
Christchurch · Lago Tekapo · Aoraki/Mount Cook · Wanaka · Queenstown · Milford Sound · 16 min de leitura
8 dias · 6 cidades
Duração
8 dias
Orçamento estimado
US$ 2.800 a US$ 4.300 por pessoa, 8 dias
Melhor época
Dezembro a março, no verão
Visto
NZeTA online, NZ$ 17 mais taxa de NZ$ 100
Este roteiro de 8 dias pela Nova Zelândia fica só na Ilha Sul e se faz de carro, de Christchurch a Queenstown, porque é ali que estão os lagos, as geleiras e os fiordes que a gente imagina quando pensa no país.
Em resumo: Christchurch, Lago Tekapo, Aoraki/Mount Cook, Wanaka, Queenstown e Milford Sound. Visto, época e onde comer estão nas seções práticas.

Gratuita, 20 minutos, a poucas quadras do centro. É a primeira parada leve depois do check-in, a caminho do Jardim Botânico.
O terremoto de fevereiro de 2011 destruiu boa parte do centro de Christchurch, incluindo a catedral anglicana de pedra. A substituta provisória, de 2013, foi projetada pelo japonês Shigeru Ban com tubos de papelão reforçado, e a fachada é um vitral de triângulos coloridos. Pensada para durar 50 anos, virou símbolo da reconstrução da cidade.

Gratuito, 90 minutos, a 20 minutos a pé da Catedral de Papelão, cruzando a Cathedral Square. Aberto até o anoitecer.
Fundado em 1863, é o melhor lugar para entender por que Christchurch se chama a cidade-jardim. O rio Avon atravessa o parque, com os barcos de fundo chato, os punts, subindo devagar; a seção de plantas nativas é a primeira apresentação às samambaias arbóreas que você vai ver pelo país inteiro.

Gratuita, 30 minutos. De Christchurch são 3 horas de estrada pelas planícies de Canterbury, e a igreja fica logo na entrada da vila de Tekapo.
Construída em 1935 com pedras do próprio lugar, a igrejinha é famosa pela janela atrás do altar, que emoldura o lago azul-leitoso e as montanhas no lugar de um vitral. Fotografar dentro é proibido, e à noite ela vira a foto clássica sob a Via Láctea.

A estrada até o topo tem pedágio, ou suba a pé em 1h30 pela trilha que sai da vila. À noite, o tour guiado de astronomia do Dark Sky Project custa a partir de 239 dólares neozelandeses e precisa de reserva.
A bacia de Mackenzie é uma reserva internacional de céu escuro desde 2012, com leis que controlam a iluminação das vilas. Do alto do Mount John, de dia, você vê o lago inteiro e a cordilheira; à noite, com os telescópios do observatório, as Nuvens de Magalhães e a Via Láctea aparecem a olho nu.

15 minutos, na estrada 80, cerca de 50 minutos depois de Tekapo. Pare mesmo com pressa: é a vista mais famosa da estrada.
O Lago Pukaki tem essa cor turquesa por causa da farinha de rocha, o pó fino que as geleiras moem e a água carrega. No fundo está o Aoraki, 3.724 metros, a montanha mais alta do país, que a estrada vai contornando pelos próximos 55 quilômetros até a vila de Mount Cook.

Gratuita, 3 horas ida e volta, 10 quilômetros quase planos. Saia do estacionamento de White Horse Hill cedo, antes das 9h: depois disso a trilha lota e o vento aumenta.
É a caminhada mais bonita que se faz em meio dia no país. O caminho cruza três pontes suspensas sobre o rio Hooker, de água cinza de geleira, e termina no lago Hooker, onde blocos de gelo flutuam com o Aoraki de frente. Leve casaco corta-vento mesmo no verão.

Gratuito, 45 minutos, a 8 quilômetros de carro da vila pela Tasman Valley Road, mais 20 minutos de subida a pé. É o fim de tarde, depois da Hooker.
A geleira Tasman tem 23 quilômetros e é a maior do país, mas recua tão rápido que o lago na frente dela só começou a se formar nos anos 1970. Do mirante você vê a língua de gelo coberta de pedras, o lago com icebergs e, no caminho, os Blue Lakes.

15 minutos no mirante do topo, no meio das 3 horas de estrada entre Mount Cook e Wanaka. É o trecho mais bonito do dia de carro.
A 971 metros, o passo separa a bacia de Mackenzie de Otago Central, e as montanhas aqui não são rochosas: são colinas cobertas de tussock, um capim nativo que fica dourado no verão e dá ao lugar a cor que ninguém espera ver na Nova Zelândia.

Ingresso pago, 90 minutos, na estrada 84, logo antes de entrar em Wanaka. É a parada de descanso da estrada, e agrada mais do que a fachada sugere.
Aberto em 1973, o lugar começou com um labirinto de madeira e cresceu para salas de ilusões de ótica: a sala inclinada, onde a água parece subir, a sala de Ames, onde as pessoas encolhem de um canto para o outro, e a Torre Torta de Wanaka, na entrada, inclinada 53 graus.

Gratuita, 20 minutos, a 10 minutos a pé do centro de Wanaka pela orla. Venha ao pôr do sol, e não entre na água nem suba nos galhos: a árvore já foi vandalizada e é protegida.
É um salgueiro que nasceu de um mourão de cerca por volta de 1940 e ficou isolado quando o lago subiu. Virou a árvore mais fotografada do país, e a hashtag dela é mais conhecida do que muita cidade neozelandesa.

Gratuito para assistir, 20 minutos, na estrada 6, cerca de 1 hora depois de Wanaka pelo caminho de Cromwell. Pular custa caro e precisa de reserva; ver os outros pulando é de graça.
Foi daqui que AJ Hackett e Henry van Asch lançaram, em 1988, o primeiro bungy jump comercial do mundo, com 43 metros de queda até o rio. A ponte, de 1880, era da época da corrida do ouro, e hoje é o lugar de peregrinação de quem veio a Queenstown atrás de adrenalina.

Gratuita, 2 horas com o almoço, a 15 minutos da ponte Kawarau. No outono, de abril a maio, as árvores da vila ficam amarelas e vermelhas e ela vira a foto mais bonita da região.
Arrowtown nasceu em 1862, quando acharam ouro no rio Arrow. A Buckingham Street guarda as fachadas da época, e na ponta da vila está o assentamento chinês restaurado, com as cabanas de pedra dos mineiros chineses que chegaram depois da corrida e viveram à margem da cidade por décadas.

Cerca de 69 dólares neozelandeses ida e volta, 90 minutos, com a base no centro de Queenstown. Suba no fim da tarde e fique para o pôr do sol sobre o lago.
A gôndola sobe 450 metros até o Bob’s Peak, e lá de cima a vista é a de todos os cartões-postais da cidade: o Lago Wakatipu em forma de raio e a cordilheira The Remarkables, que no inverno vira estação de esqui. Quem quiser pode descer parte da encosta na pista de luge, um carrinho sem motor.

15 minutos, a 57 quilômetros de Te Anau na Milford Road. De Queenstown a Te Anau são 2 horas; saia cedo, porque o reflexo só funciona com o vento ainda parado.
Uma passarela curta leva até os laguinhos, onde as montanhas Earl se refletem de cabeça para baixo. É a primeira de várias paradas da Milford Road, uma das estradas mais bonitas do mundo, que ainda passa pelo túnel Homer, escavado na rocha, antes de descer até o fiorde.
2 horas de cruzeiro saindo do terminal de Milford; reserve o horário do meio-dia, entre as ondas de ônibus. Dirigindo por conta própria e embarcando no próprio terminal, você paga bem menos do que o pacote com ônibus desde Queenstown, que parte de 339 dólares neozelandeses.
O barco vai até o mar da Tasmânia entre paredes de rocha que sobem mais de mil metros, passando pelo Mitre Peak e pela cachoeira Stirling, onde o barco encosta para você sentir o spray. Não reclame da chuva: Milford é um dos lugares mais chuvosos do planeta, e é quando chove que centenas de cachoeiras temporárias aparecem nas paredes.

Gratuita, 30 minutos, a caminhada da manhã antes de voltar para Queenstown. O Lago Te Anau é o maior da Ilha Sul.
Na véspera, se ainda tiver energia depois de Milford, vale o passeio noturno às grutas de Te Anau: um barco cruza o lago e, dentro da gruta, outro barquinho desliza no escuro sob um teto de vaga-lumes. Fotografar lá dentro é proibido, por isso a gruta aparece só aqui, na prosa.

Gratuito, 2 horas, a 45 minutos de Queenstown por uma estrada que margeia o lago o caminho inteiro. De Te Anau a Queenstown são 2 horas; chegue a Glenorchy no meio da tarde.
A vila fica no extremo norte do Lago Wakatipu, onde os vales de Paradise e do Dart serviram de cenário para Isengard e Lothlórien em O Senhor dos Anéis. O cais de madeira e o galpão vermelho são a foto; daqui também sai a Routeburn Track, uma das Great Walks do país, que dá para provar em uma hora de caminhada até a primeira ponte.

Gratuito, 40 minutos, a 5 minutos a pé do centro. É a caminhada da última manhã, enquanto a cidade ainda acorda.
O parque ocupa uma península no lago, com uma trilha de beira d’água que dá a volta inteira e a melhor vista de The Remarkables sem precisar subir nada. Os moradores jogam disc golf entre as árvores, e o rink de patinação no meio do parque funciona o ano todo.

Cerca de 169 dólares neozelandeses por adulto, 25 minutos na água e 1 hora no total, com ônibus gratuito desde o centro. Fica em Arthurs Point, no caminho do aeroporto, e é a adrenalina que fecha a viagem.
O barco, sem hélice, é empurrado por jatos d’água e passa a centímetros das paredes dos cânions do rio Shotover, com giros de 360 graus que molham todo mundo. Funciona desde 1965, e é o passeio mais famoso de Queenstown depois do bungy. Deixe 2 horas de folga até o voo.
Não precisa de visto, mas precisa da autorização eletrônica NZeTA, pedida pelo aplicativo ou pelo site da imigração neozelandesa. Custa 17 dólares neozelandeses pelo app ou 23 pelo site, mais a taxa obrigatória de turismo e conservação, a IVL, de 100 dólares neozelandeses. Vale por dois anos, com várias entradas, e permite ficar até 90 dias.
Peça com pelo menos três dias de antecedência. Na chegada, a biossegurança é rígida: declare toda comida, e limpe as botas de trilha antes de embarcar.
De dezembro a março, no verão, com dias longos, até 21h30 de luz, e as trilhas de montanha abertas. É a alta temporada: reserve carro e hotéis com meses de antecedência. Em novembro os tremoços floridos cobrem a beira dos lagos Tekapo e Pukaki.
Abril e maio são o outono dourado de Arrowtown e Wanaka, com menos gente e preços menores. De junho a setembro é inverno, com estações de esqui em Queenstown e Wanaka, mas a Milford Road pode fechar por risco de avalanche e dirigir nos passos exige correntes.
A rota mais curta do Brasil é pela LATAM, via Santiago, até Auckland, com cerca de 17 a 20 horas no total; de Auckland, um voo doméstico de 1h20 até Christchurch. Na volta, Queenstown tem voos para Auckland, então alugue o carro em Christchurch e devolva em Queenstown, pagando a taxa de devolução em outra cidade.
Na Nova Zelândia se dirige pela esquerda. As estradas da Ilha Sul têm uma pista para cada lado, muitas pontes de mão única e curvas fechadas: calcule os tempos do roteiro sem otimismo e não dirija cansado depois do voo, por isso o Dia 1 fica em Christchurch. A carteira brasileira vale com a Permissão Internacional para Dirigir.
A Ilha Sul come bem e sem cerimônia: cordeiro de pasto, frutos do mar frios e o pinot noir de Otago Central, cujas vinícolas ficam no caminho entre Wanaka e Queenstown.
O endereço mais famoso é o Fergburger, na Shotover Street, em Queenstown, aberto até tarde e com fila na porta quase o dia inteiro. O hambúrguer é enorme e a fila anda rápido; peça pelo telefone ou vá fora do horário de pico.

Os mexilhões de lábio verde são o fruto do mar do país, grandes e servidos no vapor, com vinho branco ou em sopa cremosa, a chowder. No sul você também encontra ostras de Bluff, na temporada de março a agosto.

Para a sobremesa, o sabor nacional de sorvete é o hokey pokey: baunilha com pedacinhos de caramelo crocante. Nas padarias, peça uma meat pie, a torta de carne individual, que é o almoço rápido de estrada.

O que evitar: deixar para jantar tarde nas vilas pequenas, como Tekapo, Mount Cook e Te Anau, onde a maioria das cozinhas fecha por volta das 20h30. Nesses dias, leve o que comer do supermercado.
Entre 2.800 e 4.300 dólares por pessoa, viajando em dupla e com preços conferidos em setembro de 2026. O voo é a maior parcela, e as promoções da LATAM para Auckland mudam muito a conta.
A conta: o voo do Brasil até Auckland, com o doméstico até Christchurch e a volta de Queenstown, fica entre 1.300 e 2.100 dólares; a hospedagem, entre 110 e 180 dólares a diária por quarto; a comida, entre 50 e 80 dólares por dia; e o carro por oito dias com a taxa de devolução e a gasolina, dividido por dois, entre 250 e 400 dólares por pessoa.
Os passeios e taxas somam de 400 a 550 dólares: a NZeTA e a IVL, cerca de 70 dólares; o tour noturno do Mount John, 239 dólares neozelandeses; o Skyline, cerca de 69; o Shotover Jet, cerca de 169; o cruzeiro no Milford Sound; e o Puzzling World. As trilhas, como a Hooker Valley, são gratuitas.
A tabela acima traz os links oficiais para conferir os valores atualizados antes de viajar.
Para a Ilha Sul, sim, com um roteiro de carro bem montado como este. Oito dias cobrem os lagos da bacia de Mackenzie, o Aoraki, Wanaka, Queenstown e Milford Sound, com um dia de cada lugar e nenhuma perna de estrada acima de 4 horas.
Para o país inteiro, não. A Ilha Norte, com Auckland, Rotorua, Hobbiton e o vulcão de Tongariro, é outra viagem de pelo menos cinco dias, e a costa oeste da Ilha Sul, com as geleiras Franz Josef e Fox, pede mais dois. Com 12 dias, acrescente a costa oeste entre Wanaka e Christchurch, pelo Haast Pass; com 15, some a Ilha Norte.
O que não vale cortar é Milford Sound. É o dia mais longo do roteiro, e é também o que as pessoas mais lembram quando voltam.
Preços conferidos em 18 de setembro de 2026. Confira o valor atual em NZeTA, site oficial da Imigração da Nova Zelândia · Dark Sky Project, tours do Mount John · Shotover Jet, preços oficiais · Puzzling World, preços oficiais · Hooker Valley Track, Department of Conservation.
Não precisa de visto, mas precisa da autorização eletrônica NZeTA, pedida pelo aplicativo por 17 dólares neozelandeses ou pelo site por 23, mais a taxa de turismo e conservação IVL, de 100 dólares neozelandeses. Vale por dois anos e permite ficar até 90 dias.
Entre 2.800 e 4.300 dólares por pessoa, viajando em dupla, somando voo com conexão, hospedagem, comida, carro por oito dias e passeios, com preços conferidos em setembro de 2026. O voo é a maior parcela, e as promoções da LATAM para Auckland mudam bastante a conta.
De dezembro a março, no verão, com dias longos e trilhas abertas. Abril e maio são o outono dourado, com menos gente. No inverno, de junho a setembro, há esqui em Queenstown, mas a Milford Road pode fechar por risco de avalanche.
Dá, mas são cerca de 4 horas de estrada em cada sentido, e é por isso que este roteiro dorme em Te Anau. Dirigindo por conta própria e embarcando no terminal de Milford, o cruzeiro sai bem mais barato do que o pacote com ônibus desde Queenstown, que parte de 339 dólares neozelandeses.
Não é difícil, mas exige atenção: dirige-se pela esquerda, as estradas têm uma pista para cada lado e muitas pontes de mão única. A carteira brasileira vale com a Permissão Internacional para Dirigir. Não dirija cansado depois do voo longo.
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