Tunísia · Túnis · Cartago · Sidi Bou Said · Kairouan · El Jem · Matmata · Djerba · 11 min de leitura
6 dias · 7 cidades
Duração
6 dias
Orçamento estimado
1.200 a 2.400 dinares por pessoa, sem voo
Melhor época
Março a junho e setembro a outubro
Visto
Sem visto; leve o CIVP de febre amarela
Este roteiro de 6 dias pela Tunísia desce o país de carro, de norte a sul, sem voltar atrás: entra por Túnis e sai pela ilha de Djerba, com voo curto de volta à capital.
Em resumo: a medina de Túnis, o Bardo, Cartago e Sidi Bou Said, Kairouan, o anfiteatro de El Jem, as casas trogloditas de Matmata, os ksour de Tataouine e Djerba. Visto, época e comida estão no fim.

Parada rápida, 20 minutos, de graça. O aeroporto de Túnis-Cartago fica a 15 minutos de táxi do centro. Comece pela avenida Habib Bourguiba, a dos cafés e das árvores, que termina na Porte de France, a Bab el Bhar.
O arco marca a fronteira entre a cidade nova, do tempo francês, e a medina de Túnis, Patrimônio Mundial. Do outro lado começa a rua Jamaa Zitouna, que sobe em linha reta até a mesquita.
Cerca de duas horas, de graça nos souks. A Grande Mesquita da Oliveira é o centro da medina, e os souks cobertos de perfumes, tecidos e tapetes se espalham em volta dela, cada rua com um ofício.
Visitantes não muçulmanos só entram no pátio, de manhã e com roupa que cubra ombros e pernas; à tarde, vale a vista do minarete a partir dos terraços das lojas de tapete, que convidam para subir. Negocie com calma e não se sinta obrigado a comprar por ter subido.
Cerca de duas horas, 30 dinares para não residentes; fechado às segundas. Fica a 15 minutos de táxi do centro, num palácio dos antigos beis de Túnis.
É uma das maiores coleções de mosaicos romanos do mundo, tirados das cidades antigas do país, com pisos inteiros de deuses, caçadas e cenas do mar. Não perca o retrato de Virgílio entre duas musas, um dos poucos do poeta feitos na Antiguidade.

Cerca de 2h30, com o passe de cerca de 30 dinares que cobre os sete sítios de Cartago. Fica a 30 minutos do Bardo, pela estrada da costa ou pelo trem TGM.
Da cidade fenícia que rivalizou com Roma sobrou pouco, porque os romanos a arrasaram e reconstruíram por cima. O que impressiona são as Termas de Antonino, as maiores da África romana, na beira do mar. Suba também a colina de Byrsa, com o museu e a vista dos portos púnicos.

O fim de tarde, de graça, a 10 minutos de Cartago. As casas brancas de portas e janelas azuis, cravejadas de pregos, sobem um penhasco sobre o golfo de Túnis.
Suba a rua principal até o café no alto da escadaria, onde o chá de menta vem com pinhões, e fique para o pôr do sol. Prove o bambalouni, a rosquinha frita com açúcar vendida nas barracas da rua.

Cerca de uma hora e meia, com o bilhete combinado de Kairouan; aberta de manhã e fechada na oração de sexta. São cerca de duas horas de carro de Túnis, então saia cedo.
Fundada em 670 por Uqba ibn Nafi, é uma das mesquitas mais antigas do mundo islâmico e o motivo de Kairouan ser a quarta cidade santa do Islã. Não muçulmanos entram no pátio de mármore e olham a sala de oração pelas portas; vista roupa que cubra braços e pernas.

Parada rápida, 30 minutos, com o mesmo bilhete combinado, a 1 km ao norte da medina. Os dois reservatórios circulares do século 9 abasteciam a cidade de água e estão entre as maiores obras hidráulicas do mundo islâmico medieval.
Depois, volte à medina para os makrouds, os doces de sêmola e tâmara que são a especialidade da cidade. Durma em Kairouan.

Cerca de duas horas, cerca de 20 dinares para não residentes, com o museu incluído; aberto das 7h30 às 17h30 no inverno e até as 18h30 no verão. Fica a 1h15 de Kairouan.
Construído no século 3 para cerca de 35 mil pessoas, é o anfiteatro romano mais bem conservado da África. Desça aos corredores subterrâneos, por onde passavam gladiadores e feras, e suba às arquibancadas altas para ver a cidade pequena em volta.

Cerca de uma hora, de graça, com uma bebida no bar. São cerca de 3h30 de carro de El Jem, passando por Gabès; chegue antes de escurecer.
Os berberes de Matmata vivem há séculos em casas cavadas em volta de um pátio no chão, frescas no verão e quentes no inverno. Uma delas, hoje o Hotel Sidi Idriss, foi a casa de Luke Skywalker em Tatooine no primeiro Star Wars, e ainda guarda restos do cenário. Dá para dormir nela, em quartos simples escavados na rocha.

Cerca de uma hora e meia, de graça, com gorjeta para um guia local se quiser. São cerca de duas horas de Matmata até Chenini, a 18 km de Tataouine.
A aldeia sobe a crista em camadas de casas e celeiros escavados na rocha, com uma mesquita branca no alto e vista dos vales secos. Uma parte ainda é habitada; peça antes de fotografar os moradores.

Cerca de uma hora, de graça, a 40 minutos de Chenini. É um celeiro fortificado do século 17, com quatro andares de células de barro abobadadas em volta de dois pátios, e foi cenário de Star Wars: A Ameaça Fantasma.
A luz do fim da tarde deixa o barro dourado. Depois siga para Djerba, a cerca de duas horas, atravessando para a ilha pela estrada romana de El Kantara.

Cerca de uma hora, com pequena taxa e revista na entrada. É uma das sinagogas mais antigas da África, e a comunidade judaica de Djerba vive na ilha há mais de dois mil anos, segundo a tradição.
O interior tem arcos azuis, azulejos e lustres, e na primavera recebe uma peregrinação que atrai judeus do mundo todo. Cubra ombros e pernas e tire os sapatos se pedirem.
Cerca de duas horas, de graça, a 15 minutos de El Ghriba. A cidade principal da ilha tem souks de tecidos, cerâmica e joias, fondouks antigos transformados em pousadas e o forte de Borj el Kebir, sobre o porto de pesca.
Almoce peixe grelhado perto do porto e siga para o aeroporto de Djerba, a 10 km, para o voo de uma hora até Túnis.
Não. O brasileiro entra na Tunísia sem visto por até 90 dias, com passaporte válido por pelo menos seis meses. Leve o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela, emitido pela Anvisa, com a vacina tomada pelo menos 10 dias antes: ele é exigido de quem vem do Brasil.
Consulte as recomendações do Itamaraty antes de viajar e evite as zonas de fronteira com a Argélia e a Líbia, que ficam longe deste roteiro. O dinar não pode sair do país: troque só o que for gastar e guarde os recibos para trocar de volta no aeroporto.
De março a junho e de setembro a outubro. As temperaturas são boas no norte e suportáveis no sul, e o mar de Djerba já está bom para banho em setembro.
Julho e agosto são muito quentes no sul, com mais de 40 graus em Matmata e Tataouine, e as praias lotam. No inverno o norte é chuvoso e fresco. Durante o Ramadã os horários de museus e restaurantes mudam.
Não há voo direto. O caminho é voar com conexão na Europa, em Paris, Roma ou Istambul, até o aeroporto de Túnis-Cartago. Para voltar, voe de Djerba a Túnis, cerca de uma hora, e siga para a conexão internacional.
Alugue um carro em Túnis com devolução em Djerba; as estradas principais são boas, mas dirija só de dia no sul. Leve a Permissão Internacional para Dirigir junto com a CNH, que as locadoras e a polícia costumam pedir. A alternativa é o louage, a van coletiva que liga as cidades, e o trem de Túnis a El Jem.
A cozinha tunisiana é a mais picante do Magreb, por causa da harissa, a pasta de pimenta que vem em toda mesa. O que evitar: os restaurantes de cardápio turístico na entrada das medinas, com preço de estrangeiro; coma onde os tunisianos comem, nos restaurantes populares de prato do dia.
O cuscuz é o prato nacional, mas o tunisiano é vermelho, cozido com tomate e harissa, e leva peixe no litoral e cordeiro no interior. Em Djerba, peça o de peixe.
O brik é o pastel de massa folhada fina frito com um ovo inteiro dentro, atum, alcaparra e salsinha. Coma segurando pela ponta, com cuidado para a gema não escorrer.

O lablabi é o café da manhã de trabalhador: sopa de grão-de-bico despejada sobre pão dormido, com cominho, harissa, ovo e azeite, montada na frente do cliente nas lanchonetes.

De doce, os makrouds de Kairouan, losangos de sêmola recheados de pasta de tâmara, fritos e passados em mel, e o chá de menta com pinhões.
São suficientes para atravessar o país de norte a sul e ver o essencial: Túnis e Cartago, Kairouan, El Jem, Matmata, os ksour de Tataouine e Djerba, com carro e sem voltar pelo mesmo caminho. O ritmo é puxado nos dias de estrada; com sete ou oito dias dá para uma noite a mais no sul.
O que ficou de fora e merece mais dias: Dougga, a cidade romana mais bem conservada do norte da África; o deserto de Douz e o lago salgado de Chott el Jerid; os oásis de montanha de Tozeur, Chebika e Tamerza, com os cenários de Mos Espa; e as praias de Hammamet e Sousse.
Se você quer seguir pelo Magreb, temos o roteiro de 8 dias pelo Marrocos. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.
Preços conferidos em 25 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Embaixada do Brasil em Túnis, setor consular.
Entre 1.200 e 2.400 dinares tunisianos por pessoa, sem a passagem internacional, contando hotel de categoria média em quarto duplo, comida, carro dividido por dois, o voo de Djerba a Túnis e as entradas. O Museu do Bardo custa 30 dinares para não residentes, o passe de Cartago cerca de 30 e El Jem cerca de 20; Chenini e Ksar Ouled Soltane são gratuitos. A passagem do Brasil fica entre 5.000 e 9.000 reais ida e volta.
Sim. A Tunísia exige o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela de quem chega do Brasil, com a vacina tomada pelo menos 10 dias antes. O certificado é emitido pela Anvisa.
Neste roteiro, em dois lugares: o Hotel Sidi Idriss, em Matmata, foi a casa de Luke Skywalker em Tatooine no primeiro filme, e o Ksar Ouled Soltane, perto de Tataouine, aparece em A Ameaça Fantasma. O cenário de Mos Espa, perto de Tozeur, fica fora desta rota.
As regiões deste roteiro, de Túnis a Djerba, recebem turistas o ano todo. Os governos recomendam evitar as zonas de fronteira com a Argélia e a Líbia, que ficam fora da rota. Consulte as recomendações do Itamaraty antes de viajar e dirija só de dia no sul.
Dá, pelo pátio, de manhã, com o bilhete combinado de Kairouan e roupa que cubra braços e pernas. A sala de oração é reservada aos muçulmanos, e a mesquita fecha na oração de sexta-feira.

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