Águas turquesa e coqueiros da Ilha Saona, na costa leste da República Dominicana

República Dominicana · Punta Cana · Santo Domingo · Samaná · 14 min de leitura

Roteiro República Dominicana 7 Dias: Praia e História

7 dias · 3 cidades

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Este roteiro de 7 dias na República Dominicana combina as praias de Punta Cana, o centro histórico de Santo Domingo e a baía de Samaná, onde baleias-jubarte se reproduzem entre janeiro e março.

Em resumo: Dia 1 Punta Cana, Dia 2 Ilha Saona, Dia 3 Hoyo Azul, Dia 4 Santo Domingo, Dia 5 Zona Colonial e Samaná, Dia 6 Samaná, Dia 7 Los Haitises. Visto, vacina e voo no fim do artigo.

Dia 1: Punta Cana, chegada

Praia de Macao

Praia de Macao
Foto: bogdix / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O check-in é às 14h, e a tarde de chegada, a partir das 15h, é para a Praia de Macao, a favorita de quem mora em Punta Cana justamente por ficar fora do cinturão de resorts: areia larga, coqueiros e ondas boas o bastante para surfistas iniciantes, sem a fileira de guarda-sóis que domina Bávaro. Não há entrada cobrada, e os barracos de praia alugam cadeira e vendem peixe frito fresco.

Praia de Bávaro

Praia de Bávaro
Foto: Oleg Yunakov / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A dez minutos de carro, a Praia de Bávaro é o cartão-postal clássico da região: água calma protegida por um recife a 800 metros da costa, o que a tornou a praia dos grandes resorts all-inclusive. Vale uma parada de meia hora ao entardecer mesmo para quem não está hospedado ali, só para ver o contraste com Macao.

Dia 2: Bayahibe e a Ilha Saona

Bayahibe

Bayahibe
Foto: Reinhard Link / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O passeio para a Ilha Saona sai da vila de pescadores de Bayahibe, a cerca de uma hora de Punta Cana, e chegar com meia hora de folga permite andar pela vila antes do barco: casas coloridas de madeira, barcos de pesca ancorados na baía e a igreja de Nuestra Señora de Bayahibe, a menor da América Latina. Bayahibe também é a base de mergulho mais procurada do país, com pecios naufragados a poucos minutos de barco.

Ilha Saona

Ilha Saona
Foto: Melodygar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Ilha Saona faz parte do Parque Nacional del Este e é o passeio mais vendido da República Dominicana, por bom motivo: praias de areia branca quase desertas fora do trecho de desembarque, água em tons de turquesa e uma parada na piscina natural, um trecho raso de mar aberto onde o barco ancora para banho e fotos com estrelas-do-mar.

Os passeios saem de Bayahibe ou direto de Punta Cana, custam a partir de US$ 89 por pessoa e incluem traslado de barco ou lancha rápida, parada na piscina natural, tempo de praia e almoço com bebida. O dia inteiro dura de 8 a 9 horas, então leve protetor solar biodegradável, exigido pelo parque.

Dia 3: Hoyo Azul e Cap Cana

Hoyo Azul

Hoyo Azul
Foto: asw909 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Dentro do Scape Park, em Cap Cana, o Hoyo Azul é um cenote de água azul-turquesa cercado de vegetação, alimentado por nascentes subterrâneas que mantêm a temperatura constante o ano inteiro. Chega-se por uma trilha de 20 minutos entre jardins de orquídeas e pontes de madeira, e a profundidade de até 4 metros permite nadar de verdade, não só molhar os pés.

O ingresso ao Scape Park, que inclui o Hoyo Azul, seis tirolesas, uma caverna seca e trilha guiada pela mata, custa cerca de US$ 89 por adulto, comprado no site oficial. Reserve de duas a três horas para o parque inteiro.

Cap Cana

Cap Cana
Foto: Oleg Yunakov / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Ao sair do Scape Park, vale um desvio de 15 minutos até a marina de Cap Cana, empreendimento de luxo com iates e casas de milionários que também abriga alguns dos restaurantes mais bem avaliados da região. Trinta minutos de caminhada pela marina, com o Farol de Cap Cana ao fundo, fecham a tarde antes do jantar.

Dia 4: Punta Cana para Santo Domingo

Catedral Primada de América

Catedral Primada de América
Foto: Mariordo (Mario Roberto Durán Ortiz) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

São cerca de três horas de carro de Punta Cana a Santo Domingo, e o check-in às 14h dá tempo de começar a tarde na Zona Colonial, Patrimônio da Unesco desde 1990. A Catedral Primada de América, concluída em 1541, é a mais antiga catedral ainda em uso nas Américas, construída em estilo gótico tardio com detalhes platerescos na fachada principal.

Uma lenda local, hoje contestada por historiadores, dizia que os restos de Cristóvão Colombo ficaram guardados ali por séculos antes de irem para Sevilha. A entrada é gratuita, e trata-se de meia hora de visita, respeitando os horários de missa.

Alcázar de Colón

Alcázar de Colón
Foto: Martin Falbisoner / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A cinco minutos a pé, o Alcázar de Colón foi construído entre 1511 e 1515 para Diego Colón, filho de Cristóvão Colombo e primeiro vice-rei das Índias, e é o exemplo mais antigo de arquitetura civil renascentista das Américas. Hoje funciona como museu, com mobília de época, tapeçarias flamengas e o quarto onde viveu a vice-rainha María de Toledo, sobrinha do rei Fernando de Aragão.

O ingresso custa entre 100 e 200 pesos dominicanos (cerca de US$ 2 a US$ 4), e uma hora cobre as duas plantas do museu.

Dia 5: Zona Colonial e viagem para Samaná

Calle Las Damas

Calle Las Damas
Foto: Jos1950 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Calle Las Damas é a rua mais antiga ainda em uso nas Américas, calçada em pedra desde o início do século 16 e batizada porque era ali que as damas da corte do vice-rei costumavam passear ao entardecer. O Panteão Nacional, antiga igreja jesuíta hoje mausoléu dos heróis dominicanos, e o Museu das Casas Reais ficam ao longo da rua. Quarenta minutos de caminhada cobrem os dois quarteirões.

Fortaleza Ozama

Fortaleza Ozama
Foto: Phyrexian / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

No fim da Calle Las Damas, a Fortaleza Ozama foi erguida em 1502 para proteger a foz do rio Ozama, e é a estrutura militar europeia mais antiga ainda de pé nas Américas. A Torre de Homenagem, no centro do complexo, serviu de prisão por séculos, inclusive para o próprio Cristóvão Colombo, preso ali por breve período em 1500 por má administração da colônia. O ingresso custa cerca de 100 pesos, e meia hora cobre o pátio e a torre.

Los Tres Ojos

Los Tres Ojos
Foto: Swatigsood / Wikimedia Commons (domínio público)

A 20 minutos do centro histórico, a caminho da estrada para Samaná, Los Tres Ojos é um sistema de cavernas de calcário com quatro lagos subterrâneos de água doce e cristalina, o quarto acessível só de balsa manual puxada por corda. O nome vem dos três primeiros "olhos" visíveis por escadas talhadas na rocha, que os taínos, povo indígena original da ilha, já usavam como fonte de água antes da chegada dos espanhóis.

O ingresso oficial custa cerca de US$ 2,50, e uma hora cobre a visita. Dali, são mais duas horas e meia de estrada até Samaná, com check-in às 14h.

Dia 6: Samaná

Observação de baleias na Baía de Samaná

Observação de baleias na Baía de Samaná
Foto: Caballero1967 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Entre meados de janeiro e meados de março, milhares de baleias-jubarte migram das águas geladas do Atlântico Norte até a Baía de Samaná para acasalar e dar à luz, num dos maiores agrupamentos de baleias do planeta nesse período. Os passeios de observação saem de Samaná todas as manhãs durante a temporada, duram de duas a três horas e mantêm distância regulamentada pelo Ministério do Meio Ambiente, que também cobra uma taxa de conservação separada da passagem do barco.

O passeio custa a partir de US$ 55 a US$ 77 por pessoa, e vale reservar com um operador credenciado pela Secretaria de Turismo, reconhecível pelo adesivo oficial no casco do barco.

Cachoeira El Limón

Cachoeira El Limón
Foto: -wuppertaler / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A meia hora de Samaná, a Cachoeira El Limón despenca 40 metros numa piscina natural em meio à mata, e o acesso tradicional é a cavalo ou a pé por uma trilha de 25 a 40 minutos, dependendo do ponto de partida. O passeio a cavalo com guia, incluindo almoço, custa cerca de US$ 95, e a versão só de caminhada, mais barata, sai por cerca de US$ 45.

A água é fria o ano inteiro, e nadar bem debaixo da queda é o programa: leve sapato que possa molhar, porque o caminho de volta atravessa riacho raso em vários pontos.

Dia 7: Los Haitises e Las Terrenas

Parque Nacional Los Haitises

Parque Nacional Los Haitises
Foto: Anton Bielousov / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

De barco pela Baía de San Lorenzo, o Parque Nacional Los Haitises reúne mais de 200 ilhotes de calcário cobertos de floresta tropical, cavernas com pictogramas taínos de até mil anos e mangues onde pelicanos e fragatas fazem ninho. É a última grande experiência de natureza do roteiro antes da volta a Punta Cana.

Os passeios saem de Samaná ou de Sabana de la Mar, duram de 8 a 11 horas incluindo almoço na praia e parada nas piscinas naturais, e custam a partir de US$ 65 por pessoa.

Praia de Las Terrenas

Praia de Las Terrenas
Foto: -wuppertaler / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Voltando de Los Haitises, um desvio de 30 minutos leva a Las Terrenas, vila de praia fundada por pescadores franceses e italianos que ainda mantém restaurantes europeus ao lado dos dominicanos. A praia principal, de areia clara e coqueiros inclinados, é bem menos concorrida que Bávaro. Depois daqui, são cerca de três horas e meia de estrada de volta a Punta Cana para o voo de partida.

Preciso de visto e vacina para ir à República Dominicana?

Não é preciso visto. Brasileiro entra na República Dominicana só com passaporte válido, para turismo de até 30 dias (prorrogáveis), e precisa preencher o E-Ticket, formulário eletrônico de entrada e saída, no site oficial antes do embarque.

É obrigatório o certificado internacional de vacinação contra febre amarela (CIVP) para quem embarca do Brasil, com pelo menos 10 dias de antecedência da viagem. Sem o certificado, a companhia aérea pode recusar o embarque em solo brasileiro, e as autoridades dominicanas podem barrar a entrada e mandar de volta ao Brasil. Emita o certificado pelo Meu SUS Digital ou pelo gov.br depois de tomar a vacina.

Qual a melhor época para viajar para a República Dominicana?

Dezembro a abril é a estação seca, com menos chance de chuva forte e temperatura entre 24°C e 30°C o ano inteiro. É também alta temporada, com preço de hospedagem mais caro, e coincide com a janela de observação de baleias em Samaná, de meados de janeiro a meados de março.

A temporada de furacões vai de junho a novembro, com pico entre agosto e outubro. Maio e novembro são meses de transição, com preço mais baixo e risco de chuva moderado.

Como chegar à República Dominicana e como circular pelo país

Desde 2 de julho de 2026 a LATAM opera o voo direto entre Guarulhos e Punta Cana, cinco vezes por semana, eliminando a conexão em Lima que era necessária até então. É a primeira ligação direta do Brasil ao Caribe.

Dentro do país, alugar um carro ou contratar um motorista particular é o mais prático para este roteiro, já que Punta Cana, Santo Domingo e Samaná ficam a duas a três horas de estrada uma da outra, com boa infraestrutura de rodovia pedagiada entre as três regiões. Táxis turísticos e vans compartilhadas também cobrem o trajeto, mas em horário fixo, menos flexível para parar nos pontos do caminho.

Onde comer na República Dominicana: pratos típicos e os melhores restaurantes

Três pratos organizam a mesa dominicana. O mangú é o café da manhã mais tradicional: purê de banana-da-terra verde cozida, servido com "los tres golpes", ovo frito, queijo frito e salame frito. A bandera dominicana é o almoço do dia a dia: arroz branco, feijão guisado e carne (frango, porco ou peixe), o prato que todo dominicano cresce comendo. E os tostones, fatias de banana-da-terra verde fritas duas vezes e achatadas, acompanham quase tudo, servidos como entrada ou acompanhamento.

Em Bayahibe, os restaurantes de pescado fresco na orla, com o peixe do dia exposto no balcão, são mais em conta e mais autênticos que os buffets dos resorts. Na Zona Colonial de Santo Domingo, a Calle El Conde concentra cafés e restaurantes em prédios coloniais restaurados. Em Las Terrenas, a herança francesa e italiana da vila aparece em padarias e trattorias ao lado das casas de comida dominicana.

Mangú dominicano servido com salame frito, queijo frito e manteiga, café da manhã típico
Mangú com "los tres golpes", o café da manhã mais tradicional da República Dominicana. Foto: Dominicanoventura / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

Evite os restaurantes dentro de shoppings turísticos de Punta Cana com cardápio em três idiomas e fotos plastificadas: cobram preço de resort por comida sem identidade, quando o prato de verdade está a poucos minutos dali.

7 dias são suficientes para conhecer a República Dominicana?

São, para o recorte deste roteiro: praia em Punta Cana, história em Santo Domingo e natureza em Samaná. É um ritmo ativo, com troca de base a cada dois ou três dias, mas nenhum trajeto passa de três horas de estrada.

Quem tiver mais tempo pode somar Puerto Plata e a costa norte, ou esticar Samaná com mais um dia em Cayo Levantado. Quem tiver menos pode cortar Los Haitises no último dia e sair direto de Samaná para Punta Cana, mas cortar Santo Domingo tira a única parte histórica de um roteiro que, sem ela, vira só praia.

Orçamento estimado por pessoa (BRL)

Voo internacionalR$ 3.800 a R$ 5.800 (ida e volta, voo direto)
Hospedagem/noiteR$ 400 a R$ 750 (categoria 3-4 estrelas)
Alimentação/diaR$ 120 a R$ 220 por pessoa
Ingressos e transporte localR$ 2.100 a R$ 2.600 (Ilha Saona, Hoyo Azul, Zona Colonial, baleias, El Limón, Los Haitises)
Total estimadoR$ 9.500 a R$ 14.000 por pessoa, 7 dias

Preços conferidos em 12 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Ministério das Relações Exteriores (febre amarela e E-Ticket) · Ministerio de Medio Ambiente (parques nacionais) · Scape Park / Hoyo Azul (ingressos oficiais).

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de 7 dias para a República Dominicana?+

Para um roteiro de 7 dias como este, o custo total fica entre R$ 9.500 e R$ 14.000 por pessoa, incluindo passagem aérea direta, hospedagem, carro ou motorista e os passeios principais (Ilha Saona, Hoyo Azul, observação de baleias e Los Haitises). Preços conferidos em 12 de setembro de 2026, com fontes oficiais na seção de orçamento.

Quantos dias são necessários para conhecer a República Dominicana?+

Sete dias cobrem Punta Cana, Santo Domingo e Samaná sem pressa. Quatro ou cinco dias dão para uma versão só de praia e natureza, cortando Santo Domingo. Dez a doze dias permitem incluir Puerto Plata e a costa norte.

Vale a pena sair de Punta Cana para conhecer o resto do país?+

Vale, principalmente Santo Domingo e Samaná. A maioria dos turistas fica só na área dos resorts, mas a Zona Colonial e as baleias de Samaná são experiências bem diferentes do pacote all-inclusive e não exigem mais que duas a três horas de estrada.

Qual a melhor época para ver baleias em Samaná?+

De meados de janeiro a meados de março, quando milhares de baleias-jubarte migram até a Baía de Samaná para acasalar e dar à luz. Fora dessa janela, os passeios de observação não saem.

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