Bonito · Mato Grosso do Sul · Rio da Prata · Gruta do Lago Azul · Boca da Onça · 8 min de leitura
5 dias · 3 cidades
Duração
5 dias
Orçamento estimado
R$ 4.200 a 6.500 por pessoa, sem aéreo
Melhor época
Abril a maio e agosto a outubro
Visto
Não precisa: viagem nacional
Este roteiro Bonito 5 dias, no Mato Grosso do Sul, usa a cidade como base única e encaixa os passeios por estrada: o oeste das grutas, o sul do Rio da Prata, o norte da Boca da Onça. A decisão que o organiza é agendar tudo antes, porque as vagas são limitadas.
Em resumo: Rio Formoso, grutas, Rio da Prata e araras, Boca da Onça e Nascente Azul, Sucuri. Época e comida no fim.

Duas horas, R$ 110 a R$ 130, a 15 minutos do centro. Depois do check-in, siga para o antigo balneário Ilha do Padre, uma ilha de 3 hectares no Rio Formoso com prainhas, pequenas cachoeiras e água verde e transparente. É o aquecimento ideal antes das flutuações. Abre de terça a domingo e fecha às 17h; bote, tirolesa e caiaque são cobrados à parte.

Uma hora, de graça. A rua principal concentra os restaurantes de peixe, as sorveterias e as lojas de artesanato, com estátuas coloridas de onças, tucanos e peixes nas calçadas. É aqui também que ficam as agências: confirme os vouchers dos próximos dias e o horário de saída de cada passeio.

Uma hora e meia, R$ 120 a R$ 180, a 20 km a oeste do centro. Marque o primeiro horário da manhã: a luz entra pela boca da gruta e deixa a água num azul mais intenso, e entre dezembro e janeiro um feixe de sol chega a tocar o lago. A descida tem cerca de 300 degraus com corrimão, e não se entra na água. Use tênis; a idade mínima é de 5 anos.

Uma hora e quinze, R$ 108 a R$ 143, a quatro quilômetros da Gruta do Lago Azul. O acesso é por uma passarela suspensa entre as copas das árvores, e lá dentro o caminho é plano, bom para quem tem dificuldade com escadas. À tarde, descanse na pousada; quem quiser a aventura mais cara de Bonito pode marcar o Abismo Anhumas, com rapel de 72 metros até um lago subterrâneo, que exige um treino na véspera.

Quatro horas e meia com almoço, R$ 470 a R$ 570, a 50 km de Bonito, já no município de Jardim. Vale: é a flutuação mais longa e a mais procurada da região. Uma trilha curta pela mata leva à nascente do Rio Olho d’Água, e de lá se desce cerca de 2 km boiando até o Rio da Prata, entre dourados, piraputangas e jardins de plantas aquáticas. Agende com semanas de antecedência.
A Lagoa Misteriosa, dolina inundada de água azul com mais de 200 metros de profundidade, fica a poucos quilômetros e abre de abril a setembro.

Uma hora e quinze, R$ 185, a 10 km do Rio da Prata. A dolina tem cerca de 100 metros de profundidade e 500 metros de borda, e a trilha passa por dois mirantes. As araras-vermelhas que fazem ninho nas paredes são mais ativas no fim da tarde, por isso este é o passeio certo depois do almoço. Leve binóculo para ver os jacarés no lago do fundo.

Cinco horas e meia com almoço, a partir de R$ 555, a 60 km ao norte, em Bodoquena. A trilha desce pelo cânion do Rio Salobra passando por várias quedas com piscinas para banho, até a cachoeira principal, a mais alta do Mato Grosso do Sul. A volta é uma longa subida por escadas: vá com tênis de trilha e água. Quem quer emoção pode trocar pela versão com rapel, mais cara.

Duas horas e meia, R$ 374 a R$ 462, a 30 minutos do centro, no caminho de volta. A flutuação dura cerca de uma hora, em grupos de até dez pessoas que saem a cada meia hora, sobre uma nascente de água transparente cheia de piraputangas. É mais curta e calma que o Rio da Prata, boa para crianças. Na mesma estrada ficam a Estância Mimosa e a Ceita Corê, trilhas de cachoeiras para quem tiver mais um dia.

Duas horas e meia, R$ 349 a R$ 438, a 20 km ao sul. A flutuação percorre cerca de 1,8 km por um rio de nascente famoso pela visibilidade, entre plantas aquáticas que formam um jardim no fundo, e a volta é de barco. Marque o primeiro horário, às 8h, para pegar a água mais parada.

Duas horas, R$ 70 a R$ 98, a 7 km do centro e a 10 minutos do aeroporto. A área de banho pública no Rio Formoso tem deck, gramado e quiosques de comida, e os cardumes de piraputangas nadam ao redor de quem entra na água. A prefeitura anunciou em 2026 uma revitalização com entrada por reconhecimento facial. Saia às 14h para o voo da tarde.
Abril e maio e de agosto a outubro: tempo seco, calor e a água mais transparente do ano, com preços de baixa temporada fora dos feriados. De dezembro a março é alta temporada de férias, com chuvas fortes que podem turvar os rios por um ou dois dias. Junho e julho são secos, mas frios para a água, que fica em torno de 22 graus: a roupa de neoprene vem incluída nas flutuações.
O jeito mais rápido é o voo direto de São Paulo para o aeroporto de Bonito: Azul de Campinas, Gol de Congonhas e Latam de Guarulhos, que passa a três voos semanais em 25 de outubro de 2026. A outra opção é voar para Campo Grande e seguir 300 km de carro, cerca de quatro horas; a Estrada do 21, asfaltada, encurta o caminho.
Os passeios ficam em fazendas a até 60 km do centro, parte por estrada de terra. Alugue um carro ou compre o traslado com a agência junto com o voucher. Para outro roteiro de natureza no Brasil, veja o de Foz do Iguaçu em 4 dias ou o dos Lençóis Maranhenses em 5 dias.
Todos os atrativos têm limite diário de visitantes e só aceitam reservas feitas por agências credenciadas, que emitem um voucher único. O preço é tabelado pelo próprio atrativo e é o mesmo em qualquer agência, mudando só entre baixa e alta temporada. Nas flutuações é proibido usar protetor solar e repelente, para não turvar a água, e não se pode pisar no fundo do rio. Chegue com 15 minutos de antecedência: quem perde o horário perde o passeio.
A cozinha de Bonito mistura o peixe de rio do Pantanal com a herança paraguaia da fronteira. Nos restaurantes do centro, peça pacu assado na brasa, servido em banda sem espinho para dividir entre duas ou três pessoas, pintado ao molho de urucum ou traíra frita com pirão. Muitas casas servem também carne de jacaré de criadouro legalizado, que lembra frango.
Da fronteira vêm a sopa paraguaia, que apesar do nome é uma torta salgada de milho, queijo e cebola, e a chipa, pão de polvilho e queijo em forma de rosca, vendida nas padarias de manhã.


Para beber, o tereré, erva-mate em água gelada servida na guampa e passada de mão em mão, é patrimônio cultural do estado: aceite quando oferecerem. Nos passeios de dia inteiro, como Rio da Prata e Boca da Onça, o almoço de fogão a lenha está incluído.

O que evitar: protetor solar e repelente antes das flutuações, porque são proibidos para não turvar a água, e alimentar os peixes nos balneários. Jante cedo: fora da Rua Coronel Pilad Rebuá, a cidade dorme às 22h.
São suficientes para os passeios principais: duas grutas, quatro rios para flutuar, o Buraco das Araras e a Boca da Onça, sem correr. Com um sexto dia, some a Estância Mimosa ou o Abismo Anhumas; com mais três, estenda até o Pantanal Sul, a partir de Miranda.
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Preços conferidos em 10 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Recanto Ecológico Rio da Prata, site oficial · Gruta do Lago Azul, site oficial · Buraco das Araras, site oficial · Rio Sucuri, site oficial · Abismo Anhumas, site oficial.
Entre R$ 4.200 e R$ 6.500 por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo e carro: pousada no centro, comida e cerca de R$ 2.350 a R$ 2.900 nos nove passeios deste roteiro, que são a maior parte do custo. A passagem de São Paulo para Bonito fica entre R$ 1.200 e R$ 2.500 ida e volta. Na baixa temporada os passeios custam até 25% menos.
Sim. Todos os passeios têm número de visitantes controlado e só são vendidos por agências credenciadas, com voucher único e preço tabelado, igual em todas. Feche o Rio da Prata, a Gruta do Lago Azul e a Boca da Onça assim que tiver as datas, sobretudo em feriados, julho e dezembro. A agência também organiza o traslado para quem não alugar carro.
Não. A flutuação é feita com colete salva-vidas, roupa de neoprene, máscara e snorkel, todos incluídos, e o guia dá um treino antes de entrar no rio. A correnteza leva o grupo devagar e não é preciso bater as pernas. A idade mínima costuma ser de 5 anos no Rio da Prata e varia nos outros rios.
Abril e maio e de agosto a outubro, com tempo seco, calor e água mais transparente. De dezembro a março é alta temporada de férias, com chuvas que podem turvar os rios por um ou dois dias; em compensação, entre dezembro e janeiro um feixe de sol entra na Gruta do Lago Azul pela manhã. Em julho faz frio para a água, que fica em torno de 22 graus.
Dá. As agências vendem o passeio com traslado de ida e volta do hotel, por R$ 80 a R$ 200 cada, e o centro se percorre a pé. O carro compensa para quem faz três ou mais passeios fora da cidade, porque o Rio da Prata fica a 50 km e a Boca da Onça a 60 km, em parte por estrada de terra.
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