Itália · Puglia · Bari · Alberobello · Matera · Lecce · 10 min de leitura
7 dias · 12 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
€ 700 a 1.100 por pessoa, sem voo
Melhor época
Maio, junho e setembro
Visto
Sem visto para brasileiros, até 90 dias
Este roteiro Puglia 7 dias desce de carro pelo salto da bota italiana, de Bari a Lecce, com Matera no caminho. A decisão que o organiza é dormir em quatro bases, Bari, Alberobello, Matera e Lecce, para nunca passar mais de uma hora e meia no carro.
Em resumo: Bari Vecchia, Polignano e os trulli, Matera, Ostuni e Lecce, Otranto e o Salento, Gallipoli e o voo por Brindisi. Visto, época e comida estão no fim.

Quarenta e cinco minutos, de graça. Depois do check-in, entre em Bari Vecchia, o bairro medieval na península. A basílica românica foi erguida no fim do século XI para guardar os ossos de São Nicolau, trazidos de Mira, na atual Turquia, por marinheiros de Bari em 1087. Desça à cripta: é lugar de peregrinação católica e ortodoxa, e você vai ver fiéis russos e gregos rezando lado a lado.

Quarenta e cinco minutos, a 400 metros da basílica. Na Strada Arco Basso, as senhoras do bairro fazem orecchiette à mão em mesas na porta de casa e vendem o quilo por € 5 a € 7. O movimento é maior de manhã até o começo da tarde, e menor no domingo; se encontrar as mesas vazias, volte no Dia 2 antes de pegar a estrada.
Termine o dia no Castello Normanno-Svevo, a cinco minutos dali, e jante em Bari Vecchia, onde estão as padarias de focaccia e as trattorias de peixe cru.

Uma hora e meia, de graça. São 35 km de Bari pela costa. A enseada de seixos entre as falésias, cortada por uma ponte romana da Via Traiana, é a imagem mais famosa da Puglia. Desça até a água, depois suba ao centro histórico pelos mirantes do Lungomare, onde fica a estátua de Domenico Modugno, que nasceu aqui e cantou Volare.

Uma hora e quinze, de graça, a 10 km. O centro histórico de Monopoli é menos lotado que o de Polignano e tem o porto dos barcos de pesca azuis, os gozzi, ao pé dos palácios. Caminhe pela muralha até o castelo de Carlos V, na ponta, e almoce ali antes de subir para o interior.

Uma hora e meia, de graça, depois do check-in em Alberobello, a 30 minutos de Monopoli. O Rione Monti tem mais de mil trulli, casas de pedra empilhada sem argamassa com teto cônico, muitos pintados com símbolos brancos. A maioria virou loja: entre nas que mostram o interior e suba ao terraço de alguma para ver os cones de cima. No fim da tarde, quando saem as excursões, o bairro fica outro.

Meia hora, € 2,50, do outro lado do centro, no bairro Aia Piccola. Construído no século XVIII por uma família de padres, é o único trullo com dois andares e hoje é museu, com a cozinha, os quartos e a escada interna como eram.

Uma hora, € 5. Saia de Alberobello às 8h: é 1h15 até Matera, já na Basilicata. Estacione fora do centro e desça a pé ao Sasso Caveoso. A Casa Grotta é uma casa escavada na rocha mobiliada como até 1952, quando o governo removeu os moradores dos Sassi por causa da miséria: a família, a mula e as galinhas dormiam no mesmo cômodo.

Meia hora, entrada com o ingresso das igrejas rupestres, a 30 metros dali. A igrejinha fica no alto do Monterrone, o rochedo no meio do Sasso Caveoso, e a cripta de San Giovanni guarda afrescos medievais. Do pátio em frente, a vista abrange os dois Sassi. Faça o check-in e almoce; à tarde, entre no Palombaro Lungo, a cisterna subterrânea gigante sob a praça principal.

Uma hora e meia, de graça. O mirante fica no planalto da Murgia, de frente para a cidade: são 15 minutos de carro, ou uma trilha que desce a ravina e cruza a ponte tibetana sobre o rio Gravina, de cerca de uma hora, só com tênis firme. Chegue antes do pôr do sol, quando a pedra dos Sassi fica dourada e as luzes acendem.

Quarenta e cinco minutos, de graça. Saia de Matera às 8h15: é 1h15 até Locorotondo. O centro histórico é um círculo de ruelas brancas com varandas de flores e as cummerse, casas de telhado pontudo. Do mirante da Villa Comunale, os trulli se espalham pelo vale entre vinhedos e oliveiras.

Uma hora e meia, a 35 minutos de Locorotondo. Ostuni é toda caiada, sobre uma colina com vista para o mar e os olivais centenários. Suba pelas ruelas até a catedral gótica do século XV, no topo, com a rosácea de 24 raios. Almoce aqui: é uma hora até Lecce.

Uma hora, € 9 com o ingresso que inclui o Duomo e o Seminário. Depois do check-in, comece pela basílica que resume Lecce: a pedra leccese, macia de esculpir e dourada ao sol, virou na fachada um desfile de animais, frutas, anjos e atlantes. Siga depois até a Piazza del Duomo, a 300 metros, fechada como um pátio.

Meia hora, de graça para ver de cima. No meio da praça principal, o anfiteatro do século II foi descoberto nos anos 1930 durante uma obra; só um terço está à mostra, o resto segue debaixo dos prédios. À noite a praça enche: é o lugar do primeiro caffè leccese.

Duas horas e meia, de graça na catedral, a 45 minutos de Lecce. O piso inteiro da catedral normanda é um mosaico de 1163 a 1165 feito pelo monge Pantaleone: uma árvore da vida com Adão e Eva, o rei Artur, Alexandre, o Grande, elefantes e os meses do ano. Na capela lateral, os crânios dos 813 mártires mortos pelos otomanos em 1480. Depois, contorne as muralhas até o Castello Aragonese e o porto.
Uma hora e quinze, a 25 minutos ao norte de Otranto, em Roca Vecchia. A caverna desabada forma uma piscina de água turquesa ligada ao mar por um túnel. O banho está proibido para proteger a rocha e a borda é cercada; de 19 de julho ao fim de setembro de 2026 a entrada é controlada, com ingresso de € 5. Ao lado fica o sítio arqueológico messápico de Roca Vecchia. Para nadar, siga 5 km até as enseadas de Torre dell’Orso.

Uma hora, de graça, aberta das 9h às 12h e das 15h30 às 18h30. São 25 minutos de Lecce. Por fora, uma igreja gótica sóbria; por dentro, todas as paredes e abóbadas pintadas no fim do século XIV por mestres das escolas de Giotto e de Siena, com o Gênesis, a vida de Cristo e um Apocalipse cheio de monstros. Na saída, prove o pasticciotto na cidade que diz tê-lo inventado.

Quatro horas, de graça, a 40 minutos de Galatina. O centro histórico de Gallipoli fica numa ilha ligada à terra por uma ponte, cercado de muralhas sobre o mar Jônico. Caminhe pela muralha, entre na catedral barroca de Sant’Agata e desça à praia da Purità, colada aos muros, para nadar. Fique para o pôr do sol, que aqui cai no mar, e jante peixe antes de voltar a Lecce.

Uma hora, € 5, aberto das 9h30 às 20h. Em 2001, o dono da casa quis consertar o encanamento e encontrou, camada por camada, túmulos messápicos, cisternas romanas, uma cripta medieval e um convento de freiras. Hoje a casa é museu, com piso de vidro sobre as escavações e uma torre com vista para os telhados de Lecce.

Vinte minutos, de graça, a 800 metros. O arco triunfal de 1548 homenageia o imperador Carlos V e marcava a saída da cidade para Nápoles. Daqui são 40 minutos até o aeroporto de Brindisi: devolva o carro com duas horas de folga antes do voo.
Brasileiros não precisam de visto para ficar até 90 dias na Itália e no restante do Espaço Schengen: basta o passaporte válido por pelo menos três meses depois da volta. Na fronteira podem pedir passagem de volta, reserva de hotel, seguro viagem com cobertura de € 30 mil e comprovante de recursos.
O ETIAS, a autorização eletrônica da União Europeia para quem não precisa de visto, tem início previsto para o último trimestre de 2026: confira o site oficial antes de embarcar.
Maio, junho e setembro: mar já bom para nadar, dias longos e menos gente que em julho e agosto, quando as praias do Salento lotam e os preços dobram. Abril e outubro funcionam bem para cidades e interior, com o mar mais frio.
No inverno muitos hotéis e restaurantes de praia fecham, mas Bari, Matera e Lecce seguem abertas e vazias.
Do Brasil, voe até Bari com uma conexão, em Roma, Milão ou outra cidade europeia, e volte pelo aeroporto de Brindisi, para não refazer a estrada. Alugue o carro no aeroporto de Bari a partir do Dia 2 e devolva em Brindisi.
Cuidado com as ZTL, as zonas de tráfego limitado dos centros históricos de Bari, Polignano, Ostuni e Lecce: as câmeras multam quem entra sem autorização. Estacione fora e caminhe. Sem carro, os trens da Trenitalia e da Ferrovie del Sud Est ligam Bari a Polignano, Monopoli, Alberobello e Lecce.
A Puglia come pão, massa e verdura como poucos lugares da Itália. O prato da região são as orecchiette con cime di rapa, a massa em forma de orelhinha com folhas de nabo, alho, pimenta e anchova; em Bari Vecchia você vê as senhoras fazendo a massa na rua no Dia 1.

Para comer andando, a focaccia barese é alta, de massa com batata, coberta de tomate e azeitona, vendida por fatia nas padarias de Bari Vecchia perto da Basílica de San Nicola. À noite, o lanche é o panzerotto, pastel frito de tomate e mozzarella.


Prove a burrata de Andria, mozzarella recheada de creme e fios de massa, de preferência no dia em que foi feita, e no Vale de Itria as bombette, rolinhos de porco com queijo assados nos açougues com grelha, os fornelli pronti de Cisternino e Locorotondo.

Em Lecce, o café da manhã é o pasticciotto, tortinha de massa amanteigada recheada de creme, quente, com um caffè leccese, espresso com gelo e leite de amêndoa. Evite os restaurantes com cardápio plastificado em cinco línguas na frente da Lama Monachile, em Polignano: coma duas ruas para dentro.

São suficientes para o centro e o sul da região, com Matera de bônus, sem trocar de hotel a cada noite. O que fica de fora pede mais dias: o Gargano e a Foresta Umbra, no norte; o Castel del Monte, o castelo octogonal de Frederico II; as Grotte di Castellana; e Santa Maria di Leuca, a ponta do salto da bota.
Para seguir pelo sul da Itália, veja o roteiro da Sicília em 6 dias. E para o norte, o roteiro do Vêneto em 7 dias.
Preços conferidos em 07 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Trullo Sovrano, Alberobello · Casa Grotta di Vico Solitario, Matera · Chiese di Lecce, ingresso a Santa Croce e ao Duomo · Museo Faggiano, Lecce.
Entre € 700 e € 1.100 por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo e carro alugado: hotéis em Bari, Alberobello, Matera e Lecce, comida e ingressos, que somam de € 25 a € 35. A passagem do Brasil, chegando a Bari e voltando por Brindisi com conexão em Roma ou Milão, fica entre R$ 5.000 e R$ 8.000 ida e volta.
Para este roteiro, sim. Há trem de Bari a Polignano, Monopoli, Alberobello e Lecce, mas Matera, Locorotondo, Ostuni, Otranto e a Grotta della Poesia ficam mais fáceis de carro. Cuidado com as ZTL, zonas de tráfego limitado nos centros históricos: entrar sem autorização gera multa automática por câmera, enviada meses depois pela locadora.
Não mais. O banho está proibido para proteger a caverna, e a área é cercada; a visita é de cima, da borda. Do fim de julho ao fim de setembro de 2026 a entrada é controlada, com ingresso de € 5. Para nadar, siga até as enseadas de Torre dell’Orso, a poucos quilômetros.
Vale uma noite. Muitos trulli do Rione Monti e do Aia Piccola viraram pousada, com o quarto debaixo do cone de pedra. Ficar lá deixa você ver o bairro antes e depois dos ônibus de excursão, que lotam as ruas do meio da manhã ao fim da tarde.
Não, fica na Basilicata, a região vizinha, mas a 1h15 de Alberobello e a uma hora de Bari: por isso entra em quase todo roteiro da Puglia. Os Sassi, as casas escavadas na rocha, são Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1993.
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