
Pequim · Cidade Proibida · Grande Muralha · Xi'an · Guerreiros de Terracota · Xangai · Bund · 13 min de leitura
8 dias · 3 cidades
Duração
8 dias
Orçamento estimado
US$ 2.100 a US$ 3.400 por pessoa, 8 dias
Melhor época
Abril a maio e setembro a outubro
Visto
Sem visto até 30 dias, até dez/2026
Este roteiro de 8 dias pela China cobre o circuito clássico de primeira viagem: três dias em Pequim, dois em Xi'an e dois em Xangai, ligados por trem-bala e um voo curto, aproveitando a isenção de visto de 30 dias para brasileiros.
Em resumo: hutongs, Cidade Proibida, Muralha e Templo do Céu; a muralha de Xi'an e os Guerreiros de Terracota; o Bund, o Jardim Yu e a Concessão Francesa. Visto, reservas e comida estão no fim.

Gratuita, 40 minutos, e o primeiro programa depois do check-in. Os hutongs são as vielas de casas de pátio que formavam a Pequim antiga; Nanluoguxiang é o mais conhecido e o mais turístico, então entre também nas vielas laterais, onde os moradores ainda jogam xadrez na porta.
Cerca de 20 yuans, 1 hora, a 800 metros do fim de Nanluoguxiang. Chegue antes das 17h para a última apresentação dos tambores e suba a escadaria íngreme para ver os telhados dos hutongs.
A torre fica na ponta norte do Eixo Central de Pequim, a linha de 7,8 quilômetros que atravessa a Cidade Proibida e virou Patrimônio Mundial em 2024. Em frente está a Torre do Sino, do mesmo conjunto.

Gratuito, 1 hora ou mais, a 900 metros da torre. Ao anoitecer, os bares e restaurantes em volta do lago acendem as luzes, e dá para jantar olhando a água. Fuja dos bares com música ao vivo e homem na porta chamando: cobram consumação alta.

Gratuita, 30 minutos, com controle de segurança e passaporte na mão. Chegue às 8h: a fila de revista anda devagar, e é por aqui, atravessando o Portão Tiananmen, que se chega à Cidade Proibida.
60 yuans de abril a outubro e 40 no resto do ano, 3h30, fechada às segundas. O ingresso é só online, nominal e com o passaporte, e abre às 20h de Pequim sete dias antes da data: nas férias chinesas esgota em minutos.
Foi o palácio de 24 imperadores das dinastias Ming e Qing, de 1420 a 1912. Siga o eixo central de sul para norte, pelos três grandes salões, e desvie para a Galeria do Tesouro e a dos relógios, com ingresso extra de 10 yuans cada. A saída é pelo portão norte, em frente ao Jingshan.

2 yuans, 45 minutos, do outro lado da rua da saída da Cidade Proibida. Suba ao pavilhão do alto do morro: é a única vista de cima do palácio inteiro, e em dia limpo dá para seguir o Eixo Central até a Torre do Tambor.

Cerca de 45 yuans a entrada, 140 o teleférico ida e volta e 100 o tobogã de descida, 4 horas no local. Fica a 1h30 de carro de Pequim: contrate um motorista para o dia, que sai mais barato dividido do que as excursões com parada em loja.
Mutianyu é mais bonita e bem menos lotada que Badaling, o trecho mais próximo de Pequim. Suba de teleférico até a torre 14 e caminhe pela crista até as torres mais altas; volte até a telecadeira e desça de tobogã. Saia às 7h30 para chegar antes dos grupos.

34 yuans o ingresso completo de abril a outubro, 2 horas, os salões fecham às 17h. É a volta natural da Muralha, no sul de Pequim.
O Salão da Oração pelas Boas Colheitas, redondo e de três telhados azuis, é de madeira sem um único prego. No parque em volta, os moradores dançam, cantam ópera e jogam cartas: é o melhor retrato da Pequim de hoje.

54 yuans a entrada e cerca de 45 o aluguel de bicicleta por 3 horas, 2 horas pedalando. Pegue o trem-bala das 8h em Pequim Oeste: são cerca de 4h30 até Xi'an Norte, a tempo do check-in às 14h.
A muralha Ming de 14 quilômetros é a mais completa da China e tem uma pista larga no alto. Suba pelo Portão Sul, alugue a bicicleta lá mesmo e dê a volta inteira no fim da tarde, quando a luz baixa e o calor passa.

Gratuito, 90 minutos, atrás da Torre do Tambor de Xi'an. A comunidade hui, muçulmana, mantém há séculos as barracas de espetinho de cordeiro, pão recheado e macarrão puxado à mão. As ruas laterais comem melhor que a avenida principal, que é a mais cheia.

120 yuans na baixa temporada e 150 na alta, 3h30, com ingresso só online e nominal, pelo site oficial. Fica a 1 hora do centro; o ônibus de turismo sai da estação de trem, ou vá de táxi por aplicativo.
São cerca de 8 mil soldados de argila em tamanho real, cada um com rosto diferente, enterrados há 2.200 anos para guardar o túmulo do primeiro imperador, Qin Shi Huang. Veja primeiro a Cova 1, a mais impressionante, depois a 3 e a 2, e o salão das carruagens de bronze. Contrate um guia credenciado na bilheteria: sem explicação, é um galpão de estátuas.

Cerca de 40 yuans o templo e mais 25 para subir, 90 minutos. O pagode do século 7 foi construído para guardar as escrituras que o monge Xuanzang trouxe da Índia, a viagem que inspirou o clássico Jornada ao Oeste.

Gratuita, 90 minutos, começando ao sul do pagode. A avenida de pedestres de 1,5 quilômetro recria a Xi'an da dinastia Tang, quando a cidade era a maior do mundo, com fachadas iluminadas e artistas de rua. É o passeio da moda entre os próprios chineses, e lota nos fins de semana.

Gratuita, 45 minutos. O voo de Xi'an a Xangai leva cerca de 2h20; pegue um da manhã para fazer o check-in às 14h. No fim da tarde, desça a rua de pedestres a partir da Praça do Povo, entre as lojas de departamento dos anos 1930, até o rio.

Gratuito, 90 minutos. Chegue ao pôr do sol e fique até as luzes acenderem, por volta das 19h: de um lado os bancos e hotéis coloniais dos anos 1920, do outro o skyline de Lujiazui. Para ver os dois de dentro do rio, pegue a balsa pública de moradores, que custa 2 yuans.

Entre 30 e 40 yuans conforme a época, 90 minutos, abre às 9h. Chegue na abertura, antes dos grupos que enchem as pontes em zigue-zague a partir das 10h30.
O jardim da dinastia Ming tem pavilhões, rochas ornamentais e lagos de carpas, e fica dentro do bazar da cidade velha. A casa de chá Huxinting, no meio do lago, funciona desde o século 19.

Cerca de 180 yuans, 90 minutos. Atravesse o rio de metrô até Lujiazui. O mirante do andar 118, a 546 metros, é o mais alto da China, e o elevador sobe em menos de um minuto.
Em dia de poluição a vista some: olhe a previsão de qualidade do ar antes de comprar. A tarde fica livre para a Concessão Francesa ou para um passeio a Zhujiajiao, a cidade de canais a 1 hora.

Gratuita, 90 minutos a pé. A caminhada começa no Wukang Mansion, o prédio de 1924 em forma de proa, e segue pela rua de plátanos, casarões e cafés. Do outro lado da esquina fica a antiga casa de Soong Ching-ling, viúva de Sun Yat-sen, aberta à visitação.

Gratuito, 90 minutos, a 20 minutos de táxi da Wukang Road. As vielas de casas shikumen, o sobrado de pedra típico de Xangai, viraram ateliês, lojas de design e cafés. Daqui, o aeroporto de Pudong fica a cerca de 1 hora; o trem Maglev faz parte do trajeto a 300 quilômetros por hora.
Não, por enquanto. A China prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a isenção de visto para brasileiros com passaporte comum, para estadas de até 30 dias por turismo, negócios ou visita a família. Confira no site da embaixada se a isenção foi estendida para 2027 antes de comprar a passagem.
Antes de ir, instale o Alipay ou o WeChat e cadastre o cartão de crédito: quase ninguém usa dinheiro e muitos lugares não aceitam cartão físico estrangeiro. Google, WhatsApp e Instagram são bloqueados; compre um eSIM internacional, que funciona sem bloqueio.
Abril, maio, setembro e outubro: temperatura amena em Pequim, Xi'an e Xangai e céu mais limpo. O verão é quente, úmido e chuvoso, e o inverno de Pequim fica abaixo de zero.
Evite a Semana Dourada, de 1 a 7 de outubro, e o Ano-Novo Chinês, entre janeiro e fevereiro: é quando centenas de milhões de chineses viajam, os ingressos esgotam e as filas triplicam.
Não há voo direto do Brasil: as opções fazem uma conexão na Europa ou no Oriente Médio, entre 26 e 30 horas no total. Chegue por Pequim e volte por Xangai para não repetir trajeto.
Entre Pequim e Xi'an, o trem-bala leva cerca de 4h30; de Xi'an a Xangai compensa o voo de 2h20. Compre as passagens de trem pelo aplicativo oficial 12306, em inglês, com o passaporte, e chegue à estação 45 minutos antes. Nas cidades, o metrô é o melhor transporte, e o táxi se chama pelo Didi, dentro do Alipay.
Em Pequim, o prato é o pato laqueado: a pele crocante é fatiada na mesa e enrolada em panquecas finas com cebolinha, pepino e molho de feijão. Os restaurantes especializados vão do popular ao caro; reserve para o jantar.

Xi'an é a capital do macarrão e da comida hui. Prove o roujiamo, pão achatado recheado de carne cozida, o biangbiang mian, macarrão largo como um cinto puxado à mão, com pimenta, e o yangrou paomo, sopa de carneiro em que você mesmo esfarela o pão na tigela.


Em Xangai, o clássico é o xiaolongbao: pãozinho de massa fina com caldo quente dentro. Morda um furinho, beba o caldo na colher e só depois coma, senão queima a boca.

O que evitar: os restaurantes das ruas mais turísticas com cardápio só de fotos e preço em dólar, e o golpe da casa de chá, em que um estudante simpático convida você para uma degustação e a conta vem em centenas de dólares. Coma onde os chineses estão fazendo fila.
Entre 2.100 e 3.400 dólares por pessoa, com voo ida e volta do Brasil, em quarto duplo. A tabela de orçamento traz o detalhe por item.
Depois de chegar, a China é barata: os ingressos somam entre 110 e 160 dólares, o trem-bala Pequim-Xi'an custa cerca de 80 dólares na segunda classe e uma refeição local sai por menos de 10. O que pesa é a passagem internacional.
Para o circuito clássico de primeira viagem, sim: 8 dias dão para Pequim, Xi'an e Xangai com calma, porque o trem-bala e um voo curto ligam as três em meio dia.
Para a China, não: é um país do tamanho do Brasil. Ficaram de fora o Palácio de Verão, em Pequim, os canais de Zhujiajiao, perto de Xangai, e outras regiões que pedem viagem própria, como Chengdu e os pandas, Guilin e o rio Li, Zhangjiajie e as montanhas de Avatar. Com 12 dias, some Guilin ou Chengdu entre Xi'an e Xangai.
Preços conferidos em 19 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Museu do Palácio (Cidade Proibida), ingressos oficiais · Museu dos Guerreiros de Terracota, site oficial · Grande Muralha em Mutianyu, site oficial · Embaixada da China no Brasil, isenção de visto.
Até 31 de dezembro de 2026, não: brasileiros com passaporte comum entram na China sem visto por até 30 dias, para turismo, negócios ou visita a família. Confira no site da embaixada se a isenção foi prorrogada para 2027.
Entre 2.100 e 3.400 dólares por pessoa, com voo ida e volta do Brasil, hotel em quarto duplo, trem-bala, voo interno, comida e ingressos. Os ingressos somam entre 110 e 160 dólares.
Os dois só vendem online e em nome do passaporte. A Cidade Proibida abre as vendas às 20h de Pequim, sete dias antes, e fecha às segundas; os Guerreiros vendem pelo site oficial. Não há bilheteria para quem chega sem reserva.
Pelo Alipay ou pelo WeChat, com o cartão de crédito estrangeiro cadastrado no aplicativo. É assim que se paga metrô, táxi, restaurante e barraca de rua. Leve algum dinheiro em yuan como reserva, mas muitos lugares já não dão troco.
Mutianyu, para a maioria: é restaurado, tem teleférico e tobogã, e é bem menos lotado que Badaling. Fica a 1h30 de carro de Pequim. Jinshanling e Jiankou são mais selvagens e mais distantes, para quem quer caminhar.
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