O cone do vulcão Arenal acima da floresta tropical, na Costa Rica

Costa Rica · La Fortuna · Vulcão Arenal · Río Celeste · Manuel Antonio · Uvita · Nauyaca · San José · 11 min de leitura

Roteiro Costa Rica 7 dias: Arenal, Río Celeste, Manuel Antonio e Uvita

7 dias · 6 cidades

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Este roteiro de 7 dias pela Costa Rica é de carro alugado e faz um arco só, sem voltar atrás: da floresta do vulcão Arenal ao Pacífico sul, com volta a San José no último dia. Monteverde ficou de fora de propósito, porque não cabe em uma semana sem perder um dia inteiro na estrada.

Em resumo: Arenal e Río Celeste, Manuel Antonio, Nauyaca e a cauda de baleia de Uvita. Visto, época e comida estão no fim.

Dia 1: San José a La Fortuna, a catarata e as termas

Catarata La Fortuna: o primeiro banho de cachoeira

A Catarata La Fortuna caindo em um poço verde entre paredões de mata tropical
Foto: Derek Ramsey / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de duas horas, 20 dólares, aberta das 7h às 17h com última entrada às 16h. Do aeroporto de San José a La Fortuna são cerca de três horas de carro; chegando no começo da tarde, deixe a mala e siga os 5 km até a entrada.

São cerca de 500 degraus na descida até o poço onde a queda de uns 70 metros bate. Dá para nadar no braço de rio ao lado, onde a correnteza é mais fraca; a subida de volta é o exercício do dia.

Tabacón: as águas termais aos pés do vulcão

Cascata de água termal no meio da vegetação de Tabacón, com o cone do vulcão Arenal ao fundo
Foto: Arturo Sotillo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A noite, com day pass de cerca de 100 dólares, que muda com a temporada; reserve no site. É o balneário mais conhecido do Arenal: um rio de água quente desce do vulcão em cascatas e piscinas no meio de um jardim.

Quem quer gastar menos tem as termas gratuitas do mesmo rio, logo abaixo na estrada, sem estrutura nenhuma. Leve lanterna e não deixe nada no carro.

Dia 2: o vulcão Arenal e as pontes suspensas

Parque Nacional Volcán Arenal: a trilha sobre a lava de 1968

O cone do vulcão Arenal visto de uma trilha do parque nacional, entre árvores
Foto: Adlira512 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de três horas, 15 dólares, das 8h às 16h, com ingresso comprado na bilheteria. As trilhas passam sobre a lava da erupção de 1968, que destruiu os povoados vizinhos, e terminam em mirantes de frente para o cone.

Vá de manhã: a nuvem costuma cobrir o topo depois das 10h. O vulcão ficou ativo até 2010 e hoje está em repouso; não se sobe até a cratera.

Místico: as pontes suspensas na copa da floresta

Ponte suspensa de metal atravessando a copa da floresta tropical em Místico, no Arenal
Foto: Peter Hook / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Cerca de duas horas, 32 dólares mais impostos na visita por conta própria, perto da represa do lago Arenal. A trilha tem cerca de 3 km e atravessa a floresta por pontes suspensas, algumas na altura da copa das árvores.

Vale a visita guiada se você quer ver bicho: os guias acham serpentes, preguiças e tucanos que passam despercebidos. De várias pontes se vê o vulcão.

Dia 3: Río Celeste, a água azul do Tenorio

Catarata do Río Celeste: o poço azul do Tenorio

A cachoeira do Río Celeste caindo em um poço de água azul-turquesa na mata
Foto: MongeNajera / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de duas horas, 12 dólares, com entrada das 8h às 14h e reserva online no site do SINAC. São cerca de 1h30 de carro de La Fortuna, por Guatuso; saia cedo, porque o limite de visitantes enche.

A trilha é de terra e fica lamacenta com chuva, então use tênis que possa sujar. A cachoeira fica a cerca de 1,5 km da entrada, no fim de uma escadaria íngreme, e a água é de um azul-celeste que parece editado. Não é permitido nadar.

Los Teñideros: onde o rio muda de cor

O Río Celeste com água azul-turquesa correndo entre a vegetação do Parque Nacional Volcán Tenorio
Foto: MongeNajera / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de uma hora e meia, no mesmo ingresso, seguindo a trilha depois da cachoeira. Passa-se pela Laguna Azul e pelos Borbollones, onde o gás vulcânico borbulha na água, até os Teñideros.

É ali que dois rios transparentes se juntam e a água fica azul, porque as partículas minerais que se formam no encontro espalham a luz. Volte pelo mesmo caminho e durma de novo em La Fortuna.

Dia 4: descida ao Pacífico, dos crocodilos a Manuel Antonio

Ponte dos crocodilos do Tárcoles: parada na estrada

Crocodilo-americano nadando na água barrenta do rio Tárcoles
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC0)

Parada rápida, 20 minutos, de graça. São cerca de três horas de La Fortuna até a ponte, na rodovia Costanera, e mais 1h15 até Manuel Antonio.

Da calçada da ponte se veem dezenas de crocodilos-americanos de vários metros tomando sol nas margens do rio. Estacione no posto do lado e não deixe nada à vista no carro: é um ponto conhecido de furtos.

Playa Espadilla: o pôr do sol de Manuel Antonio

A Playa Espadilla, em Manuel Antonio, com areia clara, mar e morros de floresta ao fundo
Foto: Axxis10 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O fim de tarde, de graça. É a praia pública ao lado da entrada do parque nacional, com aluguel de cadeiras e guarda-sóis e restaurantes na areia.

O mar tem correntes: nade só onde há salva-vidas e respeite as bandeiras. O sol se põe atrás dos morros de floresta do parque.

Dia 5: dentro do Parque Nacional Manuel Antonio

Parque Nacional Manuel Antonio: preguiças e a praia em meia-lua

A Playa Manuel Antonio, enseada de água calma e verde cercada de floresta dentro do parque nacional
Foto: Guardabarranconi / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A manhã inteira, 16 dólares, com ingresso comprado antes no site do SINAC; abre às 7h e fecha às 16h, e na temporada de chuvas, de julho a novembro, fecha às segundas. Chegue na abertura, quando os bichos estão ativos e o calor é menor.

Contrate um guia na entrada: com a luneta, eles acham bichos-preguiça, macacos-prego, macacos-esquilo e iguanas que você não veria sozinho. A trilha principal termina na Playa Manuel Antonio, uma enseada de água calma cercada de floresta. A entrada de comida é restrita; confira a lista antes.

Playa Espadilla Sur: a praia vazia do outro lado

A Playa Espadilla Sur dentro do Parque Nacional Manuel Antonio, com areia e mata na beira do mar
Foto: WiDi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O começo da tarde, no mesmo ingresso. Do outro lado do tômbolo de Punta Catedral fica a Espadilla Sur, uma praia longa, mais vazia e de mar mais aberto.

Se tiver fôlego, faça antes a trilha de Punta Catedral, que dá a volta no morro com mirantes sobre o mar. Saia antes das 16h, quando o parque fecha.

Dia 6: Nauyaca e a cauda de baleia de Uvita

Catarata Nauyaca: a cachoeira dupla com poço de banho

As duas quedas da Catarata Nauyaca caindo entre rochas e floresta
Foto: Matthias Bethke / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A manhã, cerca de 1h de carro ao sul de Manuel Antonio, perto de Dominical. Há duas entradas: a original, com caminhada de cerca de uma hora por trilha por 10 dólares mais estacionamento, e o parque natural mais novo, a 30 dólares com transporte até a queda.

São duas quedas, uma de uns 45 metros e outra menor, e o poço de baixo é grande e fundo para nadar. Leve roupa de banho e sapato que molhe.

Parque Nacional Marino Ballena: a cauda de baleia na maré baixa

A faixa de areia do tômbolo de Punta Uvita avançando no mar na maré baixa, no Parque Nacional Marino Ballena
Foto: Yricordel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de duas horas, 6 dólares, das 7h às 16h. Confira a tábua de marés antes: a faixa de areia de Punta Uvita só aparece inteira na maré baixa, e é ela que tem o formato de cauda de baleia vista do alto.

Caminhe até a ponta da cauda e volte antes de a maré subir. De julho a outubro e de dezembro a abril as baleias-jubarte passam pela baía, e os barcos saem da própria praia. Durma em Uvita.

Dia 7: San José e partida

Teatro Nacional: o café que pagou um teatro

A fachada neoclássica do Teatro Nacional de San José, com estátuas no alto e a praça em frente
Foto: Mariordo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada rápida, uma hora, com visita guiada paga. São cerca de três horas de carro de Uvita até San José pela costa e pela rodovia 27; saia cedo.

O teatro foi inaugurado em 1897 e pago com um imposto sobre a exportação de café, e o salão principal é todo em mármore, ouro e afrescos. O café do saguão é um bom lugar para um último café costarriquenho.

Mercado Central: o último casado antes do aeroporto

A entrada do Mercado Central de San José com a placa de fundado em 1880
Foto: Pequeño mar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de uma hora e meia, com o almoço, de graça, a cinco quadras a oeste do teatro. O mercado coberto tem corredores de especiarias, café em grão, artesanato e sodas, os balcões de comida caseira.

Almoce um casado num dos balcões e compre café para levar. O aeroporto fica a cerca de 40 minutos; devolva o carro com folga.

Brasileiro precisa de visto para a Costa Rica?

Não. O brasileiro entra como turista sem visto, com passaporte válido, passagem de saída do país e, se pedido, prova de dinheiro para a estadia. O tempo de permanência é dado pela imigração na chegada.

Leve o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela, emitido pela Anvisa, com a vacina tomada pelo menos 10 dias antes: a Costa Rica inclui o Brasil na lista de países de risco e passou a pedir o comprovante. A exigência já foi adiada mais de uma vez, então confira a situação antes do embarque, mas viaje vacinado.

Qual a melhor época para viajar para a Costa Rica?

De dezembro a abril, na estação seca. É quando o Pacífico tem mais sol, as trilhas estão secas e o vulcão Arenal aparece com mais frequência; também é a época mais cara.

De maio a novembro é a estação verde: manhãs de sol e chuva forte à tarde, com setembro e outubro como os meses mais chuvosos. Os preços caem e a floresta fica mais verde, mas algumas estradas de terra ficam difíceis.

Como chegar à Costa Rica saindo do Brasil e como circular

Não há voo direto regular. O caminho mais comum é a conexão na Cidade do Panamá pela Copa, ou por Lima e Bogotá, até o aeroporto de San José. Este roteiro começa e termina ali.

Alugue um carro: é a única forma de fazer este arco sem depender de horários de transfer. A CNH brasileira vale enquanto durar a sua estadia de turista, junto com o passaporte. Um SUV compacto basta para as estradas deste roteiro; use o Waze e não dirija de noite nas estradas de montanha. O seguro obrigatório é cobrado no balcão e costuma dobrar o preço anunciado.

Onde comer na Costa Rica: pratos típicos e o que pedir

A comida costarriquenha é simples e farta, de arroz, feijão, banana-da-terra e carne. O melhor lugar para comer são as sodas, os restaurantes caseiros de beira de estrada e de mercado, onde o prato feito custa uma fração dos restaurantes turísticos. O que evitar: os restaurantes de frente para a praia em Manuel Antonio, caros e com comida genérica.

Prato de gallo pinto, arroz com feijão preto misturado, com ovos e tortilha
O gallo pinto, arroz com feijão preto refogado, o café da manhã nacional. Foto: Legendre17 / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

O gallo pinto é o café da manhã nacional: arroz e feijão preto refogados juntos com cebola, pimentão e coentro, servidos com ovo, banana-da-terra frita e natilla, uma espécie de creme azedo. Tempere com a salsa Lizano, o molho que está em toda mesa.

Prato de casado com arroz, feijão, carne, salada e banana-da-terra frita
O casado, o prato feito costarriquenho, servido no almoço em qualquer soda. Foto: Victor Quirós A / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O casado é o prato feito do almoço: arroz, feijão, salada, banana-da-terra frita e uma proteína à escolha, carne, frango ou peixe. O brasileiro se sente em casa.

Tigela de olla de carne, sopa de carne com legumes, milho e mandioca
A olla de carne, sopa de carne com mandioca, milho e legumes. Foto: Rodtico21 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A olla de carne é a sopa de fim de semana: carne cozida com mandioca, milho, chuchu, banana verde e cenoura. Para beber, peça um refresco natural de fruta, feito com água ou leite, e prove o café, que é um dos melhores da América Central.

7 dias são suficientes para conhecer a Costa Rica?

São suficientes para o circuito que combina vulcão, floresta e Pacífico sem correr: Arenal e Río Celeste, Manuel Antonio e Uvita, com um carro e um trajeto em arco. O que não cabe é tentar ver o país inteiro: a Costa Rica é pequena no mapa, mas as estradas de montanha são lentas.

O que ficou de fora e merece mais dias: a floresta nublada de Monteverde, que pede duas noites; Tortuguero e as tartarugas do Caribe, com acesso só por barco; a costa caribenha de Puerto Viejo e Cahuita; e a península de Osa, com o Parque Nacional Corcovado.

Se você quer juntar outro país da América Central, temos roteiros do Panamá, onde muitos voos fazem conexão, e da Guatemala. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 3.500 a R$ 6.500 (ida e volta do Brasil)
Hospedagem/noite90 a 160 dólares (quarto duplo, categoria média)
Alimentação/dia35 a 60 dólares por pessoa
Ingressos e transporte local230 a 330 dólares (parques, cachoeiras e termas)
Total estimadoUS$ 1.000 a 1.650 por pessoa, sem voo

Preços conferidos em 25 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Instituto Costarricense de Turismo, tarifas e horários dos parques nacionais · Catarata La Fortuna, perguntas frequentes e ingressos · Místico Arenal Hanging Bridges Park · Instituto Costarricense de Turismo, requisitos de entrada.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 7 dias para a Costa Rica?+

Entre 1.000 e 1.650 dólares por pessoa, sem a passagem internacional, contando hotel de categoria média em quarto duplo, comida, carro alugado com seguro dividido por dois e as entradas. Os parques nacionais cobram de estrangeiros 16 dólares em Manuel Antonio, 15 no Arenal, 12 no Tenorio e 6 no Marino Ballena; a Catarata La Fortuna custa 20, as pontes do Místico 32 e o day pass de Tabacón a partir de cerca de 100. A passagem do Brasil fica entre 3.500 e 6.500 reais ida e volta.

Precisa alugar carro na Costa Rica?+

Para este roteiro, sim: é a única forma de ligar Arenal, Río Celeste, Manuel Antonio e Uvita sem depender de transfers. A CNH brasileira vale enquanto durar a estadia de turista. Conte com o seguro obrigatório cobrado no balcão, que costuma dobrar o preço anunciado.

Vale mais a pena La Fortuna ou Monteverde?+

Com uma semana, La Fortuna, que tem o vulcão, as termas, as cachoeiras e o Río Celeste a um dia de distância. Monteverde, a floresta nublada, pede duas noites e um dia a mais de estrada de montanha; ele entra melhor num roteiro de 10 dias.

Brasileiro precisa de vacina de febre amarela para a Costa Rica?+

A Costa Rica inclui o Brasil na lista de países de risco e passou a pedir o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela, com a vacina tomada pelo menos 10 dias antes. A exigência já foi adiada mais de uma vez; confira antes do embarque e viaje vacinado.

Quando o Parque Manuel Antonio fecha?+

Abre às 7h e fecha às 16h. Na temporada de chuvas, de julho a novembro, fecha às segundas; de dezembro a abril abre todos os dias. O ingresso de 16 dólares é comprado antes, no site do SINAC.

Catarata Río FortunaTabacón Thermal ResortParque Nacional Volcán ArenalMistico Arenal Hanging Bridges ParkCatarata Río CelesteLos TeñiderosPuente de los CocodrilosPlaya EspadillaPlaya Manuel AntonioPlaya Espadilla SurCatarata NauyacaPunta BallenasTeatro NacionalMercado Central de San José

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