Pagode Yasaka entre as casas tradicionais de Kyoto ao pôr do sol

Tóquio · Hakone · Kyoto · Nara · Osaka · 16 min de leitura

Roteiro Japão 8 dias: Tóquio, Hakone, Kyoto, Nara e Osaka

8 dias · 5 cidades

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Este roteiro de 8 dias pelo Japão atravessa o país de trem num sentido só, chegando por Tóquio e voltando por Osaka, com uma noite de ryokan em Hakone no meio, para nunca voltar a um lugar por onde já passou.

Em resumo: três dias em Tóquio, Hakone, dois dias em Kyoto, Nara e Osaka. Visto, época e onde comer estão nas seções práticas.

Dia 1: chegada a Tóquio e Shinjuku do alto e por dentro

Prefeitura de Tóquio: o mirante gratuito no 45º andar

As duas torres do prédio do Governo Metropolitano de Tóquio, em Shinjuku, vistas de baixo contra o céu azul
Foto: Markus Leupold-Löwenthal / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Gratuito, 1 hora, aberto até as 22h. É o primeiro programa certo depois do check-in: fica em Shinjuku, sem reserva, e dá uma noção da escala de Tóquio antes de você sair andando por ela.

O prédio, de 1991, é do arquiteto Kenzo Tange, e os dois mirantes do 45º andar ficam a 202 metros de altura. Em dia limpo, principalmente no inverno e no fim da tarde, o Monte Fuji aparece no horizonte a oeste. Depois das 19h30, a fachada vira tela de um espetáculo de luz projetada.

Omoide Yokocho: o jantar de yakitori no beco do pós-guerra

Entrada do beco Omoide Yokocho, em Shinjuku, com casinhas baixas de madeira e os arranha-céus ao fundo
Foto: MaedaAkihiko / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Jantar de 2.000 a 4.000 ienes, 90 minutos, a 900 metros do mirante, do outro lado dos trilhos da estação de Shinjuku.

O beco nasceu como mercado clandestino depois da Segunda Guerra e hoje são dezenas de balcões com cinco ou seis lugares cada, onde o espetinho de frango, o yakitori, vai direto da brasa para o seu prato. Muitos cobram uma taxa de mesa, o otoshi, que vem com um petisco: é normal, não é golpe.

Dia 2: a Tóquio antiga, de Asakusa a Yanaka

Senso-ji: o templo mais antigo de Tóquio antes da multidão

Portão Kaminarimon do templo Senso-ji, em Asakusa, com a grande lanterna vermelha pendurada no centro
Foto: そらみみ (Soramimi) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito, 90 minutos. O pátio do templo abre cedo, e chegar às 7h é a diferença entre ver o Senso-ji e ver as costas de outros turistas.

Fundado no século 7, é o templo mais antigo de Tóquio. O Kaminarimon, o Portão do Trovão, com a lanterna de papel vermelha de 700 quilos, abre para a Nakamise, a rua de lojinhas que vai até o salão principal. Aos pés do templo, as pessoas passam a fumaça do incensário pelo corpo para atrair saúde.

Yanaka Ginza: a Tóquio antiga que sobreviveu à guerra

Rua comercial Yanaka Ginza vista do alto da escadaria, cheia de lojas e pedestres
Foto: Stephen Kelly / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Gratuita, 1 hora, a 20 minutos de trem de Asakusa, descendo na estação Nippori. É o lanche da manhã, andando.

Yanaka foi um dos poucos bairros de Tóquio que escaparam dos bombardeios de 1945 e do grande incêndio do terremoto de 1923, e por isso ainda tem casas de madeira, templos pequenos e ruas estreitas. A Yanaka Ginza, rua comercial de 170 metros, vende croquete de carne, doces e artesanato. Os gatos de rua viraram o símbolo do bairro.

Santuário Nezu: o túnel de toriis sem fila

Túnel de toriis vermelhos e o pavilhão laranja do Santuário Nezu, junto a um lago cercado de azaleias
Foto: BWard 1997 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Gratuito, 45 minutos, a 900 metros da Yanaka Ginza, descendo a pé. Em abril e maio, a encosta de azaleias do santuário floresce inteira.

O pavilhão principal, de 1706, é um dos mais antigos de Tóquio, laqueado em laranja e dourado. Ao lado dele, uma fileira de toriis vermelhos sobe a encosta como uma miniatura de Fushimi Inari, que você vai ver em Kyoto: a mesma foto, sem ter que disputar espaço.

Dia 3: Meiji Jingu, Harajuku e Shibuya

Meiji Jingu: a floresta no meio de Tóquio

Grande torii de madeira na entrada do santuário Meiji Jingu, com o pavilhão e as árvores ao fundo
Foto: Kakidai / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito, 90 minutos, abre ao nascer do sol. Entre pelo portão de Harajuku e siga pela alameda de cascalho de 10 minutos até o santuário.

Inaugurado em 1920 em honra ao imperador que modernizou o Japão, o santuário fica dentro de uma floresta de 70 hectares plantada à mão com árvores doadas de todo o país. De manhã cedo, com sorte, você cruza com um casamento xintoísta atravessando o pátio, a noiva de branco sob o guarda-sol vermelho.

Cruzamento de Shibuya: atravessar com mais 3 mil pessoas

Cruzamento de Shibuya à noite, com a multidão atravessando entre prédios cobertos de telões iluminados
Foto: Benh LIEU SONG (Flickr) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Gratuito, 20 minutos, a 2 quilômetros do Meiji Jingu, descendo pela avenida Omotesando ou pela rua Takeshita, em Harajuku.

A cada sinal verde, os carros param nas quatro direções e até 3 mil pessoas cruzam ao mesmo tempo, inclusive na diagonal. Atravesse uma vez de verdade e depois veja de cima, da janela do café da estação ou, no fim da tarde, do mirante Shibuya Sky. Ao lado da saída da estação está a estátua do cão Hachiko.

Shibuya Sky: o pôr do sol no terraço a 229 metros

Terraço envidraçado do Shibuya Sky com a vista de Tóquio se estendendo até o horizonte
Foto: Kakidai / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

De 2.700 a 3.400 ienes pela internet, conforme o horário, 90 minutos. Compre o horário do pôr do sol com semanas de antecedência: é o primeiro que esgota. A entrada fica no prédio colado à estação de Shibuya.

O terraço fica ao ar livre no alto do prédio, com só um vidro na borda, e de lá você vê o cruzamento lá embaixo, a Tokyo Tower, o Skytree e, em dia limpo, o Monte Fuji. Bolsas e celulares soltos ficam nos armários antes de subir, por causa do vento.

Dia 4: Hakone, o vale vulcânico e a noite no ryokan

Owakudani: o vale de enxofre e os ovos pretos de Hakone

Vale vulcânico de Owakudani com fumaça de enxofre subindo das encostas e a estação do teleférico ao fundo
Foto: そらみみ / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

1 hora e meia de visita. De Shinjuku são cerca de 90 minutos de trem até Hakone-Yumoto; dali, o passe Hakone Freepass cobre o trem de montanha, o funicular, o teleférico e o barco do lago, na ordem deste dia.

O teleférico passa por cima do vale ainda ativo, com fumarolas de enxofre e o cheiro de ovo que chega antes da vista. Lá em cima, os kuro-tamago, ovos cozidos na água termal, ficam com a casca preta; a tradição diz que cada um acrescenta sete anos de vida. Em dia limpo, o Monte Fuji aparece por trás das encostas.

Santuário de Hakone: o torii dentro do Lago Ashi

Torii vermelho do Santuário de Hakone plantado dentro do Lago Ashi, com montanhas ao fundo
Foto: Guilhem Vellut from Annecy, France / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Gratuito, 1 hora. Do teleférico, o barco pirata cruza o Lago Ashi em 40 minutos até Moto-Hakone, e o santuário fica a 10 minutos a pé do cais.

O Torii da Paz, vermelho, fica plantado na água na margem do lago, e a fila para tirar a foto embaixo dele pode passar de meia hora no fim de semana. Suba a escadaria de pedra entre os cedros até o santuário, fundado no século 8. À noite, a regra é dormir num ryokan com banho termal, o onsen, e jantar o menu tradicional servido no quarto.

Dia 5: trem-bala para Kyoto, Kiyomizu-dera e Gion

Kiyomizu-dera: o terraço de madeira sobre Kyoto

Terraço de madeira do Kiyomizu-dera sobre a encosta coberta de árvores de outono vermelhas, com Kyoto ao fundo
Foto: Martin Falbisoner / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

500 ienes, 90 minutos, aberto até as 18h. De Odawara, o trem-bala leva cerca de 2 horas até Kyoto; deixe a mala no hotel e suba para o templo no meio da tarde.

Fundado em 778, o templo é famoso pelo terraço de madeira que se projeta sobre a encosta a 13 metros de altura, sustentado por 139 pilares encaixados sem nenhum prego. Embaixo, a fonte Otowa se divide em três bicas, e cada uma promete uma coisa diferente: longevidade, sucesso nos estudos ou no amor. Beba de uma só.

Sannenzaka: a ladeira de pedra de Higashiyama

Ladeira de pedra de Sannenzaka, em Kyoto, entre casas de madeira tradicionais com pedestres subindo
Foto: Andrea Schaffer from Sydney, Australia / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Gratuita, 30 minutos, descendo a pé do Kiyomizu-dera em direção a Gion. É o caminho, não um desvio.

A ladeira e a vizinha Ninenzaka preservam casas de madeira dos séculos 19 e 20 viradas lojas de cerâmica, chá e doces. Diz a tradição que quem tropeça em Sannenzaka tem três anos de azar, e por isso as lojas vendem cabaças da sorte. Olhe para trás no meio da descida: é dali que se vê o Pagode Yasaka acima dos telhados.

Hanamikoji: Gion ao anoitecer

Rua Hanamikoji, em Gion, com casas de chá de madeira e pedestres caminhando
Foto: xiquinhosilva / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Gratuita, 1 hora, a 800 metros de Sannenzaka. Venha ao anoitecer, quando as lanternas acendem e as maiko, aprendizes de gueixa, saem para os compromissos da noite.

As casas de chá de Hanamikoji são as mesmas do período Edo. Desde 2024 as vielas particulares laterais são proibidas para turistas, com multa, por causa do assédio às maiko: fique na rua principal, não bloqueie a passagem e nunca fotografe ninguém de perto sem permissão.

Dia 6: Fushimi Inari ao amanhecer e o Castelo Nijo

Fushimi Inari: os mil toriis ao amanhecer

Túnel de toriis laranja com inscrições pretas no Fushimi Inari, com uma lanterna pendurada
Foto: Basile Morin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito e aberto 24 horas, 2 horas e meia. Chegue às 6h30: às 9h o primeiro trecho de toriis vira fila, e é isso que faz tanta gente sair decepcionada.

São milhares de portais laranja doados por empresas e famílias, com o nome do doador pintado em preto, formando túneis que sobem o monte Inari. O segredo é não parar no primeiro trecho: a partir do cruzamento de Yotsutsuji, na metade da subida, a multidão rareia, e há mirante sobre Kyoto. Dá para ir até o topo e voltar em 2 a 3 horas.

Castelo Nijo: o palácio do xogum e o piso que canta

Palácio Ninomaru do Castelo Nijo, com telhados curvos e pinheiros podados na frente do pátio de cascalho
Foto: CCP2017 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

1.300 ienes, mais o palácio Ninomaru; 2 horas; abre às 8h45. Do Fushimi Inari, são 25 minutos de trem e metrô. É dos lugares mais subestimados de Kyoto, e bem mais tranquilo que o Kinkaku-ji.

Construído em 1603 para o primeiro xogum Tokugawa, é onde o poder dos samurais terminou, em 1867, com a devolução do governo ao imperador. Dentro do palácio Ninomaru, os corredores têm o piso rouxinol: as tábuas rangem como um canto de pássaro a cada passo, um alarme contra invasores.

Dia 7: o Grande Buda de Nara e a noite em Osaka

Todai-ji: o Grande Buda de Nara e os cervos

Fachada do Daibutsuden do Todai-ji, o grande salão de madeira de Nara, com visitantes no caminho de entrada
Foto: Cun Cun / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

800 ienes, 90 minutos. De Kyoto são 45 minutos de trem até Nara; deixe a mala nos armários da estação, porque à tarde você segue para Osaka.

O Daibutsuden abriga o Grande Buda, uma estátua de bronze de 15 metros fundida no século 8, e mesmo reconstruído menor em 1709 segue entre os maiores edifícios de madeira do mundo. No caminho, o parque de Nara tem mais de mil cervos soltos, considerados mensageiros dos deuses: eles se curvam para pedir os biscoitos vendidos ali, e mordem quem demora a entregar.

Dotonbori: comer de pé sob os neons de Osaka

Canal de Dotonbori à noite, com os letreiros de neon refletidos na água
Foto: Martin Falbisoner / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito, 2 horas com o jantar. De Nara são 40 minutos de trem até Namba, e Dotonbori fica a 5 minutos a pé.

O lema de Osaka é kuidaore, comer até cair, e Dotonbori é onde ele se aplica: barracas de takoyaki, bolinhos de polvo, e restaurantes de okonomiyaki, a panqueca de repolho feita na chapa na sua frente. A foto obrigatória é na ponte Ebisubashi, com o letreiro do corredor da Glico, iluminado desde 1935.

Dia 8: o Castelo de Osaka e a volta

Castelo de Osaka: a torre branca e dourada sobre as muralhas

Torre principal do Castelo de Osaka, branca com detalhes dourados, entre árvores e céu azul
Foto: DXR / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

1.200 ienes a torre, 90 minutos, abre às 9h. A 20 minutos de metrô de Namba, e o parque em volta é gratuito.

O castelo original foi erguido em 1583 por Toyotomi Hideyoshi, o homem que unificou o Japão, e destruído na guerra que deu o poder aos Tokugawa. A torre atual é de 1931, em concreto, com museu dentro; o que é original e impressiona são as muralhas de pedra, com blocos de mais de 100 toneladas encaixados sem argamassa.

Mercado Kuromon: o último almoço antes do aeroporto

Entrada do Mercado Kuromon, em Osaka, com o portão e as bancas na calçada
Foto: Mc681 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito para entrar, 1 hora, a 600 metros de Namba, de onde sai o trem para o aeroporto de Kansai.

O mercado de 580 metros tem mais de 150 bancas. Como Nishiki, em Kyoto, ficou turístico e mais caro que o normal, então compare preços antes de pedir o ouriço ou a vieira grelhada. Vale como último almoço pela praticidade: você come e embarca no trem para o aeroporto sem desvio.

Precisa de visto para ir para o Japão?

Não. Brasileiros entram no Japão sem visto por até 90 dias para turismo, e em julho de 2026 os dois governos prorrogaram a isenção até 29 de setembro de 2029. A condição é ter o passaporte com chip eletrônico, o modelo atual; passaportes antigos, sem chip, ainda precisam de visto.

Desde julho de 2026, a taxa de saída do Japão subiu de 1.000 para 3.000 ienes por pessoa. Ela já vem embutida na passagem, mas explica parte do aumento no preço dos voos.

Qual a melhor época para viajar para o Japão?

Outubro e novembro, no outono, e de meados de março ao começo de abril, na floração das cerejeiras. As duas são as épocas mais bonitas e as mais cheias: reserve hotel com meses de antecedência, principalmente em Kyoto.

O verão, de julho a agosto, é quente e úmido, com mais de 30 graus. Junho é a estação das chuvas. O inverno, de dezembro a fevereiro, é frio mas seco e limpo, com os melhores dias para ver o Monte Fuji e menos gente nos templos. Evite a Golden Week, do fim de abril ao começo de maio, quando o país inteiro viaja ao mesmo tempo.

Como chegar ao Japão e como circular de trem

Não há voo direto do Brasil. As rotas mais usadas passam por Doha, Dubai, Istambul ou pelos Estados Unidos, com 24 a 30 horas no total. Compre a passagem de ida para Tóquio e a volta saindo de Osaka, pelo aeroporto de Kansai: é o que permite o roteiro seguir num sentido só.

O JR Pass de 7 dias custa 50 mil ienes desde o aumento de 2023, e não se paga neste roteiro: os trechos avulsos de trem-bala de Hakone a Kyoto e os trens até Nara e Osaka somam bem menos. Compre os bilhetes nas estações ou pelo aplicativo das ferrovias. Dentro das cidades, carregue um cartão Suica ou Pasmo no celular e use metrô e trem para tudo.

Onde comer no Japão: pratos típicos e o que evitar

Come-se bem em qualquer faixa de preço, e o melhor custo-benefício está nos balcões especializados, que fazem um prato só a vida inteira, e nas lojas de conveniência, onde o onigiri e o sanduíche de ovo são de verdade bons.

Em Tóquio, peça ramen, o macarrão em caldo: o tonkotsu, de osso de porco, é cremoso e vem com ovo marinado e fatias de chashu. Muitas casas funcionam com máquina de fichas na entrada: você escolhe, paga e entrega o bilhete no balcão.

Tigela de ramen tonkotsu com ovos marinados, fatias de porco e cebolinha, em Tóquio
Ramen tonkotsu, o prato de balcão de Tóquio. Foto: Gatorfan252525 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Em Osaka, a cidade do kuidaore, comer até cair, os pratos são o takoyaki, bolinhos de massa com pedaço de polvo, cobertos de molho e flocos de peixe seco que se mexem com o calor, e o okonomiyaki, a panqueca de repolho feita na chapa na sua frente.

Prato de takoyaki coberto de molho, maionese, alga e flocos de peixe seco
Takoyaki, os bolinhos de polvo de Osaka. Foto: heiwa4126 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Okonomiyaki na chapa, coberto de molho, maionese e flocos de peixe seco, em Osaka
Okonomiyaki, a panqueca de repolho feita na sua frente. Foto: Joli Rumi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O que evitar: dar gorjeta, que no Japão é considerada estranha, e comer andando na rua fora das áreas de barraca, que é visto como falta de educação. Em Kyoto, os menus kaiseki de Gion são caros; peça o almoço, que custa uma fração do jantar.

Quanto custa uma viagem de 8 dias para o Japão?

Entre 2.400 e 3.800 dólares por pessoa, viajando em dupla e com preços conferidos em setembro de 2026. O iene fraco dos últimos anos deixou o Japão mais barato do que muita gente imagina: o voo é a maior parcela.

A conta: o voo do Brasil com uma conexão, chegando a Tóquio e saindo de Osaka, fica entre 1.400 e 2.200 dólares; o hotel, entre 100 e 170 dólares a diária por quarto, e a noite no ryokan de Hakone, de 250 a 400 dólares com jantar e café; a comida, entre 35 e 60 dólares por dia; e os trens, entre 180 e 260 dólares por pessoa.

Os ingressos somam de 60 a 100 dólares: o Shibuya Sky, de 2.700 a 3.400 ienes, o Castelo Nijo, 1.300, o Castelo de Osaka, 1.200, o Todai-ji, 800, e o Kiyomizu-dera, 500. Os santuários Meiji, Nezu e Fushimi Inari e o mirante da prefeitura são gratuitos.

A tabela acima traz os links oficiais para conferir os valores atualizados antes de viajar.

8 dias são suficientes para conhecer o Japão?

Para a rota clássica de uma primeira viagem, sim. Oito dias dão três dias em Tóquio, uma noite em Hakone, dois dias em Kyoto e Nara e Osaka, num sentido só e sem nenhum dia perdido voltando para trás.

Para o país, não. Hiroshima e Miyajima, a uma hora e meia de trem-bala de Osaka, pedem mais dois dias, e Hokkaido, no norte, e Okinawa, no sul, são outras viagens. Com 10 dias, acrescente Hiroshima no fim, antes de voar de Osaka; com 12, dê um dia inteiro a mais para Kyoto, que tem templo para uma semana.

O que não vale cortar é a noite em Hakone. Um ryokan com onsen e o jantar servido no quarto é a experiência que a maioria das pessoas mais lembra do Japão.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalUS$ 1.400 a US$ 2.200 (ida por Tóquio, volta por Osaka)
Hospedagem/noiteUS$ 100 a US$ 170 (ryokan: US$ 250 a US$ 400)
Alimentação/diaUS$ 35 a US$ 60 por pessoa
Ingressos e transporte localUS$ 60 a US$ 100 (Shibuya Sky, castelos, templos)
Total estimadoUS$ 2.400 a US$ 3.800 por pessoa, 8 dias

Preços conferidos em 18 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Embaixada do Japão, isenção de visto para brasileiros · Taxa de saída do Japão, Agência de Turismo · Shibuya Sky, site oficial · Castelo Nijo, preços oficiais · Todai-ji, horários e ingressos oficiais · Kiyomizu-dera, site oficial · Castelo de Osaka, site oficial.

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para ir ao Japão?+

Não, para turismo de até 90 dias. Em julho de 2026 Brasil e Japão prorrogaram a isenção de visto até 29 de setembro de 2029. A condição é ter o passaporte com chip eletrônico; passaportes antigos, sem chip, ainda exigem visto.

Quanto custa uma viagem de 8 dias para o Japão?+

Entre 2.400 e 3.800 dólares por pessoa, viajando em dupla, somando voo com conexão, hotéis, uma noite de ryokan, comida, trens e ingressos, com preços conferidos em setembro de 2026. O iene fraco deixou o país mais barato do que parece.

Vale a pena comprar o JR Pass para 8 dias no Japão?+

Neste roteiro, não. O JR Pass de 7 dias custa 50 mil ienes, e os trechos de trem-bala e trem de um roteiro que chega por Tóquio e sai por Osaka somam bem menos comprados avulsos. Ele só compensa com vários trechos longos de trem-bala, como um bate-volta a Hiroshima.

Qual a melhor época para viajar para o Japão?+

Outubro e novembro, no outono, e do fim de março ao começo de abril, na floração das cerejeiras. São as épocas mais bonitas e mais cheias. O inverno é frio mas seco, com o céu mais limpo para ver o Monte Fuji.

Dá para ver o Monte Fuji neste roteiro?+

Dá, se o céu ajudar: do mirante gratuito da prefeitura de Tóquio, do Shibuya Sky e de Hakone. A montanha costuma ficar escondida por nuvens no verão; de novembro a fevereiro as chances são muito maiores, principalmente de manhã.

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