Lago Bled visto do alto, com a ilha e a igreja no meio e os Alpes Julianos ao fundo

Liubliana · Bled · Bohinj · Vale do Soča · Kobarid · Idrija · Postojna · 14 min de leitura

Roteiro Eslovênia 7 dias: Liubliana, Bled e Vale do Soča

7 dias · 7 cidades

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Este roteiro de 7 dias pela Eslovênia liga Liubliana aos Alpes Julianos de carro, com três bases: a capital, Bled e Bovec. O carro é a decisão que organiza a semana, porque o Vale do Soča e Bohinj não se resolvem de trem.

Em resumo: dois dias em Liubliana, depois Bled e Vintgar, Bohinj, a estrada do Vršič até o Soča, Kobarid, e a volta por Idrija e Postojna. Visto, época e comida estão no fim.

Dia 1: chegada a Liubliana, a Praça Prešeren e o castelo

Praça Prešeren e Ponte Tripla: o marco zero de Liubliana

Igreja franciscana rosa da Praça Prešeren e a Ponte Tripla sobre o rio Ljubljanica
Foto: Miha Peče / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Grátis, 45 minutos, a 10 minutos a pé da maioria dos hotéis do centro. Do aeroporto, a 25 km, vá de transfer ou de ônibus, e não retire o carro ainda: o centro de Liubliana é fechado para veículos e os dois primeiros dias são a pé.

A igreja franciscana rosa, de 1660, e a estátua do poeta France Prešeren fecham a praça. A Ponte Tripla, que Jože Plečnik ampliou em 1932 acrescentando duas passarelas à ponte de pedra original, é a foto obrigatória: atravesse as três.

Mercado Central de Plečnik: as bancas e a colunata à beira do rio

Colunata do Mercado Central de Plečnik acompanhando a curva do rio Ljubljanica
Foto: Elekhh / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Entrada livre, 45 minutos, colado à praça. As bancas ao ar livre funcionam de segunda a sábado, desde cedo, e esvaziam no fim da tarde, então chegue antes das 16h para ver o mercado cheio. A colunata de Plečnik, dos anos 1940, fica aberta a qualquer hora.

No nível de baixo, junto à água, fica o mercado de peixe. Às sextas, de março a outubro, a praça do mercado recebe o Odprta kuhna, a feira de comida com cozinheiros da cidade inteira: se o seu Dia 1 cair numa sexta, jante ali.

Ponte dos Dragões: os quatro dragões de cobre

Dragão de cobre na cabeceira da Ponte dos Dragões, em Liubliana
Foto: Thomas Ledl / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Parada rápida, 15 minutos, a 300 metros do mercado. A ponte de 1901 foi uma das primeiras de concreto armado da Europa, e os dragões de cobre das cabeceiras viraram o símbolo da cidade, que aparece até no brasão.

Diz a lenda local que eles balançam o rabo quando uma virgem atravessa a ponte. Daqui, volte 200 metros pela margem até a estação do funicular, na praça Krekov trg.

Castelo de Liubliana: funicular, torre e o pôr do sol sobre os Alpes

Castelo de Liubliana visto do alto, com a torre de observação e a cidade ao fundo
Foto: LjGrad / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Funicular de ida e volta por 6 euros, ou subida a pé em 15 minutos. Reserve 1h30 e suba no fim da tarde: a torre de observação mostra a cidade inteira e, com céu limpo, a linha dos Alpes Julianos e dos Alpes de Kamnik.

O pátio é gratuito; o ingresso pago dá acesso à torre, à capela de São Jorge e à exposição sobre a história eslovena. A descida a pé até a Praça Prešeren leva 15 minutos, pelo caminho que sai atrás do pátio.

Dia 2: a Liubliana de Plečnik, de Trnovo a Metelkova

Casa de Plečnik: onde vivia o arquiteto que redesenhou Liubliana

Fachada da Casa de Plečnik, em Trnovo, com as janelas verde-azuladas na rua Karunova
Foto: dalbera / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Visita só com guia, cerca de 1 hora, de terça a domingo a partir das 10h, em grupos pequenos: compre o horário no site do Museu e Galerias de Liubliana na véspera. A casa em Trnovo ficou como Plečnik a deixou em 1957, com os móveis que ele desenhou, o ateliê e o jardim de inverno.

Faça essa visita antes de caminhar, porque ela explica o que você vai ver o resto do dia: as pontes, o mercado, a biblioteca nacional e as alamedas que em 2021 entraram na lista do Patrimônio Mundial da Unesco como a obra de Plečnik em Liubliana.

Ponte dos Sapateiros: a volta ao centro pela margem do rio

Rio Ljubljanica com os salgueiros e os cafés das margens e a Ponte dos Sapateiros ao fundo
Foto: naftisstylianou / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Parada rápida, 15 minutos, a 15 minutos a pé da Casa de Plečnik seguindo o Ljubljanica pela margem de Trnovo. A ponte com colunas, também de Plečnik, fica onde os sapateiros tinham suas bancas na Idade Média, e é o melhor ponto para ver os cafés das duas margens.

Daqui ao Parque Tivoli são outros 15 minutos a pé, pela Praça do Congresso e pela Avenida Slovenska.

Parque Tivoli: a alameda de Plečnik e o morro de Rožnik

Gramado do Parque Tivoli com árvores e a colina do castelo de Liubliana ao fundo
Foto: Miha Peče / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Grátis, 1h30, e o lugar para almoçar ao ar livre. Entre pela passagem subterrânea e siga a Jakopičevo sprehajališče, a alameda desenhada por Plečnik que recebe exposições de fotografia ao ar livre durante o ano.

Quem tem fôlego sobe o morro de Rožnik em 30 minutos pela trilha que sai atrás do Castelo Tivoli; quem não tem, fica no gramado com vista para a colina do castelo.

Metelkova: o antigo quartel virado centro cultural

Prédio de Metelkova coberto de mosaicos coloridos e esculturas feitas por artistas
Foto: Rok / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Grátis, 1 hora, de preferência à noite, que é quando o lugar funciona: 25 minutos a pé de Tivoli, ou 10 da Praça Prešeren. O quartel do exército iugoslavo foi ocupado por artistas em 1993, dois anos depois da independência, e hoje é uma zona autônoma coberta de mosaicos, esculturas e grafite.

De dia dá para ver a arte das fachadas com calma; depois das 21h abrem os bares e as casas de show. No mesmo conjunto de prédios ficam o Museu de Arte Contemporânea e o Museu Etnográfico.

Dia 3: de Liubliana a Bled, o desfiladeiro de Vintgar e a ilha

Desfiladeiro de Vintgar: as passarelas sobre o rio Radovna

Água verde correndo entre as paredes de rocha do desfiladeiro de Vintgar
Foto: Smihael / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

15 euros com estacionamento e ônibus de conexão incluídos, 1h30, a 50 minutos de carro de Liubliana e a 4 km de Bled. O ingresso só é vendido online, com horário marcado, e os horários da manhã esgotam primeiro no verão: compre na véspera e chegue às 10h30, antes do check-in em Bled.

São 1,6 km de passarelas de madeira presas às paredes da garganta, em sentido único, até a cachoeira Šum, de 13 metros. O percurso não volta pelo mesmo caminho: a saída é por uma trilha pelo bosque até o estacionamento.

Ilha de Bled: a pletna, os 99 degraus e o sino dos desejos

Igreja da Assunção na Ilha de Bled, com a escadaria de pedra que desce até o cais
Foto: Živa Rant / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Pletna de ida e volta por 20 euros, em dinheiro, com 40 minutos na ilha; a igreja cobra entrada à parte. Reserve 2 horas contando a espera no cais: os barcos saem quando enchem, de vários pontos da margem, e o mais tranquilo fica em Mlino, na ponta sul.

Os remadores de pletna são uma profissão passada de pai para filho desde o século 18. Lá em cima, puxar a corda do sino da igreja da Assunção dá direito a um pedido, segundo a tradição. Quem prefere remar sozinho aluga um barco a remo por hora na margem.

Castelo de Bled: o penhasco sobre o lago no fim da tarde

Castelo de Bled no alto do penhasco de rocha, com as montanhas atrás
Foto: amanderson2 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

19 euros, 1h15, a 15 minutos a pé da margem pela subida íngreme que sai da Igreja de São Martinho. O castelo, citado desde 1011, fica 130 metros acima da água, e o terraço é o ponto de onde saem quase todas as fotos do lago com a ilha.

Suba no fim da tarde, quando os ônibus de excursão já foram embora. Lá dentro há um pequeno museu, uma adega onde você engarrafa o próprio vinho e uma gráfica que imprime lembranças numa réplica da prensa de Gutenberg.

Dia 4: Lago Bohinj, o teleférico de Vogel e a cachoeira Savica

Igreja de São João Batista: a ponte de pedra na ponta do Lago Bohinj

Igreja de São João Batista e a ponte de pedra refletidas na água do Lago Bohinj
Foto: Abrget47j / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Parada rápida, 20 minutos, a 30 minutos de carro de Bled, em Ribčev Laz. A igreja gótica ao lado da ponte de pedra é a imagem de Bohinj; se estiver aberta, entre para ver os afrescos medievais das paredes.

O Lago Bohinj tem mais que o dobro do tamanho do de Bled e muito menos gente. Daqui o dia segue sempre para oeste, pela margem sul, até Ukanc.

Teleférico de Vogel: o Lago Bohinj visto de 1.535 metros

Lago Bohinj visto do alto do Vogel, entre os paredões de rocha dos Alpes Julianos
Foto: Luka Peternel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Reserve 2h30, contando a subida, uma caminhada curta no alto e a volta. O teleférico sai de Ukanc, na ponta oeste do lago, e em poucos minutos chega à estação de cima, onde a plataforma debruça sobre o lago e, em frente, aparece o Triglav, a montanha mais alta do país, com 2.864 metros.

Suba cedo, antes que as nuvens fechem o topo, o que costuma acontecer depois do meio-dia no verão. Confira no site da estação o preço do dia e se o vento não suspendeu a operação.

Cachoeira Savica: os degraus até a queda em forma de A

Cachoeira Savica caindo em forma de A dentro do paredão de rocha, com poço turquesa
Foto: Tiia Monto / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Entrada paga na trilha, 1h30 ida e volta, a 5 km de carro do teleférico, no fim da estrada de Ukanc. São cerca de 550 degraus de pedra e madeira até o mirante, sem dificuldade técnica mas com subida constante: leve água.

A Savica tem 78 metros e cai dividida em duas, em forma de A, dentro de uma garganta. É a nascente do Sava Bohinjka, que forma o lago e depois vira o Sava, o rio mais longo do país. Na volta, as prainhas de cascalho da margem servem para um mergulho em água fria.

Dia 5: de Bled ao Vale do Soča pela estrada do Vršič

Passo de Vršič: as 50 curvas até 1.611 metros

Picos nevados dos Alpes Julianos vistos do alto do passo de Vršič
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

1 hora de parada no alto, depois de cerca de 1 hora de carro desde Bled, via Kranjska Gora. A estrada tem 50 curvas numeradas, 24 na subida e 26 na descida, com paralelepípedo nas mais fechadas: vá devagar e dê passagem aos ciclistas.

Ela foi aberta por prisioneiros de guerra russos em 1915 para abastecer a frente do Isonzo; na curva 8 fica a Capela Russa, de madeira, erguida pelos sobreviventes de uma avalanche que matou centenas deles. A estrada costuma fechar com neve entre novembro e abril: confira antes de sair.

Nascente do Soča: a fenda de onde sai a água turquesa

Água turquesa saindo da fenda na rocha na nascente do rio Soča, em Trenta
Foto: Franxtan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Grátis, 1h30 contando a trilha, a 20 minutos de carro descendo o Vršič pelo lado de Trenta. Do estacionamento no fim da estrada lateral são 15 a 20 minutos de subida, os últimos metros com cabo de aço preso à rocha: tênis com sola boa resolve.

A água sai de uma caverna dentro da rocha, tão transparente que parece não ter fundo, e começa ali os 138 quilômetros do Soča até o Adriático. Há uma cabana de montanha com comida junto ao estacionamento para almoçar antes de seguir a Bovec.

Grande Desfiladeiro do Soča: a água turquesa entre paredes de calcário

Rio Soča turquesa correndo dentro da garganta estreita de calcário
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Grátis, 1h30, a 20 minutos de carro de Bovec, perto da vila de Soča. Estacione no acesso sinalizado como Velika korita e desça até a ponte suspensa: de cima dela se vê o rio encaixado a até 15 metros de profundidade, num corredor de rocha que em alguns trechos tem menos de 2 metros de largura.

A trilha acompanha a borda por cerca de 750 metros, com piscinas naturais para quem encara água a 10 graus no verão. Para descer o rio de verdade, o rafting sai de Bovec com as operadoras da cidade, de abril a outubro.

Dia 6: Kobarid, a cachoeira Kozjak e a frente do Isonzo

Cachoeira Kozjak: a queda dentro de uma câmara de rocha

Cachoeira Kozjak caindo dentro da câmara circular de rocha, com poço verde
Foto: chripell / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Entrada paga na trilha, cerca de 2 horas no total, a 25 minutos de carro de Bovec. Estacione perto do camping Koren, atravesse o Soča e siga 30 minutos pela margem até a passarela de madeira que entra na garganta.

A Kozjak cai 15 metros dentro de uma câmara quase fechada, com o poço verde na base, e é uma das imagens mais fotografadas do vale. Chegue cedo: às 9h30 o lugar ainda está vazio.

Museu de Kobarid: a batalha de Caporetto contada no lugar onde aconteceu

Casa branca de venezianas escuras que abriga o Museu de Kobarid
Foto: Dani 7C3 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de 1h30, no centro de Kobarid, a 10 minutos de carro da cachoeira. O museu conta os 29 meses da frente do Isonzo, de 1915 a 1917, e a batalha de Caporetto, em que as tropas austro-húngaras e alemãs romperam a linha italiana e fizeram mais de 250 mil prisioneiros.

A maquete do vale em relevo ajuda a entender o que você viu no caminho, do Vršič ao Soča. Ernest Hemingway descreveu a retirada de Caporetto em Adeus às Armas, e o museu ganhou o Prêmio de Museu do Conselho da Europa em 1993.

Ossário italiano: o mausoléu sobre Kobarid

Arcada de pedra do ossário italiano de Kobarid com as montanhas do vale ao fundo
Foto: Dage / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Parada rápida, 20 minutos, a 10 minutos a pé do museu pela subida da Via Sacra, ou de carro até a porta. O mausoléu octogonal de 1938 envolve a igreja de Santo Antônio e guarda os restos de 7.014 soldados italianos.

A parada vale também pela vista: do terraço de cima aparece Kobarid inteira e o vale do Soča até o monte Krn, onde foram algumas das batalhas mais duras da frente.

Dia 7: Idrija, o Castelo de Predjama e a Gruta de Postojna

Castelo Gewerkenegg: Idrija, a cidade do mercúrio

Castelo Gewerkenegg com a torre do relógio, no alto de Idrija
Foto: Jakub Hałun / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Cerca de 1 hora, a 1h30 de carro de Bovec pela estrada de Tolmin. Idrija viveu mais de 500 anos da segunda maior mina de mercúrio do mundo, que entrou na lista do Patrimônio Mundial da Unesco em 2012, e o castelo do século 16 onde o metal era guardado hoje abriga o museu da cidade.

Sem tempo para o museu, faça ao menos a volta pelo pátio e almoce aqui os žlikrofi, pasteizinhos de batata registrados como especialidade tradicional pela União Europeia.

Castelo de Predjama: a fortaleza dentro da boca da caverna

Castelo de Predjama encaixado na boca da caverna, no meio do paredão de rocha
Foto: Jakub Hałun / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

24 euros, ou menos no combinado com a gruta, 1 hora, a 45 minutos de carro de Idrija. O castelo está encaixado num paredão de 123 metros e é citado desde 1274; a construção que se vê hoje é renascentista, de 1570.

A história que vende o lugar é a do cavaleiro Erasmo, que resistiu a um cerco de mais de um ano no século 15, abastecido por uma passagem secreta pela caverna, e morreu atingido por uma bala de canhão enquanto estava na latrina. O áudio-guia está incluído.

Gruta de Postojna: o trem que entra na montanha

Galeria iluminada da Gruta de Postojna com estalactites e o rio subterrâneo
Foto: JYB Devot / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

34,90 euros, ou 49,90 no combinado com Predjama, 1h40, a 15 minutos de carro do castelo. A visita começa num trenzinho elétrico que percorre 3,7 km de galerias e segue a pé por mais 1,5 km, sempre guiada e com horário marcado: compre online e leve casaco, porque lá dentro faz 10 graus o ano inteiro.

A galeria que mais impressiona é a Sala de Concertos, com lugar para 10 mil pessoas. No fim há um aquário com o proteu, o anfíbio cego que vive até 100 anos nos rios subterrâneos e que os eslovenos chamam de peixe humano. Da gruta ao aeroporto de Liubliana são cerca de 50 minutos de carro.

Precisa de visto para a Eslovênia?

Brasileiro não precisa de visto. A Eslovênia está no Espaço Schengen, e a regra é a mesma do resto do bloco: até 90 dias dentro de qualquer período de 180, com passaporte válido por pelo menos três meses depois da saída.

Desde outubro de 2025 a primeira entrada no Schengen passa pelo EES, o sistema eletrônico que registra digitais e foto no controle de fronteira e substitui o carimbo; conte com fila maior no aeroporto de conexão. O ETIAS, autorização prévia de 20 euros, foi adiado e só deve começar a ser exigido em 2027. Na imigração podem pedir seguro-viagem com cobertura de 30 mil euros, passagem de volta e comprovante de hospedagem.

Qual a melhor época para viajar para a Eslovênia?

Maio, junho e setembro. É quando todas as estradas de montanha estão abertas, os dias são longos e o verão ainda não lotou Bled e Vintgar. Setembro tem o bônus da água do Soča mais transparente e do começo da colheita nas vinícolas.

Julho e agosto são os meses mais quentes e mais cheios: dá para fazer o roteiro, mas compre os horários de Vintgar e Postojna com dias de antecedência. De novembro a abril o Vršič costuma fechar com neve, e o Dia 5 precisa ir pelo lado italiano, via Tarvisio e o passo de Predil, até Bovec.

Como chegar à Eslovênia e como circular entre as cidades

Não há voo direto do Brasil. As conexões mais comuns até o aeroporto de Liubliana, a 25 km do centro, são por Frankfurt, Munique, Zurique e Istambul, somando cerca de 15 horas. Voar para Veneza ou Zagreb e alugar o carro lá costuma sair mais barato, com 2 a 2h30 de estrada até Liubliana.

O carro alugado é o que viabiliza o roteiro: retire na manhã do Dia 3, porque nos dois primeiros dias Liubliana é a pé. Toda rodovia exige a vinheta eletrônica, comprada online no site da DARS antes de pegar a estrada, por 16 euros para 7 dias; carros alugados na Eslovênia costumam sair com ela. Em Bled, deixe o carro no hotel e faça o lago a pé.

Onde comer na Eslovênia: pratos típicos e os melhores restaurantes

A cozinha eslovena mistura a Áustria, a Itália e os Bálcãs, e cada região do roteiro tem o seu prato. Em Liubliana, o básico é a kranjska klobasa, a linguiça defumada da Carníola com denominação protegida pela União Europeia, servida com mostarda, raiz-forte ralada e pão. A Klobasarna, na Ciril-Metodov trg 15, a dois minutos do mercado, só faz isso, e faz bem.

Kranjska klobasa servida numa tábua com pão, mostarda e raiz-forte ralada na Klobasarna de Liubliana
Kranjska klobasa na Klobasarna, em Liubliana. Foto: ModriDirkac / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Os štruklji, rolinhos de massa recheados de requeijão, doces ou salgados, e a potica, o rocambole de nozes das festas, aparecem em qualquer casa tradicional do centro. Às sextas, de março a outubro, o Odprta kuhna, na praça do mercado, junta dezenas de cozinheiros num só lugar e é o jeito mais barato de provar tudo.

Em Bled, a sobremesa obrigatória é a kremšnita, o mil-folhas de creme de baunilha e chantili criado em 1953 na confeitaria do Hotel Park, que diz ter vendido mais de 15 milhões de fatias desde então.

Fatia de kremšnita de Bled, com camada alta de creme de baunilha e açúcar de confeiteiro por cima
Kremšnita de Bled. Foto: Petar Milošević / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

No Vale do Soča, o peixe é a truta marmorizada, espécie que só existe na bacia do Adriático, e o queijo é o tolminc. É em Kobarid que fica a Hiša Franko, da chef Ana Roš, primeiro restaurante esloveno com três estrelas Michelin, desde 2023: o menu degustação passa de 300 euros e a reserva abre com meses de antecedência.

Prato do menu degustação da Hiša Franko, com sorvete, flores comestíveis e molhos em pequenas porções
Prato da Hiša Franko, em Kobarid. Foto: Dclemens1971 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

No último dia, almoce em Idrija os žlikrofi, pasteizinhos de massa recheados de batata, cebola e toucinho, servidos com bakalca, o molho de carneiro da cidade, ou com goulash.

Prato de žlikrofi de Idrija servidos com goulash e salada
Žlikrofi de Idrija com goulash. Foto: Yerpo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O que evitar: os restaurantes da margem do Ljubljanica com cardápio plastificado em cinco idiomas e foto dos pratos, e a kremšnita de quiosque na orla de Bled, que costuma ser industrial.

7 dias são suficientes para conhecer a Eslovênia?

Para Liubliana, os lagos e o Vale do Soča, sim: é o eixo que concentra o que a Eslovênia tem de mais característico, e sete dias permitem fazê-lo sem pressa, com carro e três bases. Ficam de fora a costa e o Carso, com Piran, a Gruta de Škocjan e os cavalos de Lipica, e o leste do país, com Ptuj, eleita a melhor cidade de patrimônio cultural da Europa para 2026, e as vinícolas de Maribor.

Com dez dias, some Piran e o Carso depois de Postojna, ou emende com o roteiro pela Ístria, na Croácia, a pouco mais de uma hora de Postojna. Para ajustar datas e hotéis, salve este roteiro no Galmund.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 4.500 a R$ 7.000 (ida e volta do Brasil)
Hospedagem/noite90 a 160 euros (quarto duplo)
Alimentação/dia35 a 55 euros por pessoa
Ingressos e transporte local180 a 210 euros (grutas, castelos, teleférico e Vintgar)
Total estimado900 a 1.400 euros por pessoa, sem voo

Preços conferidos em 21 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Postojnska jama, ingressos da gruta e do Castelo de Predjama · Blejski grad, tabela de preços 2026 · Soteska Vintgar, preços e ingresso online · Ljubljanski grad, preços do castelo e do funicular.

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para a Eslovênia?+

Não. A Eslovênia está no Espaço Schengen e o brasileiro entra só com o passaporte, válido por pelo menos três meses após a saída, para ficar até 90 dias a cada 180. Desde outubro de 2025 a primeira entrada no Schengen registra digitais e foto no sistema EES. O ETIAS, autorização eletrônica de 20 euros, ainda não é exigido e deve começar só em 2027.

Quanto custa uma viagem de 7 dias para a Eslovênia?+

Entre 900 e 1.400 euros por pessoa, sem a passagem, contando hotel de categoria média em quarto duplo, carro dividido por dois, combustível, vinheta, comida e ingressos. Os ingressos somam perto de 200 euros, e os maiores são a Gruta de Postojna com o Castelo de Predjama, 49,90 no combinado, a pletna até a ilha de Bled, 20, o Castelo de Bled, 19, e Vintgar, 15. A passagem do Brasil fica entre 4.500 e 7.000 reais ida e volta.

Dá para fazer esse roteiro sem carro?+

Em parte. Liubliana, Bled e Bohinj se ligam bem de ônibus, e Postojna tem trem direto da capital. O que não funciona sem carro é o Dia 5: a estrada do Vršič tem ônibus de linha só no verão, com poucos horários, e Kobarid e Bovec ficam longe do resto da malha. Sem carro, troque o Vale do Soča por uma excursão de um dia saindo de Bled.

Qual a melhor época para ver o Lago Bled sem multidão?+

Maio, junho e setembro, e em qualquer mês antes das 9h ou depois das 18h. Em julho e agosto a orla lota entre 10h e 17h, o estacionamento esgota e a espera pela pletna passa de meia hora. No inverno o lago fica vazio, mas o Vršič fecha e parte deste roteiro não funciona.

Vale a pena incluir Piran e a costa em 7 dias?+

Só trocando alguma coisa. Piran fica a pouco mais de uma hora de Postojna e merece pelo menos uma noite, então caberia no lugar do Dia 4 em Bohinj. Se a ideia é juntar praia e cidade de arquitetura veneziana, faz mais sentido somar dois ou três dias ao roteiro ou emendar com a Ístria croata, logo depois da fronteira.

Praça Prešeren e Ponte TriplaMercado Central de PlečnikPonte dos DragõesCastelo de LiublianaCasa de PlečnikPonte dos SapateirosParque TivoliMetelkovaDesfiladeiro de VintgarIlha de BledCastelo de BledIgreja de São João BatistaTeleférico de VogelCachoeira SavicaPasso de VršičNascente do SočaGrande Desfiladeiro do SočaCachoeira KozjakMuseu de KobaridOssário italiano de KobaridCastelo GewerkeneggCastelo de PredjamaGruta de Postojna

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