Chengdu · Base de pandas de Chengdu · Sanxingdui · Dujiangyan · Monte Qingcheng · Leshan · Buda Gigante de Leshan · Sichuan · 11 min de leitura
6 dias · 4 cidades
Duração
6 dias
Orçamento estimado
3 mil a 5,5 mil yuan por pessoa, sem voo
Melhor época
Março a maio e setembro a novembro
Visto
Sem visto por até 30 dias, até o fim de 2026
Este roteiro de 6 dias por Chengdu usa um hotel só, no centro, e faz os bate-voltas de trem: Sanxingdui, Dujiangyan e Leshan ficam a menos de uma hora e meia. Sem trocar de mala, sobra tempo para as casas de chá e o hotpot.
Em resumo: o Parque do Povo e Kuanzhai na chegada, pandas e o centro, Sanxingdui, Dujiangyan com o monte Qingcheng, o Buda de Leshan e o Templo Wuhou. Visto, época e comida estão no fim.

Cerca de 1h30, entrada livre no parque e de 20 a 30 yuan pelo chá na casa Heming, aberta até a noite. É o programa certo para o dia da chegada: você senta numa cadeira de bambu, recebe o chá numa tigela com tampa e a garrafa de água quente fica na mesa para completar.
Entre as mesas circulam os limpadores de ouvido, com seus instrumentos de metal; o serviço é opcional e cobrado à parte. No resto do parque, os moradores dançam, cantam e jogam mahjong a tarde toda.

Cerca de 1h30, de graça, a 15 minutos a pé do parque, para o noroeste. São três vielas paralelas, Kuan (larga), Zhai (estreita) e Jing, restauradas com casas de pátio da dinastia Qing.
A Zhai é a mais comercial e a mais cheia. Entre pelos pátios das casas de chá e ande pelas ruas em volta, como a Xiaotong, onde o bairro continua residencial. Jante por ali ou volte para a região do hotel.

Cerca de três horas, 55 yuan. De março a outubro a entrada da manhã começa às 7h30, e de novembro a fevereiro às 8h. Reserve até 14 dias antes pelo canal oficial ou pelo Trip.com, com o nome e o número do passaporte, e leve o passaporte original: é a mesma regra de todas as atrações com reserva nominal na China.
Chegue cedo porque é quando os pandas comem e se mexem; lá pelas 10h eles dormem. Vá direto aos recintos dos adultos e dos filhotes e deixe o museu para depois. Os pandas-vermelhos soltos nas árvores são outra espécie e valem a parada.

Cerca de 1h30, de graça. Da base de pandas volte de táxi ou metrô para o centro, a meia hora. O mosteiro é o templo budista mais bem preservado de Chengdu e continua ativo, com monges, incenso e fiéis rezando nos pátios.
Almoce no restaurante vegetariano do próprio mosteiro, onde o tofu imita carne, e tome um chá na casa de chá do pátio. As ruas em volta têm lojas de artigos budistas e casas de petiscos.

Parada rápida, 45 minutos, de graça, a 2 km ao sul do mosteiro, na esquina da Chunxi Road. O panda gigante agarrado à fachada do shopping IFS é a foto mais batida de Chengdu moderna; ele se vê melhor do terraço do último andar, que é aberto.
Do outro lado da rua fica o Taikoo Li, um bairro de lojas de telhados baixos construído em volta do Templo Daci, que continua funcionando no meio das vitrines.

Cerca de uma hora, de graça, a 20 minutos a pé do IFS, descendo para o rio. A ponte coberta de três arcos é uma reconstrução e acende em luzes douradas quando escurece, com o reflexo no rio Jin.
A melhor foto é da margem sul, um pouco rio abaixo. Os calçadões dos dois lados enchem de gente à noite e é um bom lugar para terminar o dia com um hotpot por perto.

Meio dia inteiro, 72 yuan, com reserva de horário e passaporte original. O caminho mais rápido é o trem da estação Leste de Chengdu até Guanghan Norte, em cerca de 30 minutos, e um táxi de 8 km até o museu. Há também um ônibus turístico direto que sai do centro, perto do IFS, por 25 yuan e cerca de 1h30.
O prédio novo, aberto em 2023, reúne as máscaras de bronze de olhos saltados, as cabeças com máscara de ouro e a árvore sagrada de bronze com quase 4 metros. Nada parecido foi encontrado em outro lugar da China, e ninguém sabe ao certo quem era esse povo. Reserve de duas a três horas só para o pavilhão principal; o audioguia custa 50 yuan.

Parada rápida, uma hora, 10 yuan, no oeste do centro, na volta de Guanghan. É o maior templo taoista de Chengdu, com pátios e salões cheios de fiéis queimando incenso.
Procure a cabra de bronze do salão principal: ela junta traços dos doze animais do zodíaco chinês, e os visitantes esfregam a parte do corpo da estátua que corresponde à própria dor. Ao lado fica o Parque Cultural, com casa de chá ao ar livre e o teatro Shufeng Yayun, que apresenta ópera de Sichuan à noite, com a troca de máscaras, o bian lian.

Cerca de 2h30, 80 yuan de março a outubro e 60 yuan de novembro a fevereiro. Pegue o trem intermunicipal para Dujiangyan, a cerca de 40 minutos de Chengdu, e siga de táxi até a entrada do parque.
O sistema foi construído por volta de 256 a.C. e divide o rio Min em dois braços sem barragem, com uma ponta de pedra chamada Boca do Peixe, um vertedouro e um corte na rocha que leva a água para a planície. Sem um mapa ou guia ele parece só um rio bonito; leia as placas na ordem, da Boca do Peixe até o gargalo, e atravesse a ponte suspensa Anlan.

A tarde inteira, 80 yuan, a 20 minutos de táxi de Dujiangyan. A face da frente é a dos templos, e a dos fundos é a das trilhas longas de floresta; num dia combinado com Dujiangyan, fique na frente.
Suba pelos degraus de pedra entre bambus e cachoeiras até a Caverna do Mestre Celestial e use o teleférico para ganhar altura se quiser chegar ao topo. Volte para Chengdu pelo trem da estação Qingchengshan, e confira o horário do último antes de subir.

Cerca de três horas, 80 yuan, que também incluem o Templo Wuyou e os túmulos de Mahao. O trem-bala de Chengdu a Leshan leva cerca de uma hora, e da estação são mais 20 a 30 minutos de ônibus ou táxi até o portão norte. De abril até 7 de outubro o parque abre às 7h30, e no resto do ano às 8h.
O Buda tem 71 metros e foi esculpido na falésia entre 713 e 803, para acalmar o encontro de três rios. Você chega pela cabeça e desce pela escada de nove curvas até os pés; nos fins de semana a fila da escada passa de uma hora, e é por isso que o trem tem de ser o primeiro da manhã.
Para ver o Buda inteiro de frente, o barco sai do cais da cidade e custa de 70 a 150 yuan, conforme a embarcação. Ele não para, só passa diante da estátua.

Cerca de uma hora, já pago no ingresso do Buda. Depois dos pés da estátua, siga pela trilha e pela ponte até o morro de Wuyou, a menos de 1 km ao sul. É um mosteiro budista ativo, muito mais calmo que o lado do Buda, com um pagode de pedra e um salão com centenas de estátuas de arhats.
A saída sul do parque fica ali. Almoce na cidade antes do trem de volta: Leshan é famosa pelo bobo ji, espetos de frango e legumes servidos frios num caldo de pimenta.

Cerca de 1h30, 50 yuan. É o templo memorial de Zhuge Liang, o estrategista do período dos Três Reinos, e do imperador Liu Bei, cujo túmulo está no mesmo complexo.
Os salões têm estátuas dos ministros e generais do reino de Shu; mesmo sem conhecer a história, o jardim vale a visita. Não saia sem passar pelo corredor de muros vermelhos entre bambus, a foto mais conhecida do lugar.

Parada rápida, 45 minutos, de graça, colada ao lado leste do Templo Wuhou. É uma rua de pedestres refeita no estilo antigo, com lanternas vermelhas, lojas de artesanato e barracas de petiscos.
É bonita e turística, com preço de turista: use-a para um último petisco e para as lembranças, e siga para o aeroporto. Tianfu fica a cerca de uma hora de metrô ou táxi, então saia com folga.
Não, por enquanto. A China isenta brasileiros de visto por até 30 dias para turismo, e a embaixada chinesa confirma a regra até as 24h de 31 de dezembro de 2026, no horário de Pequim. Para viagens a partir de 2027, confira no site da embaixada se a isenção foi prorrogada.
O passaporte precisa estar válido durante toda a viagem, e ele é o seu documento para tudo: a reserva dos pandas, de Sanxingdui e dos trens é nominal, feita com o número dele, e o original é conferido na entrada.
De março a maio e de setembro a novembro. São os meses de temperatura amena e menos chuva, bons para a trilha de Qingcheng e para a fila ao ar livre de Leshan.
Julho e agosto são quentes, úmidos e chuvosos, e o rio pode suspender os barcos de Leshan. O inverno é cinzento e frio, mas é a época de menos gente nas atrações. Evite a Semana Dourada, de 1 a 7 de outubro, e o Ano-Novo Chinês, quando meio país viaja e tudo esgota.
Não há voo direto. O caminho é voar com uma conexão na Europa, no Oriente Médio ou em outra cidade chinesa até o aeroporto internacional de Tianfu, a cerca de uma hora do centro de metrô. Alguns voos domésticos usam o aeroporto de Shuangliu, mais perto.
Dentro de Chengdu, o metrô e o DiDi, o aplicativo de carro, resolvem tudo. Os bate-voltas são de trem: compre no aplicativo Trip.com ou no 12306 com o passaporte. Instale o Alipay e o WeChat e vincule o cartão de crédito antes de embarcar, porque quase ninguém aceita cartão físico. Google, WhatsApp e Instagram são bloqueados na rede chinesa; um eSIM de roaming internacional resolve.
Chengdu é cidade gastronômica da Unesco, e a cozinha de Sichuan tem uma marca: o ma la, a combinação de pimenta vermelha com a pimenta de Sichuan, que deixa a boca dormente. Quem não aguenta pede wei la, pouco picante. O que evitar: os petiscos da Jinli e de Kuanzhai como refeição, com preço de rua turística; eles valem como experiência, não como jantar.

O hotpot é o jantar obrigatório: uma panela de caldo fervendo no centro da mesa onde você cozinha carnes, vísceras, cogumelos e verduras. Peça a panela dividida, a yuanyang, se o grupo tem gente que não come pimenta.
O mapo tofu é tofu macio num molho de feijão fermentado, pimenta e carne moída. O Chen Mapo Tofu é a casa tradicional do prato e um bom almoço para quem quer provar a versão de origem.

O dan dan noodles é o macarrão de rua de Chengdu, servido em porção pequena: misture bem antes de comer, porque o molho fica no fundo.

O Long Chao Shou, perto da Chunxi Road, é a casa tradicional dos chao shou, os wontons de Chengdu em caldo ou em óleo de pimenta, e serve menus de degustação com vários petiscos da cidade em porções pequenas.

Os bolinhos Zhong são o outro petisco histórico: bolinhos de porco num molho de soja adocicado com óleo de pimenta, doce e picante ao mesmo tempo.

O bobo ji vem de Leshan: espetos de frango, vísceras e legumes cozidos e servidos frios num pote de óleo de pimenta. Você paga pelo número de palitos, e é o almoço certo no dia do Buda.
São suficientes para Chengdu e os três bate-voltas clássicos sem correr: os pandas e o centro, Sanxingdui, Dujiangyan com o monte Qingcheng e o Buda de Leshan. Com um hotel só, o tempo que seria de mala vira tempo de casa de chá.
O que ficou de fora e merece mais dias: o monte Emei, a montanha sagrada ao lado de Leshan, que pede uma noite lá para ver o nascer do sol no Pico Dourado; o sítio arqueológico de Jinsha e a Cabana de Palha de Du Fu, no oeste da cidade; e, mais longe, os lagos de Jiuzhaigou, a uma hora de voo.
Se esta é a sua primeira vez na China, Chengdu combina bem com a rota clássica, e temos o roteiro de 8 dias por Pequim, Xi’an e Xangai. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.
Preços conferidos em 25 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Base de pandas de Chengdu, ingressos e horários · Museu de Sanxingdui, site oficial e reservas · Templo Wuhou, ingressos · Área turística de Dujiangyan, ingressos · Embaixada da China no Brasil, isenção de visto até 31/12/2026.
Entre 3 mil e 5,5 mil yuan por pessoa, sem a passagem internacional, contando hotel de categoria média em quarto duplo, comida, trens e ingressos. Os ingressos principais são a base de pandas, 55 yuan, Sanxingdui, 72, Dujiangyan e o monte Qingcheng, 80 cada, o Buda de Leshan, 80, e o Templo Wuhou, 50. A passagem do Brasil fica entre 6.500 e 11.000 reais ida e volta.
Não até 31 de dezembro de 2026: a China isenta brasileiros de visto por até 30 dias para turismo. Para viagens a partir de 2027, confira no site da embaixada chinesa se a regra foi prorrogada. O passaporte original é pedido na entrada das atrações com reserva.
Na abertura, às 7h30 de março a outubro e às 8h de novembro a fevereiro. É quando os pandas comem e se movimentam; a partir das 10h a maioria dorme. Reserve o ingresso de 55 yuan até 14 dias antes, com o passaporte.
Não vale a pena. O Buda de Leshan já ocupa a manhã, com a fila da escada de nove curvas, e o Pico Dourado do monte Emei pede um dia inteiro, de preferência dormindo na montanha para o nascer do sol. Faça Leshan num bate-volta e deixe o Emei para uma viagem com uma noite a mais.
Pelo Alipay ou pelo WeChat Pay, com o cartão de crédito internacional vinculado no aplicativo antes da viagem. Quase ninguém aceita cartão físico, e dinheiro vivo é aceito com relutância. Leve algum yuan em espécie para emergências.
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