Japão · Hokkaido · Sapporo · Otaru · Biei · Furano · Noboribetsu · 10 min de leitura
7 dias · 8 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
¥ 160 mil a 260 mil por pessoa, sem voo
Melhor época
Julho (lavanda) ou fevereiro (neve)
Visto
Sem visto para brasileiros, até 90 dias
Este roteiro Hokkaido 7 dias percorre a ilha do norte do Japão de trem e ônibus, de Sapporo às colinas de Biei e Furano e às fontes termais de Noboribetsu. A decisão que o organiza é não depender de carro, porque a permissão internacional brasileira não vale no Japão.
Em resumo: Sapporo, Otaru, Asahikawa e Biei, Furano, Noboribetsu, o lago Toya e o voo por New Chitose. Visto, época e comida estão no fim.

Uma hora e quinze, o mirante da torre é pago. Do aeroporto de New Chitose são 40 minutos de trem até a estação de Sapporo. Depois do check-in, caminhe até o Parque Odori, a avenida-parque de 1,5 km que corta o centro e recebe o Festival da Neve em fevereiro e a festa da cerveja em julho. Suba a TV Tower, na ponta leste, para ver o parque inteiro de cima.

Uma hora, com jantar, 15 minutos a pé ao sul, no bairro de Susukino. O beco tem cerca de quinze casas de balcão com oito ou dez lugares cada, e foi daqui que o lámen de missô de Sapporo ganhou fama. Escolha a que tiver fila de japoneses, não de turistas, e pague na máquina de tíquetes da porta quando houver.

Uma hora, a 10 minutos a pé de Odori. As bancas de caranguejo, ouriço e salmão abrem cedo, e os balcões de dentro servem kaisendon desde as 7h. Chegue às 8h, antes dos grupos.

Uma hora e meia, contribuição na entrada. São cerca de 40 minutos de metrô até Makomanai e ônibus até o cemitério Makomanai Takino. O arquiteto Tadao Ando cobriu um Buda de pedra de 13,5 metros com uma colina plantada de lavanda: você entra por um túnel de concreto e só vê a cabeça, emoldurada pelo céu, no fim. A lavanda floresce em julho; no inverno, o Buda fica coberto de neve.

Duas horas, ¥ 2.100 ida e volta no teleférico e no minibondinho. Volte ao centro, descanse e pegue o bonde até a estação do teleférico ao fim da tarde. Do mirante, a 531 metros, a cidade se espalha até o mar; fique do pôr do sol até o escuro, quando a vista é considerada uma das mais bonitas do Japão.

Uma hora, de graça. Otaru fica a 40 minutos de trem de Sapporo, pela costa. Desça a ladeira da estação até o canal de 1923, ladeado pelos armazéns de pedra do porto do arenque, que viraram restaurantes e cervejarias. Antes, almoce no Mercado Sankaku, colado à estação.

Duas horas e meia, de graça para passear. A rua guarda casas comerciais do início do século XX, hoje lojas de vidro soprado, como as do grupo Kitaichi Glass, e de doces, como a LeTAO, do cheesecake duplo. No fim, no cruzamento com o relógio a vapor, fica o Museu da Caixa de Música, com milhares de caixinhas à venda. Volte a Sapporo à noite e jante jingisukan.

Duas horas e meia, ¥ 1.000. Pegue às 7h30 o trem expresso de Sapporo a Asahikawa, 1h25, e o ônibus de 40 minutos até o zoológico. Ele ficou famoso por mostrar os bichos de ângulos novos: um túnel de vidro sob os pinguins, um domo no meio do recinto dos ursos-polares. No inverno, de dezembro a março, os pinguins-rei fazem a caminhada diária na neve.

Quarenta e cinco minutos, de graça a pé. De Asahikawa são 35 minutos de trem até Biei; faça o check-in e pegue o ônibus para Shirogane Onsen, que para na lagoa. A cor azul-leitosa vem do alumínio dissolvido na água, e os troncos de lariço mortos de pé completam a imagem que virou papel de parede de computador. Os dias de céu limpo dão o azul mais forte; no inverno, a lagoa é iluminada do pôr do sol às 21h.

Vinte minutos, de graça, 3 km adiante no mesmo ônibus, em Shirogane Onsen. A água subterrânea brota da rocha em fios brancos, a barba branca do nome, e cai no rio Biei, que tem o mesmo azul da lagoa. A melhor vista é da ponte da estrada. Volte a Biei no último ônibus da tarde.

Uma hora e meia, entrada com contribuição. São 10 minutos de táxi do centro de Biei, ou uma pedalada pelas colinas de bicicleta elétrica alugada perto da estação. O jardim planta faixas de flores de cores diferentes que se sucedem de abril a outubro, com a cordilheira de Tokachi ao fundo; um trator puxa carrinhos pelo alto da colina.

Uma hora e meia, de graça. Pegue o trem da linha Furano até Nakafurano; no verão, desça na estação temporária de Lavender Batake, a sete minutos a pé. A fazenda plantou lavanda nos anos 1950 para perfume e virou o símbolo de Furano. Os campos roxos florescem em julho, mas os de outras flores, a loja e o sorvete de lavanda funcionam o ano todo. Siga para Furano, a 15 minutos de trem.

Uma hora, de graça, ao fim da tarde. É uma vila de cabanas de madeira num bosque ao lado do Furano Prince Hotel, a 15 minutos de táxi do centro, com artesãos de vidro, couro e velas. Ao anoitecer as lanternas acendem e o bosque fica um cenário de conto, com neve ou sem.

Uma hora, de graça. É o dia mais longo de trem: saia de Furano às 8h, troque em Takikawa e em Sapporo e desça em Noboribetsu, cerca de quatro horas; um ônibus de 15 minutos sobe até a vila termal. Depois do check-in no ryokan, caminhe pelas passarelas sobre a cratera de 11 hectares que fumega, borbulha e cheira a enxofre: é dela que sai a água das fontes termais.

Meia hora, de graça, 15 minutos de trilha acima do Jigokudani. O lago cinzento solta vapor na superfície, a cerca de 50 graus, com o vulcão Hiyoriyama fumegando atrás. Desça a tempo do jantar do ryokan e entre no banho termal: em Noboribetsu há nove tipos de água diferentes.

Uma hora e meia, o teleférico é pago. De Noboribetsu Onsen, o ônibus leva cerca de uma hora e quinze até Toyako Onsen, e outro, 15 minutos, até o pé do Showa-shinzan. O domo de lava avermelhado nasceu de repente num campo de trigo entre 1943 e 1945, e um carteiro local mediu o crescimento dele em segredo durante a guerra. O teleférico ao lado sobe o vulcão Usu até um mirante sobre a cratera e o lago Toya.

Uma hora e meia, de graça na orla. O lago de caldeira, quase redondo, tem a ilha Nakajima no meio e a cidade termal de Toyako Onsen na margem sul. Caminhe pela orla e almoce. Depois, o ônibus até a estação de Toya e o trem expresso até Minami-Chitose levam cerca de duas horas até o aeroporto de New Chitose.
Não. Desde 30 de setembro de 2023 brasileiros entram no Japão sem visto para turismo de até 90 dias, com passaporte válido. Na imigração, em geral em Tóquio, onde fica a conexão para Sapporo, você registra digitais e foto e pode preencher antes o formulário digital Visit Japan Web.
Depende do que você quer ver. Julho é o mês da lavanda de Furano e das colinas floridas de Biei, com 20 a 28 graus. Fevereiro é o mês do Festival da Neve de Sapporo, da neve farinhenta das estações de esqui e da caminhada dos pinguins em Asahiyama, com temperaturas abaixo de zero o dia inteiro.
Junho, agosto e setembro funcionam bem e são mais vazios; outubro tem as cores de outono nas montanhas. Em julho e em fevereiro, reserve hotel com meses de antecedência.
Do Brasil, voe até Tóquio com uma conexão, em geral no Oriente Médio, na Europa ou nos Estados Unidos, e pegue o voo doméstico de 1h30 até New Chitose, o aeroporto de Sapporo. Do aeroporto, o trem leva 40 minutos até o centro.
Brasileiros não podem dirigir no Japão: a permissão internacional brasileira segue a Convenção de Viena e o Japão só aceita a de Genebra. A rede da JR Hokkaido liga Sapporo, Otaru, Asahikawa, Biei, Furano, Noboribetsu e Toya, e os ônibus fazem o resto. Compare o preço dos trechos com o Hokkaido Rail Pass antes de comprar.
Hokkaido é a despensa do Japão: frutos do mar do mar gelado, leite, batata, milho e trigo. O prato de Sapporo é o lámen de missô, de caldo grosso de pasta de soja, servido com milho e manteiga; no Ganso Ramen Yokocho, o beco do Dia 1, há quinze balcões lado a lado.

A outra especialidade é o jingisukan, carneiro grelhado numa chapa abaulada em cima da mesa, com legumes que cozinham no caldo que escorre. A sopa de curry, um curry ralo com legumes inteiros e coxa de frango, nasceu em Sapporo nos anos 1970: escolha o nível de pimenta de 1 a 10 ou mais.


No café da manhã do Mercado Nijo, em Sapporo, e no almoço do Mercado Sankaku, ao lado da estação de Otaru, peça o kaisendon, tigela de arroz coberta de ouriço, ikura, a ova de salmão, caranguejo e vieira. Pergunte o preço antes: algumas bancas cobram por peso o caranguejo inteiro, e a conta assusta.


Em Furano e Biei, prove o sorvete de lavanda e o melão de Yubari na temporada, e leve de lembrança os biscoitos Shiroi Koibito, de chocolate branco, feitos em Sapporo.
São suficientes para o centro e o sul da ilha, de trem, sem correria: Sapporo, Otaru, Biei, Furano, Noboribetsu e o lago Toya. O que fica de fora pede mais dias, e em geral carro: o Parque Nacional de Shiretoko e o leste selvagem, Hakodate e a vista do Monte Hakodate, e as estações de esqui de Niseko no inverno.
Para o resto do país, veja o nosso roteiro do Japão em 8 dias. E para o extremo oposto, de praia, o roteiro de Okinawa em 6 dias.
Preços conferidos em 07 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Zoológico de Asahiyama, ingressos e horários · Teleférico do Monte Moiwa · JR Hokkaido, Hokkaido Rail Pass · Noboribetsu Onsen, turismo oficial.
Entre ¥ 160 mil e ¥ 260 mil por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo: hotéis em Sapporo, Biei e Furano, uma noite de ryokan com jantar em Noboribetsu, trens e ônibus, comida e ingressos, que são baratos. A passagem do Brasil a Sapporo, com conexão em Tóquio, fica entre R$ 7.000 e R$ 12.000 ida e volta.
Não. O Japão só aceita a Permissão Internacional para Dirigir emitida pela Convenção de Genebra de 1949, e a PID brasileira segue a Convenção de Viena: ela não vale no Japão, nem a CNH. Por isso este roteiro é todo de trem e ônibus; para Biei e Furano há também excursões de um dia saindo de Sapporo e Asahikawa.
Julho, com o pico entre a segunda e a terceira semana. Em junho e agosto ainda há outras flores em Shikisai-no-oka e na Farm Tomita, que fica aberta o ano todo. No inverno os campos ficam cobertos de neve, e a Blue Pond ganha iluminação noturna de novembro a abril.
Brasileiros não precisam de visto para o Japão desde 30 de setembro de 2023, para turismo de até 90 dias, com passaporte válido. Na imigração do aeroporto de chegada, em geral Tóquio, há registro de digitais e foto.
Vale, se tiver duas semanas: Sapporo fica a 1h30 de voo de Tóquio. Faça Tóquio, Hakone, Kyoto e Osaka em uma semana, como no nosso roteiro do Japão, e voe para Hokkaido na segunda.

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