Austrália · Red Centre · Alice Springs · West MacDonnell · Kings Canyon · Uluru · Kata Tjuta · 11 min de leitura
6 dias · 4 cidades
Duração
6 dias
Orçamento estimado
A$ 1.900 a 3.300 por pessoa, sem voo
Melhor época
Maio a setembro, no inverno austral
Visto
Visto de visitante (subclasse 600) online
Este roteiro Uluru 6 dias é de carro pelo Red Centre australiano: entra por Alice Springs e sai pelo aeroporto de Ayers Rock, sem voltar pela mesma estrada. A decisão que o organiza é o calor: as trilhas longas começam ao amanhecer e o fim da tarde fica para os mirantes.
Em resumo: Alice Springs e as West MacDonnell, Kings Canyon, e dois dias entre Uluru e Kata Tjuta. Visto, época e comida estão no fim.

Cerca de duas horas, de graça. O aeroporto fica a 15 km do centro; retire o carro alugado ali, deixe a mala no hotel e comece pelo calçadão. É o motivo de a Lonely Planet ter posto o Red Centre na lista de 2027: Alice Springs, Mparntwe na língua arrernte, tem a maior concentração de centros de arte aborígene da Austrália.
No calçadão ficam galerias comerciais e centros de arte de propriedade dos próprios artistas. Compre de quem mostra o certificado de origem, com o nome do artista e da comunidade. Se chegar antes das 15h, o Araluen Arts Centre, a 2 km a oeste, tem as aquarelas de Albert Namatjira por 8 dólares australianos e fecha às 16h.

Parada de 45 minutos no fim da tarde, de graça, a 600 metros ao norte do calçadão. Dá para subir de carro até o topo ou a pé pela trilha Lions Walk, em dez minutos.
Do memorial se vê a cidade inteira encaixada no vão da cordilheira MacDonnell, que fica vermelha com o sol baixo. É a melhor forma de entender a geografia do dia seguinte.

Cerca de 45 minutos, a 18 km de Alice Springs pela Larapinta Drive. Todo o parque Tjoritja, as West MacDonnell, exige o passe de visitante dos parques do Território do Norte, comprado online antes, a partir de 10 dólares australianos por dia.
Chegue às 7h30: os wallabies-das-rochas de pés negros ficam nas pedras à direita do poço nas primeiras horas. Uma trilha curta leva ao vão entre os paredões. Não é permitido nadar.

Cerca de uma hora, com ingresso pago na entrada, porque a área é da comunidade aborígene local e não do parque. Abre às 8h e, aos domingos, fecha às 14h, por isso ela vem logo depois de Simpsons Gap.
São 1,2 km de trilha pedregosa pelo leito seco até a fenda, com paredes de 80 metros e poucos metros de largura. A luz que deixa as paredes cor de laranja bate perto do meio-dia; de manhã a fenda fica na sombra, mas mais vazia.

Cerca de uma hora, 40 km a oeste de Standley. É o poço mais fácil de nadar das West MacDonnell, com prainha de areia e mesa de piquenique à sombra.
A água é gelada o ano inteiro, porque fica na sombra do paredão, e funda logo na margem. Entre devagar e só se souber nadar bem.

Duas horas e meia, a 135 km de Alice Springs, a parada mais distante do dia. Faça a trilha Ghost Gum, de 2,5 km, que sobe ao mirante sobre o desfiladeiro e desce pelo leito até o poço.
Há um quiosque com café e sanduíche junto ao estacionamento. Saia até as 16h para voltar a Alice Springs antes de escurecer: cangurus atravessam a estrada ao entardecer, e bater em um é o acidente mais comum do Outback.

Duas horas, 39,50 dólares australianos, das 7h30 às 18h, com última entrada às 16h30. Fica na Larapinta Drive, na saída da cidade, então dá para ir direto com a mala no carro.
Os viveiros mostram as aves, os répteis e os marsupiais que você dificilmente vê sozinho, e a casa noturna reúne bilbis e outros bichos que só saem no escuro. Confira na entrada o horário da demonstração de aves de rapina ao ar livre.

Uma hora, de graça com o passe dos parques do Território do Norte. São cerca de 470 km de Alice Springs até Kings Canyon pela Stuart Highway e pela Luritja Road, todas asfaltadas: umas cinco horas com paradas. Abasteça sempre que puder, porque os postos ficam a mais de 100 km uns dos outros.
A trilha tem 2,6 km ida e volta pelo leito do riacho, plana, até um mirante de onde os paredões aparecem de baixo. À noite, o resort de Kings Canyon tem as Light Towers, instalação de luz de Bruce Munro, o mesmo artista do Field of Light.

Três a quatro horas, 6 km em circuito, a trilha mais bonita do Red Centre. Comece às 6h30: nos dias com previsão de 36°C ou mais, ninguém entra depois das 9h.
O início é uma subida íngreme de uns 500 degraus de pedra, chamada de Heart Attack Hill pelos guias; depois disso a trilha é plana, pela borda, com os paredões de 100 metros caindo sobre o vale. Leve três litros de água por pessoa.

Parada de 20 minutos, na metade da Rim Walk, depois das escadas que descem ao fundo da fenda. É um poço permanente cercado de palmeiras e cicas que sobrevivem ali desde quando o centro da Austrália era úmido.
Não é permitido nadar: o lugar é sagrado para os Luritja e abriga plantas raras.

Uma hora, no fim da tarde. São cerca de 300 km de Kings Canyon a Yulara, a vila dos hotéis, pela Luritja Road e pela Lasseter Highway, umas três horas e meia; o check-in fica para as 14h. O passe do Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta custa 38 dólares australianos por três dias, comprado online.
Do mirante de carros, a noroeste de Uluru, a rocha passa do laranja ao vermelho e ao violeta em meia hora. Chegue 40 minutos antes do pôr do sol para pegar lugar na primeira fila.

Uma hora e meia, 50 dólares australianos na entrada comum, com transfer do hotel. O ônibus sai 30 minutos depois do pôr do sol; reserve no site do resort de Yulara.
A instalação de Bruce Munro espalha mais de 50 mil hastes de luz num terreno do tamanho de sete campos de futebol, com Uluru ao fundo. O passeio é a pé, por trilhas de areia, no seu ritmo. Leve casaco: no inverno a noite chega perto de zero grau.

Uma hora ao amanhecer. O parque abre antes do sol nascer, com horário que muda a cada mês; confira no site oficial e saia de Yulara 40 minutos antes.
As plataformas ficam a sudeste da rocha, e dali se veem Uluru e as cúpulas de Kata Tjuta no mesmo horizonte. É o mirante mais amplo do parque, e o café da manhã levado de casa combina com ele.
Duas horas, 2 km ida e volta, de graça com o passe. Os rangers do parque fazem uma caminhada guiada gratuita saindo do estacionamento do Mala de manhã, com horário que muda na estação; vale acertar o dia por ela.
A trilha passa por abrigos com pinturas rupestres e cavernas usadas pelos Anangu e termina no desfiladeiro de Kantju, onde a água escorre pela rocha quando chove. Alguns trechos da base têm placas pedindo para não fotografar: são lugares sagrados, respeite.

Uma hora e meia, de carro até o estacionamento Kuniya, na face sul. A trilha até o poço tem 1 km ida e volta e é plana.
O poço guarda a história de Kuniya, a mulher píton, e Liru, a cobra venenosa, que os Anangu contam nas marcas da rocha. No caminho de volta a Yulara fica o Centro Cultural Uluru-Kata Tjuta, de graça, que explica essas histórias e vende arte das comunidades. Subir Uluru é proibido desde 2019.

Três horas, 7,4 km no circuito completo, a 50 km de Yulara. Saia às 6h30: nos dias com previsão de 36°C ou mais, o trecho depois do mirante Karu fecha às 11h.
Kata Tjuta são 36 cúpulas de rocha, algumas mais altas que Uluru. A trilha sobe entre elas até o mirante Karingana, de onde se vê o vale do outro lado. Quem tem pouco tempo vai só até o Karu, 2,2 km ida e volta.

Uma hora, 2,6 km ida e volta, a 6 km do estacionamento do Valley of the Winds. A trilha segue o fundo da garganta entre duas paredes de rocha até um bosque no fim do vale.
O aeroporto de Ayers Rock fica a 10 km de Yulara; os voos para Sydney e Melbourne saem à tarde. Devolva o carro com uma hora e meia de folga.
Sim. O brasileiro precisa do visto de visitante, subclasse 600, pedido online pelo ImmiAccount do governo australiano, com taxa paga no cartão. Peça com pelo menos um mês de antecedência: a análise pode pedir extrato bancário e comprovante de vínculo com o Brasil.
O visto é eletrônico, ligado ao passaporte, e não há carimbo. Na chegada, declare comida, madeira e produtos de origem animal: a quarentena australiana multa quem esconde.
De maio a setembro, no inverno austral. Os dias ficam entre 20 e 25°C, bons para as trilhas longas, e as noites chegam perto de zero grau. É a alta temporada: reserve hotel em Yulara com meses de antecedência.
De novembro a março faz mais de 35°C, as trilhas de Kings Canyon e Kata Tjuta fecham cedo nos dias quentes e as moscas são um incômodo real; uma rede de rosto custa pouco e resolve. Abril e outubro são meio-termo.
Não há voo direto do Brasil para a Austrália. O caminho mais comum é pelo Chile, com conexão em Santiago até Sydney ou Melbourne, ou pelo Oriente Médio. De lá, voos domésticos vão a Alice Springs e ao aeroporto de Ayers Rock, em Yulara.
Este roteiro entra por Alice Springs e sai por Ayers Rock, com carro alugado só de ida: as locadoras cobram uma taxa de devolução em outro lugar, que vale pelo dia de estrada economizado. Um carro comum basta, porque todo o trajeto é asfaltado; a Mereenie Loop, de terra, exige 4x4 e fica de fora. A CNH vale junto com a Permissão Internacional para Dirigir. Dirija do lado esquerdo e nunca ao anoitecer.
O Red Centre não é destino gastronômico: fora de Alice Springs, quase toda a comida está nos hotéis de Kings Canyon e de Yulara, cara e de cardápio parecido. O que evitar é depender só deles: o supermercado do centro comercial de Yulara e os de Alice Springs vendem o lanche das trilhas e o café da manhã do mirante. O que vale provar são os ingredientes nativos, a bush tucker.

O canguru aparece em quase todo cardápio, como bife ou hambúrguer. É uma carne escura, magra e de gosto parecido com o da carne de caça; peça mal passada, porque bem passada fica dura.

O barramundi é o peixe do Território do Norte, de carne branca e firme, servido grelhado com a pele crocante. Vem de fazendas e rios do norte, e é a opção mais leve depois de um dia de trilha.

O damper é o pão de farinha e água assado nas cinzas da fogueira, herança dos tropeiros. Nos jantares ao ar livre de Uluru ele vem com semente de acácia torrada, a wattleseed, que tem gosto de café e avelã.
O quandong é o pêssego do deserto, uma fruta vermelha e azeda que vira torta, geleia e molho para carne. Procure nos cafés de Alice Springs e nas lojas de produtos nativos.
São suficientes para o essencial sem correr: um dia nas West MacDonnell, uma manhã na borda de Kings Canyon e dois dias entre Uluru e Kata Tjuta, com o nascer e o pôr do sol dos dois. O que não cabe é fazer tudo isso em menos tempo: as distâncias são de centenas de quilômetros, e as trilhas só funcionam de manhã cedo.
O que ficou de fora e merece mais dias: a Mereenie Loop de 4x4 entre as West MacDonnell e Kings Canyon, os desfiladeiros de Redbank e Glen Helen, o Palm Valley e a trilha Larapinta, de 231 km. À noite, o espetáculo de drones Wintjiri Wiru conta a história dos Mala sobre o deserto, a partir de cerca de 200 dólares australianos.
Se a sua viagem à Oceania continua, temos o roteiro da Ilha Sul da Nova Zelândia. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.
Preços conferidos em 26 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Parks Australia, passe do Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta · Tourism NT, Kings Canyon Rim Walk e NT Parks Visitor Pass · Alice Springs Desert Park, planeje sua visita · Ayers Rock Resort, Field of Light · Araluen Arts Centre, horários e ingressos.
Entre 1.900 e 3.300 dólares australianos por pessoa, sem o voo internacional, contando hotel em quarto duplo, comida, voos internos, carro alugado só de ida dividido por dois e as entradas. O passe do Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta custa 38 dólares australianos por três dias, o passe dos parques do Território do Norte sai a partir de 10 por dia, o Desert Park 39,50 e o Field of Light 50. A passagem do Brasil a Sydney fica entre 6.500 e 11.000 reais ida e volta.
Dois dias inteiros bastam: um pôr do sol e um nascer do sol em Uluru, a volta pela base com a Mala Walk e o poço de Mutitjulu, e uma manhã em Kata Tjuta. O passe do parque vale três dias seguidos.
Sim. Alice Springs, as West MacDonnell até Ormiston, Kings Canyon e Uluru são ligados por estrada asfaltada. O 4x4 só é necessário na Mereenie Loop, o atalho de terra entre as West MacDonnell e Kings Canyon, que também exige uma licença.
Não. A subida foi fechada em outubro de 2019, a pedido dos Anangu, donos tradicionais da rocha, para quem ela é sagrada. Hoje se visita Uluru pela trilha da base, de 10,6 km, ou por trechos dela, como a Mala Walk e a Kuniya Walk.
Para 6 dias, entrar por Alice Springs e sair pelo aeroporto de Ayers Rock, com carro só de ida. Assim cabem as West MacDonnell e Kings Canyon sem repetir estrada. Quem tem só dois ou três dias voa direto para Ayers Rock e fica em Uluru e Kata Tjuta.

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