Países Bálticos · Vilnius · Trakai · Riga · Sigulda · Tallinn · 14 min de leitura
8 dias · 5 cidades
Duração
8 dias
Orçamento estimado
R$ 13.000 a R$ 17.000 por pessoa
Melhor época
Maio a setembro, clima ameno
Visto
Isento até 90 dias (Schengen)
Este roteiro de 8 dias pelos Países Bálticos organiza a viagem em três capitais e dois bate-voltas de um dia: Vilnius com Trakai, Riga com Sigulda e Tallinn, sempre ligadas por ônibus internacional, sem voo doméstico.
Em resumo: Vilnius e Trakai abrem a viagem, Riga e Sigulda ficam no meio, Tallinn fecha. Visto, voo e onde comer estão no fim do artigo.

Reserve 30 minutos e chegue de manhã: é o único dos dez portões originais de Vilnius que sobrou, e a capela sobre o arco guarda um ícone de Nossa Senhora que peregrinos católicos e ortodoxos ainda sobem de joelhos para ver de perto. A entrada é gratuita e fica a poucos passos da estação de trem.
Do lado de fora, pare na calçada e olhe para cima: é dali que se tira a foto mais citada da rua principal da Cidade Velha, com o arco emoldurando o resto de Vilnius.

Suba a torre sineira, não só a catedral: são 57 metros e 270 degraus por uma escada estreita, mas o mirante no topo mostra a praça e os telhados da Cidade Velha em ângulo que nenhuma foto de rua reproduz. Ingresso da torre custa cerca de 6 euros à parte da catedral, que é gratuita.
Dentro, a Capela de São Casimiro guarda a prata barroca que sobreviveu a três incêndios e à ocupação soviética, quando o prédio virou galeria de arte por quatro décadas.

Entre pelo pátio Sarbievijaus, o mais fotogênico dos treze pátios internos, e ande até a Igreja de São João para ver o afresco do teto sem pagar ingresso de museu algum. É uma parada de 20 a 30 minutos a caminho da Colina de Gediminas, sem fila e sem horário marcado.

Suba a pé em 10 minutos ou pegue o funicular por cerca de 2 euros; qualquer um dos dois entrega a mesma vista dos três rios que cercam Vilnius. O museu dentro da torre custa cerca de 5 euros e cobre a fundação da cidade pelo Grão-Duque Gediminas no século 14.
Reserve pelo menos uma hora: a subida, a volta na torre e a descida por outro caminho, passando pelo Arsenal Velho, tomam mais tempo do que parece de longe.

Uma parada de 15 minutos, só de fora: a fachada gótica de tijolos vermelhos é o motivo da visita, não o interior, pequeno e simples. Fica bem no caminho entre a Colina de Gediminas e Užupis, então não exige desvio.

Atravesse a ponte sobre o rio Vilnia e procure a placa com a constituição de 41 artigos, traduzida em painéis espelhados espalhados pela Rua Paupio; o artigo 12 diz que todo cão tem direito a ser cão. Reserve 1h30 a 2 horas para andar sem pressa pelas galerias de arte e ateliês que ocupam antigos prédios industriais.
É um bairro real, com gente morando ali, não uma atração fechada: melhor visitar de tarde, quando as galerias abrem, e evitar domingo de manhã, quando a maioria está fechada.

Pegue o trem de Vilnius até Trakai, 30 minutos e menos de 2 euros, e comece pela rua, não pelo castelo: as casas de madeira de três janelas pertencem à comunidade caraíta, trazida da Crimeia no século 14 pelo Grão-Duque Vytautas para servir de guarda pessoal. Pare para almoçar um kibinas, o pastel de massa fina recheado com cordeiro que é a marca registrada local, em qualquer uma das casas com placa de restaurante.
A janela do meio de cada casa é voltada para a rua por tradição, reservada para Deus observar quem passa; as outras duas dão para o pátio da família.

Compre o ingresso na hora (12 euros de abril a setembro, 10 euros no resto do ano) e reserve 1h30 a 2 horas: a fortaleza fica numa ilha ligada por duas pontes de madeira, e o museu dentro cobre armas medievais e moedas do Grão-Ducado da Lituânia. Chegue cedo ou no fim da tarde para evitar os grupos de excursão que lotam as pontes ao meio-dia.
No último domingo do mês a entrada é gratuita, tanto para o parque quanto para o museu, mas a fila fica proporcionalmente maior.

O prédio que você vê é uma reconstrução de 1999, feita a partir de fotos: o original de 1334 foi bombardeado em 1941 e o que sobrou foi demolido pelos soviéticos em 1948. Vale parar na praça para ver o relógio astronômico na fachada e os brasões das cidades hanseáticas, mesmo sem entrar no pequeno museu interno (6 euros).

Entre pela Doma laukums e ouça se houver ensaio de órgão: o instrumento de mais de seis mil tubos, instalado em 1884, já foi o maior do mundo e ainda recebe recitais semanais, geralmente às quintas ao meio-dia, gratuitos. A entrada da catedral custa cerca de 5 euros fora dos horários de recital.
A praça ao redor é o ponto de encontro mais citado de Riga, cercada por prédios que vão do gótico ao Art Nouveau em menos de 200 metros.

Vá com fome e sem pressa: os cinco pavilhões, construídos com estrutura de antigos hangares de zepelim alemães da Primeira Guerra, reúnem peixe defumado do Báltico, queijos e o quiosque LIDO, que serve pratos letões a preço fixo por volta de 8 euros. Patrimônio da Unesco desde 1998, é o maior mercado da Europa em número de bancas.

Entrada gratuita (doações são bem-vindas) e cerca de 45 minutos são suficientes para ver o essencial: uma réplica de barraco de gulag, cartas de deportados e a linha do tempo das ocupações soviética, nazista e soviética novamente entre 1940 e 1991. As legendas estão em inglês e letão.
É denso, mas ajuda a entender por que o Monumento à Liberdade e a bandeira içada nele têm o peso simbólico que têm para quem mora em Riga hoje.

Uma parada de 15 minutos: pare do lado da Cidade Velha, de onde a estátua Milda aparece erguendo as três estrelas que representam Curlândia, Vidzeme e Latgale. A troca da guarda de honra acontece a cada hora, das 9h às 18h.
Concentre-se na Rua Alberta, números 2, 4, 6, 8 e 13: são as fachadas mais elaboradas, projetadas majoritariamente por Mikhail Eisenstein (pai do cineasta Sergei Eisenstein) entre 1901 e 1908, com máscaras, esfinges e cores restauradas depois de décadas apagadas pela poluição soviética. Reserve 1h30 andando devagar e olhando para cima.
É uma caminhada de 20 minutos desde o Monumento à Liberdade, sem transporte necessário, mas fora do circuito mais óbvio da Cidade Velha.

Pegue o trem de Riga até Sigulda, cerca de 1 hora e menos de 3 euros, e comece pelas ruínas do castelo medieval, entrada gratuita e aberta o dia todo: foi erguido em 1207 pela Ordem da Livônia e hoje é só pedra exposta, sem teto, no topo do vale do rio Gauja. É o ponto de onde se avista o Castelo de Turaida do outro lado do vale, o que ajuda a planejar o resto do dia.

Uma caminhada de 20 minutos pela trilha do parque, entrada gratuita: é a maior caverna do Báltico, com sete metros de altura, e as paredes têm inscrições desde o século 17, incluindo iniciais de visitantes de mais de 300 anos atrás. É também o cenário da lenda da Rosa de Turaida, contada de novo no castelo do outro lado do vale.
Ingresso de 9 euros cobre o castelo reconstruído de tijolos vermelhos, a torre de 38 metros (vista sobre todo o vale do Gauja) e o parque ao redor, com esculturas de contos populares letões. Reserve 1h30: o cemitério da igreja, onde está enterrada a lendária Rosa de Turaida, morta em 1620, fica no caminho de volta ao estacionamento.

O centro da Cidade Velha desde o século 11: a prefeitura gótica de 1404 é a mais antiga do norte da Europa ainda de pé no local original, hoje museu por dentro (5 euros). No verão a praça vira terraços de restaurante; no inverno, mercado de Natal. Comece o passeio por aqui, é o ponto de referência para todas as ruas ao redor.

Suba pela Rua Longa (Pikk jalg) até a colina de Toompea: o castelo abriga o parlamento estoniano desde 1922 e não se visita por dentro, mas o pátio externo, com a torre rosa-cor-de-pastel Pikk Hermann hasteando as bandeiras da Estônia e da União Europeia, é gratuito e aberto o dia todo.

Uma parada de 20 minutos: a catedral ortodoxa de cúpulas bulbosas, concluída em 1900 pelo Império Russo bem em frente ao parlamento estoniano, é vista por muitos estonianos como símbolo da russificação e já foi cogitada para demolição nos anos 1920. Entrada gratuita, mas fotos internas são proibidas.

A plataforma fica a 5 minutos a pé do Castelo de Toompea e é gratuita: vá no fim da tarde, quando o sol baixo acende os telhados vermelhos da Cidade Velha e o mar aparece ao fundo. É a foto mais repetida de Tallinn, e por bom motivo.

Pedro, o Grande, encomendou o palácio barroco em 1718 como presente para a esposa Catarina I; hoje é sede do museu de arte estrangeira (ingresso cerca de 8 euros), mas o parque ao redor, com jardim formal, lago com cisnes e o Museu Kumu de arte contemporânea nas proximidades, é gratuito. Reserve 1h30 se quiser incluir só o parque, mais se entrar no palácio.

Dez minutos a pé da estação central, o antigo complexo ferroviário e fabril soviético hoje reúne cervejarias artesanais, lojas de design local e food trucks; não há ingresso, é um bairro aberto. Reserve 1h a 1h15 para andar entre os galpões e parar num café, ideal para uma pausa depois de dois dias inteiros de museus e igrejas.

Ingresso de cerca de 16 euros e reserve 1h30 a 2 horas: o hangar de concreto de 1917, sem colunas internas apoiando o teto abobadado, abriga o submarino Lembit de 1936, ainda flutuando dentro do prédio, e uma réplica em tamanho real do hidroavião Short 184 usado na Primeira Guerra Mundial. Fica a 20 minutos a pé de Telliskivi, à beira-mar.
Não. Estônia, Letônia e Lituânia fazem parte do Espaço Schengen, então brasileiros entram como turistas por até 90 dias a cada período de 180 dias, sem visto e sem custo. Basta passaporte válido por mais de três meses após a data de saída; seguro viagem e comprovante de hospedagem raramente são pedidos, mas vale levar impressos.
A entrada costuma ser pela Lituânia ou pela Estônia, dependendo da conexão aérea escolhida, e o carimbo Schengen vale para os três países ao mesmo tempo.
Entre maio e setembro, quando as temperaturas ficam entre 15°C e 22°C e os dias chegam a ter até 18 horas de luz em junho. Julho e agosto concentram festivais e preços mais altos; maio, junho e setembro têm clima parecido, menos turistas e diárias mais baratas.
De novembro a março os três países ficam abaixo de zero grau, com neve e poucas horas de sol, adequado só para quem busca especificamente a atmosfera de inverno nórdico e os mercados de Natal.
Não há voo direto do Brasil: a conexão mais comum é via Istambul, Frankfurt, Paris ou Helsinque, pousando em Vilnius, Riga ou Tallinn (a maioria das companhias permite voltar de uma cidade diferente da chegada, sem custo extra). O trajeto todo costuma levar de 16 a 22 horas.
Entre as três capitais, ônibus como Lux Express e Ecolines ligam Vilnius a Riga em cerca de 4 horas e Riga a Tallinn em cerca de 4h30, com wi-fi e poltronas reclináveis, mais baratos que o trem e igualmente confortáveis. Os bate-voltas a Trakai (trem, 30 minutos) e a Sigulda (trem, 1 hora) partem das estações centrais de Vilnius e Riga.
Em Vilnius, experimente o cepelinai, bolinho de batata ralada recheado com carne moída e coberto de bacon frito, numa casa tradicional da Cidade Velha. Em Trakai, o prato obrigatório é o kibinas, o pastel de massa fina recheado com cordeiro criado pela comunidade caraíta e vendido nas casas de família da Rua Karaimų.

Em Riga, o Mercado Central reúne bancas de peixe defumado do Báltico, e o quiosque LIDO serve pratos caseiros letões a preço fixo, como ervilha cinza com bacon e sour cream. Evite os restaurantes com cardápio em oito idiomas ao redor da Casa das Cabeças Negras, feitos para turista de passagem e com preço até 40% acima da mesma comida duas ruas adiante.
Em Tallinn, o bairro de Telliskivi concentra cervejarias artesanais e food trucks; para comida tradicional estoniana, como sopa de repolho e presunto defumado, o restaurante Rataskaevu 16, na Cidade Velha, é a referência mais citada por quem mora na cidade.

Sim, para uma primeira visita que cobre as três capitais e dois arredores históricos, mas é um ritmo de viagem, não de descanso: cada cidade recebe dois dias cheios e os deslocamentos por ônibus ocupam parte da manhã em três dos oito dias. Quem tiver 10 a 12 dias pode esticar Riga e Tallinn em mais um dia cada e incluir Pärnu, na costa entre as duas.
Para quem só tem uma semana, dá para cortar Sigulda ou Trakai e ainda assim sair com as três capitais conhecidas, já que nenhum bate-volta é indispensável para entender o país que representa.
Preços conferidos em 13 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Trakų Istorijos Muziejus, preços oficiais · Turaidas muzejrezervāts, ticket info.
Contando voo internacional, hospedagem, ônibus entre cidades, ingressos e alimentação, uma viagem de 8 dias para os Países Bálticos fica entre R$ 13.000 e R$ 17.000 por pessoa, com preços conferidos em setembro de 2026.
Não. Os três países fazem parte do Espaço Schengen e brasileiros entram como turistas por até 90 dias sem visto.
Entre maio e setembro, com dias mais longos e temperaturas entre 15°C e 22°C; julho e agosto são os meses mais cheios e mais caros.
Dá, cortando um dos dois bate-voltas, Trakai ou Sigulda; com 8 dias cabem os dois sem apertar o roteiro.
Pela conexão aérea mais barata na data da viagem: as três capitais têm aeroportos internacionais e o ônibus entre elas leva de 4 a 4h30, então o ponto de entrada não muda o roteiro.

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