Creta · Grécia · Chania · Balos · Samaria · Rethymno · Heraklion · Knossos · Spinalonga · 10 min de leitura
7 dias · 7 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
900 a 1.500 euros por pessoa, sem aéreo
Melhor época
Maio, junho, setembro e outubro
Visto
Brasileiros não precisam de visto
Este roteiro Creta 7 dias cruza a ilha de oeste para leste de carro, chegando por Chania e saindo por Heraklion, com três hotéis. A decisão que o organiza é não voltar atrás: as praias e a garganta do oeste primeiro, os palácios minoicos e Spinalonga no fim.
Em resumo: Chania, Balos, Samaria, Rethymno, Preveli e Arkadi, Knossos e Spinalonga. Visto, custos e comida estão no fim.

Meia hora, de graça por fora. Depois do check-in, desça à orla em meia-lua do porto, onde a mesquita de 1645 é o primeiro edifício otomano de Creta e hoje recebe exposições. As casas venezianas em volta viraram restaurantes; para comer, entre uma ou duas ruas para dentro.

Uma hora, de graça. Caminhe pelo quebra-mar veneziano, uns 800 metros, até o farol na boca do porto. Chegue antes do pôr do sol: a luz baixa pinta de laranja as fachadas da cidade velha, do outro lado da água.

Uma hora e quarenta e cinco. Os barcos saem por volta das 10h do porto de Kissamos, a 45 minutos de carro de Chania, e o passeio a Gramvousa e Balos custa de 30 a 45 euros. A primeira parada é a ilha: suba 20 a 30 minutos pela trilha de pedra até o forte do século 16, que foi ninho de piratas, e veja a lagoa lá embaixo.

Duas horas e meia, com taxa de 1 euro paga na chegada. A água rasa e quente forma piscinas entre bancos de areia rosada. Quem vai de carro enfrenta 8 km de estrada de terra e 20 minutos de descida a pé; o barco evita as duas coisas. Leve guarda-sol: não há sombra.

Seis horas e meia de descida, 16 km, ingresso de 5 euros vendido no site oficial do parque. A garganta só abre de maio a outubro e fecha nos dias de chuva: em outubro de 2026 o site oficial a mostrava fechada pelas duas entradas até novo aviso. Confira na véspera e, se estiver fechada, troque pela garganta de Imbros, de 8 km, perto de Sfakia.
O ônibus KTEL sai de Chania por volta das 6h até Xyloskalo, a 1.230 metros. A trilha desce pela floresta de ciprestes, passa pela vila abandonada de Samaria e chega às Portas de Ferro, onde os paredões ficam a 4 metros um do outro.

Duas horas e meia. A vila no fim da garganta não tem estrada: tome banho no mar da Líbia, almoce numa das tavernas da praia e pegue a balsa da tarde até Sfakia, onde o ônibus espera para voltar a Chania. Compre o bilhete da balsa assim que chegar.

Quarenta e cinco minutos, de graça. A 45 minutos de Chania, o único lago de água doce de Creta tem água verde e transparente, pedalinhos para alugar e tartarugas perto da margem.

Uma hora e quinze, ingresso de poucos euros. Depois do check-in, suba ao promontório da fortaleza veneziana do século 16. Dentro das muralhas fica a mesquita do sultão Ibrahim, com a cúpula restaurada, e das muralhas se vê o pôr do sol sobre o mar.

Vinte minutos, de graça, a dez minutos a pé da Fortezza, descendo pelas vielas. A fonte de 1626 ainda tem água saindo das três cabeças de leão, e em volta estão as tavernas e as lojas de massa folhada da cidade velha.
Duas horas e meia, com estacionamento pago. Preveli fica a 45 minutos ao sul de Rethymno. Do estacionamento, uma trilha íngreme de 20 minutos desce à praia, onde o rio Megalopotamos encontra o mar e um palmeiral sobe o desfiladeiro. Chegue antes das 10h, quando a praia ainda está vazia, e guarde fôlego para a volta.

Uma hora, ingresso de 2 a 4 euros, a uma hora de Preveli. Em 1866, cercados pelo exército otomano, centenas de cretenses refugiados no mosteiro explodiram o paiol para não se render, e Arkadi virou símbolo da luta pela independência. A igreja tem uma fachada veneziana de 1587. Daqui a Heraklion são mais 90 minutos.

Duas horas e meia, 20 euros o ano todo, com ingresso no site oficial hhticket.gr. Chegue na abertura, às 8h: a partir das 10h chegam os ônibus de excursão e o sol aperta. O palácio minoico, de 3.500 anos, foi parcialmente reconstruído em concreto por Arthur Evans no começo do século 20, o que ajuda a imaginar os andares, mas não é original.

Duas horas, de 12 a 15 euros. Os afrescos originais de Knossos estão aqui, no andar de cima, e não no palácio, por isso vale fazer os dois no mesmo dia. Não perca o disco de Festo, ainda sem tradução, e as pequenas deusas das serpentes.

Vinte minutos, a 500 metros do museu. A fonte veneziana de 1628 tem quatro leões sustentando a bacia, e os cafés em volta servem a bougatsa da tarde.

Uma hora, ingresso de poucos euros, a 700 metros da praça, descendo a rua 25 de Agosto. A fortaleza do século 16 guarda a entrada do porto velho; suba ao terraço e caminhe depois pelo quebra-mar.

Duas horas, 20 euros de ingresso desde 2025, mais o barco de 10 a 14 euros ida e volta. Saia de Heraklion às 8h30: Plaka fica a uma hora e quinze, e os barcos cruzam em dez minutos, a cada meia hora. A ilha teve uma fortaleza veneziana e depois, de 1903 a 1957, a última colônia de leprosos da Europa, história contada no romance A Ilha, de Victoria Hislop.

Uma hora e quinze. De volta ao continente, almoce numa das tavernas de peixe na beira da água, com Spinalonga em frente. Do aeroporto de Heraklion, Plaka fica a uma hora e dez de carro.
Não. Creta é Grécia, parte do espaço Schengen, e brasileiros entram sem visto para até 90 dias a cada 180, com passaporte válido por pelo menos três meses após a saída. Desde 2025 a entrada é registrada no sistema biométrico EES, e a União Europeia prevê começar a cobrar a autorização eletrônica ETIAS no último trimestre de 2026: confira no site oficial antes de viajar.
Maio, junho, setembro e outubro. O mar já está bom para nadar, a garganta de Samaria está aberta e os preços ficam abaixo dos de julho e agosto, quando o calor passa de 35 graus e Balos, Elafonissi e Knossos lotam. Em outubro a água ainda é quente, mas a garganta pode fechar com as primeiras chuvas.
Não há voo direto do Brasil: voe até Atenas ou outra capital europeia e pegue um voo de uma hora até Chania. Para não voltar pelo mesmo caminho, compre a volta saindo de Heraklion e alugue o carro com devolução em outra cidade, que tem taxa. A estrada principal da costa norte, a VOAK, liga as três cidades; as estradas do sul são estreitas e cheias de curvas, conte o tempo com folga.
Nos dias de Balos e Samaria, o barco e o ônibus KTEL resolvem melhor que o carro.
A comida cretense é de azeite, ervas e queijo de cabra. A entrada que aparece em toda mesa é o dakos, torrada de cevada coberta de tomate ralado, queijo mizithra e orégano.

No café da manhã, Chania e Heraklion disputam a melhor bougatsa, massa folhada recheada de creme ou de mizithra, polvilhada de açúcar. Prove também os kalitsounia, pastéis de queijo com hortelã, e o gamopilafo, arroz de casamento cozido no caldo de carne.

O mercado municipal de Chania, em forma de cruz e de 1913, está em obras desde 2022, com reabertura prevista para dezembro de 2026; se você for depois disso, é o melhor lugar da cidade para azeite, mel de tomilho e queijos.

Toda refeição acaba com tsikoudia, a aguardente de bagaço de uva, oferecida pela casa. O que evitar: as tavernas da orla do porto de Chania com cardápio de fotos e garçons chamando na porta; entre uma rua para dentro e pague metade.

São suficientes para atravessar a ilha pelo que ela tem de essencial: Chania, Balos, Samaria, Rethymno, Knossos e Spinalonga. Ficam de fora o extremo leste e a costa sul de Sfakia e Loutro, que pedem mais três ou quatro dias. Quem quer outra ilha do Mediterrâneo pode seguir com o roteiro de Malta em 6 dias.
Salve este roteiro no Galmund para ter o cronograma e o mapa de cada dia no celular.
Preços conferidos em 12 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Knossos e Museu de Heraklion, ingresso oficial (Hellenic Heritage) · Garganta de Samaria, ingresso oficial (NECCA) · Ônibus KTEL de Chania para Omalos e Kissamos · ETIAS, site oficial da União Europeia.
Entre 900 e 1.500 euros por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto e carro: seis noites em hotel, comida, carro alugado e cerca de 140 euros em barcos e ingressos, com Spinalonga e Knossos como os mais caros. A passagem do Brasil fica entre R$ 5.500 e R$ 9.000 ida e volta.
Nos dois, e em Rethymno no meio. Chania é a base para Balos e Samaria, Heraklion para Knossos e Spinalonga, e a ilha é grande demais para fazer tudo de uma base só: de Chania a Spinalonga são três horas de carro.
Para este roteiro, sim, do Dia 4 ao Dia 7, com devolução em Heraklion. Nos três primeiros dias dá para usar barco e ônibus KTEL a partir de Chania. As estradas do sul são estreitas e com curvas, mas a VOAK, no norte, é rápida.
A temporada oficial vai de maio a outubro, mas o parque fecha nos dias de chuva e de vento forte, e em outubro de 2026 o site oficial a mostrava fechada até novo aviso. Confira na véspera; a alternativa é a garganta de Imbros, de 8 km, aberta o ano todo.
Neste roteiro, Balos, porque o barco combina a lagoa com o forte de Gramvousa num dia só. Elafonissi, de areia rosada, fica no sudoeste e vale com um dia extra em Chania; chegue antes das 9h ou depois das 17h para fugir da lotação.
Pronto para viajar?
Salve este roteiro no seu Galmund e leve o cronograma, o mapa e o orçamento com você. Edite, compartilhe e acompanhe tudo no globo.
Salvar este roteiro no meu GalmundJá esteve lá?
Marque esta viagem no seu globo e guarde as fotos no lugar onde foram tiradas.
Marcar no meu globo