
La Paz · El Alto · Tiwanaku · Uyuni · Salar de Uyuni · Isla Incahuasi · Coqueza · 16 min de leitura
7 dias · 2 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
US$ 1.300 a US$ 2.100 por pessoa, 7 dias
Melhor época
Maio a outubro, crosta seca
Visto
Sem visto, RG ou passaporte, 90 dias
Este roteiro de 7 dias pela Bolívia tem duas bases: La Paz, a 3.640 metros, e Uyuni, a 3.660. A ordem não é estética, é fisiológica: três dias na cidade antes do salar dão ao corpo o tempo de que ele precisa, e o vulcão Tunupa, a 5.321 metros, fica para o fim.
Em resumo: o centro de La Paz, o teleférico até El Alto, Tiwanaku, o salar inteiro e o Tunupa. Entrada, época e comida estão no fim.

Entrada livre, 1 hora, no centro histórico. O voo pousa em El Alto, a 4.061 metros, e a descida de táxi até La Paz já tira 400 metros de altitude. Não faça mais nada no primeiro dia além de andar devagar por aqui.
A praça é cercada pelo Palácio Quemado, pelo Congresso e pela catedral, e tem um relógio que anda ao contrário na fachada do chanceler, instalado em 2014 como gesto de soberania andina. É também o lugar onde se entende que La Paz é a sede do governo, mas Sucre continua sendo a capital constitucional.
Beba mate de coca, coma pouco e deixe o banho quente para a noite. O mal de altitude aparece nas primeiras 12 horas e piora com esforço, álcool e jantar pesado.

Rua livre, 1 hora, a 400 metros da praça. São cerca de 300 metros de pedra, fachadas azuis, vermelhas e amarelas, e lampiões de ferro. É a única rua de La Paz que sobreviveu inteira ao século 20.
Dez museus municipais se espremem aqui, entre eles o de Metales Preciosos, o de Instrumentos Musicales e o da Coca. O bilhete único municipal cobre quatro deles e custa poucos bolivianos. Escolha um ou dois: no primeiro dia, ficar de pé por horas a 3.600 metros cobra caro.

Entra no bilhete único da Calle Jaen, 30 minutos, na mesma rua. Mapas, uniformes e documentos sobre a Guerra do Pacífico de 1879, quando o país perdeu os 400 quilômetros de costa que tinha. A Bolívia ainda mantém uma Marinha e comemora o Dia do Mar em 23 de março: este museu é a chave para entender isso.

Igreja livre, museu com entrada paga, 1 hora, na praça de mesmo nome. A construção atual foi terminada em 1790, depois que uma nevasca derrubou a primeira igreja no século 17.
Olhe a fachada de perto antes de entrar: entre as volutas barrocas há sereias tocando charango, máscaras andinas, pinhas e papagaios, esculpidos por artesãos indígenas que puseram o próprio repertório dentro do desenho espanhol. É o chamado barroco mestiço, e esta é a melhor fachada dele em La Paz. A visita ao museu sobe ao telhado e aos campanários, com vista da praça inteira.

Rua livre, 45 minutos, subindo a Sagárnaga a partir da igreja. Entre a Linares e a Sagárnaga, vendedoras aimaras montam bancas de ervas, incensos, amuletos de estanho e fetos de lhama secos.
Nada disso é decoração. A mesa de oferendas, a mesa dulce, é enterrada sob construções novas como pagamento à Pachamama, e o feto de lhama é a peça central. Fotografe as bancas, não as vendedoras, sem pedir antes: aqui isso é malvisto e o pedido costuma ser aceito com naturalidade.

3 bolivianos a linha e 2 por baldeação, 40 minutos ida e volta, na estação Central / Taypi Uta. A Línea Roja abriu em maio de 2014 e foi a primeira das onze linhas do Mi Teleférico, hoje o maior sistema de teleférico urbano do mundo.
Não é passeio turístico: é o ônibus de quem mora em El Alto e trabalha em La Paz. A subida de 400 metros de desnível leva 10 minutos e mostra a cidade inteira encaixada na bacia, com o Illimani de 6.438 metros no fundo do vale. Sente-se do lado direito na subida. Entre 7h e 9h e às 18h a fila é longa, porque é hora de rush de verdade.

Entrada livre, 2 horas, na estação final 16 de Julio / Jach a Qhathu. O nome aimara da estação quer dizer feira grande, e é literal: cerca de 200 quadras de barracas, 70 mil pessoas por jornada.
Ela só abre às quintas e aos domingos. Se o seu dia 2 cair em outro dia da semana, desça mesmo assim e caminhe pela Ceja de El Alto para ver os cholets, os prédios de festa do arquiteto Freddy Mamani, pintados em cores fortes e cheios de geometria aimara. Vá de dia, leve pouco dinheiro no bolso e nada de valor à vista: é uma feira popular, não um shopping.

Cerca de 15 bolivianos, 1h30 com o trajeto, no bairro Mallasa, 10 quilômetros ao sul do centro. O minibus 231 sai da Calle Sagárnaga e leva 40 minutos por menos de 5 bolivianos.
O campo de pináculos se formou pela lixiviação da argila de um lago antigo: a água levou os sais e deixou as agulhas de pé. Há duas trilhas marcadas, de 15 e de 45 minutos, ambas fáceis. Faça a longa, que é onde a paisagem se fecha em volta e some a cidade.
Ajuste a expectativa: o lugar é menor do que o nome sugere e se percorre inteiro numa hora. O que o justifica é a combinação com o dia 3, que é o último de aclimatação antes do salar.

Entrada livre, 45 minutos, no alto do bairro Villa Pabón. De táxi são 10 minutos do centro e poucos bolivianos, e vale pedir para o motorista esperar, porque a volta a pé desce por ruas vazias.
Killi Killi é um esporão que entra na bacia, e por isso a vista fecha 360 graus: o centro embaixo, El Alto na borda de cima e o Illimani nevado ao fundo. Vá 40 minutos antes do pôr do sol, quando as encostas de tijolo ficam alaranjadas e as luzes começam a acender de baixo para cima. Leve casaco: a temperatura cai rápido depois do sol.

100 bolivianos para estrangeiro, 3 horas, a 72 quilômetros de La Paz, 1h30 de estrada. Os minibuses saem do Cementerio General pela manhã; um táxi fechado para o dia custa entre 350 e 500 bolivianos.
Tiwanaku foi a capital de um império que dominou o altiplano entre 500 e 1000 d.C., séculos antes dos incas, e é Patrimônio Mundial desde 2000. O bilhete cobre os dois sítios e os dois museus.
Comece pelo templo semissubterrâneo, com as cabeças de pedra encaixadas nas paredes, suba ao Kalasasaya e termine na Puerta del Sol, o monólito de andesita com a figura central em relevo. O museu lítico guarda o monólito Bennett, de 7,3 metros. Leve chapéu e água: não há sombra em lugar nenhum e o sol a 3.850 metros queima em 20 minutos.
Incluso no bilhete, 1 hora, a 1 quilômetro do sítio principal. É um campo de blocos de andesita e arenito cortados em ângulos retos, com sulcos e furos de precisão que renderam ao lugar uma fama pseudoarqueológica mundial.
A datação por radiocarbono põe a construção entre 536 e 600 d.C., e a arqueologia boliviana explica os cortes por moldes, abrasivos e paciência. Seja honesto com a expectativa: o que se vê é um campo de pedras espalhadas, não um templo de pé. O interesse está na precisão dos encaixes, vistos de perto.
Volte a La Paz no fim da tarde e pegue o ônibus-cama noturno para Uyuni, que sai por volta das 21h do Terminal de Buses e chega às 7h. São 10 horas e custa entre 120 e 250 bolivianos. A alternativa é voar de manhã, com a Ecojet ou a BoA, em 55 minutos.

Entrada livre, 1 hora, a 3 quilômetros do centro de Uyuni. Dezenas de locomotivas a vapor britânicas enferrujam ao lado dos trilhos desde os anos 1940, quando a mineração entrou em colapso e a linha que levava minério ao Pacífico parou.
Todo tour do salar começa aqui, o que significa que às 10h30 há cinco jipes e trinta pessoas subindo nos vagões. Chegue de táxi por conta própria logo depois do ônibus da noite, por volta das 9h, e o lugar é seu. Cuidado com o metal: está enferrujado, cortante e sem nenhuma proteção.
Entrada livre, com museu a 10 bolivianos, 1h30, a 22 quilômetros de Uyuni, na borda do salar. É o povoado que vive da colheita: o sal é raspado da crosta, empilhado em montes cônicos para secar ao sol e depois iodado e ensacado em galpões de alvenaria.
Vale entrar no Museu da Lhama e do Sal, que é pequeno e explica bem os dois ofícios da região. A rua das oficinas vende as mesmas peças de sal esculpido que se vê no salar inteiro, e aqui sai mais barato.
Durma em Uyuni, não em hotel de sal dentro do salar: no dia seguinte a saída é cedo e os hotéis do meio do salar cobram três vezes mais pela novidade da parede.

Incluso no tour, 30 minutos, a poucos quilômetros de Colchani. São buracos de cerca de um metro na crosta, por onde a água do lençol subterrâneo sobe sob pressão e borbulha o dia inteiro.
Não entre e não deixe criança perto da borda: a crosta ao redor é fina e a água tem temperatura de nascente de altiplano. É o lugar que mostra o que o salar realmente é, uma casca de sal de até 10 metros sobre uma salmoura que nunca parou de se mexer.
Incluso no tour, 45 minutos, a 25 quilômetros de Colchani salar adentro. O monumento foi erguido em blocos de sal em 2014, quando o Rali Dakar atravessou a Bolívia pela primeira vez, e virou o ponto de parada para as bandeiras e para a foto da caravana de jipes.
Ao lado fica o Playa Blanca, o primeiro hotel de sal construído dentro do salar, hoje museu. Aqui é onde a maioria dos grupos faz as fotos de perspectiva forçada, aquelas em que uma pessoa cabe na palma da mão de outra: peça a lente grande-angular ao guia e deixe 20 minutos para isso, porque dá mais trabalho do que parece.

30 bolivianos, 2 horas, a 80 quilômetros de Colchani, no centro do salar. A ilha é rocha coralina, resto de um vulcão submerso no lago que existiu aqui, e está coberta por cactos Echinopsis de até 10 metros, que crescem cerca de 1 centímetro por ano.
A trilha circular leva 40 minutos e sobe ao topo, de onde o salar é uma superfície branca de horizonte a horizonte. Na estação chuvosa, de dezembro a março, a ilha às vezes fica inacessível e o tour a substitui pelo efeito espelho. Confirme com a agência antes de pagar, porque nenhuma das duas versões é ruim, mas são viagens diferentes.
Termine com o pôr do sol no salar, que é o momento que a maioria dos tours reserva por último, e volte a Uyuni à noite.

Entrada livre, com caverna a 20 bolivianos, 1h30, a 120 quilômetros de Uyuni pela margem norte. Coqueza é um punhado de casas de adobe e uma igrejinha na borda do salar, e é onde começa a subida do Tunupa.
A poucos minutos do povoado, uma caverna guarda cinco múmias pré-incas, preservadas pelo ar seco e pelo frio do altiplano, ainda com pele, cabelo e tecido. Um morador abre a grade e acompanha a visita. É um sítio funerário de verdade e não um cenário: entre em silêncio e não toque em nada.

Cerca de 30 bolivianos de taxa comunitária, 4 horas, saindo de Coqueza. O jipe sobe até por volta de 4.600 metros e dali são 1h30 de caminhada até o mirante da cratera, a cerca de 5.000. O cume, a 5.321 metros, pede um dia inteiro e guia.
Faça isto no último dia e não no primeiro: depois de seis dias acima de 3.600 metros o corpo já produziu os glóbulos de que precisa, e a mesma subida que seria sofrida na chegada vira uma caminhada longa e lenta. Suba devagar, beba muita água e desista sem culpa se a cabeça doer.
A recompensa é a cratera de faixas vermelhas, amarelas e verdes e o salar inteiro lá embaixo, branco até a curvatura. Volte a Uyuni no fim da tarde e pegue o voo ou o ônibus noturno para La Paz.
Não precisa. Brasileiro entra na Bolívia só com o RG em bom estado ou com o passaporte, por até 90 dias, pelo acordo do Mercosul, e não paga taxa nenhuma. Se for entrar por via aérea, leve o passaporte: algumas companhias não embarcam com documento de identidade.
A mudança que importa é outra e é recente. Em 1 de dezembro de 2025 o governo de Rodrigo Paz acabou com a exigência de visto de turista para Estados Unidos, Israel, Coreia do Sul, África do Sul, Letônia, Estônia e Romênia, revertendo uma política que valia desde 2008. A chancelaria estimou em mais de 80 milhões de dólares o que o país deixou de receber e projetou 320 milhões entre 2026 e 2029.
Para quem já podia entrar, como o brasileiro, isso significa uma coisa só: o salar vai ficar mais cheio. Em 1 de fevereiro de 2026 o governo anunciou 100 milhões de bolivianos, com financiamento do BID, para reconstruir o aeroporto Joya Andina, de Uyuni, que já recebe mais de 2 mil turistas por semana, 98 por cento deles estrangeiros. A obra é a confirmação de que a janela de um salar vazio está se fechando.
Depende de qual salar você quer, e esta é a única decisão de verdade do roteiro.
De maio a outubro é a estação seca: crosta branca firme, hexágonos desenhados no chão, jipe chegando à Isla Incahuasi sem problema e céu limpo. É a época de quem quer percorrer o salar inteiro. As madrugadas chegam a 10 graus negativos em Uyuni, então casaco de verdade, gorro e luvas.
De dezembro a março chove no altiplano e uma lâmina de água de poucos centímetros cobre parte do salar: é o efeito espelho, em que o céu se reflete no chão e a linha do horizonte some. É a foto que se vê em toda parte, mas a ilha às vezes fica fechada e o percurso encolhe.
Abril e novembro são os meses de transição, com chance das duas coisas e menos gente. Em La Paz a diferença é menor: faz sol quase todo dia o ano inteiro, com chuva de fim de tarde no verão.
Há voo direto de São Paulo para Santa Cruz de la Sierra com a BoA e conexão de lá para La Paz, e também voos por Lima ou Santiago. O aeroporto de La Paz, El Alto, é o mais alto do mundo entre os internacionais, a 4.061 metros: a descida de táxi até a cidade leva 30 minutos e já ajuda.
Entre La Paz e Uyuni, o ônibus-cama noturno sai por volta das 21h do Terminal de Buses e chega às 7h, por 120 a 250 bolivianos, e economiza uma diária de hotel. O voo leva 55 minutos, com a Ecojet ou a BoA, e custa entre 80 e 140 dólares. Nas duas pontas, compre na agência ou no site oficial, não na rua.
Dentro de La Paz, o teleférico resolve quase tudo por 3 bolivianos, e os minibuses cobrem o resto. No salar, não se dirige por conta própria: não há referência, não há sinal e a crosta afunda em alguns trechos. Contrate agência de Uyuni, confira se o jipe tem rádio e pergunte quantas pessoas vão no carro, porque seis é o limite do confortável. Leve dinheiro em bolivianos: fora dos hotéis de La Paz, cartão quase não passa.
A cozinha do altiplano é batata, milho, quinoa e carne seca, e come-se cedo: o almoço das 12h30 é a refeição grande do dia, e o jantar é leve.

A salteña é o café da manhã de La Paz: uma empanada assada de massa levemente doce, com recheio caldoso de carne ou frango, azeitona, ovo e batata. O caldo é o problema e a graça. Segure-a de pé, morda a ponta e beba o caldo antes de continuar. As casas vendem das 9h ao meio-dia e fecham quando acaba, e é assim mesmo.

O plato paceño é o prato da cidade: favas cozidas, choclo, queijo frito e batata, com llajua, o molho de tomate e locoto que está em toda mesa boliviana. É vegetariano por origem, embora quase toda casa ofereça uma versão com carne. Peça pouca llajua na primeira vez, porque o locoto boliviano é sério.

No altiplano de Oruro e de Uyuni, o prato é o charquekán: carne de lhama seca ao sol e ao frio, desfiada e frita, servida com milho, batata e ovo. A lhama é a proteína da região há três mil anos, é magra e não tem gosto de caça. Em Uyuni, peça também o api, uma bebida quente e roxa de milho morado com canela, que é o que se toma antes de sair para o salar às 6h.

Para comer bem e barato em La Paz, o comedor popular do Mercado Rodríguez, na zona San Pedro, serve almoço completo por menos de 20 bolivianos, no meio da feira que abastece a cidade. Vá entre 12h e 13h30, escolha a banca com mais gente local sentada e peça o almoço do dia. O que evitar: suco de rua com gelo e salada crua fora de restaurante, que é onde quase todo viajante se dá mal.
Para o eixo altiplano, sim. Sete dias cobrem La Paz, El Alto, Tiwanaku, o Salar de Uyuni e o Tunupa com a margem de aclimatação que a altitude exige, e é essa margem que o roteiro de cinco dias sacrifica.
Ficaram de fora o Lago Titicaca, com Copacabana e a Isla del Sol, a 3h30 de La Paz, e as lagunas coloridas do sudoeste, entre Uyuni e a fronteira chilena, que pedem os três dias clássicos de jipe até San Pedro de Atacama. Com 10 dias, some o Titicaca entre o dia 3 e o dia 4; com 12, troque o dia 7 pelo circuito das lagunas e saia pelo Chile. Para o vizinho andino com o mesmo tipo de altitude, veja o roteiro do Peru em 8 dias.
Preços conferidos em 20 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Sitio oficial de Tiwanaku, tarifas e horarios · Mi Teleferico, tarifas e baldeacoes · Custo dos tours do Salar de Uyuni em 2026 · Aeroporto Joya Andina de Uyuni, obra de 100 milhoes de bolivianos.
Não. Brasileiro entra com RG em bom estado ou passaporte, por até 90 dias, pelo acordo do Mercosul, e não paga taxa. Para voar, leve o passaporte, porque algumas companhias não embarcam com documento de identidade. Em 1 de dezembro de 2025 a Bolívia também acabou com o visto de turista para Estados Unidos, Israel, Coreia do Sul, África do Sul, Letônia, Estônia e Romênia, revertendo a regra que valia desde 2008.
Entre 1.300 e 2.100 dólares por pessoa, contando voo do Brasil, hotel de categoria média, transporte entre La Paz e Uyuni, comida e tours. A Bolívia é o país mais barato da América do Sul para viajar: o almoço completo num comedor de mercado sai por menos de 3 dólares e o teleférico de La Paz custa 3 bolivianos por linha.
De dezembro a março, na estação chuvosa, quando uma lâmina de poucos centímetros de água cobre parte do salar e reflete o céu. Em troca, a Isla Incahuasi às vezes fica inacessível e o percurso encolhe. De maio a outubro a crosta está seca e firme, com os hexágonos desenhados no chão e o salar inteiro percorrível. Abril e novembro pegam as duas coisas, com menos gente.
Dando tempo ao corpo. La Paz está a 3.640 metros, o aeroporto de El Alto a 4.061 e o Salar de Uyuni a 3.660, então não existe chegada ao nível do mar neste roteiro. Faça o primeiro dia sem esforço, beba mate de coca, coma leve, evite álcool nas primeiras 48 horas e deixe o Volcán Tunupa, a 5.321 metros, para o último dia. Acetazolamida ajuda, mas só com receita médica.
O ônibus-cama noturno sai por volta das 21h e chega às 7h, custa entre 120 e 250 bolivianos e economiza uma diária de hotel, que é por que este roteiro o usa no dia 4. O voo leva 55 minutos, com a Ecojet ou a BoA, e custa entre 80 e 140 dólares: vale se o seu tempo é curto ou se você não dorme sentado. Compre na agência ou no site oficial, nunca na rua.
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