Itália · Sicília · Catania · Etna · Taormina · Siracusa · Ortigia · Noto · 11 min de leitura
6 dias · 5 cidades
Duração
6 dias
Orçamento estimado
€ 600 a 1.000 por pessoa, sem voo
Melhor época
Abril a junho e setembro a outubro
Visto
Sem visto para brasileiros até 90 dias
Este roteiro Sicília 6 dias cobre a costa leste sem alugar carro: três noites em Catania, duas em Ortigia, e trem ou ônibus para o Etna, Taormina e Noto. A decisão que o organiza é trocar de hotel uma vez só, no caminho para Siracusa.
Em resumo: Catania barroca, o Etna de teleférico, Taormina e a Isola Bella, o teatro grego de Siracusa, Ortigia e Noto. Visto, época, transporte e comida estão no fim.

Quarenta e cinco minutos, entrada gratuita na nave. O aeroporto fica a 7 km do centro, e o Alibus deixa você em 25 minutos. Depois do check-in, comece pela Piazza del Duomo: a Fonte do Elefante, esculpida em pedra de lava, é o símbolo da cidade.
A catedral foi refeita depois do terremoto de 1693, que arrasou o sudeste da ilha, e por isso Catania é barroca, preta e branca: lava do Etna com calcário claro.

Quarenta minutos, 7 euros, aberta todos os dias. A igreja fica colada à catedral, na Via Vittorio Emanuele. Um elevador e mais uns 50 degraus levam aos terraços e à cúpula, de onde se vê o centro inteiro, o mar e, com céu limpo, o Etna.

Uma hora, 8 euros, até as 19h (última entrada às 18h30). Siga 400 metros a oeste pela Via Vittorio Emanuele. O teatro do século II ficou soterrado pela cidade, e as casas foram construídas por cima e ao redor das arquibancadas, que ainda aparecem entre as janelas.
Ao lado fica o Odeon, menor, na mesma entrada.

Vinte minutos, de graça. A rua começa na Piazza San Francesco, logo em frente à saída do teatro, e sobe para o norte passando pelo arco de San Benedetto e por quatro igrejas seguidas. No fim da tarde, siga até a Via Etnea para o aperitivo.

Quatro horas no alto. O ônibus da AST sai da estação central de Catania uma vez por dia, de manhã, e chega ao Rifugio Sapienza, a 1.920 m, em cerca de duas horas; a volta é à tarde. O teleférico sobe até 2.500 m por 54 euros ida e volta; com jipe e guia até cerca de 2.750 m, sai por 78 euros.
Leve casaco e sapato fechado mesmo no verão: lá em cima faz 15 graus a menos. Se ventar forte, o teleférico fecha; confira no site da Funivia de manhã. As crateras do cume só com guia vulcanológico.

Uma hora, de graça, ao lado do estacionamento do Rifugio Sapienza. São crateras da erupção de 1892, e a trilha dá a volta completa pela borda, sobre cinza vermelha e preta. É o que dá para fazer enquanto espera o ônibus de volta.

Duas horas de manhã. O trem de Catania à estação de Taormina-Giardini leva cerca de 50 minutos e custa poucos euros; de lá são 20 minutos a pé pela orla até a baía de Mazzarò. A praia é de seixos: leve sandália de água.
A ilhota é reserva natural e tem entrada paga para o jardim da antiga casa de Florence Trevelyan; a travessia pela faixa de pedras é livre.

Uma hora e meia, 14 euros, todos os dias até as 19h45. Suba de Mazzarò pelo teleférico, que chega à Via Pirandello, e caminhe 5 minutos até a Via Teatro Greco. É o segundo maior teatro antigo da Sicília, e o vão do palco enquadra o Etna e a baía de Naxos.
No primeiro domingo do mês a entrada é gratuita e o teatro lota.

Quarenta e cinco minutos, de graça. Da Porta Messina, o Corso Umberto atravessa o centro a pé até a Piazza IX Aprile, o terraço sobre o mar com a igreja de San Giuseppe. Quem tiver fôlego sobe a escadaria até Castelmola, 30 minutos acima; o ônibus volta à estação pela Via Pirandello.

Uma hora, de 7h às 13h, de segunda a sábado. Fica atrás da Piazza del Duomo, descendo a escada da fonte do Amenano. Os peixeiros gritam os preços sobre bancas de peixe-espada, atum e ouriço; nas ruas ao redor, as trattorias servem o peixe do dia no almoço.

Uma hora e meia, 14 euros. O trem de Catania a Siracusa leva cerca de 1h15; da estação são 20 minutos a pé até a entrada do parque, na Viale Paradiso. O teatro do século V a.C. foi escavado na rocha, e de maio a julho ainda recebe a temporada de tragédias gregas.
Deixe a mala no hotel antes, ou use o guarda-volumes da estação.

Vinte minutos, no mesmo ingresso. A gruta de 23 metros de altura fica na pedreira do Paraíso, a poucos passos do teatro. Bata palmas lá dentro: o eco explica a lenda do tirano que ouvia os presos. Depois, táxi ou 25 minutos a pé até Ortigia para o check-in.

Uma hora, de segunda a sábado, até por volta das 13h. As bancas ocupam a Via De Benedictis, perto da ponte: peixe, azeitonas temperadas, tomate seco, queijos e frutas. Várias bancas montam sanduíches na hora com o que vendem.

Quinze minutos, de graça, vista de fora. As colunas do templo dórico do século VI a.C. ficam no Largo XXV Luglio, a um quarteirão da feira. É o templo dórico mais antigo da Sicília.

Quarenta e cinco minutos, entrada paga na bilheteria da praça. Desça pela Via Cavour até a Piazza Duomo. Por fora, fachada barroca; por dentro, as colunas dóricas do templo de Atena do século V a.C., que seguram a nave até hoje.

Vinte minutos, de graça, 300 metros ao sul da catedral. A nascente de água doce brota a poucos metros do mar, num tanque com papiros. É o melhor lugar para o pôr do sol no Lungomare Alfeo.

Uma hora e meia, 6 euros, de terça a sábado até as 19h; domingo e segunda fecha às 13h30. O castelo de Frederico II fecha o extremo sul da ilha. Depois do almoço, entre pelo pátio até o salão gótico de colunas e saia pelas muralhas sobre o mar.

Quinze minutos. O trem de Siracusa a Noto leva cerca de 30 minutos; da estação, suba 15 minutos até o arco da Porta Reale, onde começa o Corso Vittorio Emanuele. A cidade inteira foi reconstruída do zero depois do terremoto de 1693.

Quarenta e cinco minutos. A catedral de San Nicolò fica no alto da escadaria, no meio do Corso. A cúpula desabou em 1996 e foi reconstruída; a fachada em calcário dourado é a foto de Noto.

Meia hora. Suba a Via Corrado Nicolaci, logo a oeste da catedral, e olhe para cima: as sacadas se apoiam em cavalos, leões e sereias de pedra. Volte a Siracusa de trem no começo da tarde e pegue o ônibus da Interbus para o aeroporto de Catania, em cerca de 1h15.
Brasileiro não precisa de visto para ficar até 90 dias no espaço Schengen, que inclui a Itália. Leve passaporte válido por pelo menos três meses depois da data de saída, e tenha à mão a reserva de hotel e a passagem de volta, que a imigração pode pedir.
Desde outubro de 2025 a entrada é registrada no EES, o sistema biométrico da União Europeia, com foto e digitais na primeira chegada. Seguro-viagem com cobertura médica é recomendado e pode ser exigido na fronteira.
De abril a junho e de setembro a outubro: entre 20 e 28 graus, mar bom para banho a partir do fim de maio e menos fila nos teatros. Julho e agosto passam de 35 graus e lotam Taormina e Ortigia.
No inverno o Etna tem neve e o teleférico fecha com vento forte. De maio a julho, o Teatro Grego de Siracusa recebe a temporada de tragédias gregas, com ingresso à parte. No primeiro domingo de cada mês os parques arqueológicos são gratuitos, e mais cheios.
Não há voo direto do Brasil: voe até Catania (CTA) com conexão em Roma, Milão, Lisboa ou Madri. A partir de maio de 2027 a United voa direto de Nova York (Newark) a Catania. Do aeroporto, o Alibus leva ao centro em 25 minutos.
Na costa leste o trem regional basta: Catania a Taormina em cerca de 50 minutos, Catania a Siracusa em 1h15 e Siracusa a Noto em 30 minutos, com bilhete de poucos euros na Trenitalia. Para o Etna há um ônibus da AST por dia, e a Interbus liga Siracusa ao aeroporto. Carro só compensa se você quiser Modica, Ragusa e as praias do sul.
A regra é comer onde se compra: na Pescheria de Catania e na feira de Ortigia, as bancas e as trattorias em volta servem o peixe do dia no almoço, pelo preço de quem mora ali. O que evitar são os restaurantes com cardápio de fotos e garçom chamando na porta, no Corso Umberto de Taormina e na orla de Ortigia.

O arancino, em Catania no masculino e em forma de cone, é o bolinho de arroz frito recheado de ragu ou de manteiga e presunto. É o lanche de qualquer hora, comprado nos bares da Via Etnea.

A pasta alla Norma nasceu em Catania e homenageia a ópera de Bellini, filho da cidade: tomate, berinjela frita, manjericão e ricota salgada ralada por cima.

No verão, o café da manhã siciliano é granita com brioche: gelo raspado de amêndoa, pistache ou limão, em que se molha o pão doce. Em Noto, os cafés do Corso servem a de amêndoa da região.

O cannolo se come recheado na hora, com a massa ainda crocante; se a ricota já está dentro na vitrine, passe adiante. O pistache vem de Bronte, na encosta do Etna.
São suficientes para a costa leste, sem pressa e sem carro: Catania, o Etna, Taormina, Siracusa e Noto. Não cabem Palermo, Cefalù e o Vale dos Templos de Agrigento, que pedem outra semana no lado oeste.
O que ficou de fora e merece mais dias: Modica, a cidade do chocolate, e Ragusa Ibla, no mesmo Val di Noto; a vila de pescadores de Marzamemi; a Riviera dos Ciclopes em Aci Trezza; as catacumbas de San Giovanni em Siracusa; e a escadaria de cerâmica de Caltagirone.
Se quer juntar outra região da Itália, temos o roteiro do Vêneto, com Verona, o Lago de Garda e as Dolomitas. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.
Preços conferidos em 28 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Funivia dell'Etna, bilhetes · Parque Arqueológico de Naxos e Taormina, Teatro Antico · Parque Arqueológico de Siracusa, Neapolis · Parque Arqueológico de Catania, Teatro Romano e Odeon · Pulcherrima, Badia di Sant'Agata · Comune di Siracusa, Castello Maniace.
Entre 600 e 1.000 euros por pessoa, sem a passagem do Brasil: hotel de categoria média em quarto duplo, comida, trens e ônibus, e os ingressos do roteiro, dos quais o teleférico do Etna é o mais caro, 54 euros ida e volta. A passagem do Brasil a Catania fica entre 4.500 e 7.500 reais ida e volta, com conexão na Europa.
Dá. Catania, Taormina, Siracusa e Noto estão na mesma linha de trem, com viagens de 30 minutos a 1h15, e o Etna tem um ônibus diário da AST saindo da estação de Catania. O carro só faz falta para Modica, Ragusa e as praias do sul.
Vale, se o dia estiver limpo. O teleférico leva de 1.920 a 2.500 m por 54 euros ida e volta, e com jipe e guia chega a cerca de 2.750 m por 78 euros. Sem gastar nada, os Crateri Silvestri, ao lado do Rifugio Sapienza, já mostram crateras de verdade.
Catania e Ortigia, em Siracusa. Catania tem as ligações para o Etna e Taormina e hotel mais barato; Ortigia é a base para Siracusa e Noto. Taormina é bonita, mas mais cara e no alto, longe da estação.


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