Marrocos · Marrakech · Ouarzazate · Merzouga · Fez · Meknes · Casablanca · 14 min de leitura
8 dias · 6 cidades
Duração
8 dias
Orçamento estimado
R$ 11.000 a R$ 15.000 por pessoa
Melhor época
Mar-mai e set-nov, clima ameno
Visto
Isento até 90 dias
Este roteiro de 8 dias pelo Marrocos organiza a viagem num circuito fechado: chegada e duas noites em Marrakech, travessia do Atlas até Ait Ben Haddou e Ouarzazate, uma noite de acampamento no deserto de Merzouga, e depois Fez, com bate-volta a Meknes e Volubilis, fechando em Casablanca no dia do voo de volta.
Em resumo: Marrakech abre, o deserto ocupa o meio, Fez e Casablanca fecham. Visto, voo e onde comer estão no fim do artigo.

De dia é praticamente vazia, só vendedores de suco de laranja e alguns encantadores de serpentes; à noite, por volta das 18h, vira o maior mercado de rua a céu aberto do Marrocos, com músicos gnawa, contadores de histórias e dezenas de barracas de comida numeradas. Coma no fim da praça, longe das barracas 1 a 20, mais caras e voltadas para turista de ônibus.
Reserve pelo menos 1 hora só para caminhar sem destino: é a melhor forma de entender a praça antes de decidir onde jantar.

Não se visita por dentro (só muçulmanos entram), mas os jardins ao redor são gratuitos e o melhor ponto para fotografar o minarete de 77 metros, que serviu de modelo direto para a Giralda de Sevilha. Uma parada de 20 minutos a caminho da praça já é suficiente.

Ingresso de cerca de 70 MAD, e reserve 1 hora: construído em 1867 para o grão-vizir Si Moussa, tem oito hectares de pátios e 150 cômodos, mas só uma parte é aberta ao público. O pátio grande, com piso de mármore de Carrara, é o ponto alto.
Vá de manhã cedo ou no fim da tarde: ao meio-dia a luz direta no pátio principal estoura as fotos.

Entre pelo Souk Semmarine, a rua coberta principal, e deixe-se perder pelas ruelas menores: cada uma é dedicada a um ofício (couro, metal, tecido, especiarias), tradição que remonta ao século 11. Regatear é esperado, começar oferecendo 40% do preço pedido é um ponto de partida razoável.
Reserve 1h15 e evite comprar na primeira loja: os preços variam bastante entre lojas vizinhas vendendo o mesmo item.

Ingresso de cerca de 70 MAD e reserve uma hora: é a maior madrasa do Magrebe, com mais de 130 celas de estudante ao redor de um pátio central de mosaico zellige e talha em cedro do século 16. Chegue na abertura, às 9h, antes dos grupos de excursão.
Suba até o segundo andar para ver as celas por dentro, minúsculas mesmo para um só estudante, e entenda por que a vida ali era só estudo.
Ingresso de cerca de 150 MAD para o jardim (compre online para pular a fila, que no meio da manhã passa de 1 hora) e mais 100 MAD para o Museu Berbere dentro dele. O azul cobalto que dá nome à cor 'azul Majorelle' cobre a vila e os vasos entre bambus e cactos.
Fica a 20 minutos a pé ou 10 de táxi da Medina, fora do circuito a pé do resto do dia; reserve pelo menos 1h15 para o jardim e o museu juntos.

A estrada N9 sobe até 2260 metros de altitude, o ponto mais alto entre Marrakech e o deserto, com curvas fechadas e vendedores de pedras e fósseis nos acostamentos. Pare 30 a 45 minutos num dos mirantes informais para fotografar a serra do Alto Atlas.
Em dias de inverno a estrada pode fechar por neve; confirme a previsão antes de sair, já que é a única rota terrestre direta para o sul.
Não há ingresso: é uma vila viva, ainda com algumas famílias morando nela, então basta atravessar a ponte (ou o riacho a pé, se estiver seco) e subir a ladeira principal até o topo, com vista de 360 graus. Reserve 1h30.
Guias locais oferecem tour pelas casas de taipa por cerca de 100 MAD; não é obrigatório, mas ajuda a entender a técnica de construção que resiste há mais de 500 anos ao clima do deserto.

Ingresso de cerca de 20 MAD e reserve 45 minutos: foi residência da família Glaoui, que controlou o sul do Marrocos até a independência em 1956, e tem dezenas de cômodos restaurados com teto pintado. Fica a 5 minutos a pé do centro de Ouarzazate.

Uma parada fotográfica de 30 a 45 minutos na estrada R704: as curvas fechadas sobre penhascos vermelhos, apelidadas de 'dedos de macaco' pela erosão, são o cenário mais repetido do sul marroquino. Não é preciso descer do carro além do mirante principal.

Reserve 1 hora: o desfiladeiro se estreita até sobrar só espaço para o rio e a estrada entre paredões de até 300 metros, ponto de escalada conhecido internacionalmente. Ande a pé pelo último trecho estreito, cerca de 600 metros, onde carros não passam.
Há cafés com terraço nas margens do rio, bons para uma pausa antes de seguir para Merzouga.

A chegada é de dromedário ou 4x4 até um acampamento fixo de tendas berberes, incluído no pacote contratado em Marrakech ou Ouarzazate (a partir de 70 a 100 euros por pessoa com jantar e café da manhã). O jantar costuma vir com música berbere ao redor da fogueira.
Leve um casaco mesmo no verão: a temperatura despenca à noite no deserto, com diferença de até 20°C em relação à tarde.

A saída é por volta das 5h30, ainda escuro, para chegar ao alto das dunas antes das 6h30 e ver o sol nascer sobre o Saara; a travessia de dromedário até lá leva cerca de 45 minutos. Leve um lenço para proteger o rosto da areia levantada pelo vento.
Depois do nascer do sol, o café da manhã no acampamento e o retorno de 4x4 até a estrada principal encerram a experiência antes da longa viagem até Fez.

Uma parada de 20 a 30 minutos num dos mirantes da estrada N13: a faixa verde de tamareiras que segue o rio Ziz por dezenas de quilômetros contrasta com a rocha árida ao redor, um dos trechos mais fotografados entre Merzouga e Fez.

Uma parada de 15 a 20 minutos: a Porta Azul de 1913 tem mosaicos azuis do lado de fora (voltado para a cidade nova) e verdes por dentro (cor do Islã, voltado para a Medina). É o ponto de referência para não se perder ao entrar no labirinto de Fez el-Bali.

Ingresso de cerca de 20 MAD e reserve 45 minutos: única madrasa de Fez com minarete e função de mesquita de sexta-feira, construída entre 1350 e 1355. A talha em estuque e cedro do pátio central é considerada o auge da arquitetura mariní.

Uma parada de 30 minutos: sente num dos cafés da Praça Seffarine e observe os caldeireiros martelando cobre e latão como fazem desde a Idade Média, ao lado da biblioteca da Universidade Al-Qarawiyyin. A poucos passos, a Fonte Nejjarine e o antigo caravançarai de madeira entalhada de comerciantes.

Peça uma folha de hortelã na entrada de uma das lojas de couro ao redor, gesto tradicional para amenizar o cheiro forte de amônia; a visita às varandas é gratuita se você comprar algo depois, ou custa uma pequena gorjeta caso contrário. Em atividade desde o século 16, é o maior dos três curtumes de Fez.
Vá pela manhã, quando os poços coloridos de tingimento estão mais cheios e o movimento dos curtidores é maior; reserve 45 minutos.

Uma parada de 20 a 30 minutos: maior porta monumental do Magrebe, concluída em 1732 e coberta de mosaicos zellige verdes e azuis, marca a entrada do antigo palácio imperial de Moulay Ismail. Fica de frente para a Praça El Hedim, boa para um café rápido.

Uma parada de 30 a 45 minutos, de fora: não muçulmanos não entram no mausoléu, mas o mirante na parte alta da cidade, subindo por ruelas estreitas, mostra as casas brancas espalhadas por duas colinas ao redor do santuário. Até 2005 turistas não podiam nem pernoitar ali.

Ingresso oficial de 70 MAD (pago em dinheiro na bilheteria) e reserve 1h30: maior sítio romano preservado do Marrocos, capital da província da Mauritânia Tingitana entre os séculos 1 e 3, com mosaicos de piso intactos mostrando cenas mitológicas. O Arco de Caracala, no fim da via principal, é o ponto mais fotografado.
Leve chapéu e água: não há sombra no sítio, e o passeio pelas ruínas é todo a céu aberto.

Só se visita por dentro em tour guiado (140 MAD, cerca de 45 minutos, em vários horários ao longo do dia), única mesquita do Marrocos aberta a não muçulmanos. O salão de oração cabe 25 mil fiéis e tem piso de vidro sobre o Atlântico; o minarete de 210 metros é o mais alto do mundo.
Chegue 20 minutos antes do horário do tour para conseguir lugar, já que os grupos enchem rápido nos horários de meio-dia.

Uma caminhada de 1 hora pelo calçadão à beira do Atlântico, com clubes de praia, cafés e o Morocco Mall ao fundo; é a última parada natural do roteiro, a caminho do Aeroporto Mohammed V. Bom lugar para um chá de menta final antes de embarcar.
Não. Brasileiros entram no Marrocos como turistas por até 90 dias sem visto, só com passaporte válido por mais de 6 meses a partir da data de entrada. Não há exigência de vacina nem de seguro viagem na fronteira, embora seja recomendável viajar com um.
A entrada costuma ser pelo Aeroporto Mohammed V, em Casablanca, hoje com voo direto de São Paulo pela Royal Air Maroc; de lá, trem ou voo doméstico curto leva a Marrakech ou Fez.
Março a maio e setembro a novembro, quando Marrakech fica entre 20°C e 28°C de dia e o deserto ainda é suportável à noite. No verão (junho a agosto), Marrakech e o Saara passam dos 40°C durante o dia, o que pesa bastante num roteiro com tanta estrada.
Dezembro a fevereiro é agradável nas cidades, mas o deserto esfria bem à noite, às vezes perto de 0°C, e a estrada de Tizi n'Tichka pode fechar por neve.
A Royal Air Maroc opera voo direto entre São Paulo e Casablanca desde dezembro de 2024, cerca de 9 horas, com quatro frequências semanais; é hoje a única ligação sem escalas entre Brasil e Marrocos. De Casablanca, trem para Marrakech leva cerca de 2h45.
Entre as cidades do roteiro, a distância e a estrada de montanha tornam o carro (particular ou motorista contratado) a opção mais prática para o trecho Marrakech-Ouarzazate-Merzouga-Fez, geralmente vendido como pacote de 3 a 4 dias com guia. Fez a Meknes tem trem de hora em hora (cerca de 50 minutos); Fez a Casablanca, trem direto de cerca de 4 horas.
O tagine, ensopado cozido lentamente numa panela de barro cônica, muda de recheio por região: em Marrakech, prove o tagine de cordeiro com ameixas secas e amêndoas numa casa tradicional no coração dos souks. A pastilla, torta amanteigada de pombo ou frango com canela e açúcar por cima, é uma entrada clássica antes do prato principal.
Em Fez, o restaurante Dar Roumana, numa antiga casa restaurada perto de Bab Boujloud, serve um menu fixo de cozinha fassi tradicional.

Evite os restaurantes com show de dança do ventre nas ruas mais turísticas de Marrakech, voltados para grupo de excursão e com preço até o dobro do praticado nos restaurantes locais duas ruas adiante.
Curiosidade: o chá de menta marroquino é servido bem doce e de uma altura de 30 centímetros acima do copo, técnica que ajuda a formar espuma e resfriar a bebida.
Sim, para o circuito clássico entre Marrakech, o deserto e as cidades imperiais, mas é um ritmo de estrada, não de descanso: dois dos oito dias são quase inteiros de carro (Marrakech-Ouarzazate e Merzouga-Fez), e o deserto rende só uma noite de acampamento. Quem tiver 10 a 12 dias pode esticar em duas noites no deserto e incluir Chefchaouen, a cidade azul, entre Fez e a volta.
Para quem só tem uma semana, dá para cortar o bate-volta a Meknes e Volubilis e ainda assim sair com Marrakech, o deserto e Fez conhecidos, o trio que define a viagem.
Preços conferidos em 13 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Khadamat Culture, Ministério da Cultura de Marrocos: bilheteria de Volubilis · Fondation Hassan II Mosquée, visitas pagas.
Contando voo internacional, hospedagem, transporte entre cidades, o pacote de deserto, ingressos e alimentação, uma viagem de 8 dias para o Marrocos fica entre R$ 11.000 e R$ 15.000 por pessoa, com preços conferidos em setembro de 2026.
Não. Brasileiros entram no Marrocos como turistas por até 90 dias sem visto.
Março a maio e setembro a novembro, quando as temperaturas em Marrakech e no deserto são mais amenas para andar o dia todo.
Vale, é o ponto alto do roteiro para a maioria dos viajantes: uma noite em acampamento berbere com passeio de camelo e nascer do sol nas dunas de Erg Chebbi, incluída em qualquer pacote de Marrakech ou Ouarzazate ao deserto.
É, seguindo os mesmos cuidados de qualquer grande cidade turística: evitar ostentar objetos de valor nos souks e combinar o preço de táxis e guias antes de embarcar, já que negociação é parte da cultura local.
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