Polinésia Francesa · Taiti · Papeete · Moorea · Bora Bora · Matira · 11 min de leitura
7 dias · 4 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
€ 1.500 a 2.400 por pessoa, sem voo
Melhor época
Maio a outubro, na estação seca
Visto
Sem visto para brasileiros até 90 dias
Este roteiro Polinésia Francesa 7 dias passa pelas três ilhas mais visitadas: Taiti, Moorea e Bora Bora. A decisão que o organiza é ir de balsa até Moorea e de avião até Bora Bora, e voltar ao Taiti no último dia, porque os voos internacionais saem à noite.
Em resumo: Papeete e a costa leste, o lagoon e o mirante de Moorea, Bora Bora com Matira e o passeio de barco. Visto, época, câmbio e comida estão no fim.

Vinte minutos, de graça. O aeroporto de Faa’a fica a 5 km do centro, de táxi ou ônibus. Depois do check-in, comece pela catedral amarela de 1875, de onde se contam os quilômetros da estrada que dá a volta na ilha.
Uma hora, de graça. Fica a duas quadras ao norte da catedral e fecha no fim da tarde; no domingo, só abre de manhã cedo. No térreo, frutas, peixe e coroas de flores de tiaré; no andar de cima, pareôs, monoï e artesanato a preço melhor que nos resorts.

Uma hora e meia, a partir das 18h. Siga até a orla, ao lado do terminal das balsas. As roulottes são food trucks que montam mesas ao ar livre todas as noites: peixe grelhado, poisson cru, chow mein e crepes, pela metade do preço de um restaurante. Leve dinheiro em franco CFP; nem todas aceitam cartão.

Uma hora e meia, de graça. Alugue carro para o dia: a estrada da costa é uma só e bem sinalizada. Pointe Vénus fica a 10 km a leste de Papeete, em Mahina. Foi daqui que James Cook observou o trânsito de Vênus em 1769, e o farol é de 1867.
A praia de areia vulcânica preta é boa para banho de manhã, com o mar calmo da baía de Matavai.

Vinte minutos, de graça, à beira da estrada, 12 km depois de Pointe Vénus. Com mar agitado, as ondas entram por baixo da lava e saem num jato pelo buraco da rocha. Fique atrás da mureta: a pedra é escorregadia.

Uma hora e quinze, de graça, 1 km adiante, entrando pelo vale de Tiarei. Uma trilha de 5 minutos leva à Vaimahuta, a maior das três quedas; as outras duas ficam a mais 20 minutos de caminhada. Leve repelente: é mata fechada e úmida.
Na volta, pare numa das barracas de fruta da estrada.

Duas horas e meia, de graça. A balsa sai do terminal de Papeete, ao lado da Place Vai’ete, e chega a Vai’are, em Moorea, em 30 a 45 minutos; a Aremiti cobra 2.350 francos CFP por trecho para turista. Alugue carro ou scooter no porto: a volta da ilha tem 60 km.
Temae fica 3 km ao norte do porto. É a praia pública mais bonita de Moorea, com lagoon raso e o Taiti no horizonte. Leve máscara: há peixes junto às pedras.

Meia hora, de graça, depois do check-in. A estrada contorna a baía de Paopao, que ganhou o nome de Cook, e os picos vulcânicos caem direto na água. Pare no acostamento do fundo da baía para a foto e siga pela orla até Maharepa.

Quatro horas, de 8.000 a 13.000 francos CFP com operador local, reservando na véspera. Os barcos saem de Hauru, no noroeste, e param num banco de areia com água na cintura, onde raias vêm até as pernas e tubarões-de-pontas-negras, que não atacam, circulam ao redor.
Depois vem o jardim de coral e um almoço num motu, a ilhota de areia. Não toque nos animais e use protetor solar sem oxibenzona.

Uma hora, de graça. Suba de carro a estrada do vale de Opunohu, que passa por plantações de abacaxi e pelos marae de pedra de Titiroa. Do alto, o Monte Rotui separa as baías de Cook e de Opunohu. A luz é melhor no fim da tarde.
Para o pôr do sol, desça até a praia pública de Ta’ahiamanu, na baía de Opunohu.

Meia hora. Pegue a primeira balsa de volta a Papeete e o voo da Air Tahiti para Bora Bora, de 50 minutos. O aeroporto fica numa ilhota: um barco gratuito leva os passageiros ao cais de Vaitape, a vila principal, com mercadinhos e lojas de pérolas negras.

Duas horas e meia, de graça, 7 km ao sul de Vaitape, de bicicleta, scooter ou ônibus. É a única praia pública da ilha principal: areia branca, lagoon raso e transparente, e sombra de coqueiros. Dá para ver peixes de snorkel a poucos metros da areia.
Fique para o pôr do sol na ponta de Matira.

Quatro horas, de 8.000 a 15.000 francos CFP, conforme o barco e o almoço. É o passeio que justifica a viagem: o barco contorna a ilha pelo lagoon, para diante do Motu Piti A’au para nadar com raias e tubarões e depois num jardim de coral, sempre com o Monte Otemanu ao fundo.
Os melhores operadores saem de manhã, com a água mais calma. Reserve com um dia de antecedência.

Uma hora, de graça, subindo uma trilha curta em Faanui, no norte da ilha. Em 1942 os Estados Unidos fizeram de Bora Bora uma base de abastecimento e instalaram canhões navais no alto dos morros. De lá se vê o lagoon e a passagem de Teavanui.

Quarenta e cinco minutos. Voe de volta a Papeete de manhã, alugue carro no aeroporto e siga 20 km pela costa oeste até Paea. O marae é o templo antigo dos polinésios, restaurado, com as plataformas de pedra ao pé do vale.
No caminho para o sul, as grutas de Maraa têm lagos de água doce sob a rocha, com parada à beira da estrada.

Uma hora, de graça, em Mataiea, 25 km adiante. Uma trilha curta passa entre lagos, nascentes e uma cachoeira na mata. Volte ao aeroporto de Faa’a, a 45 km, com folga para o voo internacional da noite.
Brasileiro não precisa de visto para ficar até 90 dias na Polinésia Francesa, com passaporte válido por seis meses. A imigração pode pedir a passagem de saída e a reserva de hotel.
O cuidado é o caminho: quase todos os voos passam pelos Estados Unidos, e mesmo em trânsito o brasileiro precisa de visto americano. Sem ele, a alternativa é voar via Tóquio ou Auckland com a Air Tahiti Nui, o que encarece e alonga a viagem.
De maio a outubro, na estação seca: menos chuva, menos umidade e temperatura entre 24 e 28 graus. De agosto a outubro as baleias-jubarte passam por Moorea, e em julho acontece o Heiva, o festival de dança e canto.
De novembro a abril é a estação quente e chuvosa, com pancadas fortes e risco de ciclone, mas hotel mais barato. O lagoon é bom para nadar o ano inteiro.
Do Brasil, voe até Los Angeles ou São Francisco e de lá para Papeete, em cerca de 8 horas, pela Air Tahiti Nui, Air France, United ou French Bee. Também há conexão via Paris.
Entre Taiti e Moorea, as balsas saem várias vezes por dia do terminal de Papeete. Para as outras ilhas, só de avião, pela Air Tahiti; o passe de várias ilhas compensa a partir de três voos. A moeda é o franco CFP, com câmbio fixo: 1.000 francos equivalem a cerca de 8,40 euros. Cartão é aceito nos hotéis e em quase todo restaurante.
A comida é polinésia, francesa e chinesa ao mesmo tempo. O que mais economiza são as roulottes de Papeete e os snacks, lanchonetes simples de beira de estrada em Moorea e Bora Bora, com prato feito de peixe pelo preço de uma entrada de resort. O que evitar é comer só no hotel, onde uma refeição custa o triplo, e deixar o jantar para tarde: quase tudo fecha por volta das 21h.

O poisson cru é o prato nacional: atum cru em cubos marinado no limão e servido no leite de coco, com pepino, tomate e cebola. Está em todo cardápio, das roulottes aos resorts, e costuma vir com arroz.

O ahima’a é o forno de pedras quentes enterrado no chão, onde se cozinham porco, peixe, fruta-pão e taro envoltos em folhas. É o almoço de domingo das famílias, o ma’a Tahiti, e alguns hotéis e o Tiki Village, em Moorea, servem em noite de espetáculo. No café da manhã, prove o firi firi, a rosquinha frita de leite de coco.
São suficientes para as três ilhas mais famosas, com um passeio de lagoon em Moorea e outro em Bora Bora, sem correr. O que não cabe são os atóis de Tuamotu, como Rangiroa e Fakarava, para mergulho, que pedem voo e hotel à parte.
O que ficou de fora e merece mais dias: Huahine e Taha’a, a ilha da baunilha, a uma hora de Bora Bora; o Taiti Iti e a onda de Teahupo’o; a Magic Mountain e o Tiki Village, em Moorea; e as baleias de agosto a outubro.
Se quiser juntar a viagem com a Austrália, temos o roteiro do Red Centre e Uluru. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.
Preços conferidos em 28 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Aremiti, tarifas da balsa Taiti e Moorea · Air Tahiti, voos entre as ilhas · Tahiti Tourisme, guia oficial das ilhas.
Entre 1.500 e 2.400 euros por pessoa, sem a passagem do Brasil, em pensão ou hotel médio com quarto duplo: 175 mil a 285 mil francos CFP com comida, dois voos da Air Tahiti, as balsas de Moorea, carro e dois passeios de lagoon. Bangalô sobre a água em Bora Bora multiplica o custo. A passagem do Brasil fica entre 9.000 e 16.000 reais ida e volta.
Para entrar na Polinésia Francesa, não: o brasileiro fica até 90 dias sem visto. Mas quase todos os voos fazem conexão nos Estados Unidos, e o trânsito exige visto americano. Sem ele, a rota é via Tóquio ou Auckland pela Air Tahiti Nui.
As duas, se couber. Moorea é mais barata, fica a 30 minutos de balsa do Taiti e tem montanha e trilha; Bora Bora tem o lagoon mais bonito e os bangalôs sobre a água, mas custa mais e só se chega de avião. Com menos dias, fique em Moorea.
De balsa, saindo do terminal marítimo de Papeete várias vezes por dia, em 30 a 45 minutos até Vai’are. A Aremiti cobra 2.350 francos CFP por trecho para turista; há outras companhias mais baratas e mais lentas. Não é preciso reservar para passageiro a pé.
Pronto para viajar?
Salve este roteiro no seu Galmund e leve o cronograma, o mapa e o orçamento com você. Edite, compartilhe e acompanhe tudo no globo.
Salvar este roteiro no meu GalmundJá esteve lá?
Marque esta viagem no seu globo e guarde as fotos no lugar onde foram tiradas.
Marcar no meu globo