Vista aérea do anfiteatro romano de El Jem no meio da cidade, na Tunísia

Tunísia · Túnis · Cartago · Sidi Bou Said · Kairouan · El Jem · Matmata · Djerba · 11 min de leitura

Roteiro Tunísia 6 dias: Túnis, Cartago, El Jem, Matmata e Djerba

6 dias · 7 cidades

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Este roteiro de 6 dias pela Tunísia desce o país de carro, de norte a sul, sem voltar atrás: entra por Túnis e sai pela ilha de Djerba, com voo curto de volta à capital.

Em resumo: a medina de Túnis, o Bardo, Cartago e Sidi Bou Said, Kairouan, o anfiteatro de El Jem, as casas trogloditas de Matmata, os ksour de Tataouine e Djerba. Visto, época e comida estão no fim.

Dia 1: chegada a Túnis, da Porte de France à Zitouna

Porte de France: a entrada da medina

O arco de pedra de Bab el Bhar, a Porte de France, na entrada da medina de Túnis
Foto: Leandro Neumann Ciuffo / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Parada rápida, 20 minutos, de graça. O aeroporto de Túnis-Cartago fica a 15 minutos de táxi do centro. Comece pela avenida Habib Bourguiba, a dos cafés e das árvores, que termina na Porte de France, a Bab el Bhar.

O arco marca a fronteira entre a cidade nova, do tempo francês, e a medina de Túnis, Patrimônio Mundial. Do outro lado começa a rua Jamaa Zitouna, que sobe em linha reta até a mesquita.

Mesquita Zitouna e os souks da medina

O minarete quadrado e o pátio de arcadas brancas da Mesquita Zitouna, na medina de Túnis
Foto: Citizen59 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de duas horas, de graça nos souks. A Grande Mesquita da Oliveira é o centro da medina, e os souks cobertos de perfumes, tecidos e tapetes se espalham em volta dela, cada rua com um ofício.

Visitantes não muçulmanos só entram no pátio, de manhã e com roupa que cubra ombros e pernas; à tarde, vale a vista do minarete a partir dos terraços das lojas de tapete, que convidam para subir. Negocie com calma e não se sinta obrigado a comprar por ter subido.

Dia 2: o Bardo, Cartago e Sidi Bou Said

Museu do Bardo: os mosaicos romanos

Mosaico romano de piso com medalhões hexagonais de figuras no Museu do Bardo
Foto: elian / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.5)

Cerca de duas horas, 30 dinares para não residentes; fechado às segundas. Fica a 15 minutos de táxi do centro, num palácio dos antigos beis de Túnis.

É uma das maiores coleções de mosaicos romanos do mundo, tirados das cidades antigas do país, com pisos inteiros de deuses, caçadas e cenas do mar. Não perca o retrato de Virgílio entre duas musas, um dos poucos do poeta feitos na Antiguidade.

Cartago e as Termas de Antonino

As ruínas das Termas de Antonino em Cartago, com uma coluna de pé e o mar azul ao fundo
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de 2h30, com o passe de cerca de 30 dinares que cobre os sete sítios de Cartago. Fica a 30 minutos do Bardo, pela estrada da costa ou pelo trem TGM.

Da cidade fenícia que rivalizou com Roma sobrou pouco, porque os romanos a arrasaram e reconstruíram por cima. O que impressiona são as Termas de Antonino, as maiores da África romana, na beira do mar. Suba também a colina de Byrsa, com o museu e a vista dos portos púnicos.

Sidi Bou Said: o azul e branco sobre o golfo

Casas brancas com detalhes azuis e o minarete de Sidi Bou Said sobre o mar
Foto: Habib M'henni / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O fim de tarde, de graça, a 10 minutos de Cartago. As casas brancas de portas e janelas azuis, cravejadas de pregos, sobem um penhasco sobre o golfo de Túnis.

Suba a rua principal até o café no alto da escadaria, onde o chá de menta vem com pinhões, e fique para o pôr do sol. Prove o bambalouni, a rosquinha frita com açúcar vendida nas barracas da rua.

Dia 3: Kairouan, a cidade santa

Grande Mesquita de Kairouan: a mais antiga do Magreb

O minarete de pedra da Grande Mesquita de Kairouan sob o céu azul
Foto: Monaam Ben Fredj / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de uma hora e meia, com o bilhete combinado de Kairouan; aberta de manhã e fechada na oração de sexta. São cerca de duas horas de carro de Túnis, então saia cedo.

Fundada em 670 por Uqba ibn Nafi, é uma das mesquitas mais antigas do mundo islâmico e o motivo de Kairouan ser a quarta cidade santa do Islã. Não muçulmanos entram no pátio de mármore e olham a sala de oração pelas portas; vista roupa que cubra braços e pernas.

Bacias dos Aghlábidas: a água de Kairouan

O grande reservatório circular dos Aghlábidas, em Kairouan, cheio de água
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Parada rápida, 30 minutos, com o mesmo bilhete combinado, a 1 km ao norte da medina. Os dois reservatórios circulares do século 9 abasteciam a cidade de água e estão entre as maiores obras hidráulicas do mundo islâmico medieval.

Depois, volte à medina para os makrouds, os doces de sêmola e tâmara que são a especialidade da cidade. Durma em Kairouan.

Dia 4: o anfiteatro de El Jem e as casas trogloditas de Matmata

Anfiteatro de El Jem: o Coliseu da África

O interior do anfiteatro romano de El Jem, com as arquibancadas em arcos e a arena no centro
Foto: Agnieszka Wolska / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de duas horas, cerca de 20 dinares para não residentes, com o museu incluído; aberto das 7h30 às 17h30 no inverno e até as 18h30 no verão. Fica a 1h15 de Kairouan.

Construído no século 3 para cerca de 35 mil pessoas, é o anfiteatro romano mais bem conservado da África. Desça aos corredores subterrâneos, por onde passavam gladiadores e feras, e suba às arquibancadas altas para ver a cidade pequena em volta.

Matmata e o Hotel Sidi Idriss: a casa de Luke Skywalker

O pátio escavado do Hotel Sidi Idriss, em Matmata, com portas e paredes de terra
Foto: Lohen11 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Cerca de uma hora, de graça, com uma bebida no bar. São cerca de 3h30 de carro de El Jem, passando por Gabès; chegue antes de escurecer.

Os berberes de Matmata vivem há séculos em casas cavadas em volta de um pátio no chão, frescas no verão e quentes no inverno. Uma delas, hoje o Hotel Sidi Idriss, foi a casa de Luke Skywalker em Tatooine no primeiro Star Wars, e ainda guarda restos do cenário. Dá para dormir nela, em quartos simples escavados na rocha.

Dia 5: os ksour de Tataouine e a chegada a Djerba

Chenini: a aldeia berbere na crista da montanha

A aldeia de Chenini na encosta da montanha, com casas de pedra e a mesquita branca
Foto: Ena Tounes / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Cerca de uma hora e meia, de graça, com gorjeta para um guia local se quiser. São cerca de duas horas de Matmata até Chenini, a 18 km de Tataouine.

A aldeia sobe a crista em camadas de casas e celeiros escavados na rocha, com uma mesquita branca no alto e vista dos vales secos. Uma parte ainda é habitada; peça antes de fotografar os moradores.

Ksar Ouled Soltane: os celeiros de quatro andares

Os celeiros abobadados de barro em vários andares do Ksar Ouled Soltane, com uma palmeira no pátio
Foto: Ovva olfa / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de uma hora, de graça, a 40 minutos de Chenini. É um celeiro fortificado do século 17, com quatro andares de células de barro abobadadas em volta de dois pátios, e foi cenário de Star Wars: A Ameaça Fantasma.

A luz do fim da tarde deixa o barro dourado. Depois siga para Djerba, a cerca de duas horas, atravessando para a ilha pela estrada romana de El Kantara.

Dia 6: Djerba, El Ghriba e Houmt Souk

Sinagoga de El Ghriba: a mais antiga da África

O interior da sinagoga de El Ghriba com arcos azuis, azulejos e lustres
Foto: IssamBarhoumi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de uma hora, com pequena taxa e revista na entrada. É uma das sinagogas mais antigas da África, e a comunidade judaica de Djerba vive na ilha há mais de dois mil anos, segundo a tradição.

O interior tem arcos azuis, azulejos e lustres, e na primavera recebe uma peregrinação que atrai judeus do mundo todo. Cubra ombros e pernas e tire os sapatos se pedirem.

Houmt Souk: os souks e o forte sobre o porto

Tapetes e cerâmicas expostos numa praça de Houmt Souk, em Djerba, à sombra das árvores
Foto: Chesdovi / Wikimedia Commons (CC BY 2.5)

Cerca de duas horas, de graça, a 15 minutos de El Ghriba. A cidade principal da ilha tem souks de tecidos, cerâmica e joias, fondouks antigos transformados em pousadas e o forte de Borj el Kebir, sobre o porto de pesca.

Almoce peixe grelhado perto do porto e siga para o aeroporto de Djerba, a 10 km, para o voo de uma hora até Túnis.

Brasileiro precisa de visto para a Tunísia?

Não. O brasileiro entra na Tunísia sem visto por até 90 dias, com passaporte válido por pelo menos seis meses. Leve o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela, emitido pela Anvisa, com a vacina tomada pelo menos 10 dias antes: ele é exigido de quem vem do Brasil.

Consulte as recomendações do Itamaraty antes de viajar e evite as zonas de fronteira com a Argélia e a Líbia, que ficam longe deste roteiro. O dinar não pode sair do país: troque só o que for gastar e guarde os recibos para trocar de volta no aeroporto.

Qual a melhor época para viajar para a Tunísia?

De março a junho e de setembro a outubro. As temperaturas são boas no norte e suportáveis no sul, e o mar de Djerba já está bom para banho em setembro.

Julho e agosto são muito quentes no sul, com mais de 40 graus em Matmata e Tataouine, e as praias lotam. No inverno o norte é chuvoso e fresco. Durante o Ramadã os horários de museus e restaurantes mudam.

Como chegar à Tunísia saindo do Brasil e como circular

Não há voo direto. O caminho é voar com conexão na Europa, em Paris, Roma ou Istambul, até o aeroporto de Túnis-Cartago. Para voltar, voe de Djerba a Túnis, cerca de uma hora, e siga para a conexão internacional.

Alugue um carro em Túnis com devolução em Djerba; as estradas principais são boas, mas dirija só de dia no sul. Leve a Permissão Internacional para Dirigir junto com a CNH, que as locadoras e a polícia costumam pedir. A alternativa é o louage, a van coletiva que liga as cidades, e o trem de Túnis a El Jem.

Onde comer na Tunísia: pratos típicos e o que pedir

A cozinha tunisiana é a mais picante do Magreb, por causa da harissa, a pasta de pimenta que vem em toda mesa. O que evitar: os restaurantes de cardápio turístico na entrada das medinas, com preço de estrangeiro; coma onde os tunisianos comem, nos restaurantes populares de prato do dia.

Prato de cuscuz tunisiano vermelho com frutos do mar num prato de barro
O cuscuz tunisiano, vermelho de harissa e tomate, aqui com frutos do mar. Foto: Wajih Khalfallah / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O cuscuz é o prato nacional, mas o tunisiano é vermelho, cozido com tomate e harissa, e leva peixe no litoral e cordeiro no interior. Em Djerba, peça o de peixe.

Briks tunisianos, pastéis de massa fina fritos e dourados num prato
O brik, pastel de massa fina frito com ovo, atum e salsinha. Foto: Souad Anane Lesina / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O brik é o pastel de massa folhada fina frito com um ovo inteiro dentro, atum, alcaparra e salsinha. Coma segurando pela ponta, com cuidado para a gema não escorrer.

Tigela de lablabi, sopa de grão-de-bico com pão, ovo e harissa
O lablabi, sopa de grão-de-bico com pão dormido, ovo e harissa. Foto: Sami Mlouhi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O lablabi é o café da manhã de trabalhador: sopa de grão-de-bico despejada sobre pão dormido, com cominho, harissa, ovo e azeite, montada na frente do cliente nas lanchonetes.

Makrouds, doces de sêmola recheados de tâmara, empilhados
Os makrouds, doces de sêmola e tâmara, especialidade de Kairouan. Foto: Zeinebtakouti / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

De doce, os makrouds de Kairouan, losangos de sêmola recheados de pasta de tâmara, fritos e passados em mel, e o chá de menta com pinhões.

6 dias são suficientes para conhecer a Tunísia?

São suficientes para atravessar o país de norte a sul e ver o essencial: Túnis e Cartago, Kairouan, El Jem, Matmata, os ksour de Tataouine e Djerba, com carro e sem voltar pelo mesmo caminho. O ritmo é puxado nos dias de estrada; com sete ou oito dias dá para uma noite a mais no sul.

O que ficou de fora e merece mais dias: Dougga, a cidade romana mais bem conservada do norte da África; o deserto de Douz e o lago salgado de Chott el Jerid; os oásis de montanha de Tozeur, Chebika e Tamerza, com os cenários de Mos Espa; e as praias de Hammamet e Sousse.

Se você quer seguir pelo Magreb, temos o roteiro de 8 dias pelo Marrocos. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 5.000 a R$ 9.000 (ida e volta do Brasil)
Hospedagem/noite150 a 350 dinares (quarto duplo, categoria média)
Alimentação/dia40 a 80 dinares por pessoa
Ingressos e transporte local110 a 150 dinares (Bardo, Cartago, Kairouan, El Jem e El Ghriba)
Total estimado1.200 a 2.400 dinares por pessoa, sem voo

Preços conferidos em 25 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Embaixada do Brasil em Túnis, setor consular.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 6 dias para a Tunísia?+

Entre 1.200 e 2.400 dinares tunisianos por pessoa, sem a passagem internacional, contando hotel de categoria média em quarto duplo, comida, carro dividido por dois, o voo de Djerba a Túnis e as entradas. O Museu do Bardo custa 30 dinares para não residentes, o passe de Cartago cerca de 30 e El Jem cerca de 20; Chenini e Ksar Ouled Soltane são gratuitos. A passagem do Brasil fica entre 5.000 e 9.000 reais ida e volta.

Brasileiro precisa de vacina de febre amarela para a Tunísia?+

Sim. A Tunísia exige o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela de quem chega do Brasil, com a vacina tomada pelo menos 10 dias antes. O certificado é emitido pela Anvisa.

Onde foram gravadas as cenas de Star Wars na Tunísia?+

Neste roteiro, em dois lugares: o Hotel Sidi Idriss, em Matmata, foi a casa de Luke Skywalker em Tatooine no primeiro filme, e o Ksar Ouled Soltane, perto de Tataouine, aparece em A Ameaça Fantasma. O cenário de Mos Espa, perto de Tozeur, fica fora desta rota.

É seguro viajar para a Tunísia?+

As regiões deste roteiro, de Túnis a Djerba, recebem turistas o ano todo. Os governos recomendam evitar as zonas de fronteira com a Argélia e a Líbia, que ficam fora da rota. Consulte as recomendações do Itamaraty antes de viajar e dirija só de dia no sul.

Dá para visitar a mesquita de Kairouan sendo turista?+

Dá, pelo pátio, de manhã, com o bilhete combinado de Kairouan e roupa que cubra braços e pernas. A sala de oração é reservada aos muçulmanos, e a mesquita fecha na oração de sexta-feira.

Porte de France, TunisMosquée ZitounaMusée national du BardoThermes d'AntoninSidi Bou SaïdGrande Mosquée de KairouanBassins des AghlabidesAmphithéâtre d'El JemHotel Sidi IdrissKsar CheniniKsar Ouled SoltaneSynagogue de la GhribaHoumt Souk

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