Kathmandu · Patan · Pokhara · Sarangkot · Boudhanath · Bhaktapur · 12 min de leitura
7 dias · 2 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
650 a 1.100 dólares por pessoa, sem voo
Melhor época
Outubro e novembro, com céu limpo
Visto
Visto na chegada, 30 dólares por 15 dias
Este roteiro de 7 dias pelo Nepal é para quem quer ver o Himalaia sem fazer trekking longo: três dias no vale de Kathmandu e três em Pokhara, de frente para o Annapurna. A decisão que organiza a semana é ir e voltar de Pokhara de avião, em 25 minutos.
Em resumo: estupas e praças Durbar, o lago e o nascer do sol em Sarangkot, e por último Boudhanath e Bhaktapur. Visto e comida estão no fim.

Parada rápida, 45 minutos, ingresso barato, a 5 minutos a pé de Thamel, o bairro dos hotéis e mochileiros. Depois do voo longo e do check-in, é o lugar para desacelerar: um jardim neoclássico de 1920, com pavilhões, fontes e gramados, restaurado nos anos 2000 com apoio austríaco, onde o barulho da cidade some.

Cerca de 1h45, ingresso de 200 rúpias nepalesas, a 3 km de Thamel, 15 minutos de táxi. Suba pela escadaria leste, de 365 degraus, no fim da tarde, quando a luz bate na torre dourada e o vale de Kathmandu se acende lá embaixo.
A estupa tem mais de 2.000 anos e é um dos lugares mais sagrados para budistas e hindus do vale. Os olhos do Buda pintados na torre olham para os quatro pontos cardeais, e os macacos que dão o apelido ao templo roubam comida sem cerimônia: guarde lanches e óculos. Contorne a estupa em sentido horário, como os peregrinos, girando as rodas de oração.

Cerca de 1h30, ingresso de 1.000 rúpias nepalesas, aberto de quinta a segunda e fechado às terças e quartas; celulares e câmeras ficam no guarda-volumes. Abre no meio da manhã e fecha no meio da tarde: confira o horário do dia no site do museu.
Foi o palácio do rei do Nepal até 2008, quando o país virou república. Os salões de recepção estão como a família real os deixou, com troféus de caça e presentes de chefes de Estado, e no jardim ficam as marcas do massacre de 2001, quando o príncipe herdeiro matou nove pessoas da família real, entre elas o rei e a rainha, num jantar no palácio.

Parada rápida, 30 minutos, grátis, no caminho a pé para a Praça Durbar. Seis ruas se cruzam em volta de um pequeno templo de pagode, num mercado que funciona há séculos: especiarias, arroz, lentilha, utensílios de cobre e flores para as oferendas. Siga pela rua Indra Chowk, que desce em diagonal até a praça.

Cerca de 2h30, ingresso de 1.000 rúpias nepalesas, cerca de 7 dólares, válido para a praça e o museu do palácio Hanuman Dhoka. É a antiga praça real e Patrimônio da Unesco; parte dos templos ainda está em reconstrução depois do terremoto de 2015.
Na Kumari Ghar, a casa de madeira entalhada da esquina, mora a Kumari, uma menina venerada como deusa viva até a primeira menstruação; às vezes ela aparece na janela do pátio, e é proibido fotografá-la. No fim da tarde, suba aos degraus do templo Maju Deval para ver a praça do alto.

Cerca de 3 horas, ingresso de 1.000 rúpias que inclui o Museu de Patan, a 5 km de Thamel, 20 minutos de táxi. Patan, também chamada Lalitpur, é a cidade dos artesãos newar, e a praça é a mais harmoniosa das três do vale.
O Krishna Mandir, templo de pedra do século 17, domina a praça, e o palácio abriga o Museu de Patan, o melhor do país para entender a arte hindu e budista, com um café no pátio de trás. Reserve pelo menos uma hora para ele.

Parada rápida, 30 minutos, ingresso barato, a duas quadras ao norte da praça. O mosteiro budista do século 12, Hiranya Varna Mahavihar, tem a fachada inteira coberta de cobre dourado. Tire os sapatos e objetos de couro antes de entrar, e procure as tartarugas que vivem no pátio como guardiãs do templo. Almoce num dos restaurantes newar de terraço da praça.

Cerca de 2 horas, grátis para caminhar, barco a remo alugado por hora na orla. O voo de Kathmandu a Pokhara leva 25 minutos, contra 7 a 8 horas de ônibus por estrada ruim: vá pela manhã e sente do lado direito do avião para ver a cordilheira.
Pokhara fica à beira do Lago Phewa, com o maciço do Annapurna e o pico do Machhapuchhre a menos de 30 km em linha reta. Caminhe pela orla de Lakeside, o bairro dos hotéis e cafés, e alugue um dos barcos coloridos de madeira no fim da tarde, quando o vento para e a montanha aparece refletida.

Parada rápida, 30 minutos, com o barco. O pequeno templo de pagode dedicado à deusa Barahi ocupa uma ilhota no meio do lago e recebe fiéis com oferendas de flores e, aos sábados, sacrifícios de animais. Ao anoitecer, por volta das 17h30, os sacerdotes fazem o aarti com fogo nos degraus da orla de Lakeside, bem em frente.

Cerca de 2h30, taxa de entrada no mirante barata, a 30 minutos de táxi de Lakeside. Saia às 5h, antes do amanhecer, porque o espetáculo dura poucos minutos: o sol acende primeiro o topo do Dhaulagiri, depois o Annapurna e o Machhapuchhre, cor-de-rosa e depois dourados. De outubro a dezembro a chance de céu limpo é muito maior.
Sarangkot é também a rampa de voo livre de Pokhara, e a partir das 9h o céu se enche de parapentes. O voo duplo com instrutor dura de 20 a 30 minutos e custa em torno de 80 a 100 dólares.
Cerca de 1h30, grátis, no morro ao sul do lago. O jeito mais bonito de chegar é atravessar o Phewa de barco até a outra margem e subir a trilha pela mata, de 45 minutos, mas também dá para ir de táxi até perto do topo.
A estupa branca foi construída por monges budistas japoneses da ordem Nipponzan Myohoji, que ergueram pagodes da paz pelo mundo. Da plataforma se vê o lago inteiro, Lakeside e a cordilheira atrás. Tire os sapatos e fale baixo.

Cerca de 1h30, ingresso barato, a 20 minutos de táxi do Pagode da Paz. É a atração mais nova de Pokhara: uma estátua de Shiva sentado de cerca de 33 metros sobre um templo circular, cercada de 108 lingams, no alto do morro de Pumdikot, a 1.500 metros.
Os nepaleses sobem em família no fim de semana, e o terraço tem vista para o lago e para o Annapurna do lado oposto ao de Sarangkot. Ombros e joelhos cobertos.

Parada rápida, 45 minutos, ingresso barato, no caminho de volta para Lakeside. Uma escada em espiral desce até a caverna, com um santuário de Shiva onde não se pode fotografar, e a galeria continua até uma abertura atrás da queda d'água da Davis Falls, do outro lado da rua. A cachoeira em si é pequena e cercada de lojas; a caverna vale mais.

Cerca de 1h30, ingresso de 400 rúpias nepalesas, a 10 minutos de táxi do aeroporto. Volte de Pokhara no voo da manhã, deixe as malas no hotel e vá direto para cá no meio da tarde.
É uma das maiores estupas do mundo e o centro do budismo tibetano no Nepal, cercada de mosteiros e de lojas de tangkas e incenso. No fim da tarde, os peregrinos contornam a estupa em sentido horário, girando as rodas de oração: junte-se a eles e depois suba a um dos cafés de terraço para ver a cúpula iluminada.

Cerca de 2 horas, ingresso de 1.000 rúpias nepalesas, a 2 km de Boudhanath. O templo principal, dedicado a Shiva, é só para hindus; os estrangeiros veem tudo da margem oposta do rio Bagmati.
Nos ghats de pedra acontecem as cremações a céu aberto, todos os dias, o que pede silêncio e nenhuma foto de perto das famílias. Às 18h, mais cedo no inverno, começa o aarti, a cerimônia de fogo com sinos e cânticos nos degraus da margem. Os sadhus pintados pedem dinheiro em troca de fotos.

Cerca de 2h30, ingresso de 1.800 rúpias nepalesas, cerca de 13 dólares, o mais caro do vale, válido para a cidade inteira. Fica a 13 km do centro de Kathmandu e a 20 minutos do aeroporto, o que a torna perfeita para a última manhã se o voo sair à tarde.
Bhaktapur é a cidade newar mais bem conservada, com ruas sem carros, casas de tijolo e janelas de madeira entalhadas. Na praça real ficam o Portão Dourado, que dá acesso ao palácio das 55 janelas, e templos de pedra reconstruídos depois do terremoto de 2015.

Parada rápida, 30 minutos, a 200 metros da praça real, na praça Taumadhi. O pagode de cinco andares, de 1702, é o mais alto do país e resistiu aos terremotos de 1934 e 2015. A escadaria é guardada por pares de lutadores, elefantes, leões, grifos e deusas, cada par dez vezes mais forte que o de baixo. Antes de ir, prove o juju dhau, o iogurte da cidade.
Precisa, mas ele sai na chegada. No aeroporto de Kathmandu, o visto de turista custa 30 dólares para 15 dias e 50 dólares para 30 dias, pagos em espécie, de preferência com notas novas. Para ganhar tempo na fila, preencha antes o formulário online do Departamento de Imigração do Nepal, até 15 dias antes do voo, e imprima o comprovante.
O passaporte precisa valer seis meses e ter uma página em branco. Leve uma foto 3x4, pedida em alguns guichês. Para este roteiro não é preciso autorização de trekking; para trilhas nas áreas de conservação, como o Annapurna, o guia licenciado é obrigatório desde 2023.
De outubro a novembro, logo depois das monções: céu limpo, montanhas visíveis quase todos os dias e temperaturas agradáveis, com os festivais de Dashain e Tihar. É a alta temporada, com voos internos e hotéis de Pokhara disputados.
Março e abril são a segunda melhor janela, com os rododendros em flor e mais névoa. Dezembro a fevereiro é frio de manhã e à noite, mas com céu claro. De junho a setembro chove quase todo dia, as montanhas ficam escondidas e os voos atrasam.
Não há voo direto do Brasil. As conexões mais usadas são por Doha, Dubai e Istambul, num total de 25 a 30 horas a partir de São Paulo. O aeroporto internacional de Kathmandu fica a 6 km de Thamel.
Entre Kathmandu e Pokhara, o voo de 25 minutos das companhias domésticas é a melhor opção, com atrasos comuns por neblina de manhã cedo. O ônibus turístico leva de 7 a 8 horas por uma estrada sinuosa e em obras. Nas cidades, circule de táxi, combinando o preço antes, ou por aplicativos locais de transporte. A moeda é a rúpia nepalesa; caixas eletrônicos de Thamel e Lakeside cobram taxa por saque.
O prato de todo dia é o dal bhat: arroz, sopa de lentilha, curry de legumes, picles e às vezes carne, servido numa bandeja de metal. Nos restaurantes locais o refil é à vontade, daí o ditado dal bhat power, 24 hour.

O momo, pastel cozido no vapor recheado de carne de búfalo, frango ou legumes, vem com molho de tomate apimentado e é o lanche mais popular do país. A cozinha newar, do vale de Kathmandu, é a mais rica: o samay baji reúne arroz batido, carne picante, soja torrada, ovo e gengibre num mesmo prato.


Em Bhaktapur, prove o juju dhau, o iogurte cremoso e adocicado servido em pote de barro, que dá nome à cidade entre os nepaleses.

Onde comer: nas praças Durbar de Patan e Bhaktapur, os restaurantes newar de terraço servem samay baji com vista para os templos; em Kathmandu, as casas de momo das ruas de Asan e Indra Chowk, mais baratas e melhores que as de Thamel; em Pokhara, os cafés de Lakeside, com peixe do lago e comida de montanhista.
O que evitar: a água da torneira e o gelo, inclusive para escovar os dentes em hotéis simples; saladas cruas em lugares de pouco movimento; e os cardápios internacionais de Thamel, que cobram mais pela comida mais sem graça do país.
Para o vale de Kathmandu e Pokhara, sim: sete dias dão tempo para as três cidades reais, as grandes estupas e o nascer do sol sobre o Annapurna sem correr. O que fica de fora é o trekking, que é o motivo de muita gente ir ao Nepal: a trilha curta de Poon Hill pede mais quatro dias a partir de Pokhara, e o acampamento base do Everest, cerca de duas semanas. Também ficam de fora o Parque Nacional de Chitwan, com rinocerontes e elefantes, e Lumbini, onde nasceu o Buda.
O Nepal combina com a Índia, a uma hora de voo de Kathmandu: veja o nosso roteiro pelo Triângulo Dourado. Para ajustar datas e voos internos, salve este roteiro no Galmund.
Preços conferidos em 22 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Departamento de Imigração do Nepal, visto de turista e formulário online · Nepal Tourism Board, ingressos dos patrimônios do vale.
Precisa, mas é tirado na chegada ao aeroporto de Kathmandu: 30 dólares para 15 dias ou 50 dólares para 30 dias, pagos em espécie. Preencher antes o formulário online do Departamento de Imigração encurta a fila. O passaporte precisa valer seis meses.
Entre 650 e 1.100 dólares por pessoa, sem a passagem internacional, contando hotel de categoria média em quarto duplo, comida, os dois voos internos entre Kathmandu e Pokhara, táxis, os ingressos das praças Durbar e das estupas e os 30 dólares do visto. O voo de parapente em Sarangkot, de 80 a 100 dólares, é o maior gasto opcional. A passagem do Brasil fica entre 7.000 e 11.000 reais ida e volta.
Dá, de avião. Os voos panorâmicos de uma hora saem de Kathmandu ao amanhecer e passam ao longo da cordilheira, com o Everest visível pela janela em dia claro. Em terra, sem trilha longa, o Himalaia mais acessível é o do Annapurna, visto de Pokhara e de Sarangkot, como neste roteiro.
De avião, se o tempo for curto. O voo leva 25 minutos contra 7 a 8 horas de ônibus por uma estrada sinuosa e em obras, e o ganho de quase um dia inteiro compensa a diferença de preço. O ônibus turístico só faz sentido para quem tem tempo sobrando ou quer parar em Bandipur no caminho.
Outubro e novembro, logo depois das monções, quando o céu fica limpo e as montanhas aparecem quase todos os dias. Dezembro a fevereiro também tem céu claro, mas faz frio de manhã. De junho a setembro, as nuvens da monção escondem a cordilheira na maior parte do tempo.
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