
Delhi · Agra · Fatehpur Sikri · Abhaneri · Jaipur · 15 min de leitura
7 dias · 3 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
US$ 1.500 a US$ 2.400 por pessoa, 7 dias
Melhor época
Outubro a março, fora do calor e da chuva
Visto
Visto obrigatório, e-Visa online
Este roteiro de 7 dias pela Índia faz o Triângulo Dourado com carro e motorista, três bases e um só sentido: Delhi, Agra, Jaipur. Contratar o motorista é a decisão que organiza tudo, porque as paradas boas ficam entre as cidades, não dentro delas.
Em resumo: dois dias em Delhi, dois em Agra com o Taj ao amanhecer, Fatehpur Sikri e Chand Baori na estrada, três dias em Jaipur. Visto, época e onde comer estão no fim do artigo.

600 rupias para estrangeiro, 1h15, aberto todos os dias até o pôr do sol. É o primeiro jardim-tumba mogol da Índia, de 1570, e o modelo que Shah Jahan seguiu no Taj Mahal oitenta anos depois.
Comece por ele e o resto da viagem fica mais fácil de ler: a cúpula dupla, o jardim dividido em quatro por canais de água e o arenito vermelho com mármore branco voltam em Agra e em Sikandra.

100 rupias, 1 hora, a 500 metros do túmulo. Era um viveiro de mudas do governo britânico e virou parque patrimonial em 2018, depois de quinze anos de restauro do Aga Khan Trust.
São 36 hectares com seis monumentos mogóis, canais, roseiral e 80 espécies de pássaros. É o lugar mais calmo do roteiro e quase não aparece em lista de agência.

Entrada livre, 45 minutos, a 3 quilômetros do Sunder Nursery, de riquixá. Fecha às 20h, o que faz dele a última parada possível do dia de chegada.
As tumbas dos séculos 15 e 16 ficam soltas no gramado, sem cercas, e a cidade usa o parque para correr e namorar. Se você só tem uma tarde em Delhi, é aqui que ela deve terminar.

600 rupias, 1h30, fecha às segundas. Foi a residência dos imperadores mogóis por dois séculos a partir de 1648 e é de onde o primeiro-ministro discursa todo 15 de agosto.
Um aviso honesto: os interiores foram esvaziados pelos britânicos depois de 1857, e o que resta são pavilhões de mármore em um parque grande. Se o seu tempo em Delhi for curto, o Qutub Minar e o Túmulo de Humayun entregam mais por ingresso.

Livre, 45 minutos, na saída do forte. É a avenida aberta em 1650 pela filha de Shah Jahan, hoje um emaranhado de becos de especiarias, prata e papelaria. Vá de riquixá a pedal e desça na Paranthe Wali Gali.

300 rupias para câmera, 45 minutos, a 600 metros de Chandni Chowk. Fecha para visita durante as orações, com janela larga entre 13h30 e 18h30. Ombros e joelhas cobertos, sapatos na entrada.
É a maior mesquita da Índia, terminada em 1656 pelo mesmo imperador do Taj Mahal. Subir o minarete sul custa à parte e dá a melhor vista da Velha Delhi.

550 rupias, 1h30, 16 quilômetros ao sul, 45 minutos de carro. Abre todos os dias das 7h às 17h, e de manhã cedo a luz bate de lado nas inscrições.
A torre de tijolo começou em 1199 e é o minarete de alvenaria mais alto do mundo. No mesmo terreno estão a mesquita Quwwat-ul-Islam, feita com colunas de templos hindus desmontados, e o pilar de ferro do século 4 que não enferruja.

650 rupias, 1h30, 3 horas de estrada desde Delhi pelo Yamuna Expressway. Chegue depois do check-in, por volta das 15h, quando o sol já não castiga o pátio.
Foi a capital do império mogol até 1638 e é onde Aurangzeb manteve o próprio pai preso nos últimos oito anos de vida. Da torre octogonal, Shah Jahan via o Taj Mahal onde estava enterrada a mulher. É a mesma vista que você tem de lá.

310 rupias, 40 minutos, atravessando o Yamuna. É de 1628, anterior ao Taj Mahal, e foi o primeiro edifício mogol inteiramente revestido de mármore.
O trabalho de pietra dura, com pedras semipreciosas embutidas no mármore, é mais delicado aqui do que no próprio Taj, e você costuma ver sozinho.

300 rupias, 50 minutos, a 3 quilômetros do Baby Taj. É o jardim mogol alinhado com o mausoléu na margem oposta, e o lugar de ver o pôr do sol bater no mármore.
Chegue 45 minutos antes do pôr do sol. Nos meses de novembro e dezembro a névoa de inverno pode apagar a vista: se o céu estiver fechado, troque pela orla do Yamuna e guarde o Taj para a manhã seguinte.

1.300 rupias mais 200 para entrar na câmara do mausoléu, 3 horas, fechado às sextas. Compre online, porque a venda é limitada a 5 mil ingressos por faixa de horário e o portão leste é o de fila menor.
Esteja no portão 30 minutos antes do nascer do sol. A primeira meia hora é a única em que o mármore muda de cor e o reflexo no espelho de água sai sem gente na frente; das 9h em diante o fluxo é contínuo.
Shah Jahan levou 21 anos e 20 mil operários para enterrar Mumtaz Mahal aqui. Repare que os dois cenotáfios da câmara são falsos: os túmulos de verdade ficam na cripta, fechada ao público.

Entrada livre, 45 minutos, a 3 quilômetros do Taj. A mesquita de 1648 foi erguida pela princesa Jahanara e fica cercada pelo Kinari Bazar, o mercado de tecidos e casamentos de Agra, que é a melhor caminhada da cidade fora dos monumentos.

650 rupias, 1h15, 10 quilômetros a noroeste, na estrada de Delhi. Akbar começou a própria tumba em vida e ela foi terminada pelo filho em 1613.
O portal de arenito com incrustações de mármore é o ponto alto, e o parque em volta tem veados e macacos soltos. Guarde os óculos e não leve comida na mão: os macacos aqui são rápidos.

550 rupias, 2 horas, 1 hora de estrada desde Agra. Saia às 7h30 para pegar o sítio vazio: os ônibus de Agra chegam depois das 10h.
Akbar fundou a cidade em 1571 e a corte foi embora pouco mais de uma década depois, por falta de água. O resultado é uma cidade mogol inteira, de arenito vermelho, sem nenhuma camada posterior por cima. Entre pelo Buland Darwaza, o portal de 54 metros, e ignore os guias não credenciados que abordam no estacionamento.

Ingresso simbólico, 1 hora, 2h30 de Fatehpur Sikri, na vila de Abhaneri, a 95 quilômetros de Jaipur. É um poço escalonado do século 9 que desce mais de 20 metros em treze andares de degraus simétricos.
Não dá para descer, só circular pela borda, e mesmo assim é a parada mais fotografada da estrada. Some o templo de Harshat Mata, em ruínas, do outro lado do muro. De Abhaneri a Jaipur são mais 1h30.

1.000 rupias desde a revisão de preços de 1 de janeiro de 2026, 2h30, 11 quilômetros ao norte de Jaipur. Abre às 8h e é quando a luz pega o palácio de frente, refletido no lago Maota.
Não suba de elefante: a prática é alvo de campanhas por maus-tratos, há limite diário de viagens e o jipe faz o mesmo trecho. Dentro, procure o Sheesh Mahal, o salão de espelhos, e o Sukh Niwas, com o canal de água que refrescava o ar antes da eletricidade.

Entrada livre, 30 minutos, cinco minutos a pé do estacionamento do forte. É um poço escalonado do século 16 com escadas simétricas em oito níveis. Descer os degraus é proibido, e a foto boa sai da borda norte, de manhã.

600 rupias depois da revisão de 2026, 1 hora, 11 quilômetros ao sul do forte. A fachada de 1799 tem cinco andares e quase mil janelas treliçadas, feitas para que as mulheres da corte vissem a rua sem serem vistas.
A foto clássica é da calçada do outro lado da avenida, no começo da manhã, quando o sol bate de frente. Por dentro são rampas e vistas para o Jantar Mantar, e a visita é mais curta do que a fila sugere.

1h30, a 300 metros do Hawa Mahal. O ingresso é à parte porque o palácio é da família do maharaja, não do estado, e não entra no passe de Jaipur: confira o valor no site oficial antes de ir.
A família ocupa o Chandra Mahal, de sete andares, desde 1732. O que se visita são os pátios, o museu de trajes e as quatro portas pintadas do Pitam Niwas Chowk, uma para cada estação.

200 rupias, 1 hora, ao lado do City Palace. São 19 instrumentos de alvenaria construídos em 1734 pelo maharaja Jai Singh II, que era astrônomo antes de ser rei.
Pegue o guia na entrada ou o audioguia: sem explicação, o lugar parece um parque de escadas. O Samrat Yantra tem 27 metros e marca a hora local com dois segundos de precisão.

Entrada livre, 30 minutos, a 10 quilômetros ao sul, no Jawahar Circle. O portal foi inaugurado em 2016 e cada arco tem afrescos de uma região do Rajastão. Fica a 8 minutos do aeroporto de Jaipur, que liga a Delhi em 1 hora de voo.
Precisa, e ele é online. O e-Visa de turismo sai no site oficial indianvisaonline.gov.in, em 72 horas na maioria dos casos, nas versões de 30 dias, 1 ano e 5 anos. Use só o domínio gov.in: há dezenas de sites intermediários cobrando o triplo.
Desde janeiro de 2026 vale o acordo de reciprocidade entre Brasil e Índia que ampliou de 5 para 10 anos a validade do visto de turismo comum, com estadias de até 90 dias por entrada. O e-Visa continua mais rápido para quem vai uma vez só.
De outubro a março. Novembro a fevereiro tem dias de 20 a 25 graus e noites frescas, e é a alta temporada. De abril a junho o norte da Índia passa dos 40 graus e caminhar entre fortes vira sofrimento; de julho a setembro chove a monção.
Dois cuidados do inverno: a névoa de dezembro e janeiro fecha aeroportos e pode apagar o Taj Mahal de manhã, e a qualidade do ar em Delhi despenca de outubro a dezembro, com a queima de restolho no Punjab. Quem tem asma deve considerar fevereiro ou março.
Não há voo direto do Brasil. As conexões usuais são por Doha, Dubai, Abu Dhabi, Istambul ou Addis Abeba até Delhi, com 20 a 24 horas de viagem no total. Este roteiro sai por Jaipur, que liga a Delhi em 1 hora de voo, várias vezes ao dia.
Entre as cidades, o melhor é carro com motorista contratado para os 7 dias, entre 200 e 300 dólares no total, combustível e pedágio incluídos. Não é luxo: o Yamuna Expressway e a NE-4 têm regras de trânsito que não vale a pena aprender na hora, e o motorista espera em cada monumento. O trem Gatimaan Express faz Delhi a Agra em 1h40 e é ótimo, mas deixa você sem transporte em Fatehpur Sikri e em Abhaneri, que são metade do roteiro.
A moeda é a rupia indiana. Cartão funciona em hotel e monumento, mas leve dinheiro para gorjeta, bazar e riquixá. Use sempre riquixá motorizado com aplicativo ou preço combinado antes.
O norte da Índia come pão, não arroz, e a base é trigo, laticínio e especiaria. Três coisas resolvem a viagem, e nenhuma delas é o curry genérico que se vende fora do país.

Butter chicken, ou murgh makhani, foi inventado em Delhi nos anos 1950, no Moti Mahal, com as sobras do frango tandoori cozidas em molho de tomate e manteiga. É o prato mais copiado do mundo e ainda é melhor aqui.

Na Velha Delhi, o Karim, na Gali Kababian, atrás da Jama Masjid, serve desde 1913 receitas que a família diz vir das cozinhas mogóis. Peça o nihari, o ensopado de carne que cozinha a noite inteira, no café da manhã. Não espere conforto: são bancos de fórmica e pratos de alumínio.

A duas quadras dali, a Paranthe Wali Gali é um beco inteiro de lojas que fritam paratha desde 1872, recheados de batata, ervilha, queijo ou banana. Uma porção vem com quatro conservas e serve de almoço por poucas rupias.

Em Jaipur, troque o cardápio do norte pelo rajastani: dal baati churma, os pães redondos assados na brasa, partidos dentro da lentilha e acompanhados de uma farofa doce de trigo com ghee. O que evitar em todo o roteiro: salada crua, gelo em barraca de rua e suco espremido na hora em copo reutilizado.
Para o Triângulo Dourado, sim. Sete dias cobrem Delhi, Agra, Fatehpur Sikri, Chand Baori e Jaipur com trechos de estrada de no máximo 3 horas, e é o roteiro que quase toda primeira viagem à Índia faz, por um motivo: os três lugares contam a mesma história mogol em ordem.
Para o país, não. Ficaram de fora Varanasi, o Rajastão do deserto (Jodhpur, Udaipur e Jaisalmer), Kerala e a Caxemira, cada um deles com 4 a 8 dias próprios. Com 10 dias, some Udaipur depois de Jaipur, que é um voo curto; com 12, Jodhpur no meio dos dois. Para outro destino do sul da Ásia com clima e custo parecidos, veja o roteiro do Sri Lanka em 8 dias.
Preços conferidos em 20 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Taj Mahal, site oficial da ASI · Archaeological Survey of India · Bilheteria eletrônica da ASI · Rajasthan Tourism · Indian Visa Online, e-Visa oficial.
Precisa. O e-Visa de turismo é feito online no site oficial indianvisaonline.gov.in e sai em cerca de 72 horas, nas versões de 30 dias, 1 ano e 5 anos. Desde janeiro de 2026 o acordo de reciprocidade entre Brasil e Índia ampliou de 5 para 10 anos a validade do visto de turismo comum, com estadias de até 90 dias por entrada.
Entre 1.500 e 2.400 dólares por pessoa, contando o voo do Brasil, hotel de categoria média, carro com motorista dividido por dois, comida e ingressos. O voo é a maior parte da conta: em terra, a Índia é barata, e um jantar completo sai por 8 a 15 dólares.
De outubro a março, com novembro a fevereiro na melhor temperatura. Evite de abril a junho, quando o norte passa dos 40 graus, e de julho a setembro, na monção. Fevereiro e março escapam tanto da névoa de inverno quanto do pior da poluição de Delhi.
Fecha às sextas, o dia inteiro, para as orações na mesquita do complexo. Nos outros dias abre do nascer ao pôr do sol, com venda limitada a 5 mil ingressos por faixa de horário, e o ingresso de estrangeiro custa 1.300 rupias mais 200 para entrar na câmara do mausoléu. Monte o roteiro de Agra sabendo disso.
Dá, mas com outro roteiro. O trem Gatimaan Express faz Delhi a Agra em 1h40 e há trem e ônibus de Agra a Jaipur, então as três cidades são acessíveis. Fatehpur Sikri, Chand Baori e o Forte Amer, porém, ficam fora das estações e exigem táxi contratado no dia ou excursão paga.
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