Caminhantes na trilha da crista do Miradouro da Boca do Inferno, com as lagoas das Sete Cidades ao fundo

Açores · Portugal · São Miguel · Ponta Delgada · Sete Cidades · Furnas · Terceira · Angra do Heroísmo · 10 min de leitura

Roteiro Açores 7 dias: São Miguel e Terceira, de Sete Cidades a Angra

7 dias · 6 cidades

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Este roteiro Açores 7 dias junta as duas ilhas mais fáceis de combinar: quatro noites em Ponta Delgada, em São Miguel, com carro alugado para um lado da ilha por dia, e duas em Angra do Heroísmo, na Terceira, a 40 minutos de voo.

Em resumo: Ponta Delgada, Sete Cidades, Lagoa do Fogo e costa norte, Furnas, e na Terceira o Algar do Carvão, Angra e os Biscoitos. Voos, época e comida estão no fim.

Dia 1: Ponta Delgada, as Portas da Cidade e a Matriz

Portas da Cidade: o cartão-postal de Ponta Delgada

As Portas da Cidade de Ponta Delgada, três arcos de basalto e cal, com a torre da igreja atrás
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Meia hora no fim da tarde, de graça. O aeroporto fica a 3 km do centro, dez minutos de táxi, e é ali que se retira o carro alugado: sem ele, São Miguel fica pela metade. Depois do check-in, desça até a praça Gonçalo Velho Cabral.

Os três arcos de basalto do século 18 eram a entrada da cidade pelo cais, antes do aterro da avenida marginal. Do outro lado da avenida, as Portas do Mar têm restaurantes de frente para a marina, bons para o primeiro jantar.

Igreja Matriz de São Sebastião: o portal manuelino

Igreja Matriz de São Sebastião iluminada ao anoitecer, com o portal manuelino e a torre do relógio
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quinze minutos, de graça, a 60 metros das Portas. A igreja do século 16 tem portal manuelino em calcário trazido do continente e talha dourada no altar. À noite a fachada fica iluminada, e as calçadas de pedra preta e branca em volta rendem as melhores fotos.

Dia 2: Sete Cidades, as lagoas da cratera e a Ferraria

Miradouro da Boca do Inferno: a vista mais bonita dos Açores

Crateras verdes com lagoas vistas do Miradouro da Boca do Inferno, nas Sete Cidades
Foto: JCNazza / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Uma hora, de graça, a 35 minutos de carro de Ponta Delgada. Estacione no parque da Lagoa do Canário e siga a pé 15 minutos pela crista até o fim do caminho. Vá cedo: as nuvens costumam fechar a cratera no meio da manhã.

Do alto se veem as crateras verdes, a Lagoa de Santiago, a Rasa e, ao fundo, as lagoas das Sete Cidades. Se o dia estiver fechado, espere meia hora: a névoa passa rápido.

Miradouro da Vista do Rei: a Lagoa Azul e a Verde lado a lado

A Lagoa Azul e a Lagoa Verde das Sete Cidades vistas do Miradouro da Vista do Rei
Foto: Ymblanter / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Vinte minutos, de graça, a 3 km da Boca do Inferno pela mesma estrada da borda. É a foto clássica das duas lagoas de cores diferentes. Atrás do mirante fica o Monte Palace, hotel de luxo abandonado desde os anos 1990.

Lagoa Azul e a aldeia das Sete Cidades: o fundo da cratera

A aldeia das Sete Cidades no fundo da cratera, com a Lagoa Azul atrás
Foto: JopkeB / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Duas horas e meia, com almoço na aldeia. Desça de carro até a ponte que separa a Lagoa Azul da Verde e caminhe pela margem. No verão há aluguel de caiaque e de bicicleta perto da ponte.

A aldeia tem a igreja de São Nicolau, de 1857, com a alameda de criptomérias, e alguns restaurantes simples. Com mais tempo, a trilha da borda da cratera, de 12 km, dá a volta pelo alto.

Ponta da Ferraria: o banho de água quente no mar

A plataforma de lava negra da Ponta da Ferraria com ondas do Atlântico batendo nas rochas
Foto: The Cosmonaut / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Duas horas no fim da tarde, de graça, a 20 minutos da aldeia pela costa oeste. Uma nascente termal sai entre as rochas de lava e aquece uma enseada de mar protegida por cordas, onde se toma banho segurando nelas.

Vá na maré baixa, quando a água fica mais quente; na alta, o mar esfria tudo. Consulte a tábua de marés antes. O spa ao lado, com piscinas termais, é pago e dá para usar com qualquer maré.

Dia 3: Lagoa do Fogo, Caldeira Velha e o chá da Gorreana

Lagoa do Fogo: a lagoa sem nenhuma casa em volta

A Lagoa do Fogo vista do mirante, com a praia de areia clara e as encostas verdes da cratera
Foto: Simon Rufux / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Uma hora e meia, saindo às 7h30. A estrada sobe de Lagoa pela Serra de Água de Pau até os mirantes, a 30 minutos de Ponta Delgada. No verão o acesso de carro é restrito das 9h às 19h e se sobe de shuttle, por 5 euros; chegando antes das 9h, você para no mirante sem ele.

A trilha do mirante até a praia da lagoa leva 40 minutos de descida e o dobro de subida. A reserva natural não tem bar nem banheiro: leve água.

Caldeira Velha: piscinas termais no meio dos fetos gigantes

Piscina de água termal esverdeada na Caldeira Velha, cercada de fetos gigantes
Foto: Vimacopeca / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora e meia, com horário marcado. A entrada custa 3 euros para a visita e 8 para quem vai tomar banho, e a reserva é feita no site dos Parques Naturais dos Açores, em turnos de no máximo uma hora e meia. Fica 10 minutos abaixo da Lagoa do Fogo, na descida para a costa norte.

Há duas piscinas de água morna e ferruginosa e uma cascata. Leve roupa de banho escura: o ferro mancha tecido claro.

Chá Gorreana: a plantação de chá mais antiga da Europa em atividade

Fileiras de chá da plantação Gorreana com uma trilha de terra entre os arbustos
Foto: Krzysztof Ziarnek, Kenraiz / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Uma hora e meia, de graça, a 25 minutos pela costa norte. A fábrica funciona desde 1883 com máquinas do século 19, e a visita às salas de secagem e a prova de chá verde e preto não custam nada.

Uma trilha curta sobe pelas fileiras de chá até um mirante sobre o mar. A lojinha vende o chá a preço de fábrica, e o café ao lado serve bolo e chá gelado.

Dia 4: Salto do Prego, o cozido das Furnas e o Terra Nostra

Salto do Prego: a cachoeira de Faial da Terra

A cachoeira do Salto do Prego caindo num poço, cercada de vegetação
Foto: Johnwarrenjohnwarren / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Duas horas e meia, de graça, saindo às 8h: Faial da Terra fica a 1h10 de Ponta Delgada. A trilha PRC9 SMI tem 4,5 km, ida e volta, com subida moderada pela floresta até a cachoeira e um poço de água gelada.

Na volta, siga até o Sanguinho, aldeia abandonada de casas de pedra que está sendo restaurada. Tênis com boa sola: o caminho é de pedra e fica escorregadio com a chuva.

Caldeiras da Lagoa das Furnas: onde o cozido é feito pelo vulcão

Montes de terra sobre as panelas do cozido enterradas no campo de fumarolas da Lagoa das Furnas
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora e meia, perto do meio-dia, a 25 minutos de Faial da Terra. Na margem norte da Lagoa das Furnas, os restaurantes da vila enterram as panelas do cozido de madrugada no chão quente, e por volta do meio-dia os funcionários vêm desenterrá-las.

O cozido das Furnas leva carnes de porco e de vaca, frango, enchidos, couve, batata e inhame, cozidos por seis horas no vapor. Reserve o almoço na véspera num restaurante da vila: ele acaba cedo.

Parque Terra Nostra: o jardim e a piscina de água a 40 graus

Canal de água entre fetos e plantas tropicais no jardim do Parque Terra Nostra
Foto: Kritzolina / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Duas horas e meia à tarde, por 17 euros o adulto. O jardim botânico do século 18 tem lagos, fetos arbóreos, camélias e uma coleção de cicas. A piscina de água termal ferruginosa, reaberta em 2025 depois de obras, fica a cerca de 40 graus.

A água mancha roupa de banho clara de amarelo, então leve uma escura. Há vestiários e duchas na entrada.

Caldeiras das Furnas: o vapor no centro da vila

Vapor saindo das caldeiras fervendo no centro da vila das Furnas
Foto: The Cosmonaut / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Vinte minutos, de graça, a 700 metros do Terra Nostra. As fontes fervem em plena rua, e as barracas cozinham espigas de milho na água quente. Prove o bolo lêvedo, o pão doce achatado das Furnas. Quem quiser mais um banho quente tem a Poça da Dona Beija ali perto, aberta até a noite.

Dia 5: voo para a Terceira, Serra do Cume, Algar do Carvão e Angra

Miradouro da Serra do Cume: a colcha de retalhos da Terceira

Pastos verdes divididos por muros de pedra vistos do Miradouro da Serra do Cume, na Terceira
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Vinte minutos, de graça. O voo de Ponta Delgada para a Terceira leva 40 minutos e pousa nas Lajes, a 10 minutos do mirante. Do alto da borda de uma caldeira antiga se vê o interior da ilha dividido em pastos por muros de pedra, com a baía de Praia da Vitória de um lado. Depois, siga para o check-in em Angra, a 30 minutos.

Algar do Carvão: descer por dentro de um vulcão

A abertura do Algar do Carvão vista de dentro da chaminé vulcânica, com paredes cobertas de musgo
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quarenta e cinco minutos, por 10 euros, a 20 minutos de Angra. É uma das poucas chaminés vulcânicas do mundo abertas à visita: uma escadaria desce 90 metros até uma lagoa de água da chuva, entre paredes de lava com estalactites de sílica.

Só abre à tarde. De junho a setembro, todos os dias das 14h às 18h; em abril e maio, das 14h30 às 17h; de outubro a dezembro, só às terças, quartas, sextas e sábados. Não há reserva: compra-se na entrada. As obras do novo centro de visitantes podem fechar o local sem aviso; confira no site dos Montanheiros.

Jardim Duque da Terceira e o Alto da Memória: Angra do alto

Angra do Heroísmo ao anoitecer vista do Alto da Memória, com o Monte Brasil ao fundo
Foto: Jules Verne Times Two / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora ao pôr do sol, de graça. O jardim em socalcos, no centro de Angra, sobe até o obelisco do Alto da Memória, erguido no século 19 em homenagem a D. Pedro IV. Do alto se veem os telhados do centro histórico e o Monte Brasil.

Angra é patrimônio mundial da Unesco desde 1983, e o centro inteiro se percorre a pé. Desça pela Rua da Sé para jantar.

Dia 6: a Sé, o Monte Brasil e as piscinas dos Biscoitos

Sé de Angra: a catedral dos Açores

Fachada branca e ocre da Sé de Angra do Heroísmo, com duas torres
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Vinte minutos, de graça. A catedral do século 16, sede do bispado de todo o arquipélago, fica na Rua da Sé, no meio do centro histórico. Por dentro tem teto de madeira de cedro.

Monte Brasil: a trilha no vulcão que fecha a baía de Angra

O Monte Brasil coberto de mata visto da baía de Angra, com veleiros ancorados
Foto: Ymblanter / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Três horas, de graça, começando a 15 minutos a pé da Sé. A trilha circular de 7 km sobe pelo vulcão extinto até o Pico das Cruzinhas, com vista para a cidade e a baía, e passa por miradouros sobre o mar.

Na entrada fica a Fortaleza de São João Baptista, ainda quartel do exército, com visita guiada em horários fixos. Leve lanche: lá em cima só há mesas de piquenique.

Piscinas naturais dos Biscoitos: o mergulho na lava negra

Piscina natural de água transparente entre rochas de lava nos Biscoitos
Foto: GualdimG / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A tarde, de graça, a 30 minutos de Angra na costa norte. As piscinas de água do mar ficam entre rochas de lava negra, com escadas e plataformas de concreto; no verão há salva-vidas e bar.

Ao lado, o Museu do Vinho dos Biscoitos mostra como se planta videira entre muros de pedra solta, os currais, e serve o Verdelho da casa na prova.

Dia 7: Praia da Vitória a caminho do aeroporto

Miradouro do Facho: a baía de Praia da Vitória

A baía de Praia da Vitória com a marina e a cidade, vista do Miradouro do Facho
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Vinte minutos, de graça, a 25 minutos de Angra. O morro ao sul da cidade tem a imagem de Nossa Senhora e a vista da baía, da marina e do areal. É o último mirante do roteiro, a caminho do aeroporto.

Praia da Vitória: o areal e o calçadão antes do voo

Panorama da praia de areia de Praia da Vitória com a baía e o calçadão
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma hora, de graça. A praia de areia é a maior da Terceira, com calçadão, cafés e a água calma da baía. O aeroporto das Lajes fica a 10 minutos: devolva o carro com duas horas de folga antes do voo.

A maioria das saídas vai para Lisboa, com conexão para o Brasil no mesmo dia.

Precisa de visto para ir aos Açores?

Brasileiro não precisa de visto: os Açores são Portugal e fazem parte do espaço Schengen, com estada de até 90 dias. Leve passaporte válido por pelo menos três meses depois da saída, seguro de viagem com cobertura médica de 30 mil euros, reserva de hotel e passagem de volta, que podem ser pedidos na imigração em Lisboa.

Na primeira entrada, o sistema europeu EES registra digitais e foto do rosto. O ETIAS, autorização eletrônica de 20 euros, ainda não está em vigor: confira antes de viajar se ele já começou.

Qual a melhor época para viajar para os Açores?

De maio a setembro, com menos chuva, mar para banho e as hortênsias floridas nas estradas de junho a agosto. Julho e agosto são os meses mais cheios e caros; maio, junho e setembro equilibram tempo bom e preço.

O tempo muda várias vezes no mesmo dia em qualquer época: deixe os mirantes para quando o céu abrir e tenha sempre um casaco impermeável. De outubro a abril chove mais e alguns lugares reduzem horário, como o Algar do Carvão.

Como chegar aos Açores saindo do Brasil e como circular

Não há voo direto do Brasil. Voe a Lisboa ou ao Porto e siga para Ponta Delgada, em cerca de 2h15. Em 2026 os Açores bateram o recorde de ligações aéreas, com 16 companhias e voos diretos para 12 países, o que ajuda a achar tarifa. Entre São Miguel e a Terceira, o voo da SATA Air Açores leva 40 minutos.

Nas duas ilhas, alugue carro: o ônibus não chega à maior parte dos mirantes e trilhas. Reserve com antecedência no verão, quando a frota acaba. As estradas são boas e curtas, mas estreitas e com névoa nas serras.

Onde comer nos Açores: pratos típicos e os melhores restaurantes

A comida açoriana é de carne de vaca criada no pasto, peixe e marisco do Atlântico, queijo e ananás. O que evitar é comer só nos restaurantes da marina de Ponta Delgada, com cardápio turístico e preço de capital; os melhores pratos estão nas vilas.

Travessa de cozido das Furnas com carnes, enchidos, couve, cenoura e batata-doce
O cozido das Furnas, feito no calor do vulcão. Foto: David Stanley / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O cozido das Furnas é o prato de São Miguel, feito nas caldeiras da lagoa e servido nos restaurantes da vila ao almoço; custa de 18 a 25 euros e precisa de reserva.

Bife com molho de pimenta e batata frita no Restaurante Associação Agrícola de São Miguel
O bife do Restaurante Associação Agrícola de São Miguel. Foto: Kritzolina / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Restaurante Associação Agrícola de São Miguel, no parque de exposições de Santana, perto de Rabo de Peixe, é a casa da carne dos Açores: bife de vaca açoriana, com molho de pimenta, a preço justo. Fica a 20 minutos de Ponta Delgada e lota no jantar.

Travessa de lapas grelhadas com manteiga e alho num restaurante de Rabo de Peixe
Lapas grelhadas, o petisco das costas açorianas. Foto: Gartxoak / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

As lapas grelhadas são moluscos de concha única, servidos na chapa com manteiga, alho e limão. Na Terceira, peça a alcatra, carne de vaca cozida devagar num alguidar de barro com vinho e especiarias.

Caixa de queijadas de Vila Franca do Campo embrulhadas em papel
As queijadas de Vila Franca do Campo. Foto: Kritzolina / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

As queijadas de Vila Franca do Campo, de queijo fresco, são vendidas em caixas de seis na vila, no caminho para as Furnas.

Bancas de frutas e legumes com bananas e ananases no Mercado da Graça
O Mercado da Graça, em Ponta Delgada. Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Mercado da Graça, no centro de Ponta Delgada, é o lugar para comprar ananás dos Açores, queijo de São Jorge e maracujá, e para almoçar barato nas bancas.

7 dias são suficientes para conhecer os Açores?

São suficientes para São Miguel com calma e para o essencial da Terceira. O que não cabe é o grupo central inteiro nem as ilhas mais distantes.

O que ficou de fora e merece mais dias: o Pico, com a subida à montanha mais alta de Portugal e as vinhas tombadas pela Unesco; o Faial, com a Caldeira e o vulcão dos Capelinhos; São Jorge e as fajãs; e a observação de baleias saindo de Ponta Delgada, que troca de lugar com o dia da Ferraria em qualquer época.

Se você quer juntar com o continente, o roteiro de León e o Caminho Francês fica a um voo de Lisboa. Salve este roteiro no Galmund para ajustar os dias ao seu calendário.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 4.500 a R$ 8.000 (ida e volta do Brasil aos Açores via Lisboa)
Hospedagem/noite80 a 160 euros (quarto duplo, categoria média)
Alimentação/dia30 a 50 euros por pessoa
Ingressos e transporte local60 a 100 euros (Terra Nostra, Caldeira Velha, Algar do Carvão, shuttle da Lagoa do Fogo e cozido)
Total estimado€ 1.000 a 1.800 por pessoa, sem voo

Preços conferidos em 27 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Parque Terra Nostra, bilheteira · Parques Naturais dos Açores, Caldeira Velha · Montanheiros, Algar do Carvão · Shuttle da Lagoa do Fogo.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 7 dias para os Açores?+

Entre 1.000 e 1.800 euros por pessoa, sem a passagem do Brasil, com hotel de categoria média em quarto duplo, comida, carro alugado nas duas ilhas, o voo entre São Miguel e a Terceira e as entradas do roteiro. A passagem do Brasil aos Açores, via Lisboa, fica entre 4.500 e 8.000 reais ida e volta.

Precisa de carro para conhecer os Açores?+

Sim. Os ônibus ligam as vilas, mas não chegam aos mirantes das Sete Cidades, à Lagoa do Fogo fora do shuttle de verão, às trilhas nem às piscinas naturais. O carro pequeno custa de 35 a 60 euros por dia no verão e precisa ser reservado com antecedência.

Vale a pena visitar a Terceira além de São Miguel?+

Sim, se você tem uma semana. São Miguel tem as lagoas e as Furnas; a Terceira tem Angra do Heroísmo, a cidade mais bonita do arquipélago e patrimônio da Unesco, e o Algar do Carvão, que só existe ali. O voo entre as duas leva 40 minutos.

Precisa reservar a Lagoa do Fogo e a Caldeira Velha?+

A Caldeira Velha, sim: a entrada é por turnos com hora marcada, reservada no site dos Parques Naturais dos Açores. Na Lagoa do Fogo, no verão, o acesso de carro fica restrito das 9h às 19h e se sobe de shuttle, com bilhete de 5 euros; antes das 9h dá para ir de carro.

Dá para tomar banho de mar nos Açores?+

De junho a setembro, sim, com água entre 20 e 24 graus. Os melhores lugares são as piscinas naturais de lava, como as dos Biscoitos na Terceira, a Ponta da Ferraria, onde uma nascente aquece o mar, e as praias de areia de Praia da Vitória e da costa sul de São Miguel.

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