Vista clássica de Machu Picchu com Huayna Picchu ao fundo

Lima · Cusco · Valle Sagrado · Machu Picchu · 9 min de leitura

Roteiro Peru 8 Dias: Cusco, Valle Sagrado e Machu Picchu

8 dias · 10 cidades

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Machu Picchu não é um lugar para visitar de passagem. Por isso, 8 dias é o número que mais aparece entre quem já fez essa viagem: dá tempo de aclimatar em Cusco (3.400 m de altitude) antes de qualquer trilha, descer até o Valle Sagrado sem pressa e ainda entrar duas vezes na cidadela inca, uma à tarde, no dia da chegada a Aguas Calientes, e outra ao amanhecer, quando a neblina ainda cobre os terraços e os grupos grandes não chegaram.

Este roteiro segue o caminho clássico (Lima, Cusco, Valle Sagrado e Machu Picchu) e passa por nove pontos turísticos específicos. Cada um deles está detalhado abaixo, com fotos reais e um atalho para ver o local no mapa interativo do Galmund.

Dia 1: Lima

Plaza de Armas de Lima

Palácio de Governo do Peru na Plaza de Armas de Lima
Foto: Johanna M Jaramillo / Pexels (uso livre)

A viagem começa no Centro Histórico de Lima, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1988. A Plaza de Armas, fundada em 1535 por Francisco Pizarro, é cercada pela Catedral de Lima, o Palácio de Governo e a Prefeitura. É uma arquitetura colonial bem conservada, a poucos passos de museus e do bairro de Barranco.

Chegando direto do Brasil, vale reservar a tarde do primeiro dia só para esse passeio a pé, sem hora marcada. É o único trecho do roteiro em que a altitude (150 m) não é um problema.

Malecón de Miraflores ao pôr do sol

Parque del Amor no Malecón de Miraflores, com vista para o Oceano Pacífico
CC BY 2.0, Christian Córdova, via Wikimedia Commons

Miraflores é a base mais prática para hospedagem em Lima: faixa de parques à beira do penhasco sobre o Pacífico, com ciclovia, parapente e o Parque do Amor. É também o bairro mais turístico e seguro da cidade, com boa oferta de restaurantes para a primeira noite.

O pôr do sol no Malecón, com o mar batendo no penhasco, é o fechamento mais tranquilo possível antes do voo doméstico do dia seguinte até Cusco.

Dia 2: Rumo a Cusco

Voo Lima → Cusco e aclimatação

O segundo dia é só logística e paciência: um voo doméstico de cerca de 1h30 leva de Lima até Cusco, já a 3.400 m de altitude. A recomendação séria é não fazer nada além disso: check-in, hidratação e um mate de coca. É o dia mais tranquilo do roteiro, mas também o mais importante para não comprometer os próximos.

Dia 3: Cusco

Sacsayhuamán

Muralhas de pedra da fortaleza de Sacsayhuamán em Cusco
Foto: Renso Villarreal / Pexels (uso livre)

Depois de um dia inteiro de aclimatação, o roteiro entra de fato na cidade com Sacsayhuamán: complexo cerimonial inca construído com blocos de pedra de até 200 toneladas, encaixados sem qualquer argamassa, no alto da cidade. É um dos exemplos mais impressionantes de engenharia inca que ainda existem de pé.

É também o primeiro esforço físico real do roteiro, com ladeiras e altitude juntas. Por isso ele só entra no dia 3, nunca no dia da chegada.

Qorikancha, o Templo do Sol

Vista do complexo do Qorikancha em Cusco
Foto: jaimejoelvh18 / Pexels (uso livre)

O templo mais importante do Império Inca era dedicado ao deus Sol (Inti), e suas paredes eram originalmente revestidas de ouro. Depois da conquista espanhola, o Convento de Santo Domingo foi erguido literalmente sobre as ruínas incas, e as duas camadas de história ficam visíveis lado a lado até hoje.

Bairro de San Blas

Plazoleta de San Blas ao amanhecer, bairro de artesãos em Cusco
CC BY 2.0, Jorge Láscar, via Wikimedia Commons

San Blas é o bairro boêmio de Cusco: ladeiras estreitas de pedra, ateliês de artesãos e vista panorâmica sobre a cidade, cheio de cafés e galerias para fechar a tarde num ritmo mais lento.

Mercado San Pedro

Interior do Mercado San Pedro em Cusco
CC BY-SA 4.0, Pierre-André Leclercq, via Wikimedia Commons

No caminho de volta do San Blas, o Mercado San Pedro funciona como termômetro do dia a dia cusquenho, com bancas de frutas andinas, queijos, sucos naturais e comida local a preços populares. É bem diferente do circuito turístico do centro.

Dia 4: Valle Sagrado

Mercado e ruínas de Pisac

Ruínas incas de Pisac com os Andes ao fundo
Foto: Marco Luigy / Pexels (uso livre)

Descer para o Valle Sagrado (altitude mais baixa que Cusco) já é, por si só, um alívio depois de dois dias de altitude. Pisac reúne um mercado artesanal tradicional, mais intenso aos domingos, terças e quintas, e ruínas incas de terraços agrícolas no alto do vale, com uma das vistas mais completas de toda a viagem.

Fortaleza de Ollantaytambo

Terraços da fortaleza de Ollantaytambo
Foto: Gilmer Diaz / Pexels (uso livre)

Ollantaytambo é uma das poucas construções incas que resistiu ativamente à conquista espanhola. Seus terraços monumentais e o Templo do Sol inacabado usam blocos de pedra rosa trazidos de uma pedreira a 6 km de distância, um feito logístico que ainda intriga arqueólogos.

A vila aos pés da fortaleza também é onde a maioria dos roteiros pega o trem Vistadome no dia seguinte, o que faz dela a última parada antes de Machu Picchu.

Dias 5 e 6: Machu Picchu

Machu Picchu, de tarde e ao amanhecer

Vista aérea da cidadela de Machu Picchu
Foto: Irene Constantino / Pexels (uso livre)

A cidadela inca do século XV fica a 2.430 m de altitude e foi redescoberta internacionalmente em 1911 por Hiram Bingham. Hoje é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. O trem Vistadome de Ollantaytambo até Aguas Calientes leva cerca de 1h30, e desse ponto um ônibus sobe até a entrada.

Duas entradas fazem diferença real: a primeira à tarde, no dia da chegada, com luz mais forte para fotos; a segunda ao amanhecer do dia seguinte, quando a neblina ainda cobre os terraços e os grupos grandes ainda não chegaram. É a experiência que a maioria descreve como a mais marcante da viagem inteira.

Informações práticas para organizar a viagem

Visto: brasileiro não precisa de visto para entrar no Peru como turista, em estadias de até 90 dias. Pode até entrar apenas com RG (emitido nos últimos 10 anos) em viagens terrestres pelo Mercosul, embora a maioria das companhias aéreas ainda exija passaporte válido para voos internacionais.

Como chegar: os voos saem do Brasil com conexão em Lima (LIM); de lá, um voo doméstico de cerca de 1h30 leva até Cusco (CUZ).

Altitude: Cusco fica a 3.400 m. Reserve pelo menos 1 a 2 dias de ritmo leve antes de subir a Sacsayhuamán ou seguir para trilhas, hidrate-se bem, evite álcool nas primeiras 24-48h e experimente o mate de coca.

Melhor época: a estação seca (maio a setembro) tem céu mais limpo, mas também mais turistas e preços mais altos; de dezembro a março chove mais à tarde, porém com menos gente nas trilhas.

Ingressos: a cota diária de Machu Picchu é limitada. Reserve com semanas de antecedência, principalmente entre junho e agosto.

Vale a pena o roteiro de 8 dias?

8 dias é o ponto de equilíbrio entre não se arriscar com o mal de altitude e não gastar tempo demais numa única região do Peru. Quem tenta fazer o mesmo roteiro em 5 ou 6 dias geralmente sacrifica justamente os dias de aclimatação, e é aí que a viagem costuma dar errado. Com o roteiro completo salvo no Galmund, cronograma, mapa e orçamento ficam editáveis e prontos para ajustar às suas datas.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 2.200 a R$ 3.200
Voo domésticoR$ 500 a R$ 800
Hospedagem/noiteR$ 140 a R$ 220
Alimentação/diaR$ 60 a R$ 100
Ingressos e transporte localR$ 900 a R$ 1.300
Total estimadoR$ 5.500 a R$ 7.500 por pessoa

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para visitar o Peru?+

Não. Brasileiros entram no Peru apenas com passaporte válido (ou RG em bom estado, emitido nos últimos 10 anos, em viagens terrestres específicas pelo Mercosul) para estadias turísticas de até 90 dias.

Como evitar o mal de altitude (soroche) em Cusco?+

Chegue com 1 a 2 dias de ritmo leve antes de qualquer esforço físico, beba bastante água, evite álcool nas primeiras 24-48h e experimente o mate de coca. Em casos de sintomas fortes, a acetazolamida pode ser usada sob orientação médica prévia.

Preciso comprar o ingresso de Machu Picchu com antecedência?+

Sim. A cota diária é limitada e os ingressos esgotam com semanas ou até meses de antecedência na alta temporada (junho a agosto). Reserve assim que definir as datas.

Vale mais ficar hospedado em Cusco ou em Aguas Calientes?+

Cusco é a base culturalmente mais rica e mais barata; Aguas Calientes reduz o deslocamento no dia da visita a Machu Picchu, especialmente se você quiser pegar a entrada do amanhecer.

Quanto custa uma viagem de 8 dias ao Peru?+

Uma estimativa realista fica entre R$ 5.500 e R$ 7.500 por pessoa, incluindo voo doméstico, hospedagem, alimentação e ingressos, variando com a época do ano e a categoria do hotel.

Qual a melhor época para ir ao Peru?+

Maio a setembro (estação seca) tem menos chuva mas mais turistas; dezembro a março chove mais à tarde, com trilhas mais vazias e preços um pouco menores.

Posso entrar no Peru só com RG, sendo brasileiro?+

Sim, como país do Mercosul, o Brasil permite entrada no Peru com RG válido (emitido nos últimos 10 anos) em viagens turísticas terrestres. Para voos internacionais, porém, a maioria das companhias aéreas exige passaporte válido, então confirme com a companhia antes de comprar a passagem.

Qual moeda usar no Peru e é fácil trocar dinheiro?+

O sol peruano (PEN) é a moeda local. Dólares americanos também são aceitos em hotéis e casas de câmbio nas cidades turísticas, e cartões funcionam na maioria dos estabelecimentos em Lima e Cusco, mas leve dinheiro em espécie para mercados e vilas menores como Pisac e Ollantaytambo.

Preciso tomar vacina de febre amarela para o Peru?+

Não é exigida para Lima, Cusco ou Machu Picchu, mas é recomendada caso você estenda a viagem para regiões amazônicas do Peru, como Madre de Dios ou Iquitos.

Vale mais fazer a Trilha Inca a pé ou ir de trem até Machu Picchu?+

A Trilha Inca clássica (4 dias) exige reserva com 5 a 6 meses de antecedência e boa forma física. O trem Vistadome é a opção que a maioria dos viajantes escolhe, levando cerca de 1h30 a 3h30 (dependendo do ponto de partida) até Aguas Calientes, já com paisagem espetacular no trajeto.

É seguro viajar para o Peru?+

Lima, Cusco e as cidades deste roteiro recebem milhões de turistas por ano e têm boa infraestrutura de segurança nas áreas centrais. Os cuidados básicos são os mesmos de qualquer grande cidade latino-americana: atenção a pertences em locais movimentados e evitar andar sozinho à noite em áreas isoladas.

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