Butão · Thimphu · Punakha · Phobjikha · Paro · Ninho do Tigre · 10 min de leitura
7 dias · 6 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
US$ 1.700 a 2.600 por pessoa, sem aéreo
Melhor época
Março a maio e setembro a novembro
Visto
Visto online de US$ 40 e taxa SDF
Este roteiro Butão 7 dias faz um circuito pelo oeste do país, chegando e saindo pelo aeroporto de Paro, com guia credenciado e carro com motorista, como a lei exige. A decisão que o organiza é deixar o Ninho do Tigre para o fim, com o corpo já acostumado à altitude.
Em resumo: Thimphu, o passo de Dochula e Punakha, o vale de Phobjikha, Paro e a trilha do Ninho do Tigre. Visto, taxa e comida, no fim.

Do aeroporto de Paro a Thimphu é uma hora de carro pelo vale. Depois do check-in, a primeira parada é a estupa branca do centro, onde idosos caminham em volta no sentido horário e giram as grandes rodas de oração. Caminhe junto, sempre no sentido do relógio. Cinquenta minutos.

Quinze minutos de carro ao sul, a estátua de 51 metros fica no alto de Kuenselphodrang e olha o vale inteiro. Dentro da base há milhares de pequenos budas. Chegue antes das 17h, quando o templo fecha, e fique para a luz do fim da tarde no pátio. Quarenta e cinco minutos.

Comece às 9h no alto de Motithang, onde a reserva cercada guarda os takins, bicho de corpo de boi e cara de alce que a lenda diz ter sido criado pelo Louco Divino. Uma hora.

Dez minutos de carro encosta abaixo, o templo do século XII fica na crista acima da cidade. Pais trazem os recém-nascidos para que o lama escolha o nome, e do terraço se vê a capital inteira. Quarenta e cinco minutos. Depois do almoço, use a tarde para o Centenary Farmers Market e a ponte de pedestres sobre o Wang Chhu, no centro.

A fortaleza abriga a sala do trono e o corpo monástico, e nos dias úteis só abre para turistas das 17h às 18h, depois do expediente; nos feriados, o dia todo. Vá com roupa de manga comprida e calça, como em todos os dzongs. Às 17h40 começa a cerimônia de descer a bandeira.

Saia de Thimphu às 8h30. Em 45 minutos a estrada chega ao passo, a 3.100 metros, onde 108 estupas brancas formam terraços. Em dia limpo, de outubro a fevereiro, aparece a linha de picos nevados do Himalaia. Leve casaco: aqui faz frio mesmo no verão. Quarenta e cinco minutos.

Uma hora e meia de descida depois, deixe o carro em Sopsokha e caminhe 20 minutos pelos arrozais até o templo de 1499 do Louco Divino, Drukpa Kunley. As casas do caminho têm falos pintados nas paredes, símbolo de proteção. Casais vêm pedir filhos e recebem a bênção com um falo de madeira. Uma hora e meia com a caminhada.

Depois do check-in, a fortaleza de 1637 na confluência do Pho Chhu e do Mo Chhu é o dzong mais bonito do país. Atravesse a ponte coberta de madeira, suba a escada íngreme e percorra os três pátios. Na primavera, os jacarandás florescem roxos na margem. Uma hora e meia.

A dez minutos a pé rio acima, a ponte pênsil de cerca de 160 metros balança sobre o Pho Chhu, coberta de bandeiras de oração. Atravesse até o outro lado e volte. Meia hora.

Saia às 8h. A 20 minutos de Punakha, vale acima, uma ponte pênsil leva à trilha que sobe entre arrozais até o templo-estupa de quatro andares. São 40 minutos de subida; do terraço no topo se vê o vale do Mo Chhu inteiro. Duas horas no total, e siga para Phobjikha, a cerca de duas horas e meia.

Depois do check-in, o mosteiro nyingma de 1613 domina o vale de Phobjikha do alto de uma colina. Entre no templo principal e circule o pátio cercado pelos alojamentos dos monges. Uma hora.

A trilha de cerca de 5 km sai do mosteiro e desce por pinheirais e campos até o fundo do vale, em uma hora e meia a duas horas, quase toda em descida. De fim de outubro a fevereiro, cerca de 300 grous-de-pescoço-preto passam o inverno aqui, e o festival dos grous acontece todo 11 de novembro no pátio do mosteiro. O centro de informação dos grous, no vale, tem telescópios para observá-los sem chegar perto.

O dia começa cedo, às 7h30: são cerca de cinco horas e meia de estrada de Phobjikha a Paro, voltando por Dochula e Thimphu. Pouco antes de Paro, peça ao motorista para parar no Tachog Lhakhang, templo com uma ponte de correntes de ferro sobre o rio. Depois do check-in, a antiga torre de vigia redonda acima do dzong guarda máscaras de dança, tangkas e arte sacra. Uma hora.

Desça a pé do museu até a fortaleza de 1646, em dez minutos. Os pátios ficam abertos até as 17h. Repare nas pinturas da roda da vida na entrada do templo principal. Quarenta e cinco minutos.

Comece às 7h30 no estacionamento, a 20 minutos de Paro. A trilha sobe cerca de 500 metros de desnível até o mirante em frente ao mosteiro de 1692, que fica a 3.120 metros. Conte de cinco a seis horas ida e volta, com parada na cafeteria do meio do caminho. Há cavalos para a subida, mas não para a descida. O mosteiro abre das 9h às 12h e das 14h às 17h, e lá dentro não se pode fotografar nem levar mochila.
De volta ao vale, o templo do século VII fica a 15 minutos de carro, com laranjeiras no pátio e rodas de oração em volta. Abre à tarde a partir das 13h. Quarenta e cinco minutos. À noite, muitas operadoras oferecem o banho de pedras quentes numa casa de fazenda de Paro, com jantar.

Saia às 7h, antes das nuvens: em uma hora a estrada sobe ao passo, perto de 3.990 metros, coberto de bandeiras de oração. Em dia claro se vê o monte Jomolhari, de 7.326 metros, e do outro lado o vale de Haa. Caminhe meia hora pela crista e desça de volta a Paro, a uma hora.

Antes do aeroporto, atravesse a pé a ponte coberta de madeira aos pés do Rinpung Dzong. A original foi levada por uma cheia em 1969 e a atual segue o desenho tradicional. Do outro lado, a rua principal de Paro tem as lojas de artesanato para as últimas compras. Quarenta e cinco minutos; o aeroporto fica a 10 minutos.
Sim. Brasileiros precisam de visto, pedido online no site do governo ou pela operadora. O pedido custa US$ 40, é analisado em até cinco dias úteis e é pago junto com a taxa de desenvolvimento sustentável, a SDF, de US$ 100 por adulto por noite, valor com desconto válido até 31 de agosto de 2027. Crianças de 6 a 12 anos pagam metade, e menores de 6 não pagam.
Além disso, um aviso do Departamento de Turismo de abril de 2026 reafirmou que o guia credenciado é obrigatório durante todo o passeio, inclusive nas visitas a templos e nas viagens entre distritos. Na prática, quase todos contratam uma operadora butanesa, que inclui guia, motorista, carro, hotéis e refeições.
De março a maio e de setembro a novembro. A primavera traz rododendros floridos e o festival de Paro; o outono traz céu limpo para ver o Himalaia de Dochula e Chele La, os festivais de Thimphu e, a partir do fim de outubro, os grous em Phobjikha. De junho a agosto é a monção, com nuvens e estradas com deslizamentos. O inverno é seco e limpo, mas frio nos passos.
Só duas companhias voam para Paro, a Drukair e a Bhutan Airlines, a partir de Délhi, Katmandu, Bangkok, Singapura, Calcutá e outras cidades da região. O pouso entre montanhas é um dos mais bonitos do mundo: na chegada de Katmandu, sente do lado esquerdo para ver o Everest. Do Brasil, a conexão mais comum é por Délhi, que dá para emendar com o roteiro da Índia em 7 dias, ou por Katmandu, base do roteiro do Nepal em 7 dias.
Dentro do país, você circula no carro da operadora, com motorista e guia. As estradas são estreitas e cheias de curvas, e as distâncias levam mais tempo do que o mapa sugere: Punakha a Phobjikha são cerca de duas horas e meia, e Phobjikha a Paro, cinco e meia.
A comida butanesa gira em torno da pimenta, tratada como legume e não como tempero. O prato nacional é o ema datshi, pimentas cozidas num molho de queijo de iaque ou de vaca. Há variações com batata (kewa datshi) e com cogumelos (shamu datshi), mais suaves.

O acompanhamento é o arroz vermelho do vale de Paro, de grão curto e levemente adocicado. Peça também os momos, pastéis cozidos no vapor recheados de queijo, carne ou repolho, e prove o suja, chá com manteiga e sal.

Onde comer: os pacotes incluem as refeições nos hotéis, que costumam servir bufê suavizado para estrangeiros. Peça ao guia o almoço numa casa de fazenda ou num restaurante local de Thimphu, e diga que quer a comida com pimenta de verdade. O que evitar: pedir o ema datshi "como os butaneses comem" sem ter provado antes; para muitos estrangeiros, é forte demais.
São suficientes para o oeste do Butão, que concentra os lugares mais conhecidos: Thimphu, Punakha, Phobjikha, Paro e o Ninho do Tigre. Ficam de fora o vale de Haa, só visto do alto do Chele La, e o Butão central, com Trongsa e o vale de Bumthang, que pedem mais quatro dias. Como a taxa é por noite, cada dia a mais pesa no orçamento: decida antes o que vale a pena.
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Preços conferidos em 16 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Visto e taxa SDF, Departamento de Turismo do Butão · Tabela de ingressos de museus e monumentos · Aviso sobre guia credenciado obrigatório (abril de 2026).
Entre US$ 1.700 e US$ 2.600 por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo: US$ 600 de taxa SDF por seis noites, US$ 40 de visto, o pacote da operadora com guia, carro, hotel e refeições, e cerca de US$ 130 em ingressos. A passagem do Brasil até Délhi ou Bangkok fica entre R$ 7.000 e R$ 11.000, e o trecho até Paro custa mais US$ 400 a 700 ida e volta.
Não de verdade. Você pode pedir o visto sozinho, mas o guia credenciado é obrigatório durante todo o passeio, inclusive nos templos e nas viagens entre distritos, segundo aviso do Departamento de Turismo de abril de 2026. Na prática, contratar uma operadora butanesa é o caminho mais simples e quase sempre o mais barato.
Moderada. São cerca de 500 metros de desnível e cinco a seis horas ida e volta, acima de 2.600 metros de altitude. Por isso este roteiro deixa a trilha para o Dia 6, depois de dias em Thimphu e Phobjikha. Há cavalos para a subida e uma cafeteria no meio do caminho.
De fim de outubro a fevereiro, quando cerca de 300 grous passam o inverno no vale. O festival dos grous acontece todo 11 de novembro no pátio do mosteiro de Gangtey, com danças de máscaras e apresentações das escolas locais.
O ngultrum (BTN), que vale o mesmo que a rúpia indiana. Cartões funcionam em hotéis e algumas lojas de Thimphu e Paro, mas leve dinheiro para ingressos, artesanato e gorjetas do guia e do motorista. Há caixas eletrônicos em Thimphu e Paro.
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