingresso de 20 mil a 30 mil kips, abre às 8h. Fica a 300 metros do trecho do Tak Bat, na ponta onde o Nam Khan encontra o Mekong: tome café da manhã na beira do rio e entre na abertura.
Construído em 1560 pelo rei Setthathirath, é o templo mais importante da cidade e o modelo do estilo de Luang Prabang, com o telhado em camadas que desce quase até o chão. Dê a volta até a parede dos fundos para ver o mosaico da árvore da vida, feito de vidro colorido, e entre no pavilhão que guarda a carruagem funerária de 12 metros do rei Sisavang Vong.

Parada rápida, 40 minutos, a 1,2 km do Wat Xieng Thong pela rua principal. Nas vielas atrás do palácio vendem verdura da montanha, peixe do Mekong, sapos, raízes e frutas. É a hora de provar o khao piak sen, a sopa de macarrão grosso de arroz que o laosiano toma no café da manhã.

Meia tarde, 4 horas com o trajeto, ingresso de 60 mil kips que inclui o santuário de ursos. Fica a 30 km, 45 minutos de van ou tuk-tuk contratado no centro; saia depois do almoço, quando os grupos da manhã já voltaram, e fique até o fechamento, perto das 17h30.
A água desce por uma sucessão de degraus de calcário que formam piscinas azul-turquesa, e em várias delas é permitido nadar. Suba pela trilha da esquerda até o topo da queda principal, de 60 metros. Na entrada, o Free the Bears abriga ursos-negros-asiáticos resgatados do tráfico para extração de bile.

Parada rápida, 30 minutos, no caminho de barco para Pak Ou. A aldeia destila o lao-lao, aguardente de arroz, em potes de barro, e oferece prova nas barracas da margem. As garrafas com cobra e escorpião dentro são para foto, não para levar: a maioria não passa na alfândega.

Manhã inteira, com barco de 2 horas rio acima e 1 hora de volta, saindo às 8h do cais atrás do palácio; ingresso barato nas cavernas. Dá para voltar a tempo de um voo no meio da tarde.
As duas grutas ficam no paredão em frente à foz do rio Ou e guardam milhares de imagens de Buda, de madeira e de ouro, deixadas por peregrinos ao longo de séculos. A de baixo, Tham Ting, fica ao nível da água; a de cima, Tham Theung, é mais escura e pede lanterna.
Precisa. O visto de turista custa 50 dólares para brasileiros e pode ser tirado online, no portal oficial laoevisa.gov.la, com resposta em cerca de três dias úteis. Ele vale 60 dias a partir da aprovação para uma estadia de até 30 dias. Também é possível tirar o visto na chegada nos aeroportos internacionais de Vientiane e Luang Prabang e na Ponte da Amizade com a Tailândia, levando foto e dólares em espécie.
O passaporte precisa valer seis meses e ter uma página em branco. Leve o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela: o Laos pode exigi-lo de quem chega de país com transmissão da doença, como o Brasil. Fuja dos sites que imitam o portal oficial e cobram o dobro.
De novembro a fevereiro, a estação seca e fresca, com dias de 25 a 28 graus e noites frias no norte, que podem cair a 12 graus em Luang Prabang em dezembro e janeiro. É também a alta temporada, com hotéis e trens mais disputados.
Março e abril são muito quentes e trazem a fumaça das queimadas agrícolas, que esconde as montanhas de Vang Vieng e da Nam Xay. De maio a outubro chove quase todo dia, o campo fica verde e os preços caem, mas a água de Kuang Si pode ficar barrenta depois de temporal. Em outubro, o fim da quaresma budista traz o festival das luzes de Luang Prabang, com barcos iluminados no Mekong; em novembro, o festival de That Luang em Vientiane. As datas seguem a lua.
Não há voo direto do Brasil. O caminho usual é voar até Bangcoc, Hanói ou Singapura e fazer um voo curto para Vientiane, de pouco mais de uma hora saindo de Bangcoc. O ideal é comprar ida para Vientiane e volta saindo de Luang Prabang, que tem voos para Bangcoc e Hanói, para não repetir o trajeto.
Entre as cidades, o trem da ferrovia Laos-China é rápido e confortável: cerca de uma hora de Vientiane a Vang Vieng e mais uma até Luang Prabang, com passagens de 10 a 25 dólares conforme a classe. Compre pelo aplicativo oficial LCR Ticket, nas estações ou em agências da cidade, com o passaporte, e antecipe na alta temporada, porque os horários da manhã esgotam. As estações ficam longe do centro e têm raio-x como aeroporto: nada de faca nem spray na mala.
Nas cidades, circule a pé, de tuk-tuk combinado antes ou pelo aplicativo LOCA, o equivalente local do Uber. A moeda é o kip; leve dólares em notas novas e saque em caixas eletrônicos do centro, que limitam o valor por saque.
A cozinha laosiana gira em torno do khao niao, o arroz glutinoso servido em cestinho de bambu e comido com a mão, em bolinhas que servem de talher para o resto. O prato nacional é o laap, carne ou peixe picado com ervas frescas, limão, pimenta e arroz tostado moído.

O tam mak hoong é a salada de mamão verde socada no pilão, mais ácida e funda que a versão tailandesa por causa do padaek, o molho de peixe fermentado. Em Luang Prabang, peça o khao soi local, que não tem nada a ver com o de Chiang Mai: é um macarrão largo em caldo claro com molho de carne de porco e tomate por cima. Do mesmo norte vêm o or lam, um ensopado de carne com berinjela e uma casca de madeira que adormece a língua, e o sai oua, linguiça de porco com capim-limão.



Onde comer: em Vientiane, as bancas do calçadão do Mekong ao lado do mercado noturno, com peixe grelhado no sal; em Luang Prabang, o beco de comida do mercado noturno e o mercado da manhã, e as casas de sopa da rua principal no café da manhã. A herança francesa aparece no khao jee pâté, o sanduíche de baguete com patê e legumes vendido nas esquinas. Nas duas cidades há restaurantes-escola de projetos sociais que formam jovens de famílias pobres em cozinha e serviço, com cardápio laosiano bem-feito e preço justo.
Para beber, a Beerlao, cerveja nacional, está em toda mesa, e o lao-lao, aguardente de arroz, aparece nas aldeias.

O que evitar: o laap de peixe cru do rio, que transmite parasitas de fígado; a água da torneira, inclusive no gelo de barraca de rua; e os cardápios com shakes e pizzas "happy" dos bares de Vang Vieng, que levam droga e dão problema sério com a polícia.
Para o corredor da ferrovia, sim: sete dias cobrem a capital, Vang Vieng e Luang Prabang com um dia livre de sobra para cada cidade, sem pressa. O que fica de fora é o sul, com as 4.000 Ilhas do Mekong e o templo de Wat Phou, a Planície dos Jarros, em Phonsavan, e as aldeias do rio Ou, em Nong Khiaw, que pedem mais quatro ou cinco dias.
O Laos combina bem com os vizinhos: Luang Prabang tem voo direto para Hanói, ponto de partida do nosso roteiro pelo Vietnã, e pelo sul se chega ao Camboja, tema do roteiro por Angkor Wat e Phnom Penh. Para ajustar datas, trens e hotéis, salve este roteiro no Galmund.
Preços conferidos em 22 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Governo do Laos, visto eletrônico (calculadora de taxas) · LCR Ticket, aplicativo oficial da ferrovia Laos-China.
Precisa. O visto de turista custa 50 dólares para brasileiros, tirado online no portal oficial laoevisa.gov.la em cerca de três dias úteis, ou na chegada nos aeroportos de Vientiane e Luang Prabang. Ele permite ficar até 30 dias. O passaporte precisa valer seis meses, e vale levar o certificado de vacinação contra a febre amarela.
Entre 450 e 850 dólares por pessoa, sem a passagem internacional, contando hotel de categoria média em quarto duplo, comida, os dois trechos de trem, tuk-tuks, ingressos, Kuang Si e o barco a Pak Ou. Some os 50 dólares do visto. O voo de balão em Vang Vieng, em torno de 100 dólares, é o maior gasto opcional. A passagem do Brasil até Vientiane, com conexão na Ásia, fica entre 6.000 e 9.000 reais ida e volta.
Pelo aplicativo oficial LCR Ticket, da ferrovia Laos-China, nas bilheterias das estações ou em agências de viagem no centro das cidades, que cobram uma pequena taxa e evitam a ida até a estação. É preciso o passaporte. As vendas abrem alguns dias antes e, na alta temporada, de novembro a fevereiro, os trens da manhã esgotam, então compre assim que abrir.
Bem menos do que já foi. Os bares da beira do rio que fizeram a fama de Vang Vieng foram fechados em 2012, depois de várias mortes de turistas no tubing, e a cidade se reinventou com trilhas, cavernas, caiaque e balão. Ainda há bares animados à noite, mas o tubing hoje é tranquilo. Evite os cardápios "happy", que levam droga.
Fique do outro lado da rua, em silêncio, sem flash e sem se pôr no caminho da fila dos monges, entre 5h30 e 6h15 na rua Sakkaline. Roupa que cubra ombros e joelhos. Só participe da oferenda se tiver sentido para você, ajoelhado e com arroz comprado no mercado, nunca o das vendedoras que abordam turistas na calçada.



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