Vista aérea do Monte Otemanu, em Bora Bora, cercado pelo lagoon turquesa

Polinésia Francesa · Taiti · Papeete · Moorea · Bora Bora · Matira · 11 min de leitura

Roteiro Polinésia Francesa 7 dias: Taiti, Moorea e Bora Bora

7 dias · 4 cidades

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Este roteiro Polinésia Francesa 7 dias passa pelas três ilhas mais visitadas: Taiti, Moorea e Bora Bora. A decisão que o organiza é ir de balsa até Moorea e de avião até Bora Bora, e voltar ao Taiti no último dia, porque os voos internacionais saem à noite.

Em resumo: Papeete e a costa leste, o lagoon e o mirante de Moorea, Bora Bora com Matira e o passeio de barco. Visto, época, câmbio e comida estão no fim.

Dia 1: Papeete, o mercado e as roulottes da Place Vai'ete

Catedral de Notre-Dame: o marco zero de Papeete

A Catedral de Notre-Dame de Papeete, amarela com torre vermelha, entre árvores
Foto: kajikawa / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Vinte minutos, de graça. O aeroporto de Faa’a fica a 5 km do centro, de táxi ou ônibus. Depois do check-in, comece pela catedral amarela de 1875, de onde se contam os quilômetros da estrada que dá a volta na ilha.

Mercado de Papeete: frutas, pareôs e flores

Bancas de frutas e verduras sob a estrutura de ferro vermelha do Mercado de Papeete
Foto: Saga70 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Uma hora, de graça. Fica a duas quadras ao norte da catedral e fecha no fim da tarde; no domingo, só abre de manhã cedo. No térreo, frutas, peixe e coroas de flores de tiaré; no andar de cima, pareôs, monoï e artesanato a preço melhor que nos resorts.

Place Vai'ete: jantar nas roulottes

Mesas ao ar livre e roulottes iluminadas na Place Vai’ete, em Papeete, ao anoitecer
Foto: Peter Gill / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Uma hora e meia, a partir das 18h. Siga até a orla, ao lado do terminal das balsas. As roulottes são food trucks que montam mesas ao ar livre todas as noites: peixe grelhado, poisson cru, chow mein e crepes, pela metade do preço de um restaurante. Leve dinheiro em franco CFP; nem todas aceitam cartão.

Dia 2: a costa leste do Taiti, de Pointe Vénus às cascatas de Faarumai

Pointe Vénus: o farol e a praia de areia preta

O farol branco de Pointe Vénus entre coqueiros, no Taiti
Foto: Jens Bludau / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Uma hora e meia, de graça. Alugue carro para o dia: a estrada da costa é uma só e bem sinalizada. Pointe Vénus fica a 10 km a leste de Papeete, em Mahina. Foi daqui que James Cook observou o trânsito de Vênus em 1769, e o farol é de 1867.

A praia de areia vulcânica preta é boa para banho de manhã, com o mar calmo da baía de Matavai.

Trou du Souffleur de Arahoho: o mar que jorra da pedra

A costa de lava negra de Pointe Arahoho, no Taiti, com o mar batendo nas pedras
Foto: Matthew Dillon / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Vinte minutos, de graça, à beira da estrada, 12 km depois de Pointe Vénus. Com mar agitado, as ondas entram por baixo da lava e saem num jato pelo buraco da rocha. Fique atrás da mureta: a pedra é escorregadia.

Cascatas de Faarumai: três quedas na mata

A cachoeira Vaimahuta caindo por um paredão coberto de vegetação no vale de Faarumai
Foto: Matthew Dillon / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Uma hora e quinze, de graça, 1 km adiante, entrando pelo vale de Tiarei. Uma trilha de 5 minutos leva à Vaimahuta, a maior das três quedas; as outras duas ficam a mais 20 minutos de caminhada. Leve repelente: é mata fechada e úmida.

Na volta, pare numa das barracas de fruta da estrada.

Dia 3: balsa para Moorea, a praia de Temae e a Baía de Cook

Praia de Temae: o primeiro mergulho em Moorea

O lagoon turquesa de Temae, em Moorea, com coqueiros e o Taiti no horizonte
Foto: Guellouz Mehdi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Duas horas e meia, de graça. A balsa sai do terminal de Papeete, ao lado da Place Vai’ete, e chega a Vai’are, em Moorea, em 30 a 45 minutos; a Aremiti cobra 2.350 francos CFP por trecho para turista. Alugue carro ou scooter no porto: a volta da ilha tem 60 km.

Temae fica 3 km ao norte do porto. É a praia pública mais bonita de Moorea, com lagoon raso e o Taiti no horizonte. Leve máscara: há peixes junto às pedras.

Baía de Cook: os picos sobre a água

A entrada da Baía de Cook, em Moorea, com os picos verdes ao fundo
Foto: David Broad / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Meia hora, de graça, depois do check-in. A estrada contorna a baía de Paopao, que ganhou o nome de Cook, e os picos vulcânicos caem direto na água. Pare no acostamento do fundo da baía para a foto e siga pela orla até Maharepa.

Dia 4: raias e tubarões no lagoon de Moorea e o Belvédère

Motu Tiahura: nadar com raias e tubarões

Tubarões-de-pontas-negras e raias no lagoon raso de Moorea, com as montanhas ao fundo
Foto: Borut Furlan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quatro horas, de 8.000 a 13.000 francos CFP com operador local, reservando na véspera. Os barcos saem de Hauru, no noroeste, e param num banco de areia com água na cintura, onde raias vêm até as pernas e tubarões-de-pontas-negras, que não atacam, circulam ao redor.

Depois vem o jardim de coral e um almoço num motu, a ilhota de areia. Não toque nos animais e use protetor solar sem oxibenzona.

Belvédère: as duas baías vistas de cima

O Monte Rotui entre as baías de Opunohu e de Cook, visto do Belvédère de Moorea
Foto: Daniel Julie / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Uma hora, de graça. Suba de carro a estrada do vale de Opunohu, que passa por plantações de abacaxi e pelos marae de pedra de Titiroa. Do alto, o Monte Rotui separa as baías de Cook e de Opunohu. A luz é melhor no fim da tarde.

Para o pôr do sol, desça até a praia pública de Ta’ahiamanu, na baía de Opunohu.

Dia 5: Bora Bora, Vaitape e a praia de Matira

Vaitape: a chegada a Bora Bora

O cais de Vaitape, em Bora Bora, com a água turquesa e o quiosque de palha
Foto: Balou46 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Meia hora. Pegue a primeira balsa de volta a Papeete e o voo da Air Tahiti para Bora Bora, de 50 minutos. O aeroporto fica numa ilhota: um barco gratuito leva os passageiros ao cais de Vaitape, a vila principal, com mercadinhos e lojas de pérolas negras.

Praia de Matira: a areia branca da ponta sul

A areia branca e o lagoon turquesa da praia de Matira, em Bora Bora
Foto: Sba2 / Wikimedia Commons (CC BY 2.5)

Duas horas e meia, de graça, 7 km ao sul de Vaitape, de bicicleta, scooter ou ônibus. É a única praia pública da ilha principal: areia branca, lagoon raso e transparente, e sombra de coqueiros. Dá para ver peixes de snorkel a poucos metros da areia.

Fique para o pôr do sol na ponta de Matira.

Dia 6: o lagoon de Bora Bora e os canhões americanos

Passeio de barco pelo lagoon: raias, tubarões e coral

O lagoon de Bora Bora com bangalôs sobre a água e o Monte Otemanu ao fundo
Foto: Taka-0905 e Alvaro qc / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Quatro horas, de 8.000 a 15.000 francos CFP, conforme o barco e o almoço. É o passeio que justifica a viagem: o barco contorna a ilha pelo lagoon, para diante do Motu Piti A’au para nadar com raias e tubarões e depois num jardim de coral, sempre com o Monte Otemanu ao fundo.

Os melhores operadores saem de manhã, com a água mais calma. Reserve com um dia de antecedência.

Canhões americanos: Bora Bora na Segunda Guerra

Um canhão americano da Segunda Guerra apontado para o lagoon de Bora Bora
Foto: LecomteB / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora, de graça, subindo uma trilha curta em Faanui, no norte da ilha. Em 1942 os Estados Unidos fizeram de Bora Bora uma base de abastecimento e instalaram canhões navais no alto dos morros. De lá se vê o lagoon e a passagem de Teavanui.

Dia 7: volta ao Taiti, o Marae Arahurahu e os jardins de Vaipahi

Marae Arahurahu: o templo de pedra polinésio

As plataformas de pedra do Marae Arahurahu cercadas de vegetação, no Taiti
Foto: Saga70 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quarenta e cinco minutos. Voe de volta a Papeete de manhã, alugue carro no aeroporto e siga 20 km pela costa oeste até Paea. O marae é o templo antigo dos polinésios, restaurado, com as plataformas de pedra ao pé do vale.

No caminho para o sul, as grutas de Maraa têm lagos de água doce sob a rocha, com parada à beira da estrada.

Jardins de Vaipahi: nascentes na mata do sul

Lago com vitórias-régias e mata tropical nos jardins de Vaipahi, no Taiti
Foto: Matthew Dillon / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Uma hora, de graça, em Mataiea, 25 km adiante. Uma trilha curta passa entre lagos, nascentes e uma cachoeira na mata. Volte ao aeroporto de Faa’a, a 45 km, com folga para o voo internacional da noite.

Precisa de visto para ir para a Polinésia Francesa?

Brasileiro não precisa de visto para ficar até 90 dias na Polinésia Francesa, com passaporte válido por seis meses. A imigração pode pedir a passagem de saída e a reserva de hotel.

O cuidado é o caminho: quase todos os voos passam pelos Estados Unidos, e mesmo em trânsito o brasileiro precisa de visto americano. Sem ele, a alternativa é voar via Tóquio ou Auckland com a Air Tahiti Nui, o que encarece e alonga a viagem.

Qual a melhor época para ir à Polinésia Francesa?

De maio a outubro, na estação seca: menos chuva, menos umidade e temperatura entre 24 e 28 graus. De agosto a outubro as baleias-jubarte passam por Moorea, e em julho acontece o Heiva, o festival de dança e canto.

De novembro a abril é a estação quente e chuvosa, com pancadas fortes e risco de ciclone, mas hotel mais barato. O lagoon é bom para nadar o ano inteiro.

Como chegar à Polinésia Francesa e como ir de uma ilha a outra

Do Brasil, voe até Los Angeles ou São Francisco e de lá para Papeete, em cerca de 8 horas, pela Air Tahiti Nui, Air France, United ou French Bee. Também há conexão via Paris.

Entre Taiti e Moorea, as balsas saem várias vezes por dia do terminal de Papeete. Para as outras ilhas, só de avião, pela Air Tahiti; o passe de várias ilhas compensa a partir de três voos. A moeda é o franco CFP, com câmbio fixo: 1.000 francos equivalem a cerca de 8,40 euros. Cartão é aceito nos hotéis e em quase todo restaurante.

Onde comer na Polinésia Francesa: pratos típicos e o que evitar

A comida é polinésia, francesa e chinesa ao mesmo tempo. O que mais economiza são as roulottes de Papeete e os snacks, lanchonetes simples de beira de estrada em Moorea e Bora Bora, com prato feito de peixe pelo preço de uma entrada de resort. O que evitar é comer só no hotel, onde uma refeição custa o triplo, e deixar o jantar para tarde: quase tudo fecha por volta das 21h.

Tigela de poisson cru, peixe cru em cubos no leite de coco com limão
O poisson cru à la tahitienne, com leite de coco. Foto: Arnaud 25 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O poisson cru é o prato nacional: atum cru em cubos marinado no limão e servido no leite de coco, com pepino, tomate e cebola. Está em todo cardápio, das roulottes aos resorts, e costuma vir com arroz.

Forno de pedras quentes no chão, com fumaça, preparando fruta-pão
O ahima’a, o forno polinésio de pedras quentes. Foto: Saga70 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O ahima’a é o forno de pedras quentes enterrado no chão, onde se cozinham porco, peixe, fruta-pão e taro envoltos em folhas. É o almoço de domingo das famílias, o ma’a Tahiti, e alguns hotéis e o Tiki Village, em Moorea, servem em noite de espetáculo. No café da manhã, prove o firi firi, a rosquinha frita de leite de coco.

7 dias são suficientes para conhecer a Polinésia Francesa?

São suficientes para as três ilhas mais famosas, com um passeio de lagoon em Moorea e outro em Bora Bora, sem correr. O que não cabe são os atóis de Tuamotu, como Rangiroa e Fakarava, para mergulho, que pedem voo e hotel à parte.

O que ficou de fora e merece mais dias: Huahine e Taha’a, a ilha da baunilha, a uma hora de Bora Bora; o Taiti Iti e a onda de Teahupo’o; a Magic Mountain e o Tiki Village, em Moorea; e as baleias de agosto a outubro.

Se quiser juntar a viagem com a Austrália, temos o roteiro do Red Centre e Uluru. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 9.000 a R$ 16.000 (ida e volta do Brasil, via Estados Unidos)
Hospedagem/noite20.000 a 35.000 francos CFP (quarto duplo em pensão ou hotel médio)
Alimentação/dia6.000 a 9.000 francos CFP por pessoa
Ingressos e transporte local16.000 a 28.000 francos CFP (dois passeios de lagoon)
Total estimado€ 1.500 a 2.400 por pessoa, sem voo

Preços conferidos em 28 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Aremiti, tarifas da balsa Taiti e Moorea · Air Tahiti, voos entre as ilhas · Tahiti Tourisme, guia oficial das ilhas.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 7 dias para a Polinésia Francesa?+

Entre 1.500 e 2.400 euros por pessoa, sem a passagem do Brasil, em pensão ou hotel médio com quarto duplo: 175 mil a 285 mil francos CFP com comida, dois voos da Air Tahiti, as balsas de Moorea, carro e dois passeios de lagoon. Bangalô sobre a água em Bora Bora multiplica o custo. A passagem do Brasil fica entre 9.000 e 16.000 reais ida e volta.

Brasileiro precisa de visto americano para ir à Polinésia Francesa?+

Para entrar na Polinésia Francesa, não: o brasileiro fica até 90 dias sem visto. Mas quase todos os voos fazem conexão nos Estados Unidos, e o trânsito exige visto americano. Sem ele, a rota é via Tóquio ou Auckland pela Air Tahiti Nui.

Vale mais a pena Moorea ou Bora Bora?+

As duas, se couber. Moorea é mais barata, fica a 30 minutos de balsa do Taiti e tem montanha e trilha; Bora Bora tem o lagoon mais bonito e os bangalôs sobre a água, mas custa mais e só se chega de avião. Com menos dias, fique em Moorea.

Como ir de Papeete a Moorea?+

De balsa, saindo do terminal marítimo de Papeete várias vezes por dia, em 30 a 45 minutos até Vai’are. A Aremiti cobra 2.350 francos CFP por trecho para turista; há outras companhias mais baratas e mais lentas. Não é preciso reservar para passageiro a pé.

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