A lagoa de Balos com água rasa azul-turquesa, a faixa de areia clara e o cabo rochoso ao fundo, em Creta

Creta · Grécia · Chania · Balos · Samaria · Rethymno · Heraklion · Knossos · Spinalonga · 10 min de leitura

Roteiro Creta 7 dias: Chania, Balos, Samaria, Knossos e Spinalonga

7 dias · 7 cidades

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Este roteiro Creta 7 dias cruza a ilha de oeste para leste de carro, chegando por Chania e saindo por Heraklion, com três hotéis. A decisão que o organiza é não voltar atrás: as praias e a garganta do oeste primeiro, os palácios minoicos e Spinalonga no fim.

Em resumo: Chania, Balos, Samaria, Rethymno, Preveli e Arkadi, Knossos e Spinalonga. Visto, custos e comida estão no fim.

Dia 1: Chania, o porto veneziano e o farol

Porto veneziano de Chania: a mesquita dos Janízaros

A mesquita dos Janízaros com suas cúpulas no porto veneziano de Chania, com as casas coloridas da orla atrás
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Meia hora, de graça por fora. Depois do check-in, desça à orla em meia-lua do porto, onde a mesquita de 1645 é o primeiro edifício otomano de Creta e hoje recebe exposições. As casas venezianas em volta viraram restaurantes; para comer, entre uma ou duas ruas para dentro.

Farol de Chania: o passeio pelo quebra-mar

O porto de Chania com o quebra-mar e o farol de pedra no fim, sob o céu azul
Foto: Vvlasenko / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Uma hora, de graça. Caminhe pelo quebra-mar veneziano, uns 800 metros, até o farol na boca do porto. Chegue antes do pôr do sol: a luz baixa pinta de laranja as fachadas da cidade velha, do outro lado da água.

Dia 2: Gramvousa e a lagoa de Balos

Gramvousa: o forte veneziano dos piratas

A ilha de Imeri Gramvousa com seu planalto rochoso no mar azul, onde fica o forte veneziano
Foto: Akispro / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora e quarenta e cinco. Os barcos saem por volta das 10h do porto de Kissamos, a 45 minutos de carro de Chania, e o passeio a Gramvousa e Balos custa de 30 a 45 euros. A primeira parada é a ilha: suba 20 a 30 minutos pela trilha de pedra até o forte do século 16, que foi ninho de piratas, e veja a lagoa lá embaixo.

Lagoa de Balos: como chegar e quanto custa

Vista aérea da lagoa de Balos, com a água rasa turquesa, a areia clara e a ilha de Gramvousa ao fundo
Foto: dronepicr / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Duas horas e meia, com taxa de 1 euro paga na chegada. A água rasa e quente forma piscinas entre bancos de areia rosada. Quem vai de carro enfrenta 8 km de estrada de terra e 20 minutos de descida a pé; o barco evita as duas coisas. Leve guarda-sol: não há sombra.

Dia 3: a garganta de Samaria até Agia Roumeli

Garganta de Samaria: ingresso, temporada e o que esperar

Dois caminhantes no leito de pedras da garganta de Samaria, entre paredões de rocha que quase se tocam
Foto: Lapplaender / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 de)

Seis horas e meia de descida, 16 km, ingresso de 5 euros vendido no site oficial do parque. A garganta só abre de maio a outubro e fecha nos dias de chuva: em outubro de 2026 o site oficial a mostrava fechada pelas duas entradas até novo aviso. Confira na véspera e, se estiver fechada, troque pela garganta de Imbros, de 8 km, perto de Sfakia.

O ônibus KTEL sai de Chania por volta das 6h até Xyloskalo, a 1.230 metros. A trilha desce pela floresta de ciprestes, passa pela vila abandonada de Samaria e chega às Portas de Ferro, onde os paredões ficam a 4 metros um do outro.

Agia Roumeli: o banho e a balsa de volta

A balsa atracada em Agia Roumeli, com banhistas na água transparente e as montanhas ao fundo
Foto: Thomas Dahlstrøm Nielsen / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Duas horas e meia. A vila no fim da garganta não tem estrada: tome banho no mar da Líbia, almoce numa das tavernas da praia e pegue a balsa da tarde até Sfakia, onde o ônibus espera para voltar a Chania. Compre o bilhete da balsa assim que chegar.

Dia 4: lago Kournas e a cidade velha de Rethymno

Lago Kournas: a parada no caminho para Rethymno

A água transparente e verde do lago Kournas com árvores submersas e as montanhas ao fundo
Foto: Ιωσηφίνα Γεωργούλη / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quarenta e cinco minutos, de graça. A 45 minutos de Chania, o único lago de água doce de Creta tem água verde e transparente, pedalinhos para alugar e tartarugas perto da margem.

Fortezza de Rethymno: a fortaleza sobre o mar

As muralhas de pedra da Fortezza de Rethymno com uma guarita redonda e pinheiros, sob o céu azul
Foto: Dietmar Rabich / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora e quinze, ingresso de poucos euros. Depois do check-in, suba ao promontório da fortaleza veneziana do século 16. Dentro das muralhas fica a mesquita do sultão Ibrahim, com a cúpula restaurada, e das muralhas se vê o pôr do sol sobre o mar.

Fonte Rimondi: o coração da cidade velha

A fonte veneziana Rimondi em Rethymno, com colunas de pedra e cabeças de leão, sob um arco da cidade velha
Foto: Dietmar Rabich / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Vinte minutos, de graça, a dez minutos a pé da Fortezza, descendo pelas vielas. A fonte de 1626 ainda tem água saindo das três cabeças de leão, e em volta estão as tavernas e as lojas de massa folhada da cidade velha.

Dia 5: praia de Preveli e o mosteiro de Arkadi

Praia de Preveli: o palmeiral na foz do rio

A praia de Preveli vista do alto, com o rio desaguando no mar azul e o palmeiral no desfiladeiro
Foto: Uoaei1 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Duas horas e meia, com estacionamento pago. Preveli fica a 45 minutos ao sul de Rethymno. Do estacionamento, uma trilha íngreme de 20 minutos desce à praia, onde o rio Megalopotamos encontra o mar e um palmeiral sobe o desfiladeiro. Chegue antes das 10h, quando a praia ainda está vazia, e guarde fôlego para a volta.

Mosteiro de Arkadi: o símbolo de 1866

A fachada veneziana da igreja do mosteiro de Arkadi, com o campanário e a pedra clara sob o céu azul
Foto: Prekario / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Uma hora, ingresso de 2 a 4 euros, a uma hora de Preveli. Em 1866, cercados pelo exército otomano, centenas de cretenses refugiados no mosteiro explodiram o paiol para não se render, e Arkadi virou símbolo da luta pela independência. A igreja tem uma fachada veneziana de 1587. Daqui a Heraklion são mais 90 minutos.

Dia 6: Knossos, o Museu Arqueológico e o porto de Heraklion

Palácio de Knossos: ingresso, horário e como evitar a fila

O pórtico norte do palácio de Knossos com colunas vermelhas e o afresco do touro, entre ruínas de pedra
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Duas horas e meia, 20 euros o ano todo, com ingresso no site oficial hhticket.gr. Chegue na abertura, às 8h: a partir das 10h chegam os ônibus de excursão e o sol aperta. O palácio minoico, de 3.500 anos, foi parcialmente reconstruído em concreto por Arthur Evans no começo do século 20, o que ajuda a imaginar os andares, mas não é original.

Museu Arqueológico de Heraklion: os afrescos originais

O afresco da procissão no Museu Arqueológico de Heraklion, com figuras minoicas pintadas em vermelho e azul
Foto: Jebulon / Wikimedia Commons (CC0)

Duas horas, de 12 a 15 euros. Os afrescos originais de Knossos estão aqui, no andar de cima, e não no palácio, por isso vale fazer os dois no mesmo dia. Não perca o disco de Festo, ainda sem tradução, e as pequenas deusas das serpentes.

Fonte Morosini: a praça dos Leões

A fonte Morosini em Heraklion com a bacia de mármore sobre leões, cercada de cafés na praça
Foto: Danbu14 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Vinte minutos, a 500 metros do museu. A fonte veneziana de 1628 tem quatro leões sustentando a bacia, e os cafés em volta servem a bougatsa da tarde.

Koules: o forte veneziano do porto

A fortaleza veneziana de Koules na entrada do porto velho de Heraklion, com barcos de pesca à frente
Foto: Moonik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Uma hora, ingresso de poucos euros, a 700 metros da praça, descendo a rua 25 de Agosto. A fortaleza do século 16 guarda a entrada do porto velho; suba ao terraço e caminhe depois pelo quebra-mar.

Dia 7: Spinalonga e Plaka antes do voo

Spinalonga: ingresso, barco e a história da ilha

A ilhota de Spinalonga com a fortaleza na baía de Elounda, vista do alto da montanha, com o mar azul em volta
Foto: Ggia / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Duas horas, 20 euros de ingresso desde 2025, mais o barco de 10 a 14 euros ida e volta. Saia de Heraklion às 8h30: Plaka fica a uma hora e quinze, e os barcos cruzam em dez minutos, a cada meia hora. A ilha teve uma fortaleza veneziana e depois, de 1903 a 1957, a última colônia de leprosos da Europa, história contada no romance A Ilha, de Victoria Hislop.

Plaka: o almoço de peixe em frente à ilha

A vila de Plaka na beira da baía, com casas brancas, as montanhas e o mar calmo
Foto: Prekario / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Uma hora e quinze. De volta ao continente, almoce numa das tavernas de peixe na beira da água, com Spinalonga em frente. Do aeroporto de Heraklion, Plaka fica a uma hora e dez de carro.

Precisa de visto para ir a Creta?

Não. Creta é Grécia, parte do espaço Schengen, e brasileiros entram sem visto para até 90 dias a cada 180, com passaporte válido por pelo menos três meses após a saída. Desde 2025 a entrada é registrada no sistema biométrico EES, e a União Europeia prevê começar a cobrar a autorização eletrônica ETIAS no último trimestre de 2026: confira no site oficial antes de viajar.

Qual a melhor época para viajar a Creta?

Maio, junho, setembro e outubro. O mar já está bom para nadar, a garganta de Samaria está aberta e os preços ficam abaixo dos de julho e agosto, quando o calor passa de 35 graus e Balos, Elafonissi e Knossos lotam. Em outubro a água ainda é quente, mas a garganta pode fechar com as primeiras chuvas.

Como chegar a Creta e como circular

Não há voo direto do Brasil: voe até Atenas ou outra capital europeia e pegue um voo de uma hora até Chania. Para não voltar pelo mesmo caminho, compre a volta saindo de Heraklion e alugue o carro com devolução em outra cidade, que tem taxa. A estrada principal da costa norte, a VOAK, liga as três cidades; as estradas do sul são estreitas e cheias de curvas, conte o tempo com folga.

Nos dias de Balos e Samaria, o barco e o ônibus KTEL resolvem melhor que o carro.

Onde comer em Creta: pratos típicos e endereços

A comida cretense é de azeite, ervas e queijo de cabra. A entrada que aparece em toda mesa é o dakos, torrada de cevada coberta de tomate ralado, queijo mizithra e orégano.

Um prato de dakos, torradas de cevada cobertas de tomate ralado, queijo mizithra e alcaparras
Dakos, a entrada cretense. Foto: Benoît Prieur / Wikimedia Commons (CC0)

No café da manhã, Chania e Heraklion disputam a melhor bougatsa, massa folhada recheada de creme ou de mizithra, polvilhada de açúcar. Prove também os kalitsounia, pastéis de queijo com hortelã, e o gamopilafo, arroz de casamento cozido no caldo de carne.

Pedaços de bougatsa de massa folhada recheada de creme, polvilhados de açúcar e canela num prato
Bougatsa. Foto: Andy Li / Wikimedia Commons (CC0)

O mercado municipal de Chania, em forma de cruz e de 1913, está em obras desde 2022, com reabertura prevista para dezembro de 2026; se você for depois disso, é o melhor lugar da cidade para azeite, mel de tomilho e queijos.

A fachada neoclássica do mercado municipal de Chania, com o relógio no frontão e uma palmeira ao lado
O mercado municipal de Chania, em obras. Foto: Lapplaender / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 de)

Toda refeição acaba com tsikoudia, a aguardente de bagaço de uva, oferecida pela casa. O que evitar: as tavernas da orla do porto de Chania com cardápio de fotos e garçons chamando na porta; entre uma rua para dentro e pague metade.

Uma garrafinha de vidro de tsikoudia, a aguardente de uva cretense, servida numa mesa de taverna
Tsikoudia no fim da refeição. Foto: C messier / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

7 dias são suficientes para conhecer Creta?

São suficientes para atravessar a ilha pelo que ela tem de essencial: Chania, Balos, Samaria, Rethymno, Knossos e Spinalonga. Ficam de fora o extremo leste e a costa sul de Sfakia e Loutro, que pedem mais três ou quatro dias. Quem quer outra ilha do Mediterrâneo pode seguir com o roteiro de Malta em 6 dias.

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Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 5.500 a R$ 9.000 (ida e volta do Brasil, chegando em Chania e saindo de Heraklion, com conexão em Atenas ou outra capital europeia)
Hospedagem/noite80 a 160 euros (quarto duplo em hotel ou pousada na cidade velha de Chania, Rethymno e Heraklion; julho e agosto ficam no teto)
Alimentação/dia30 a 50 euros por pessoa; uma refeição de taverna com dakos, prato principal e vinho da casa sai por 20 euros
Ingressos e transporte localCerca de 140 euros por pessoa: barco a Gramvousa e Balos de 30 a 45 euros, Samaria 5 euros, Knossos 20 euros, Museu de Heraklion de 12 a 15 euros, Spinalonga 20 euros mais o barco de 10 a 14, Arkadi e Fortezza alguns euros cada
Total estimado900 a 1.500 euros por pessoa, sem aéreo

Preços conferidos em 12 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Knossos e Museu de Heraklion, ingresso oficial (Hellenic Heritage) · Garganta de Samaria, ingresso oficial (NECCA) · Ônibus KTEL de Chania para Omalos e Kissamos · ETIAS, site oficial da União Europeia.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 7 dias para Creta?+

Entre 900 e 1.500 euros por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto e carro: seis noites em hotel, comida, carro alugado e cerca de 140 euros em barcos e ingressos, com Spinalonga e Knossos como os mais caros. A passagem do Brasil fica entre R$ 5.500 e R$ 9.000 ida e volta.

Onde ficar em Creta: Chania ou Heraklion?+

Nos dois, e em Rethymno no meio. Chania é a base para Balos e Samaria, Heraklion para Knossos e Spinalonga, e a ilha é grande demais para fazer tudo de uma base só: de Chania a Spinalonga são três horas de carro.

Precisa alugar carro em Creta?+

Para este roteiro, sim, do Dia 4 ao Dia 7, com devolução em Heraklion. Nos três primeiros dias dá para usar barco e ônibus KTEL a partir de Chania. As estradas do sul são estreitas e com curvas, mas a VOAK, no norte, é rápida.

A garganta de Samaria está aberta em outubro?+

A temporada oficial vai de maio a outubro, mas o parque fecha nos dias de chuva e de vento forte, e em outubro de 2026 o site oficial a mostrava fechada até novo aviso. Confira na véspera; a alternativa é a garganta de Imbros, de 8 km, aberta o ano todo.

Balos ou Elafonissi: qual praia escolher?+

Neste roteiro, Balos, porque o barco combina a lagoa com o forte de Gramvousa num dia só. Elafonissi, de areia rosada, fica no sudoeste e vale com um dia extra em Chania; chegue antes das 9h ou depois das 17h para fugir da lotação.

Yiali TzamisiChania LighthouseGramvousa FortressBalos LagoonSamaria GorgeAgia RoumeliLake KournasFortezzaRimondi FountainPreveli BeachArkadi MonasteryKnossosHeraklion Archaeological MuseumMorosini FountainKoulesSpinalongaPlaka

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