A água azul intensa da Gruta do Lago Azul, em Bonito, sob as estalactites e a luz que entra pela boca da gruta

Bonito · Mato Grosso do Sul · Rio da Prata · Gruta do Lago Azul · Boca da Onça · 8 min de leitura

Roteiro Bonito 5 dias: Rio da Prata, Gruta do Lago Azul e Boca da Onça

5 dias · 3 cidades

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Este roteiro Bonito 5 dias, no Mato Grosso do Sul, usa a cidade como base única e encaixa os passeios por estrada: o oeste das grutas, o sul do Rio da Prata, o norte da Boca da Onça. A decisão que o organiza é agendar tudo antes, porque as vagas são limitadas.

Em resumo: Rio Formoso, grutas, Rio da Prata e araras, Boca da Onça e Nascente Azul, Sucuri. Época e comida no fim.

Dia 1: Eco Park Porto da Ilha e o centro de Bonito

Eco Park Porto da Ilha: o primeiro banho no Rio Formoso

Água verde e transparente do Rio Formoso com pequenas corredeiras no antigo balneário Ilha do Padre
Foto: Edmarjr / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Duas horas, R$ 110 a R$ 130, a 15 minutos do centro. Depois do check-in, siga para o antigo balneário Ilha do Padre, uma ilha de 3 hectares no Rio Formoso com prainhas, pequenas cachoeiras e água verde e transparente. É o aquecimento ideal antes das flutuações. Abre de terça a domingo e fecha às 17h; bote, tirolesa e caiaque são cobrados à parte.

Rua Coronel Pilad Rebuá: onde jantar e passear à noite

Estátua colorida de onça-pintada numa calçada comercial do centro de Bonito
Foto: Just a Brazilian man from Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Uma hora, de graça. A rua principal concentra os restaurantes de peixe, as sorveterias e as lojas de artesanato, com estátuas coloridas de onças, tucanos e peixes nas calçadas. É aqui também que ficam as agências: confirme os vouchers dos próximos dias e o horário de saída de cada passeio.

Dia 2: Gruta do Lago Azul e Grutas de São Miguel

Gruta do Lago Azul: como é a visita e qual o melhor horário

O lago azul no fundo da Gruta do Lago Azul, sob o teto de estalactites
Foto: Valdiney Pimenta / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Uma hora e meia, R$ 120 a R$ 180, a 20 km a oeste do centro. Marque o primeiro horário da manhã: a luz entra pela boca da gruta e deixa a água num azul mais intenso, e entre dezembro e janeiro um feixe de sol chega a tocar o lago. A descida tem cerca de 300 degraus com corrimão, e não se entra na água. Use tênis; a idade mínima é de 5 anos.

Grutas de São Miguel: a caverna da passarela suspensa

Galeria interna das Grutas de São Miguel com estalactites e colunas iluminadas
Foto: Silvania9188 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora e quinze, R$ 108 a R$ 143, a quatro quilômetros da Gruta do Lago Azul. O acesso é por uma passarela suspensa entre as copas das árvores, e lá dentro o caminho é plano, bom para quem tem dificuldade com escadas. À tarde, descanse na pousada; quem quiser a aventura mais cara de Bonito pode marcar o Abismo Anhumas, com rapel de 72 metros até um lago subterrâneo, que exige um treino na véspera.

Dia 3: Rio da Prata e Buraco das Araras, em Jardim

Flutuação no Rio da Prata: vale o preço?

Vista meio dentro e meio fora da água do Rio da Prata, com o fundo de plantas aquáticas e a mata na margem
Foto: Marcel Favery / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Quatro horas e meia com almoço, R$ 470 a R$ 570, a 50 km de Bonito, já no município de Jardim. Vale: é a flutuação mais longa e a mais procurada da região. Uma trilha curta pela mata leva à nascente do Rio Olho d’Água, e de lá se desce cerca de 2 km boiando até o Rio da Prata, entre dourados, piraputangas e jardins de plantas aquáticas. Agende com semanas de antecedência.

A Lagoa Misteriosa, dolina inundada de água azul com mais de 200 metros de profundidade, fica a poucos quilômetros e abre de abril a setembro.

Buraco das Araras: quando ver as araras-vermelhas

Duas araras-vermelhas voando diante da parede escura do Buraco das Araras
Foto: João D'Andretta / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora e quinze, R$ 185, a 10 km do Rio da Prata. A dolina tem cerca de 100 metros de profundidade e 500 metros de borda, e a trilha passa por dois mirantes. As araras-vermelhas que fazem ninho nas paredes são mais ativas no fim da tarde, por isso este é o passeio certo depois do almoço. Leve binóculo para ver os jacarés no lago do fundo.

Dia 4: Boca da Onça e Nascente Azul, na Serra da Bodoquena

Boca da Onça: como é a trilha da cachoeira mais alta do estado

A queda da cachoeira da Boca da Onça caindo num poço de água verde cercado de mata
Foto: Felipe Do Espirito Santo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cinco horas e meia com almoço, a partir de R$ 555, a 60 km ao norte, em Bodoquena. A trilha desce pelo cânion do Rio Salobra passando por várias quedas com piscinas para banho, até a cachoeira principal, a mais alta do Mato Grosso do Sul. A volta é uma longa subida por escadas: vá com tênis de trilha e água. Quem quer emoção pode trocar pela versão com rapel, mais cara.

Nascente Azul: a flutuação mais tranquila de Bonito

Pessoa fazendo flutuação de máscara e snorkel sobre o fundo verde da Nascente Azul
Foto: Jamiledsp / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Duas horas e meia, R$ 374 a R$ 462, a 30 minutos do centro, no caminho de volta. A flutuação dura cerca de uma hora, em grupos de até dez pessoas que saem a cada meia hora, sobre uma nascente de água transparente cheia de piraputangas. É mais curta e calma que o Rio da Prata, boa para crianças. Na mesma estrada ficam a Estância Mimosa e a Ceita Corê, trilhas de cachoeiras para quem tiver mais um dia.

Dia 5: Rio Sucuri, Balneário Municipal e o voo de volta

Rio Sucuri: a água mais transparente de Bonito

As águas transparentes do Rio Sucuri refletindo o céu, com galhos e plantas aquáticas visíveis no fundo
Foto: Jgernhardt / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Duas horas e meia, R$ 349 a R$ 438, a 20 km ao sul. A flutuação percorre cerca de 1,8 km por um rio de nascente famoso pela visibilidade, entre plantas aquáticas que formam um jardim no fundo, e a volta é de barco. Marque o primeiro horário, às 8h, para pegar a água mais parada.

Balneário Municipal: o último banho antes do aeroporto

Cardume de peixes nadando na água verde e cristalina do Balneário Municipal de Bonito, sob as árvores
Foto: Jackson Cardoso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Duas horas, R$ 70 a R$ 98, a 7 km do centro e a 10 minutos do aeroporto. A área de banho pública no Rio Formoso tem deck, gramado e quiosques de comida, e os cardumes de piraputangas nadam ao redor de quem entra na água. A prefeitura anunciou em 2026 uma revitalização com entrada por reconhecimento facial. Saia às 14h para o voo da tarde.

Qual a melhor época para ir a Bonito?

Abril e maio e de agosto a outubro: tempo seco, calor e a água mais transparente do ano, com preços de baixa temporada fora dos feriados. De dezembro a março é alta temporada de férias, com chuvas fortes que podem turvar os rios por um ou dois dias. Junho e julho são secos, mas frios para a água, que fica em torno de 22 graus: a roupa de neoprene vem incluída nas flutuações.

Como chegar a Bonito e como se locomover entre os passeios

O jeito mais rápido é o voo direto de São Paulo para o aeroporto de Bonito: Azul de Campinas, Gol de Congonhas e Latam de Guarulhos, que passa a três voos semanais em 25 de outubro de 2026. A outra opção é voar para Campo Grande e seguir 300 km de carro, cerca de quatro horas; a Estrada do 21, asfaltada, encurta o caminho.

Os passeios ficam em fazendas a até 60 km do centro, parte por estrada de terra. Alugue um carro ou compre o traslado com a agência junto com o voucher. Para outro roteiro de natureza no Brasil, veja o de Foz do Iguaçu em 4 dias ou o dos Lençóis Maranhenses em 5 dias.

Como funcionam os passeios de Bonito: voucher, agência e regras

Todos os atrativos têm limite diário de visitantes e só aceitam reservas feitas por agências credenciadas, que emitem um voucher único. O preço é tabelado pelo próprio atrativo e é o mesmo em qualquer agência, mudando só entre baixa e alta temporada. Nas flutuações é proibido usar protetor solar e repelente, para não turvar a água, e não se pode pisar no fundo do rio. Chegue com 15 minutos de antecedência: quem perde o horário perde o passeio.

Onde comer em Bonito: pratos típicos e o que provar

A cozinha de Bonito mistura o peixe de rio do Pantanal com a herança paraguaia da fronteira. Nos restaurantes do centro, peça pacu assado na brasa, servido em banda sem espinho para dividir entre duas ou três pessoas, pintado ao molho de urucum ou traíra frita com pirão. Muitas casas servem também carne de jacaré de criadouro legalizado, que lembra frango.

Da fronteira vêm a sopa paraguaia, que apesar do nome é uma torta salgada de milho, queijo e cebola, e a chipa, pão de polvilho e queijo em forma de rosca, vendida nas padarias de manhã.

Fatias de sopa paraguaia, torta salgada de milho e queijo, ao lado de chipas
Sopa paraguaia e chipa. Foto: MTur Destinos / Wikimedia Commons (CC0)
Chipas em forma de rosca, pão de polvilho e queijo, empilhadas numa cesta
Chipa. Foto: Ekem at English Wikipedia / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Para beber, o tereré, erva-mate em água gelada servida na guampa e passada de mão em mão, é patrimônio cultural do estado: aceite quando oferecerem. Nos passeios de dia inteiro, como Rio da Prata e Boca da Onça, o almoço de fogão a lenha está incluído.

Jarra de tereré gelado com ervas ao lado da guampa de metal com bomba
Tereré. Foto: Overkill53 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O que evitar: protetor solar e repelente antes das flutuações, porque são proibidos para não turvar a água, e alimentar os peixes nos balneários. Jante cedo: fora da Rua Coronel Pilad Rebuá, a cidade dorme às 22h.

5 dias são suficientes para conhecer Bonito?

São suficientes para os passeios principais: duas grutas, quatro rios para flutuar, o Buraco das Araras e a Boca da Onça, sem correr. Com um sexto dia, some a Estância Mimosa ou o Abismo Anhumas; com mais três, estenda até o Pantanal Sul, a partir de Miranda.

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Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 1.200 a R$ 2.500 (ida e volta de São Paulo para Bonito, com voo direto de Campinas, Congonhas ou Guarulhos)
Hospedagem/noiteR$ 350 a R$ 800 (quarto duplo em pousada ou hotel no centro)
Alimentação/diaR$ 120 a R$ 220 por pessoa; o almoço vem incluído nos passeios de dia inteiro
Ingressos e transporte localCerca de R$ 2.350 a R$ 2.900 por pessoa nos nove passeios: Rio da Prata R$ 470 a R$ 570, Boca da Onça a partir de R$ 555, Nascente Azul R$ 374 a R$ 462, Rio Sucuri R$ 349 a R$ 438, Buraco das Araras R$ 185, Gruta do Lago Azul R$ 120 a R$ 180, Grutas de São Miguel R$ 108 a R$ 143, Porto da Ilha R$ 110 a R$ 130 e Balneário Municipal R$ 70 a R$ 98
Total estimadoR$ 4.200 a 6.500 por pessoa, sem aéreo

Preços conferidos em 10 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Recanto Ecológico Rio da Prata, site oficial · Gruta do Lago Azul, site oficial · Buraco das Araras, site oficial · Rio Sucuri, site oficial · Abismo Anhumas, site oficial.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 5 dias para Bonito?+

Entre R$ 4.200 e R$ 6.500 por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo e carro: pousada no centro, comida e cerca de R$ 2.350 a R$ 2.900 nos nove passeios deste roteiro, que são a maior parte do custo. A passagem de São Paulo para Bonito fica entre R$ 1.200 e R$ 2.500 ida e volta. Na baixa temporada os passeios custam até 25% menos.

Precisa agendar os passeios de Bonito com antecedência?+

Sim. Todos os passeios têm número de visitantes controlado e só são vendidos por agências credenciadas, com voucher único e preço tabelado, igual em todas. Feche o Rio da Prata, a Gruta do Lago Azul e a Boca da Onça assim que tiver as datas, sobretudo em feriados, julho e dezembro. A agência também organiza o traslado para quem não alugar carro.

Precisa saber nadar para fazer a flutuação em Bonito?+

Não. A flutuação é feita com colete salva-vidas, roupa de neoprene, máscara e snorkel, todos incluídos, e o guia dá um treino antes de entrar no rio. A correnteza leva o grupo devagar e não é preciso bater as pernas. A idade mínima costuma ser de 5 anos no Rio da Prata e varia nos outros rios.

Qual a melhor época para ir a Bonito?+

Abril e maio e de agosto a outubro, com tempo seco, calor e água mais transparente. De dezembro a março é alta temporada de férias, com chuvas que podem turvar os rios por um ou dois dias; em compensação, entre dezembro e janeiro um feixe de sol entra na Gruta do Lago Azul pela manhã. Em julho faz frio para a água, que fica em torno de 22 graus.

Dá para fazer Bonito sem carro?+

Dá. As agências vendem o passeio com traslado de ida e volta do hotel, por R$ 80 a R$ 200 cada, e o centro se percorre a pé. O carro compensa para quem faz três ou mais passeios fora da cidade, porque o Rio da Prata fica a 50 km e a Boca da Onça a 60 km, em parte por estrada de terra.

Eco Park Porto da IlhaRua Coronel Pilad RebuáGruta do Lago AzulGrutas de São MiguelRecanto Ecológico Rio da PrataBuraco das ArarasBoca da OnçaNascente AzulRio SucuriBalneário Municipal de Bonito

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