Tubarões-lixa nadando entre cardumes de peixes na água azul do atol de Vaavu, nas Maldivas

Malé · Fulidhoo · Atol de Vaavu · Alimatha · Dhigurah · Atol de Ari Sul · Hulhumalé · 11 min de leitura

Roteiro Maldivas 6 dias em ilhas locais: Malé, Fulidhoo e Dhigurah

6 dias · 4 cidades

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Este roteiro de 6 dias pelas Maldivas troca o resort pelas ilhas locais, onde moram maldivos e a diária de uma guesthouse custa uma fração da de um resort. A base é Fulidhoo, e os deslocamentos são de lancha e balsa.

Em resumo: Malé na chegada, dois dias em Fulidhoo com arraias e tubarões-lixa, dois em Dhigurah com o tubarão-baleia e a volta por Hulhumalé. Visto, época e comida estão no fim.

Dia 1: chegada a Malé, da Medhu Ziyaaraiy ao mercado de peixe

Medhu Ziyaaraiy: o túmulo de quem trouxe o islã

A fachada branca da Medhu Ziyaaraiy, com janelas azuis e muro baixo, no centro de Malé
Foto: Unilandofma / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Parada rápida, 15 minutos, de graça e vista de fora. Do aeroporto até o centro de Malé são 10 a 15 minutos de táxi pela ponte Sinamalé, ou a balsa do aeroporto até o cais da Praça da República; a Medhu Ziyaaraiy fica a cinco minutos a pé dali.

O santuário branco guarda o túmulo atribuído a Abu al-Barakat, o viajante que, segundo a tradição, levou o islã às Maldivas em 1153. É o ponto de partida para entender um país onde cada ilha habitada gira em torno da mesquita.

Hukuru Miskiy: a mesquita de coral de 1658

A Hukuru Miskiy de Malé, mesquita de blocos de coral com telhado de várias águas
Foto: Zairon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de 45 minutos, do lado de fora. Para entrar é preciso autorização prévia do Ministério de Assuntos Islâmicos, então o normal é ver o conjunto pelo muro e pelo portão, com ombros e joelhos cobertos.

É a mesquita mais antiga e mais ornamentada das Maldivas, feita de blocos de coral cortados e encaixados sem argamassa, com entalhes e inscrições nas paredes. Está na lista indicativa da UNESCO desde 2008. Repare no cemitério de lápides de coral ao redor e no minarete branco e redondo do outro lado da rua.

Mercado de peixe de Malé: o atum chegando do mar

Cestos azuis com peixes de recife à venda no mercado de peixe de Malé
Foto: Buiobuione / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de uma hora, de graça, a cinco minutos a pé pela orla norte. Venha no fim da tarde, quando os barcos dhoni voltam da pesca e descarregam atum-bonito e albacora direto no salão de azulejo.

Os peixeiros limpam e cortam o atum ali mesmo, e do lado de fora do cais as arraias costumam rondar à espera dos restos. Ao lado fica o mercado local, com coco, banana, pimenta e o atum defumado que tempera quase tudo no país.

Dia 2: de Malé a Fulidhoo, do Centro Islâmico ao porto das arraias

Centro Islâmico: a grande mesquita de Malé

O Centro Islâmico de Malé, prédio branco com escadaria larga e minarete ao lado
Foto: Adventour Maldives / Pexels

Parada rápida, 30 minutos, de graça. Turistas entram das 9h às 17h fora dos horários de oração, com calça comprida ou saia longa; mulheres cobrem o cabelo, e há lenços na entrada. Vá logo cedo, antes da balsa.

O prédio branco foi inaugurado em 1984 e leva o nome do sultão Muhammad Thakurufaanu, o herói que expulsou os portugueses no século 16.

Porto de Fulidhoo: arraias e tubarões-lixa na água rasa

Tubarões-lixa e uma arraia na água rasa e clara junto à areia de Fulidhoo, vistos do alto
Foto: Filmybuff / Wikimedia Commons (CC0)

Chegue no começo da tarde e fique no cais até o fim do dia, que é quando os bichos aparecem. A balsa pública MTCC, linha 306, sai de Malé às 10h aos domingos, terças e quintas e chega a Fulidhoo às 13h20, por cerca de US$ 4 pagos em rufiyaa a bordo; nos outros dias, a lancha compartilhada leva 1h10 e custa de US$ 40 a 80, com reserva pela guesthouse.

Fulidhoo tem cerca de 400 moradores e se atravessa a pé em dez minutos. No fim da tarde, arraias grandes e tubarões-lixa entram na água rasa ao lado do cais. Observe da areia, com a água no tornozelo, sem tocar nem alimentar: o tubarão-lixa é tranquilo, mas continua sendo um animal selvagem.

Dia 3: Fulidhoo, os tubarões-lixa de Alimatha e a bikini beach

Alimatha e o passeio de barco pelo atol de Vaavu

Um tubarão-lixa nadando no escuro durante o mergulho noturno de Alimatha
Foto: Jun V Lao / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Meio dia, a partir de cerca de US$ 45 por pessoa, reservado na guesthouse na véspera. O passeio clássico de Fulidhoo junta snorkel com tubarões-lixa, um banco de areia e, com sorte, golfinhos no caminho.

O lugar mais famoso do atol é o píer de Alimatha, a cerca de 13 km de Fulidhoo, onde dezenas de tubarões-lixa e arraias se juntam em água de 1 a 8 metros. O mergulho noturno ali é um dos mais conhecidos das Maldivas, e há versão de snorkel noturno para quem não mergulha: peça na guesthouse e confira as condições do mar no dia.

Bikini beach de Fulidhoo: a praia dos turistas

Mulher de chapéu de palha olhando o mar turquesa da praia de Fulidhoo
Foto: Ahmed Niyaz / Pexels

A tarde toda, de graça, a cinco minutos a pé do cais, na ponta oeste da ilha. É a única praia de Fulidhoo onde biquíni e sunga são permitidos; no resto da ilha, na vila e no porto, a roupa cobre ombros e joelhos.

A água é rasa e calma, a areia é branca e quase não há sombra, então leve protetor e chapéu. A praia fica de frente para o poente, e o pôr do sol é o programa da noite, já que nas ilhas locais não há bar nem bebida alcoólica.

Dia 4: de Fulidhoo a Dhigurah, a praia e o recife da ilha

Dhigurah: a ilha comprida do atol de Ari Sul

Vista aérea da ilha comprida e estreita de Dhigurah, com mata no meio e recife nas duas margens
Foto: Ishan Hassan / Pexels

A tarde toda. Não há ligação direta: pegue a lancha da manhã de Fulidhoo para Malé, que sai entre 7h e 8h, e em Malé a lancha das 11h para Dhigurah, que leva cerca de 2 horas e custa de US$ 60 a 70 o trecho. Às sextas os horários mudam, então confirme com a guesthouse.

Dhigurah tem quase 4 km de comprido e só 300 metros de largura, com a vila no norte e mata no resto. A bikini beach fica na costa oeste, ao sul da vila, e dá para percorrer a ilha de bicicleta, alugada na vila por cerca de US$ 8 o dia.

Recife de Dhigurah: snorkel a partir da areia

Um peixe-anjo-imperador entre as rochas de coral do recife de Dhigurah
Foto: Egor Dyukarev / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Parada rápida, uma hora, de graça, com entrada direta da bikini beach. Leve máscara e snorkel próprios ou alugue na vila.

O recife da lagoa oeste tem peixe-anjo-imperador, peixe-cirurgião e, com frequência, tartarugas e raias. Entre só com o mar calmo e fique perto da borda do recife, sem pisar no coral.

Dia 5: Dhigurah, o tubarão-baleia de Ari Sul e o banco de areia

Área Marinha Protegida de Ari Sul: nadar com o tubarão-baleia

Um tubarão-baleia visto de frente na água azul do atol de Ari Sul
Foto: Dapaan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Meio dia, de US$ 60 a 90 por pessoa, com saídas de manhã e à tarde. É o motivo de ficar em Dhigurah: a área protegida desde 2009 corre pelo recife externo sul do atol, e as lanchas saem da ilha em poucos minutos.

É o único ponto de agregação de tubarões-baleia do mundo onde eles aparecem o ano inteiro, quase todos jovens, com o pico de avistamentos de agosto a novembro. As regras são para valer: 3 metros do corpo e 4 da cauda, sem tocar, sem flash e sem nadar na frente do animal. Não há garantia de encontro, mas a chance é alta.

Banco de areia de Dhigurah: o pôr do sol na ponta sul

Vista aérea do banco de areia de Dhigurah avançando sobre a lagoa turquesa
Foto: Asad Photo Maldives / Pexels

Cerca de uma hora e meia, de graça, cerca de 3 km ao sul da vila, de bicicleta pela trilha que corta a mata. Vá na maré baixa, quando a faixa de areia avança mais sobre a lagoa.

Do banco de areia se veem os bangalôs sobre a água do resort vizinho, o contraste que explica este roteiro: a mesma lagoa, com diária de guesthouse. Volte de bicicleta antes de escurecer.

Dia 6: volta a Malé, da Praia Artificial a Hulhumalé

Praia Artificial: o banho dos moradores de Malé

A Praia Artificial de Malé, uma enseada de areia clara com prédios da cidade ao fundo
Foto: David Stanley / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Parada rápida, 45 minutos, de graça. A lancha das 6h30 sai de Dhigurah e chega a Malé por volta das 8h30; a praia fica no lado leste da cidade, a poucos minutos de táxi do cais.

É uma enseada de areia construída e protegida por quebra-mar, onde muitas famílias de Malé nadam vestidas. Vale a regra das ilhas habitadas: fora de uma bikini beach sinalizada, ombros e joelhos cobertos.

Praia de Hulhumalé: o último mergulho antes do voo

A praia de Hulhumalé com coqueiros, areia branca e a área de banho cercada no mar
Foto: Saaremees / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cerca de duas horas, de graça, a 20 minutos de táxi de Malé pela ponte Sinamalé e a 10 minutos do aeroporto. Hulhumalé é uma ilha aterrada, e a praia da costa leste tem coqueiros, calçadão, cafés e uma área de banho cercada.

Almoce num dos cafés da orla e siga para o aeroporto, a 10 minutos de táxi, com folga para o voo da noite.

Brasileiro precisa de visto para as Maldivas?

Não precisa tirar antes. O visto de turista é dado na chegada, de graça, por até 30 dias. A imigração exige passaporte válido, passagem de volta confirmada, hospedagem paga num estabelecimento registrado e dinheiro para a estadia. Nos 96 horas antes do voo, cada viajante, inclusive criança, preenche a declaração do portal IMUGA, que é gratuita.

O ponto que pega o brasileiro é a febre amarela: as Maldivas exigem o Certificado Internacional de Vacinação de quem chega de país com transmissão, como o Brasil, ou passou mais de 12 horas em aeroporto de um deles. Tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência e leve o CIVP impresso. Cigarro eletrônico é proibido e é retido na alfândega, e álcool e carne de porco não podem entrar na bagagem.

Qual a melhor época para viajar para as Maldivas?

De janeiro a março, na monção de nordeste, a estação seca, com dezembro e abril como meses de transição. É quando o mar fica mais calmo para as lanchas e o céu mais limpo para o snorkel.

De meados de maio a novembro vem a monção de sudoeste, a estação chuvosa, com pancadas curtas e mar às vezes agitado, que pode cancelar lanchas. Em troca, é mais barato, e o pico de tubarões-baleia em Ari Sul vai de agosto a novembro. A temperatura fica entre 25 e 32 graus o ano todo.

Como chegar às Maldivas e como circular entre as ilhas

Não há voo direto do Brasil. As rotas mais usadas passam por Dubai, Doha ou Istambul até o aeroporto internacional Velana, em Malé, com 20 horas ou mais de viagem. Chegue ao país num dia que não seja sexta: é o dia de descanso, sem balsa pública e com poucas lanchas.

Nas Maldivas não há carro para alugar e não faz falta: entre as ilhas, o deslocamento é de lancha compartilhada, balsa pública da MTCC ou hidroavião, este caro e usado quase só pelos resorts. A guesthouse reserva a lancha e costuma esperar no aeroporto. Nas guesthouses de até 50 quartos em ilha habitada, a diária tem o imposto de turismo de 17% e a green tax de US$ 6 por pessoa por noite; confira se o preço já inclui os dois.

Onde comer nas Maldivas: pratos típicos das ilhas locais

A comida maldiva é feita de atum, coco, pimenta e arroz, e se come melhor nos cafés locais do que no cardápio internacional da guesthouse. Nas ilhas habitadas não há álcool, nem no restaurante, nem no quarto. O que evitar: pagar meia pensão sem ver antes se a ilha tem cafés, porque em Fulidhoo e Dhigurah há opções a poucos passos.

Panela de garudhiya, caldo claro com pedaços de atum cozido
O garudhiya, caldo de atum servido com arroz, limão, pimenta e cebola. Foto: LittleT889 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O garudhiya é o prato nacional: um caldo claro de atum cozido, servido com arroz branco, limão, pimenta e cebola crua, que cada um monta no prato.

Tigela de mas huni, atum desfiado com coco ralado e cebola, ao lado de pão roshi
O mas huni, café da manhã maldivo, com o pão roshi. Foto: Xavier Romero-Frias / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O mas huni é o café da manhã: atum defumado desfiado com coco ralado, cebola e pimenta, comido com roshi, um pão fino de chapa. Peça na guesthouse; quase todas servem.

Tigela com bolinhos gulha, fritos e dourados
Os gulha, bolinhos fritos recheados de atum e coco. Foto: Xavier Romero-Frias / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

À tarde, os cafés servem os hedhikaa, salgadinhos para acompanhar o chá. O mais comum é o gulha, bolinho frito recheado de atum, coco e pimenta.

6 dias são suficientes para conhecer as Maldivas pelas ilhas locais?

São suficientes para duas ilhas locais sem correr: Fulidhoo, com arraias, tubarões-lixa e o passeio pelo atol de Vaavu, e Dhigurah, com o tubarão-baleia, mais um fim de tarde em Malé. Com menos que isso, o tempo vai quase todo para as lanchas.

O que ficou de fora e merece mais dias: Thoddoo, no atol de Alif Alif, com plantações e praia de biquíni; Rasdhoo, famosa pelo mergulho com tubarões-martelo; e Maafushi, a ilha local mais movimentada, perto de Malé e cheia de passeios. As Maldivas também combinam bem com o roteiro de 8 dias pelo Sri Lanka, a pouco mais de uma hora de voo. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 7.500 a R$ 11.000 (ida e volta do Brasil)
Hospedagem/noiteUS$ 70 a 150 (guesthouse, quarto duplo)
Alimentação/diaUS$ 20 a 40 por pessoa
Ingressos e transporte localUS$ 110 a 180 (passeio em Vaavu e tubarão-baleia)
Total estimadoUS$ 700 a 1.200 por pessoa, sem voo

Preços conferidos em 24 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Imigração das Maldivas, visto de turista na chegada e declaração IMUGA · Serviço Meteorológico das Maldivas, clima e monções · Visit Maldives, tubarões-baleia de Ari Sul e código de conduta · NaTHNaC, exigência de vacina de febre amarela nas Maldivas · Lancha e balsa MTCC 306 de Malé a Fulidhoo, horários e preços · Lancha de Malé a Dhigurah, horários e preços · Travel Trade Maldives, green tax desde janeiro de 2025.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 6 dias para as Maldivas?+

Entre US$ 700 e 1.200 por pessoa, sem a passagem internacional, ficando em guesthouses de ilhas locais em quarto duplo. A diária da guesthouse vai de US$ 70 a 150 o quarto, mais a green tax de US$ 6 por pessoa por noite. As quatro lanchas somam de US$ 220 a 320 por pessoa, o passeio de barco em Fulidhoo sai a partir de US$ 45 e o do tubarão-baleia de US$ 60 a 90. A passagem do Brasil fica entre R$ 7.500 e R$ 11.000 ida e volta.

Dá para ir às Maldivas sem ficar em resort?+

Dá. Desde 2009 as ilhas habitadas podem receber turistas em guesthouses, e hoje ilhas como Fulidhoo, Dhigurah e Maafushi têm dezenas de opções a partir de US$ 70 a diária do quarto duplo, contra várias centenas de dólares num resort de categoria média. A troca é aceitar as regras de uma comunidade muçulmana: sem álcool na ilha, biquíni só na bikini beach e roupa que cubra ombros e joelhos na vila.

Como ir de Malé para Fulidhoo?+

De lancha compartilhada ou de balsa pública. A lancha leva cerca de 1h10, custa de US$ 40 a 80 o trecho e sai uma ou duas vezes por dia, reservada pela guesthouse. A balsa MTCC da linha 306 sai de Malé às 10h aos domingos, terças e quintas, para em Maafushi e chega a Fulidhoo às 13h20, por cerca de US$ 4 pagos em rufiyaa a bordo; a volta sai de Fulidhoo às 10h45 aos sábados, segundas e quartas. Às sextas não há balsa pública.

Brasileiro precisa de vacina de febre amarela para as Maldivas?+

Sim. As Maldivas exigem o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela de quem chega de país com transmissão, como o Brasil, ou passou mais de 12 horas em aeroporto de um deles, a partir de 9 meses de idade. Tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência e leve o certificado impresso. Além disso, preencha a declaração IMUGA nas 96 horas antes do voo.

Quando ver tubarão-baleia nas Maldivas?+

Na Área Marinha Protegida de Ari Sul, perto de Dhigurah, os tubarões-baleia aparecem o ano inteiro, o que torna o lugar único no mundo. O pico de avistamentos vai de agosto a novembro. Os passeios saem de Dhigurah de manhã e à tarde, custam de US$ 60 a 90 e seguem um código de conduta: 3 metros de distância do corpo, 4 da cauda, sem tocar e sem flash.

Medhu ZiyaaraiyMalé Friday MosqueMalé Fish MarketMasjid al-Sultan Muhammad Thakurufaanu Al AuzamFulidhoo HarbourAlimathaFulidhoo bikini beachDhigurah Tourist BeachDhigurah house reefSouth Ari Marine Protected AreaDhigurah sandbankArtificial Beach, MaléHulhumalé Beach

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