
Antigua Guatemala · Lago de Atitlan · San Pedro La Laguna · Flores · Tikal · Yaxha · 14 min de leitura
7 dias · 3 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
US$ 1.200 a US$ 1.900 por pessoa, 7 dias
Melhor época
Novembro a abril, na estação seca
Visto
Sem visto, até 90 dias no CA-4
Este roteiro de 7 dias pela Guatemala junta três bases: Antigua, o Lago de Atitlan e Flores, no Peten. Dormir em San Pedro La Laguna, e não em Panajachel, é a decisão que organiza a semana, porque é de lá que saem as lanchas e a van do mirante.
Em resumo: dois dias em Antigua com o Pacaya, três no lago de lancha, dois em Tikal e Yaxha. Visto, época e onde comer estão no fim do artigo.

Entrada livre na praça, 1 hora, logo depois do check-in. Antigua fica a 1 hora do aeroporto La Aurora e a cidade inteira cabe em vinte quadras, com os vulcões de Agua, Fuego e Acatenango fechando as ruas.
A Catedral de San Jose, de fachada branca, é só a parte reconstruída: atrás dela ficam as ruínas da catedral colonial derrubada pelo terremoto de 1773, que é o que sobrou da antiga capital da América Central espanhola.

Livre, 20 minutos, a 300 metros da praça. O arco amarelo de 1694 ligava dois prédios do convento para que as freiras cruzassem a rua sem serem vistas. A foto com o vulcão de Agua no fim da rua sai melhor antes das 8h, quando ainda não há carro parado embaixo.

Livre, 1 hora com a subida, a 900 metros do arco. São dez minutos de ladeira e uma escadaria até a cruz de pedra, de onde Antigua aparece inteira alinhada com o vulcão de Agua.
Há posto de polícia turística no alto e a subida é segura de dia. Não desça depois do escurecer: pegue um tuk-tuk na volta, que custa poucos quetzales.

Cerca de 100 quetzales de entrada mais a excursão, 6 horas no total com o transporte, saída de Antigua às 6h ou às 14h. São 1h30 de van até San Vicente Pacaya e duas horas de trilha ida e volta, com subida constante mas sem técnica.
O alto fica num campo de lava solidificada de 2010 e 2021, onde o guia ainda assa marshmallow nas fendas quentes. Leve casaco, porque venta, e prefira a saída da manhã: à tarde costuma fechar em nuvem. Quem tem duas noites a mais troca o Pacaya pelo Acatenango, que acampa de frente para as erupções do Fuego.

Entrada barata para o claustro, 45 minutos, na volta do vulcão. A igreja amarela de 1767 foi construída baixa e de paredes grossas de propósito, para resistir a terremoto, e por isso é uma das poucas de Antigua que continua em uso.
Pague o claustro em ruínas ao lado: no meio dele está a maior fonte da América Central, com 27 metros, em forma de flor de nenúfar.

40 quetzales para estrangeiro desde janeiro de 2026, em dinheiro, 1 hora, das 9h às 17h, a 400 metros de La Merced. É o convento mais bem conservado de Antigua, de 1736.
A parte que ninguém espera é a torre de retiro: um anel de dezoito celas em volta de um pátio, com uma câmara circular no subsolo que amplifica qualquer som. Entre e fale baixo para entender por que ela existe.

3 horas de shuttle desde Antigua até Panajachel, mais 30 minutos de lancha pública, cerca de 30 quetzales. San Pedro fica aos pés do vulcão de mesmo nome, é a escolha prática: é daqui que saem as vans do mirante às 4h e as lanchas para as outras vilas.

Livre para circular, 2 horas, dez minutos de lancha desde San Pedro, cerca de 10 quetzales. A rua principal sobe do cais com casas pintadas e guarda-chuvas coloridos no alto, e é a vila mais organizada do lago.
As cooperativas de mulheres tzutujil fazem demonstração de tingimento natural com casca, folha e cochonilha, e vendem direto, sem intermediário. É a diferença entre comprar tecido aqui e comprar na Calle Santander de Panajachel.

Cerca de 100 quetzales com transporte e guia, 4 horas, saída às 4h de San Pedro ou San Juan. O mirante, conhecido como Nariz do Índio, fica a 2.100 metros e se sobe em 40 minutos desde o ponto onde a van para.
É o único programa do lago que obriga a dormir no lado oeste: as lanchas públicas não operam às 3h30, então quem está em Panajachel não consegue chegar a tempo. Leve casaco, porque faz 8 graus lá em cima antes do sol nascer.

Livre, 1h30, 20 minutos de lancha de San Pedro. A vila virou centro de yoga e meditação nos anos 1990 e mantém o clima. Na reserva Cerro Tzankujil há uma plataforma de pedra de sete metros de onde se salta na água do lago.

Livre para circular, 2h30, 25 minutos de lancha desde San Pedro, na margem sul. É a maior vila do lago e a mais tzutujil de todas, com mercado diário e trajes bordados que as mulheres ainda usam todo dia.
Na igreja colonial há uma placa no chão marcando onde o padre Stanley Rother, missionário americano, foi assassinado em 1981, durante a guerra civil. A poucas quadras dali fica a casa do Maximon, santo popular que fuma charuto e bebe aguardente e muda de casa todo ano: a entrada custa alguns quetzales e a foto, mais alguns.
Livre, 1h30, 45 minutos de lancha desde San Pedro. A Calle Santander é o corredor de artesanato do lago e o lugar de resolver as compras antes do aeroporto. O shuttle até a Cidade da Guatemala leva 3 horas.

Livre, 2 horas, voo de 1 hora desde a Cidade da Guatemala com a TAG ou a Avianca. A ilha fica no Lago Peten Itza, ligada à terra por uma ponte, e dá para dar a volta nela a pé em vinte minutos.
As casas são pintadas de cores fortes e os restaurantes dão para a água. Guarde o fim da tarde para o malecon: o pôr do sol sobre o lago é o único programa da ilha, e o dia seguinte começa às 4h30.

150 quetzales de entrada, mais 100 se você entrar às 4h para o nascer do sol, 6 horas no parque, 1h30 de van desde Flores. O parque abre às 6h e fecha às 18h, e às 8h os ônibus de excursão já chegaram.
A pirâmide de 47 metros é a tumba de Jasaw Chan Kawiil I, terminada por volta de 734. Não se sobe nela, mas o Templo II, do outro lado da praça, tem escada de madeira e dá a vista frontal do Grande Jaguar.

Incluso no ingresso, 45 minutos, 600 metros a sudoeste da Gran Plaza. A pirâmide central é um observatório astronômico erguido cerca de 700 anos antes dos templos da praça, e quase ninguém entra aqui de manhã.
Incluso no ingresso, 1h30 com a caminhada, mais 500 metros a oeste. É a pirâmide mais alta de Tikal, com 70 metros, e a plataforma de madeira no alto é o único ponto do parque acima da copa da floresta.
Do alto se veem as cristas do Grande Jaguar e do Templo III saindo do verde, e foi essa imagem que apareceu como a lua Yavin 4 no primeiro Star Wars, de 1977. Fique quieto dez minutos: os bugios se ouvem a quilômetros.

Cerca de 80 quetzales, 3 horas, 1h30 de van desde Flores, com os últimos 11 quilômetros de terra. São mais de 500 estruturas numa cidade que foi rival de Tikal, e num dia comum há algumas dezenas de visitantes, contra milhares no vizinho.
Suba a Acrópole Norte e o Templo 216, o mais alto do sítio. Saia cedo: o calor do Peten bate forte depois das 11h e o voo de volta à Cidade da Guatemala costuma sair no meio da tarde.

Incluso no ingresso, 40 minutos, no próprio sítio. Do alto das ruínas se vê a laguna verde cercada de selva, e do cais embaixo saem as lanchas para Topoxte, o conjunto insular no meio da água. De lá são 2 horas de volta ao aeroporto de Flores.
Não precisa. Brasileiro entra só com o passaporte, por até 90 dias, e a Guatemala faz parte do CA-4 com El Salvador, Honduras e Nicarágua: os 90 dias valem para os quatro países somados, não para cada um. Sair da Guatemala e entrar em Honduras não zera o relógio.
O passaporte precisa de seis meses de validade, e a imigração pode pedir a passagem de saída. Não há taxa de entrada, mas há uma taxa de saída de cerca de 30 dólares que quase sempre já vem embutida no bilhete aéreo.
De novembro a abril, na estação seca. Dezembro a fevereiro tem os dias mais claros e as noites mais frias no altiplano, onde Antigua e o lago ficam a mais de 1.500 metros; março e abril esquentam e a vista dos vulcões piora com a queima agrícola.
De maio a outubro chove quase todo dia no fim da tarde, o que atrapalha mais o Peten, que é selva de terras baixas, do que o altiplano. Setembro é o mês mais molhado. A Semana Santa de Antigua, com os tapetes de serragem nas ruas, é o maior evento do país e dobra o preço da hospedagem: reserve com meses de antecedência ou fuja dela.
Não há voo direto do Brasil. As conexões usuais passam pela Cidade do Panamá com a Copa, por Bogotá com a Avianca ou por Cidade do México, até o aeroporto La Aurora, na Cidade da Guatemala, com 12 a 16 horas de viagem no total.
Não durma na Cidade da Guatemala: Antigua fica a 1 hora do aeroporto e resolve melhor a chegada. Entre Antigua e o lago, o shuttle compartilhado custa entre 15 e 25 dólares e leva 3 horas. Dentro do lago, tudo é lancha pública, entre 10 e 30 quetzales por trecho, com a última saída por volta das 17h. Para o Peten, voe: a TAG e a Avianca ligam a Cidade da Guatemala a Flores em 1 hora, contra 9 horas de ônibus noturno.
A moeda é o quetzal. Cartão funciona em hotel e restaurante de Antigua e Flores, mas nas vilas do lago e nos mercados é dinheiro. Não pegue ônibus de galinha com mala grande e evite dirigir à noite entre cidades.
A cozinha guatemalteca é de milho, pimenta seca e semente torrada, e os três pratos nacionais são ensopados, não grelhados.

O pepian é o mais antigo: carne de frango ou porco num caldo espesso de tomate, pimenta seca e sementes de abóbora e gergelim torradas e moídas. Tem gosto de mole mexicano, mas mais rústico e menos doce.

O kak ik é um caldo vermelho de peru do povo qeqchi, de Coban, servido com tamalitos de milho. Em Antigua, a Fonda de la Calle Real, que existe desde 1972 na 5a Avenida Norte, é a casa clássica para provar ele e o pepian sem pagar preço de praça principal.

De sobremesa, rellenitos: bolinhos de banana-da-terra cozida recheados com feijão preto doce e fritos. Soa estranho e funciona. O que evitar: os restaurantes com cardápio em quatro idiomas na Plaza Mayor de Antigua e na Calle Santander de Panajachel, onde o mesmo prato custa o dobro. Beba só água engarrafada, inclusive para escovar os dentes nas vilas do lago.
Para o circuito principal, sim. Sete dias cobrem Antigua, um vulcão, três vilas do Lago de Atitlan, Tikal e Yaxha, com um voo doméstico de 1 hora resolvendo a única distância grande do país.
Ficaram de fora Semuc Champey, com as piscinas de calcário, que pede 8 horas de estrada ruim e duas noites, o mercado de Chichicastenango, que só abre quinta e domingo, e a costa do Caribe em Livingston. Com 10 dias, some Semuc Champey entre Antigua e o lago; com 12, também Chichicastenango num domingo. Para outro destino maia, com as ruínas do lado mexicano, veja o roteiro de Cancun e Yucatan em 7 dias.
Preços conferidos em 20 de setembro de 2026. Confira o valor atual em INGUAT, turismo oficial da Guatemala · Ministerio de Cultura y Deportes, parques e monumentos · TAG Airlines, voos a Flores.
Não. Brasileiro entra só com o passaporte por até 90 dias. A Guatemala faz parte do CA-4 com El Salvador, Honduras e Nicarágua, e os 90 dias valem para os quatro países somados: passar a fronteira para Honduras não reinicia a contagem. O passaporte precisa de seis meses de validade.
Entre 1.200 e 1.900 dólares por pessoa, contando voo do Brasil, hotel de categoria média, shuttles, lanchas, o voo doméstico a Flores, comida e ingressos. Em terra a Guatemala é barata: um almoço completo fora das praças centrais sai por 5 a 10 dólares.
De novembro a abril, na estação seca, com dezembro a fevereiro nos dias mais claros. De maio a outubro chove quase toda tarde, o que pesa mais no Peten do que no altiplano. A Semana Santa de Antigua é o maior evento do país e dobra o preço da hospedagem.
Em San Pedro, se você quiser subir ao mirante Cerro Kaqasiiwaan no nascer do sol. As vans saem às 4h das vilas do lado oeste e as lanchas públicas não operam às 3h30, então quem dorme em Panajachel não chega a tempo. Panajachel compensa apenas para quem fica uma noite só e vai embora cedo.
Dá, e é o normal. São 1h30 de van em cada sentido e seis horas dentro do parque, que abre às 6h e fecha às 18h. O ingresso de estrangeiro custa 150 quetzales, mais 100 para entrar às 4h no passeio de nascer do sol, que exige guia autorizado. Quem quiser as ruínas vazias troca o nascer do sol por Yaxha no dia seguinte.


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