Milford Sound com as montanhas refletidas na água parada do fiorde, na Nova Zelândia

Christchurch · Lago Tekapo · Aoraki/Mount Cook · Wanaka · Queenstown · Milford Sound · 16 min de leitura

Roteiro Nova Zelândia 8 dias: Ilha Sul, Queenstown e Milford Sound

8 dias · 6 cidades

← Voltar para o Roteiro

Este roteiro de 8 dias pela Nova Zelândia fica só na Ilha Sul e se faz de carro, de Christchurch a Queenstown, porque é ali que estão os lagos, as geleiras e os fiordes que a gente imagina quando pensa no país.

Em resumo: Christchurch, Lago Tekapo, Aoraki/Mount Cook, Wanaka, Queenstown e Milford Sound. Visto, época e onde comer estão nas seções práticas.

Dia 1: chegada a Christchurch, a Catedral de Papelão e o Jardim Botânico

Catedral de Papelão: a igreja que Christchurch ergueu depois do terremoto

Fachada triangular da Catedral de Papelão de Christchurch, com o vitral de triângulos coloridos
Foto: Michal Klajban / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuita, 20 minutos, a poucas quadras do centro. É a primeira parada leve depois do check-in, a caminho do Jardim Botânico.

O terremoto de fevereiro de 2011 destruiu boa parte do centro de Christchurch, incluindo a catedral anglicana de pedra. A substituta provisória, de 2013, foi projetada pelo japonês Shigeru Ban com tubos de papelão reforçado, e a fachada é um vitral de triângulos coloridos. Pensada para durar 50 anos, virou símbolo da reconstrução da cidade.

Jardim Botânico de Christchurch: o fim de tarde à beira do Avon

Ponte de ferro sobre o rio Avon, cercada de samambaias e árvores, no Jardim Botânico de Christchurch
Foto: Michal Klajban / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito, 90 minutos, a 20 minutos a pé da Catedral de Papelão, cruzando a Cathedral Square. Aberto até o anoitecer.

Fundado em 1863, é o melhor lugar para entender por que Christchurch se chama a cidade-jardim. O rio Avon atravessa o parque, com os barcos de fundo chato, os punts, subindo devagar; a seção de plantas nativas é a primeira apresentação às samambaias arbóreas que você vai ver pelo país inteiro.

Dia 2: de Christchurch ao Lago Tekapo e o céu escuro

Igreja do Bom Pastor: a janela para o Lago Tekapo

Igreja do Bom Pastor, de pedra, à beira do Lago Tekapo, com capim dourado em volta
Foto: Jillianalma / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuita, 30 minutos. De Christchurch são 3 horas de estrada pelas planícies de Canterbury, e a igreja fica logo na entrada da vila de Tekapo.

Construída em 1935 com pedras do próprio lugar, a igrejinha é famosa pela janela atrás do altar, que emoldura o lago azul-leitoso e as montanhas no lugar de um vitral. Fotografar dentro é proibido, e à noite ela vira a foto clássica sob a Via Láctea.

Mount John: o mirante de dia e as estrelas à noite

Lago Tekapo e os Alpes do Sul vistos do alto do Mount John, em panorama
Foto: joka2000 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A estrada até o topo tem pedágio, ou suba a pé em 1h30 pela trilha que sai da vila. À noite, o tour guiado de astronomia do Dark Sky Project custa a partir de 239 dólares neozelandeses e precisa de reserva.

A bacia de Mackenzie é uma reserva internacional de céu escuro desde 2012, com leis que controlam a iluminação das vilas. Do alto do Mount John, de dia, você vê o lago inteiro e a cordilheira; à noite, com os telescópios do observatório, as Nuvens de Magalhães e a Via Láctea aparecem a olho nu.

Dia 3: Lago Pukaki e a Hooker Valley Track, no Aoraki/Mount Cook

Peters Lookout: o Aoraki refletido no Lago Pukaki

Aoraki Mount Cook nevado ao fundo do Lago Pukaki, azul-turquesa, visto do Peters Lookout
Foto: Francis Vallance (Heritage Warrior) / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

15 minutos, na estrada 80, cerca de 50 minutos depois de Tekapo. Pare mesmo com pressa: é a vista mais famosa da estrada.

O Lago Pukaki tem essa cor turquesa por causa da farinha de rocha, o pó fino que as geleiras moem e a água carrega. No fundo está o Aoraki, 3.724 metros, a montanha mais alta do país, que a estrada vai contornando pelos próximos 55 quilômetros até a vila de Mount Cook.

Hooker Valley Track: três pontes suspensas até o lago glacial

Ponte suspensa da Hooker Valley Track, com as montanhas nevadas do Parque Aoraki ao fundo
Foto: Charlie Mitchell / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuita, 3 horas ida e volta, 10 quilômetros quase planos. Saia do estacionamento de White Horse Hill cedo, antes das 9h: depois disso a trilha lota e o vento aumenta.

É a caminhada mais bonita que se faz em meio dia no país. O caminho cruza três pontes suspensas sobre o rio Hooker, de água cinza de geleira, e termina no lago Hooker, onde blocos de gelo flutuam com o Aoraki de frente. Leve casaco corta-vento mesmo no verão.

Mirante da geleira Tasman: a maior geleira do país

Lago Tasman, de água azul-turquesa, com a geleira Tasman e as montanhas nevadas ao fundo
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito, 45 minutos, a 8 quilômetros de carro da vila pela Tasman Valley Road, mais 20 minutos de subida a pé. É o fim de tarde, depois da Hooker.

A geleira Tasman tem 23 quilômetros e é a maior do país, mas recua tão rápido que o lago na frente dela só começou a se formar nos anos 1970. Do mirante você vê a língua de gelo coberta de pedras, o lago com icebergs e, no caminho, os Blue Lakes.

Dia 4: pelo Lindis Pass até Wanaka

Lindis Pass: as colinas douradas entre Mackenzie e Otago

Colinas cobertas de capim dourado no Lindis Pass, com a estrada serpenteando entre elas
Foto: Charlie Mitchell / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

15 minutos no mirante do topo, no meio das 3 horas de estrada entre Mount Cook e Wanaka. É o trecho mais bonito do dia de carro.

A 971 metros, o passo separa a bacia de Mackenzie de Otago Central, e as montanhas aqui não são rochosas: são colinas cobertas de tussock, um capim nativo que fica dourado no verão e dá ao lugar a cor que ninguém espera ver na Nova Zelândia.

Puzzling World: a torre torta e o labirinto de Wanaka

Fachada colorida e torta do Puzzling World, na entrada de Wanaka, com casinhas inclinadas
Foto: Ulrich Lange, Bochum, Germany / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Ingresso pago, 90 minutos, na estrada 84, logo antes de entrar em Wanaka. É a parada de descanso da estrada, e agrada mais do que a fachada sugere.

Aberto em 1973, o lugar começou com um labirinto de madeira e cresceu para salas de ilusões de ótica: a sala inclinada, onde a água parece subir, a sala de Ames, onde as pessoas encolhem de um canto para o outro, e a Torre Torta de Wanaka, na entrada, inclinada 53 graus.

That Wanaka Tree: a árvore dentro do lago ao pôr do sol

Salgueiro solitário crescendo dentro da água do Lago Wanaka, com montanhas ao fundo
Foto: Kate Branch / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuita, 20 minutos, a 10 minutos a pé do centro de Wanaka pela orla. Venha ao pôr do sol, e não entre na água nem suba nos galhos: a árvore já foi vandalizada e é protegida.

É um salgueiro que nasceu de um mourão de cerca por volta de 1940 e ficou isolado quando o lago subiu. Virou a árvore mais fotografada do país, e a hashtag dela é mais conhecida do que muita cidade neozelandesa.

Dia 5: a ponte do bungy, Arrowtown e Queenstown do alto

Ponte Kawarau: onde nasceu o bungy jump comercial

Rio Kawarau, verde-esmeralda, visto do alto da ponte de bungy, entre paredes de rocha
Foto: chee.hong / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Gratuito para assistir, 20 minutos, na estrada 6, cerca de 1 hora depois de Wanaka pelo caminho de Cromwell. Pular custa caro e precisa de reserva; ver os outros pulando é de graça.

Foi daqui que AJ Hackett e Henry van Asch lançaram, em 1988, o primeiro bungy jump comercial do mundo, com 43 metros de queda até o rio. A ponte, de 1880, era da época da corrida do ouro, e hoje é o lugar de peregrinação de quem veio a Queenstown atrás de adrenalina.

Arrowtown: a vila da corrida do ouro

Casas históricas de pedra e madeira em Arrowtown, com uma cabine telefônica vermelha na calçada
Foto: W. Bulach / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuita, 2 horas com o almoço, a 15 minutos da ponte Kawarau. No outono, de abril a maio, as árvores da vila ficam amarelas e vermelhas e ela vira a foto mais bonita da região.

Arrowtown nasceu em 1862, quando acharam ouro no rio Arrow. A Buckingham Street guarda as fachadas da época, e na ponta da vila está o assentamento chinês restaurado, com as cabanas de pedra dos mineiros chineses que chegaram depois da corrida e viveram à margem da cidade por décadas.

Skyline Queenstown: o teleférico sobre o Lago Wakatipu

Queenstown e o Lago Wakatipu vistos do deck do Skyline, com a cordilheira The Remarkables ao fundo
Foto: Vincent60030 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de 69 dólares neozelandeses ida e volta, 90 minutos, com a base no centro de Queenstown. Suba no fim da tarde e fique para o pôr do sol sobre o lago.

A gôndola sobe 450 metros até o Bob’s Peak, e lá de cima a vista é a de todos os cartões-postais da cidade: o Lago Wakatipu em forma de raio e a cordilheira The Remarkables, que no inverno vira estação de esqui. Quem quiser pode descer parte da encosta na pista de luge, um carrinho sem motor.

Dia 6: a Milford Road e o cruzeiro no Milford Sound

Mirror Lakes: o reflexo das montanhas na Milford Road

Lago de água parada nas Mirror Lakes, com a montanha coberta de floresta refletida ao fundo
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

15 minutos, a 57 quilômetros de Te Anau na Milford Road. De Queenstown a Te Anau são 2 horas; saia cedo, porque o reflexo só funciona com o vento ainda parado.

Uma passarela curta leva até os laguinhos, onde as montanhas Earl se refletem de cabeça para baixo. É a primeira de várias paradas da Milford Road, uma das estradas mais bonitas do mundo, que ainda passa pelo túnel Homer, escavado na rocha, antes de descer até o fiorde.

Milford Sound: o cruzeiro entre as paredes do fiorde

Mitre Peak, o pico pontudo do Milford Sound, visto da margem com árvores de repolho e capim toetoe
Foto: MurielBendel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

2 horas de cruzeiro saindo do terminal de Milford; reserve o horário do meio-dia, entre as ondas de ônibus. Dirigindo por conta própria e embarcando no próprio terminal, você paga bem menos do que o pacote com ônibus desde Queenstown, que parte de 339 dólares neozelandeses.

O barco vai até o mar da Tasmânia entre paredes de rocha que sobem mais de mil metros, passando pelo Mitre Peak e pela cachoeira Stirling, onde o barco encosta para você sentir o spray. Não reclame da chuva: Milford é um dos lugares mais chuvosos do planeta, e é quando chove que centenas de cachoeiras temporárias aparecem nas paredes.

Dia 7: de Te Anau a Glenorchy, no fim do Lago Wakatipu

Orla de Te Anau: o lago de onde saem as grutas dos vaga-lumes

Lago Te Anau entre montanhas cobertas de floresta, com picos nevados ao fundo
Foto: W. Bulach / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuita, 30 minutos, a caminhada da manhã antes de voltar para Queenstown. O Lago Te Anau é o maior da Ilha Sul.

Na véspera, se ainda tiver energia depois de Milford, vale o passeio noturno às grutas de Te Anau: um barco cruza o lago e, dentro da gruta, outro barquinho desliza no escuro sob um teto de vaga-lumes. Fotografar lá dentro é proibido, por isso a gruta aparece só aqui, na prosa.

Glenorchy: o fim da estrada do Lago Wakatipu

Cais de madeira de Glenorchy avançando sobre o Lago Wakatipu parado, com montanhas nevadas refletidas
Foto: Jamie Wang / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Gratuito, 2 horas, a 45 minutos de Queenstown por uma estrada que margeia o lago o caminho inteiro. De Te Anau a Queenstown são 2 horas; chegue a Glenorchy no meio da tarde.

A vila fica no extremo norte do Lago Wakatipu, onde os vales de Paradise e do Dart serviram de cenário para Isengard e Lothlórien em O Senhor dos Anéis. O cais de madeira e o galpão vermelho são a foto; daqui também sai a Routeburn Track, uma das Great Walks do país, que dá para provar em uma hora de caminhada até a primeira ponte.

Dia 8: Queenstown Gardens, o Shotover Jet e a volta

Queenstown Gardens: a volta na península ao amanhecer

Galhos de salgueiro sobre a praia de pedrinhas do Lago Wakatipu, nos Queenstown Gardens
Foto: Amyrebecca30 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Gratuito, 40 minutos, a 5 minutos a pé do centro. É a caminhada da última manhã, enquanto a cidade ainda acorda.

O parque ocupa uma península no lago, com uma trilha de beira d’água que dá a volta inteira e a melhor vista de The Remarkables sem precisar subir nada. Os moradores jogam disc golf entre as árvores, e o rink de patinação no meio do parque funciona o ano todo.

Shotover Jet: o jet boat pelos cânions antes do aeroporto

Jet boat vermelho fazendo curva no rio Shotover, entre paredes de rocha e vegetação, visto do alto
Foto: Alex Proimos from Sydney, Australia / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Cerca de 169 dólares neozelandeses por adulto, 25 minutos na água e 1 hora no total, com ônibus gratuito desde o centro. Fica em Arthurs Point, no caminho do aeroporto, e é a adrenalina que fecha a viagem.

O barco, sem hélice, é empurrado por jatos d’água e passa a centímetros das paredes dos cânions do rio Shotover, com giros de 360 graus que molham todo mundo. Funciona desde 1965, e é o passeio mais famoso de Queenstown depois do bungy. Deixe 2 horas de folga até o voo.

Precisa de visto para ir para a Nova Zelândia?

Não precisa de visto, mas precisa da autorização eletrônica NZeTA, pedida pelo aplicativo ou pelo site da imigração neozelandesa. Custa 17 dólares neozelandeses pelo app ou 23 pelo site, mais a taxa obrigatória de turismo e conservação, a IVL, de 100 dólares neozelandeses. Vale por dois anos, com várias entradas, e permite ficar até 90 dias.

Peça com pelo menos três dias de antecedência. Na chegada, a biossegurança é rígida: declare toda comida, e limpe as botas de trilha antes de embarcar.

Qual a melhor época para viajar para a Ilha Sul da Nova Zelândia?

De dezembro a março, no verão, com dias longos, até 21h30 de luz, e as trilhas de montanha abertas. É a alta temporada: reserve carro e hotéis com meses de antecedência. Em novembro os tremoços floridos cobrem a beira dos lagos Tekapo e Pukaki.

Abril e maio são o outono dourado de Arrowtown e Wanaka, com menos gente e preços menores. De junho a setembro é inverno, com estações de esqui em Queenstown e Wanaka, mas a Milford Road pode fechar por risco de avalanche e dirigir nos passos exige correntes.

Como chegar à Nova Zelândia e como circular pela Ilha Sul

A rota mais curta do Brasil é pela LATAM, via Santiago, até Auckland, com cerca de 17 a 20 horas no total; de Auckland, um voo doméstico de 1h20 até Christchurch. Na volta, Queenstown tem voos para Auckland, então alugue o carro em Christchurch e devolva em Queenstown, pagando a taxa de devolução em outra cidade.

Na Nova Zelândia se dirige pela esquerda. As estradas da Ilha Sul têm uma pista para cada lado, muitas pontes de mão única e curvas fechadas: calcule os tempos do roteiro sem otimismo e não dirija cansado depois do voo, por isso o Dia 1 fica em Christchurch. A carteira brasileira vale com a Permissão Internacional para Dirigir.

Onde comer na Nova Zelândia: pratos típicos e o que evitar

A Ilha Sul come bem e sem cerimônia: cordeiro de pasto, frutos do mar frios e o pinot noir de Otago Central, cujas vinícolas ficam no caminho entre Wanaka e Queenstown.

O endereço mais famoso é o Fergburger, na Shotover Street, em Queenstown, aberto até tarde e com fila na porta quase o dia inteiro. O hambúrguer é enorme e a fila anda rápido; peça pelo telefone ou vá fora do horário de pico.

Fachada do Fergburger, em Queenstown, com a fila de clientes na calçada
Fergburger, a fila mais famosa de Queenstown. Foto: Florian Bugiel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Os mexilhões de lábio verde são o fruto do mar do país, grandes e servidos no vapor, com vinho branco ou em sopa cremosa, a chowder. No sul você também encontra ostras de Bluff, na temporada de março a agosto.

Mexilhões de lábio verde frescos, de concha verde, num mercado de peixes da Nova Zelândia
Mexilhões de lábio verde, o fruto do mar do país. Foto: Joe Ross from Lansing, Michigan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Para a sobremesa, o sabor nacional de sorvete é o hokey pokey: baunilha com pedacinhos de caramelo crocante. Nas padarias, peça uma meat pie, a torta de carne individual, que é o almoço rápido de estrada.

Pote de sorvete hokey pokey, de baunilha com pedaços de caramelo crocante
Hokey pokey, o sabor nacional de sorvete. Foto: Finbar.concaig / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O que evitar: deixar para jantar tarde nas vilas pequenas, como Tekapo, Mount Cook e Te Anau, onde a maioria das cozinhas fecha por volta das 20h30. Nesses dias, leve o que comer do supermercado.

Quanto custa uma viagem de 8 dias para a Nova Zelândia?

Entre 2.800 e 4.300 dólares por pessoa, viajando em dupla e com preços conferidos em setembro de 2026. O voo é a maior parcela, e as promoções da LATAM para Auckland mudam muito a conta.

A conta: o voo do Brasil até Auckland, com o doméstico até Christchurch e a volta de Queenstown, fica entre 1.300 e 2.100 dólares; a hospedagem, entre 110 e 180 dólares a diária por quarto; a comida, entre 50 e 80 dólares por dia; e o carro por oito dias com a taxa de devolução e a gasolina, dividido por dois, entre 250 e 400 dólares por pessoa.

Os passeios e taxas somam de 400 a 550 dólares: a NZeTA e a IVL, cerca de 70 dólares; o tour noturno do Mount John, 239 dólares neozelandeses; o Skyline, cerca de 69; o Shotover Jet, cerca de 169; o cruzeiro no Milford Sound; e o Puzzling World. As trilhas, como a Hooker Valley, são gratuitas.

A tabela acima traz os links oficiais para conferir os valores atualizados antes de viajar.

8 dias são suficientes para conhecer a Nova Zelândia?

Para a Ilha Sul, sim, com um roteiro de carro bem montado como este. Oito dias cobrem os lagos da bacia de Mackenzie, o Aoraki, Wanaka, Queenstown e Milford Sound, com um dia de cada lugar e nenhuma perna de estrada acima de 4 horas.

Para o país inteiro, não. A Ilha Norte, com Auckland, Rotorua, Hobbiton e o vulcão de Tongariro, é outra viagem de pelo menos cinco dias, e a costa oeste da Ilha Sul, com as geleiras Franz Josef e Fox, pede mais dois. Com 12 dias, acrescente a costa oeste entre Wanaka e Christchurch, pelo Haast Pass; com 15, some a Ilha Norte.

O que não vale cortar é Milford Sound. É o dia mais longo do roteiro, e é também o que as pessoas mais lembram quando voltam.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalUS$ 1.300 a US$ 2.100 (ida e volta, com os domésticos)
Hospedagem/noiteUS$ 110 a US$ 180 (categoria 3 a 4 estrelas)
Alimentação/diaUS$ 50 a US$ 80 por pessoa
Ingressos e transporte localUS$ 400 a US$ 550 (NZeTA, estrelas, Milford, Queenstown)
Total estimadoUS$ 2.800 a US$ 4.300 por pessoa, 8 dias

Preços conferidos em 18 de setembro de 2026. Confira o valor atual em NZeTA, site oficial da Imigração da Nova Zelândia · Dark Sky Project, tours do Mount John · Shotover Jet, preços oficiais · Puzzling World, preços oficiais · Hooker Valley Track, Department of Conservation.

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para ir para a Nova Zelândia?+

Não precisa de visto, mas precisa da autorização eletrônica NZeTA, pedida pelo aplicativo por 17 dólares neozelandeses ou pelo site por 23, mais a taxa de turismo e conservação IVL, de 100 dólares neozelandeses. Vale por dois anos e permite ficar até 90 dias.

Quanto custa uma viagem de 8 dias para a Nova Zelândia?+

Entre 2.800 e 4.300 dólares por pessoa, viajando em dupla, somando voo com conexão, hospedagem, comida, carro por oito dias e passeios, com preços conferidos em setembro de 2026. O voo é a maior parcela, e as promoções da LATAM para Auckland mudam bastante a conta.

Qual a melhor época para viajar para a Ilha Sul?+

De dezembro a março, no verão, com dias longos e trilhas abertas. Abril e maio são o outono dourado, com menos gente. No inverno, de junho a setembro, há esqui em Queenstown, mas a Milford Road pode fechar por risco de avalanche.

Dá para fazer Milford Sound num bate-volta de Queenstown?+

Dá, mas são cerca de 4 horas de estrada em cada sentido, e é por isso que este roteiro dorme em Te Anau. Dirigindo por conta própria e embarcando no terminal de Milford, o cruzeiro sai bem mais barato do que o pacote com ônibus desde Queenstown, que parte de 339 dólares neozelandeses.

É difícil dirigir na Nova Zelândia?+

Não é difícil, mas exige atenção: dirige-se pela esquerda, as estradas têm uma pista para cada lado e muitas pontes de mão única. A carteira brasileira vale com a Permissão Internacional para Dirigir. Não dirija cansado depois do voo longo.

Transitional CathedralChristchurch Botanic GardensChurch of the Good ShepherdMount John ObservatoryPeters LookoutHooker Valley TrackTasman Glacier and Lake ViewpointLindis PassPuzzling WorldThat Wanaka TreeKawarau Gorge Suspension BridgeArrowtownSkyline GondolaMirror LakesMilford SoundLakefront DriveGlenorchy WharfQueenstown GardensShotover Jet

Pronto para viajar?

Salve este roteiro no seu Galmund e leve o cronograma, o mapa e o orçamento com você. Edite, compartilhe e acompanhe tudo no globo.

Salvar este roteiro no meu Galmund

Já esteve lá?

Marque esta viagem no seu globo e guarde as fotos no lugar onde foram tiradas.

Marcar no meu globo