Equador · Quito · Otavalo · Cotopaxi · Quilotoa · Baños · 10 min de leitura
7 dias · 5 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
US$ 650 a 1.100 por pessoa, sem voo
Melhor época
Junho a setembro, estação seca
Visto
Sem visto; brasileiro entra com RG, 90 dias
Este roteiro Equador 7 dias desce pela Avenida dos Vulcões, de Quito a Baños, de carro. A decisão que o organiza é a altitude: dois dias em Quito para aclimatar antes de subir ao Cotopaxi e à Quilotoa, a quase 4 mil metros.
Em resumo: centro histórico de Quito, TelefériQo e Mitad del Mundo, Otavalo, Cotopaxi, Quilotoa, as cachoeiras de Baños e a volta a Quito. Visto, época e comida estão no fim.

Uma hora, US$ 2 a igreja e US$ 5 as torres, que fecham às 16h30. Depois do check-in, comece pela ponta norte do centro histórico para chegar às torres a tempo. A basílica neogótica tem gárgulas que não são monstros, mas tartarugas, iguanas e tatus do Equador. A subida final é por escadas de ferro e uma escada de mão: vá com calma, Quito fica a 2.850 metros.
Vinte e cinco minutos, de graça, a 800 metros descendo a rua Venezuela. A praça da independência tem o Palácio de Carondelet, sede do governo, a catedral e os engraxates sob as palmeiras. Foi o primeiro centro histórico declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO, em 1978, junto com Cracóvia.
Quarenta e cinco minutos, US$ 4 para estrangeiros, a uma quadra da praça. Por fora é pedra; por dentro, paredes, colunas e altar são cobertos de folha de ouro. Fecha às 18h30 de segunda a quinta e mais cedo no fim de semana: no sábado às 16h, então troque a ordem com a Basílica se chegar num sábado. Não se pode fotografar lá dentro.
Uma hora e meia, com jantar, a 400 metros descendo a rua García Moreno. A rua colonial mais bonita de Quito ganha vida ao anoitecer, com os lampiões acesos, artesãos de chapéu e de brinquedos de madeira e bares que servem canelazo na porta. Volte de táxi pelo aplicativo à noite, em vez de caminhar pelas ruas vazias do centro.

Três horas, US$ 9 para estrangeiros. Vá cedo, às 9h: as nuvens costumam cobrir o vulcão Pichincha depois do almoço. A cabine sobe em 10 minutos até cerca de 3.950 metros, com Quito inteira lá embaixo e, em dia limpo, o Cotopaxi no horizonte. Do alto sai a trilha até o Rucu Pichincha, a 4.696 metros, de quatro a cinco horas ida e volta: deixe para outra viagem, porque é cedo para subir tanto.

Duas horas e meia, US$ 5 a entrada geral, a 26 km ao norte, cerca de uma hora de táxi. O monumento de 30 metros marca a linha traçada pela missão geodésica francesa no século XVIII; o GPS mostrou depois que o Equador de verdade passa a cerca de 240 metros dali. Ao lado fica o museu Intiñan, com os experimentos da água girando para um lado e para o outro e de equilibrar um ovo num prego: entre nos dois, a experiência completa leva a tarde.

Quarenta e cinco minutos, contribuição voluntária. Saia de Quito às 7h30: são cerca de duas horas pela Panamericana Norte até Otavalo, cruzando de novo a linha do Equador. A cachoeira fica 4 km antes do centro, num bosque de eucaliptos; é ali que os kichwa otavalo fazem o banho ritual do Inti Raymi, a festa do sol, em junho.

Duas horas e meia, com almoço. O mercado funciona todo dia, mas no sábado toma as ruas em volta da praça. Ponchos e tapeçarias de lã de alpaca, chapéus, redes e bijuteria de tagua, a semente que imita marfim, são feitos nas comunidades do vale. Pechinche com educação: o primeiro preço tem margem. Almoce hornado nas bancas do mercado de comida, a duas quadras.

Uma hora e meia, de graça, a 30 minutos de Otavalo, passando por Cotacachi, a cidade do couro. A lagoa ocupa a cratera ao pé do vulcão Cotacachi, e as duas ilhas no meio são domos de lava. Faça o primeiro trecho da trilha da borda, até o mirante, ou o passeio de barco em volta das ilhas. Depois são cerca de duas horas e meia de volta a Quito.

Duas horas, entrada gratuita no parque, que abre das 8h às 15h. Saia de Quito às 7h: são cerca de uma hora e meia até o controle de Caspi, ao sul. A estrada de terra leva ao estacionamento a 4.600 metros; dali, a trilha de areia vulcânica sobe em zigue-zague até o refúgio em 45 minutos a uma hora, devagar. Acima dele começa a geleira, só para quem escala com guia.
Leve casaco impermeável, luva e gorro: no alto venta e faz perto de zero grau mesmo com sol. Se sentir dor de cabeça forte ou tontura, desça.

Uma hora e quinze, de graça, a 20 minutos descendo do estacionamento. A trilha plana dá a volta na lagoa em cerca de uma hora e meia, com o Cotopaxi de um lado e o Rumiñahui do outro; com sorte você vê cavalos selvagens e o curiquingue, um falcão do páramo. Durma numa das haciendas da região: a maioria fica a menos de uma hora do parque.

Duas horas, US$ 2 para a comunidade. Saia às 7h da hacienda: são cerca de duas horas por Latacunga e Zumbahua até a borda da cratera. Do mirante você vê a lagoa verde-azulada 400 metros abaixo. A trilha até a água leva 30 minutos descendo e mais de uma hora subindo, na areia e na altitude; quem não quer voltar a pé sobe de mula, por cerca de US$ 10.
Saia até as 11h: são três horas até Baños, passando por Latacunga e Ambato.

Meia hora, de graça. Depois do check-in, caminhe até a basílica de pedra escura no centro. Dentro, quadros pintados por devotos contam os milagres atribuídos à Virgem, de enchentes a acidentes de ônibus. Na saída, a rua Ambato tem as lojas de melcocha, o doce de cana puxado à mão na porta.

Uma hora e meia, poucos dólares, ao pé da cachoeira que cai sobre a cidade. As piscinas municipais são de água vulcânica aquecida pelo Tungurahua, o vulcão ativo acima de Baños. Vá à noite, a partir das 18h, quando a água está mais quente e a fila é menor; leve touca de natação, que é obrigatória.

Uma hora e quinze, a tarabita custa poucos dólares. A Ruta de las Cascadas desce o cânion do rio Pastaza rumo à Amazônia, e dá para fazer de bicicleta alugada em Baños: são cerca de 18 km, quase todos em descida, até Río Verde. Na cachoeira dupla do Manto de la Novia, a tarabita é uma cabine aberta que cruza o cânion pendurada num cabo, por cima da queda.

Duas horas, cerca de US$ 3, em Río Verde. Uma trilha desce pela mata até as passarelas em frente à queda; o melhor é a escada estreita escavada na rocha, que leva para atrás do jato de água. Você vai se molhar: leve capa de chuva. Volte a Baños de caminhonete, que leva a bicicleta na caçamba, e à tarde faça rafting no Pastaza ou canyoning, que Baños vende em toda esquina.

Uma hora e quinze, US$ 2 de entrada, aberta das 7h às 19h. Vá logo na abertura: às 7h30 não há fila no balanço, que mais tarde chega a uma hora. A casa na árvore foi uma estação de observação do Tungurahua; hoje o balanço sem rede de proteção, sobre o vale, é a foto mais famosa do Equador. São 20 minutos de táxi subindo de Baños.
Quarenta e cinco minutos, de graça na colina. Depois das três horas e meia de estrada até Quito, suba de táxi ao Panecillo, a colina no sul do centro histórico, coroada pela Virgem de Quito, uma estátua de alumínio de 41 metros com asas. Daqui você vê todo o caminho do Dia 1, da Basílica a La Ronda. O aeroporto fica em Tababela, a cerca de uma hora: chegue com três horas de antecedência para o voo internacional.
Não. Brasileiros entram no Equador sem visto e podem viajar só com o RG, desde que em bom estado e emitido há menos de dez anos, ou com o passaporte. A permanência como turista é de até 90 dias.
Se for seguir para Galápagos, há uma taxa de entrada no parque e um cartão de controle de trânsito comprados à parte, explicados no nosso roteiro das ilhas.
Na serra, de junho a setembro, a estação seca, com mais dias de céu limpo para ver o Cotopaxi e a Quilotoa. Dezembro e janeiro têm uma janela seca curta. De fevereiro a maio chove quase toda tarde, mas as manhãs costumam abrir: comece cedo e o roteiro funciona do mesmo jeito.
Quito tem 10 a 22 graus o ano inteiro; no Cotopaxi e na Quilotoa faz frio de montanha, e Baños, a 1.800 metros, é a parte mais quente da viagem.
Do Brasil, voe até Quito com uma conexão, em geral em Lima, Bogotá ou Panamá. O aeroporto fica em Tababela, a cerca de uma hora do centro histórico. A moeda é o dólar americano: leve notas pequenas, porque troco de nota de US$ 100 é difícil fora das cidades.
Para este roteiro, alugue carro a partir do Dia 3 ou contrate motorista por dia. As estradas da Panamericana são boas; as do Cotopaxi e da Quilotoa têm trechos de terra e curva. A alternativa barata são os ônibus de linha, frequentes entre Quito, Otavalo, Latacunga e Baños.
A comida da serra equatoriana é de batata, milho e porco, servida em porção generosa. O prato para provar no primeiro dia em Quito é o locro de papa: sopa cremosa de batata com queijo fresco, abacate e pimenta ají à parte.

No sábado de Otavalo e nas estradas da serra, procure as bancas de hornado, o porco inteiro assado no forno a lenha, servido com mote, o milho cozido, tortilhas de batata e salada de cebola. A fritada é o mesmo porco, mas frito no próprio tacho.

Os llapingachos são tortilhas de batata recheadas de queijo e douradas na chapa, com molho de amendoim, chouriço e ovo frito. Em Baños, prove a melcocha, puxa-puxa de cana que os vendedores esticam pendurado na porta das lojas da rua Ambato.

À noite, em La Ronda, peça um canelazo, bebida quente de água de canela, naranjilla e aguardente de cana, com uma empanada de viento, pastel frito enorme e oco polvilhado de açúcar. O Equador também planta um dos melhores cacaus do mundo: as lojas de chocolate do centro histórico oferecem degustação. Evite comer cuy, a cobaia assada, em barraca de beira de estrada sem movimento; nos restaurantes especializados ele sai bem passado.

São suficientes para a serra central: Quito, o norte de Otavalo e a Avenida dos Vulcões até Baños, com tempo para aclimatar. O que fica de fora pede mais dias: Cuenca e as ruínas de Ingapirca, o trem do Nariz do Diabo em Alausí, a floresta nublada de Mindo e a Amazônia, a poucas horas de Baños.
E se for estender a viagem, o nosso roteiro de Galápagos em 7 dias sai de Quito. Para outro roteiro andino com vulcão e altitude, veja o do Peru em 8 dias.
Preços conferidos em 07 de outubro de 2026. Confira o valor atual em TelefériQo de Quito · Quito Turismo, atrações do centro histórico · Ciudad Mitad del Mundo.
Entre US$ 650 e US$ 1.100 por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo e carro alugado: hotéis em Quito e Baños, uma noite de hacienda perto do Cotopaxi, comida e ingressos, que somam de US$ 35 a US$ 50. Com motorista, some de US$ 70 a US$ 80 por dia ao custo do carro. A passagem do Brasil a Quito, com conexão em Lima, Bogotá ou Panamá, fica entre R$ 3.500 e R$ 6.000 ida e volta. A moeda do Equador é o dólar.
Não. Brasileiros entram no Equador sem visto e podem usar o RG em bom estado, emitido há menos de dez anos, ou o passaporte, para ficar até 90 dias como turista.
Quito fica a 2.850 metros, e este roteiro passa dos 4.800 no refúgio do Cotopaxi. Por isso os dois primeiros dias ficam em Quito, sem esforço grande, e a subida ao refúgio é só no Dia 4. Beba muita água, evite álcool na primeira noite e caminhe devagar acima dos 4 mil metros. O chá de folha de coca não é vendido no Equador como no Peru.
Dá para boa parte: há ônibus frequentes de Quito para Otavalo, Latacunga e Baños, baratos e confortáveis. O que complica é o Cotopaxi e a Quilotoa, que pedem táxi ou excursão desde Latacunga. Com carro alugado ou motorista você ganha um dia inteiro de folga.
Vale, se tiver de 12 a 14 dias. Os voos para Galápagos saem de Quito e Guayaquil, e o arquipélago pede pelo menos cinco dias. Faça a serra primeiro, para aclimatar, e termine com as ilhas.

Pronto para viajar?
Salve este roteiro no seu Galmund e leve o cronograma, o mapa e o orçamento com você. Edite, compartilhe e acompanhe tudo no globo.
Salvar este roteiro no meu GalmundJá esteve lá?
Marque esta viagem no seu globo e guarde as fotos no lugar onde foram tiradas.
Marcar no meu globo