Naha · Castelo de Shuri · Zamami · Ilhas Kerama · Motobu · Aquário Churaumi · Ilha de Kouri · Manzamo · 11 min de leitura
6 dias · 6 cidades
Duração
6 dias
Orçamento estimado
90 mil a 150 mil ienes por pessoa, sem voo
Melhor época
Abril e de outubro a novembro
Visto
Sem visto por até 90 dias, até 2029
Este roteiro de 6 dias por Okinawa foi montado sem carro, porque o Japão não aceita a permissão internacional emitida no Brasil. São duas bases, Naha e Motobu, ligadas por monotrilho, barco e ônibus.
Em resumo: Naha e o Castelo de Shuri, um dia na ilha de Zamami, o norte com o Aquário Churaumi e a ilha de Kouri, e a volta pela costa oeste. Visto, época e comida estão no fim.

Cerca de uma hora, de graça. Do aeroporto até a estação Kencho-mae são 12 minutos de Yui Rail, o monotrilho de Naha, e a avenida começa ali. São 1,6 km de lojas, bares de awamori e lojas de souvenir até a estação Makishi.
Ela foi reconstruída do nada depois da Batalha de Okinawa, em 1945, e ganhou o apelido de milha milagrosa pela velocidade com que se ergueu.

Cerca de 1h30, e é o jantar do Dia 1. Fica a dois minutos da Kokusai-dori pela galeria coberta Ichiba Hondori, num prédio novo inaugurado em 2023.
O esquema é único: no térreo você escolhe peixe tropical colorido, lagosta, lula ou carne de porco de Agu, e um restaurante do andar de cima prepara por uma taxa de preparo por pessoa. Pergunte o preço por quilo antes de escolher, porque lagosta e peixe azul saem caro.

Cerca de duas horas. Suba de Yui Rail até a estação Shuri e caminhe 15 minutos até o portão Shureimon. A área paga custa 400 ienes até 22 de novembro de 2026 e passa a 1.000 ienes a partir do dia 23, quando o Seiden, o salão principal, reabre por dentro.
O castelo foi a sede do Reino de Ryukyu por 450 anos, antes de Okinawa virar parte do Japão, e é Patrimônio Mundial. Um incêndio destruiu o Seiden em 2019. A fachada vermelha já está de pé desde 2025; até a reabertura, dá para ver artesãos trabalhando na laca e na douração, o que é raro.
Na saída, desça pela Kinjo-cho Ishidatami-michi, uma ladeira de pedra de 300 metros do século 16, entre muros e casas antigas.

Parada rápida, 45 minutos, de graça. Volte de Yui Rail até a estação Makishi e caminhe 10 minutos para o sul. Desde 1682 os fornos de cerâmica do reino foram concentrados aqui, e a rua de pedra continua cheia de ateliês.
É o melhor lugar para comprar yachimun, a cerâmica de Okinawa, e a dupla de shisa, os leões-cães que protegem as casas: um de boca aberta, outro de boca fechada.

Cerca de uma hora, de graça, 10 minutos de táxi ou 30 a pé a oeste de Tsuboya. É o santuário xintoísta mais importante de Okinawa e fica no alto de um rochedo de coral sobre a praia de Naminoue, a única de Naha.
Suba ao santuário e depois desça para a areia: a foto clássica é tirada da ponte ao lado da praia, com o rochedo e o telhado vermelho. Fique para o pôr do sol, e amanhã cedo o porto de Tomari, de onde sai o barco, está a 15 minutos dali.

A manhã inteira e o começo da tarde. O barco rápido Queen Zamami sai do porto de Tomari às 9h e chega em 50 minutos, por 3.950 ienes o trecho ou 7.510 ida e volta. Reserve no site da prefeitura de Zamami, porque lota nos fins de semana, e confira o horário do mês: ele muda. A ilha cobra 100 ienes de taxa de entrada.
Do porto até a praia são 20 minutos a pé ou 300 ienes de ônibus. A água das ilhas Kerama tem uma cor que deu nome a um tom, o Kerama blue, e o coral começa a poucos metros da areia. Alugue máscara e snorkel na praia e procure as tartarugas-marinhas. Nade só dentro da área de rede.

Cerca de uma hora, de graça, a 15 minutos a pé do porto, subindo pela estrada da costa oeste. Do deck se vê a ilha de Aka, a de Geruma e o canal entre elas. De janeiro a março as baleias-jubarte passam por aqui, e Zamami é um dos melhores lugares do Japão para vê-las.
Desça a tempo do barco de volta, que em setembro sai às 17h20. Se o mar estiver agitado, os barcos são cancelados; em temporada de tufão, deixe este dia para o meio da viagem, para ter como remarcar.

Cerca de 2h30, 2.180 ienes, aberto das 8h30 às 18h30. O ônibus Yanbaru Express sai de Naha e chega ao Ocean Expo Park em cerca de 2h30, por pouco mais de 2.000 ienes: pegue o primeiro da manhã e deixe a mala no hotel de Motobu antes, se ele ficar no caminho.
O centro de tudo é o tanque Kuroshio, com 7.500 toneladas de água, onde nadam tubarões-baleia e raias-manta atrás de um painel de acrílico de mais de 8 metros de altura. Veja a alimentação dos tubarões, que acontece duas vezes por dia; o horário está no painel da entrada.

Parada rápida, 45 minutos, de graça, 5 minutos a pé ao norte do aquário, dentro do mesmo parque. A água tem o verde que dá nome à praia, e a ilha de Ie aparece no horizonte com o seu morro em forma de cone.
A área de banho, com salva-vidas e rede contra água-viva, funciona de abril a outubro.

Parada rápida, uma hora, de graça, 10 minutos a pé da saída norte do parque. Os moradores da vila de Bise plantaram cerca de 20 mil árvores fukugi em volta das casas para segurar o vento dos tufões, e as ruas de areia viraram túneis verdes.
Dá para alugar bicicleta na entrada da vila. O caminho termina no mar, e é o melhor pôr do sol do dia.

Cerca de 1h15, 1.000 ienes, 10 minutos de táxi de Bise ou pelo ônibus local. As ruínas são de um castelo gusuku do século 13, sede de um dos três reinos que existiam em Okinawa antes da unificação, e são Patrimônio Mundial.
O que impressiona são 1,5 km de muralhas de calcário que acompanham a curva do morro, sem ângulos retos. Do ponto mais alto se vê o mar do norte. Vá cedo, antes do calor.

O resto do dia, com praia. De Nakijin são 20 minutos de táxi, ou o ônibus local que liga Nakijin, Yagaji e Kouri. A ponte tem 1.960 metros sobre uma água rasa e turquesa, e a travessia já é a atração.
Do outro lado, a praia Tinu tem a Heart Rock, uma rocha com um vão em forma de coração que ficou famosa num comercial de TV. Vá na maré baixa para chegar perto. Almoce ouriço-do-mar na ilha, a especialidade local no começo do verão, e volte para Motobu no fim da tarde.

Parada rápida, 45 minutos, 100 ienes. De Motobu pegue o ônibus até Nago e de lá a linha 120, que desce a costa oeste pela estrada 58; são cerca de duas horas até Onna, com a mala.
O cabo é um platô de coral levantado, e a trilha curta termina no penhasco com um arco que lembra a tromba de um elefante. O nome vem de um rei de Ryukyu que teria dito que o prado do alto cabia dez mil pessoas sentadas.

Cerca de duas horas, de graça, uma hora mais ao sul pela mesma linha 120. O bairro à beira-mar nasceu em terreno devolvido pelas bases americanas e tem prédios de madeira, roda-gigante e restaurantes de frente para a água.
É o lugar do taco rice e dos hambúrgueres que a presença americana trouxe para Okinawa. Almoce aqui e siga para o aeroporto, a cerca de 40 minutos de táxi ou uma hora de ônibus.
Não. A isenção de visto para brasileiros foi prorrogada em 2026 e vale até 29 de setembro de 2029, para estadias de até 90 dias de turismo. A condição é ter passaporte eletrônico, com chip, válido durante toda a viagem.
Preencha o Visit Japan Web antes do embarque: ele gera os QR codes de imigração e alfândega e encurta a fila no aeroporto. Para Okinawa não há nenhuma exigência além das do resto do Japão.
Não. O Japão só aceita a permissão internacional da Convenção de Genebra de 1949, e o Brasil emite a da Convenção de Viena de 1968, a PID. Nem a CNH nem a PID valem, e locadora nenhuma entrega o carro sem o documento certo.
Por isso este roteiro não usa carro. Em Naha tudo se faz de Yui Rail, o monotrilho, e a pé; Zamami é de barco; o norte se faz com o ônibus Yanbaru Express e com os ônibus locais e táxis de Motobu. Quem prefere não se preocupar com horário pode trocar o Dia 4 e o Dia 6 por um tour de ônibus de um dia, que sai de Naha e passa por Manzamo, Churaumi e Kouri.
Abril e de outubro a novembro. São os meses com mar quente o bastante para nadar, menos chuva e menos risco de tufão. Em 2026 há um motivo a mais para ir em novembro: o Seiden do Castelo de Shuri reabre por dentro no dia 23.
De meados de maio a junho é a temporada de chuvas. Julho e agosto são quentes, com 30 a 33 graus e sol forte, e é também quando começam os tufões, que se concentram de agosto a setembro e cancelam barcos e voos por um ou dois dias. De janeiro a março o mar é frio para banho, mas é a época das baleias-jubarte em Zamami.
Não há voo direto. O caminho mais comum é voar para Tóquio ou Osaka e seguir num voo doméstico de cerca de 2h30 até Naha; as companhias de baixo custo japonesas fazem o trecho por pouco. Também há voos diretos para Naha saindo de Taipé e Seul, útil para quem combina a viagem com outro país da Ásia.
Do aeroporto de Naha ao centro são 12 minutos de Yui Rail. Compre um cartão de transporte recarregável para o monotrilho e os ônibus, e leve dinheiro vivo para os ônibus locais do norte e para as taxas pequenas, como a de Zamami e a de Manzamo.
A comida de Okinawa não é a do resto do Japão. Tem mais porco, mais amargor e influência chinesa e americana, e é a dieta associada à longevidade da ilha. O que evitar: os restaurantes de fachada iluminada da Kokusai-dori com cardápio de foto e preço de turista; ande duas quadras para dentro.

O Okinawa soba não é soba de trigo-sarraceno: é um macarrão grosso de trigo num caldo de porco e katsuobushi, com barriga ou costela de porco cozida por cima, a versão soki soba. O brasileiro conhece o parente: os imigrantes de Okinawa levaram o prato para Campo Grande, onde o sobá virou patrimônio imaterial da cidade.

O goya champuru é o prato de casa: melão amargo refogado com tofu firme, ovo e porco. Champuru quer dizer misturado, e existe em várias versões. O amargor é o ponto, não um defeito.

O rafute é a barriga de porco cozida por horas em awamori, shoyu e açúcar mascavo, até desmanchar no garfo. Era prato da corte de Shuri.

O umibudo, a uva-do-mar, é uma alga em cachinhos que estouram na boca, servida crua com molho de vinagre. Peça no Mercado Makishi, onde é fresca.

O taco rice é o recheio de taco, carne moída temperada, alface, tomate e queijo, sobre arroz branco. Nasceu em Okinawa nos anos 1980 perto das bases americanas e hoje é prato de todo dia.

Para o lanche, o sata andagi, um bolinho frito redondo que racha ao fritar, crocante por fora e denso por dentro, vendido em quase toda esquina.

Para beber, o awamori, destilado de arroz tailandês de longo grão, com 25 a 43 graus, servido com água e gelo; e a cerveja Orion, que é a da ilha.
São suficientes para a ilha principal e uma das ilhas Kerama sem correr, e sem carro: Naha com o Castelo de Shuri, um dia inteiro no mar de Zamami, o norte com Churaumi, Nakijin e Kouri, e a volta pela costa oeste. É o limite honesto para quem depende de ônibus e barco.
O que ficou de fora e merece mais dias: o sul da ilha, com Sefa-utaki, o lugar mais sagrado de Ryukyu, e o Parque Memorial da Paz, sobre a Batalha de Okinawa; o Cabo Maeda e a Blue Cave, para mergulho com snorkel; a floresta de Yanbaru e o Cabo Hedo, no extremo norte; e as ilhas de Miyako e Ishigaki, a uma hora de voo de Naha.
Para quem vai ao Japão pela primeira vez, Okinawa combina bem com a rota clássica do continente, e temos o roteiro de 8 dias por Tóquio, Hakone, Kyoto e Osaka. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.
Preços conferidos em 24 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Okinawa Churaumi Aquarium, horários e ingressos · Parque do Castelo de Shuri, tarifas (inclusive a de 23/11/2026) · Prefeitura de Zamami, barcos Queen Zamami e Ferry Zamami · Ocean Expo Park, tarifas · Embaixada do Japão no Brasil, isenção de visto · Polícia Nacional do Japão, habilitação estrangeira.
Entre 90 mil e 150 mil ienes por pessoa, sem a passagem internacional, contando hotel de categoria média em quarto duplo, comida, transporte e ingressos. O transporte soma de 14 mil a 20 mil ienes, e o maior gasto é o barco para Zamami, 7.510 ienes ida e volta. Os ingressos ficam entre 5 mil e 8 mil ienes: o Aquário Churaumi custa 2.180, o Castelo Nakijin 1.000 e o Castelo de Shuri 400, que passam a 1.000 a partir de 23 de novembro de 2026. A passagem do Brasil fica entre 7.000 e 12.000 reais ida e volta.
Dá, e para o brasileiro é a única opção, porque o Japão não aceita a PID emitida no Brasil. Em Naha tudo se faz de monotrilho e a pé. Zamami se visita de barco saindo do porto de Tomari. O norte, com o Aquário Churaumi, Bise e Nakijin, é servido pelo ônibus Yanbaru Express, que leva cerca de 2h30 desde Naha, e por ônibus locais e táxis. Para Kouri e Manzamo há ônibus locais e linhas pela costa oeste, ou os tours de ônibus de um dia que saem de Naha.
O Seiden, o salão principal destruído pelo incêndio de 2019, reabre por dentro em 23 de novembro de 2026. A fachada reconstruída já pode ser vista desde 2025, e o parque do castelo nunca fechou: até a reabertura, a visita mostra os artesãos trabalhando na reconstrução. O ingresso da área paga custa 400 ienes até 22 de novembro de 2026 e passa a 1.000 ienes a partir do dia 23.
De barco, saindo do porto de Tomari, em Naha. O barco rápido Queen Zamami leva cerca de 50 minutos e custa 3.950 ienes o trecho ou 7.510 ida e volta; a balsa comum leva cerca de 2 horas e custa 2.900 o trecho. Reserve no site da prefeitura de Zamami, porque lota nos fins de semana, e confira os horários do mês, que mudam. A ilha cobra 100 ienes de taxa de entrada, e os barcos são cancelados com mar agitado.
A temporada vai de julho a outubro, com o pico em agosto e setembro. Um tufão costuma cancelar barcos e voos por um ou dois dias, e os hotéis mantêm os hóspedes em segurança. Se viajar nesses meses, faça seguro-viagem que cubra remarcação, deixe o dia de Zamami para o meio da viagem e acompanhe a previsão da Agência Meteorológica do Japão. Abril e de outubro a novembro têm menos risco.
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