Malta · Valletta · Três Cidades · Mdina · Gozo · Comino · 9 min de leitura
6 dias · 14 cidades
Duração
6 dias
Orçamento estimado
800 a 1.300 euros por pessoa, sem aéreo
Melhor época
Abril a junho e setembro a outubro
Visto
Brasileiros não precisam até 90 dias
Este roteiro Malta 6 dias usa um único hotel em Valletta e circula de ônibus, ferry e barco, sem carro. A decisão que o organiza são as reservas: o Hipogeu de Ħal Saflieni esgota com semanas de antecedência e a Blue Lagoon exige passe gratuito com horário.
Em resumo: Valletta, Três Cidades e Hipogeu, Mdina e Dingli, Gozo, Comino e o sul com os templos. Visto, custos e comida estão no fim.

Quarenta minutos, de graça, ao lado do City Gate. Depois do check-in, comece pelo terraço sobre o Grand Harbour, com as Três Cidades do outro lado, que são o programa de amanhã. Logo abaixo fica a Saluting Battery, que dispara um canhão às 12h e às 16h. O elevador Barrakka, ao lado, desce até o cais do ferry.

Uma hora, 15 euros com audioguia, fechada aos domingos. A cinco minutos a pé do jardim fica o interior mais rico da ilha: piso de lápides de mármore dos cavaleiros, abóbada pintada por Mattia Preti e, no oratório, A Decapitação de São João Batista, o único quadro assinado por Caravaggio. A última entrada é às 16h15: chegue até 15h45 e vá com ombros e joelhos cobertos.

Uma quadra abaixo da catedral, esta rua estreita, paralela à Republic Street, que foi o reduto dos bares de marinheiros e hoje tem bares de vinho e mesas na calçada. Jante por aqui ou numa das escadarias vizinhas, que se enchem de mesas depois das 19h.

Uma hora e meia, 10 euros. Desça pelo elevador Barrakka e pegue o ferry das Três Cidades, que cruza o porto em cerca de dez minutos até Birgu. O forte foi o quartel-general dos Cavaleiros de São João no Grande Cerco de 1565, e do alto se vê Valletta inteira a partir da água.
Ao meio-dia, o canhão da Saluting Battery dispara do outro lado do porto. Na saída, siga pelas ruelas de Birgu até o Palácio do Inquisidor e almoce na orla.

Trinta minutos, de graça. Contorne a enseada até a ponta de Senglea, onde a guarita de pedra tem um olho e uma orelha esculpidos, símbolo da vigilância sobre o porto. É a foto clássica de Valletta vista do outro lado da água.

Uma hora, 35 euros, só com reserva no site da Heritage Malta, de hora em hora e em grupos pequenos. Na alta temporada esgota com semanas de antecedência; se não conseguir, os ingressos de última hora custam 50 euros e são vendidos na véspera no Fort St Elmo, em Valletta. Crianças menores de 6 anos não entram e fotos são proibidas.
De Senglea são uns 15 minutos de ônibus até Paola. Lá embaixo há três níveis escavados na rocha há mais de 5 mil anos, com a Sala do Oráculo e tetos pintados com ocre vermelho.

Quarenta e cinco minutos, 6 euros. Caminhe uns 500 metros até o complexo de quatro templos erguidos entre 3150 e 2500 a.C., hoje sob uma cobertura de proteção. Repare nos relevos de espirais e animais nos blocos e na base da estátua gigante da deusa da fertilidade. Da porta, o ônibus volta a Valletta em uns 20 minutos.

Quinze minutos. O ônibus de Valletta leva cerca de 30 minutos até Rabat, ao lado da muralha. O portão barroco de 1724, sobre o fosso, foi o portão de Porto Real na primeira temporada de Game of Thrones. Chegue antes das 10h, com as ruas ainda vazias.

Uma hora, com ingresso combinado com o museu da catedral, comprado na bilheteria em frente. Reconstruída por Lorenzo Gafà depois do terremoto de 1693, a catedral fica onde, segundo a tradição, o governador romano Públio recebeu São Paulo depois do naufrágio. Depois, ande sem pressa pelas ruas de palácios fechados que deram a Mdina o apelido de cidade silenciosa.

Quarenta e cinco minutos. O terraço sobre os bastiões do norte tem a vista mais aberta de Malta, até o mar, e é famoso pelo bolo de chocolate. Depois, desça para Rabat, que começa do lado de fora das muralhas, e almoce pastizzi no Crystal Palace.

Uma hora e quinze, 6 euros. A dez minutos a pé do portão de Mdina, a rede de catacumbas dos séculos III e IV tem dezenas de túmulos e mesas de ágape escavadas na rocha, onde as famílias faziam refeições em memória dos mortos.
Uma hora, de graça. De Rabat, o ônibus leva uns 15 minutos até as falésias de cerca de 250 metros, as mais altas de Malta, com a capela de Santa Maria Madalena na beira do penhasco e a ilhota de Filfla no mar. Fique para o pôr do sol e volte de ônibus a Valletta.

Uma hora e quinze, 10 euros com o moinho Ta' Kola. Pegue cedo o catamarã da Gozo Highspeed no cais abaixo do Upper Barrakka: 45 minutos até Mġarr, por 7,50 euros cada trecho. Do porto, ônibus ou táxi até Xagħra. Os dois templos foram erguidos por volta de 3600 a.C. com blocos de várias toneladas e são anteriores a Stonehenge e às pirâmides do Egito.

Uma hora e meia. Almoce antes na praça It-Tokk, ao pé da Cidadela, onde o coelho ensopado é a especialidade. O acesso às muralhas é gratuito e dá a volta completa sobre a ilha; a catedral e os museus internos têm ingresso combinado.

Uma hora e quinze. A Azure Window desabou em 2017, mas a baía de Dwejra continua valendo a viagem: o Inland Sea é uma lagoa ligada ao mar por um túnel na falésia, atravessado por barquinhos de pescadores quando o mar está calmo. Volte de ônibus a Mġarr e confira o horário do último catamarã para Valletta.

Três horas. Desde 2025 é obrigatório um passe gratuito com horário, reservado no sistema oficial indicado pela Malta Tourism Authority: de manhã (8h às 13h), à tarde (13h30 às 17h30) ou à noite. O limite é de 4 mil pessoas ao mesmo tempo, e em julho e agosto os horários da manhã acabam semanas antes.
Do terminal de Ċirkewwa, a pouco mais de uma hora de ônibus de Valletta, os barcos cruzam em 15 minutos, por cerca de 15 euros ida e volta. Leve água e chapéu: espreguiçadeiras e quiosques são caros.

Uma hora, a pé. Uma trilha de 20 minutos pelo platô sem árvores leva da lagoa até a torre construída pelos cavaleiros em 1618, cenário do filme O Conde de Monte Cristo, de 2002. Lá de cima se veem Gozo, Malta e o mar aberto, longe da multidão da lagoa.
Uma hora. Faça o checkout cedo e use táxi por aplicativo hoje, com a mala no carro. Os barcos saem do pequeno porto de Wied iż-Żurrieq, pagos no cais, num passeio curto pelas grutas; é a luz da manhã que deixa a água azul elétrica. Com mar agitado não há saída, mas o mirante da estrada mostra o arco do alto.

Uma hora e meia, 10 euros pelos dois. A cerca de 1,5 km da Gruta Azul, o centro de visitantes dá acesso a Ħaġar Qim, no alto, e a Mnajdra, 500 metros abaixo, na direção do mar. Os dois ficam sob tendas de proteção; em Mnajdra, o sol nasce alinhado com a porta principal nos equinócios.

Uma hora e quinze. Uns 20 minutos de carro levam à vila de pescadores dos luzzu, barcos pintados de azul, amarelo e vermelho com o olho de Osíris na proa. Aos domingos de manhã a orla vira mercado de peixe. Almoce o peixe do dia grelhado num dos restaurantes do cais.

Uma hora. A piscina natural de rocha fica a 2 km de Marsaxlokk e a uns 15 minutos de carro do aeroporto. Não há areia, sombra nem quiosque: leve água e entre no mar pelas pedras planas. Daqui, siga direto para o voo.
De abril a junho e de setembro a outubro: entre 20 e 28 graus, mar bom para nadar a partir de maio e menos gente que em julho e agosto, quando o calor passa de 30 graus e a Blue Lagoon lota. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz entre 10 e 17 graus e o roteiro funciona bem nas cidades, mas os barcos para Comino e para a Gruta Azul podem não sair por causa do vento.
Brasileiros não precisam de visto para ficar até 90 dias em Malta, que faz parte do Espaço Schengen. Leve passaporte válido por pelo menos três meses depois da saída, passagem de volta, reserva de hotel e comprovante de dinheiro; o seguro-viagem com cobertura mínima de 30 mil euros pode ser pedido na imigração. Desde outubro de 2025, a primeira entrada registra impressões digitais e foto no sistema europeu EES. Acompanhe também o ETIAS, a autorização eletrônica que a União Europeia prevê para os próximos anos.
Não há voo direto do Brasil: as conexões mais comuns são por Lisboa, Roma, Istambul ou Frankfurt. O aeroporto fica a 8 km de Valletta, a uns 20 minutos de táxi ou de ônibus expresso. Na ilha, o cartão Explore de 7 dias, por 25 euros, dá ônibus ilimitado; compre no próprio aeroporto. O ferry das Três Cidades e o catamarã da Gozo Highspeed saem do cais abaixo do Upper Barrakka.
O inglês é língua oficial ao lado do maltês, a moeda é o euro, a tomada é a britânica, de três pinos, e o trânsito anda pela esquerda, mais um motivo para não alugar carro.
A comida de rua de Malta é o pastizz, folhado em forma de losango recheado de ricota ou de purê de ervilha, que custa menos de 1 euro e se come quente, de manhã cedo ou no fim da noite. O endereço mais famoso é o Crystal Palace, também chamado Is-Serkin, em Rabat, a poucos passos do portão de Mdina.

O prato nacional é o stuffat tal-fenek, coelho ensopado no vinho tinto com alho e louro, servido em restaurantes de família e no almoço de domingo; em Gozo, peça na praça It-Tokk, em Victoria. No dia a dia, a ftira, pão de fermentação natural recheado de atum, tomate, alcaparras e azeitonas, é o almoço barato da praia. Para beber, o refrigerante amargo de laranja Kinnie e a cerveja Cisk.

Em Valletta, o Caffe Cordina, fundado em 1837 e instalado na Republic Street, é o café histórico para um doce e um expresso sob o teto pintado. O que evitar: restaurantes com cardápio de fotos e vendedor na porta em St Julian's e Paceville, e os quiosques de drinques servidos no abacaxi da Blue Lagoon, que cobram caro.

São suficientes para o essencial das três ilhas sem trocar de hotel: Valletta, as Três Cidades, Mdina, Gozo, Comino e os templos pré-históricos. Com um sétimo dia, durma uma noite em Gozo para ver Xlendi e Ramla Bay, ou pegue o ferry de Valletta para Pozzallo, de cerca de 1h45, e emende com o roteiro da Sicília oriental em 6 dias.
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Preços conferidos em 12 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Hipogeu de Ħal Saflieni, Heritage Malta · Ħaġar Qim e Mnajdra, Heritage Malta · Fort St Angelo, Heritage Malta · Co-Catedral de São João, site oficial · Tarifas da Gozo Highspeed · Tarifas de ônibus, Malta Public Transport · Passe da Blue Lagoon, Malta Tourism Authority.
Entre 800 e 1.300 euros por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo: cinco noites em Valletta, comida, cartão de ônibus, ferries e cerca de 100 euros em ingressos, com o Hipogeu (35 euros) e a Co-Catedral de São João (15 euros) como os mais caros. A passagem do Brasil fica entre R$ 4.500 e R$ 8.000 ida e volta, com conexão na Europa.
Para este roteiro, Valletta. É dali que saem o ferry das Três Cidades, o catamarã para Gozo e os ônibus para Mdina e para o sul, e à noite a cidade é tranquila. Sliema e St Julian's têm mais hotéis de praia e vida noturna, mas pedem ferry ou ônibus a cada saída.
Não. Os ônibus cobrem as duas ilhas, os ferries ligam Valletta às Três Cidades e a Gozo, e no último dia um táxi por aplicativo resolve o sul. Além disso, o trânsito é pela esquerda e as ruas de Valletta são estreitas e cheias de escadas.
Vale, se você reservar o passe gratuito e chegar cedo. Depois das 11h a lagoa se enche de barcos de passeio. Em julho e agosto, considere o horário da noite ou um passeio de barco que só para na lagoa para nadar, sem desembarcar.
Pelo site da Heritage Malta, com a maior antecedência possível: o ingresso custa 35 euros e esgota semanas antes na alta temporada. Se não houver vaga, os ingressos de última hora, a 50 euros, são vendidos na véspera, por ordem de chegada, no Fort St Elmo, em Valletta.
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