Jordânia · Amã · Jerash · Madaba · Mar Morto · Petra · Wadi Rum · Aqaba · 14 min de leitura
7 dias · 8 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
R$ 8.500 a R$ 12.500, 7 dias
Melhor época
Mar-mai ou set-nov, fora do calor
Visto
Visa on arrival (40 JOD) ou Jordan Pass
Este roteiro de 7 dias pela Jordânia usa três bases, Amã, o Mar Morto e Petra, para reduzir malas refeitas: de Amã saem os bate-voltas a Jerash e Ajlun, e do sul saem Wadi Rum e Aqaba sem trocar de hotel.
Em resumo: Amã e Jerash, Madaba e o Mar Morto, dois dias em Petra, uma noite no deserto e o Mar Vermelho em Aqaba. Visto, época e onde comer estão nos blocos práticos, no fim do artigo.

A Cidadela ocupa a colina mais alta do centro de Amã, ocupada desde a Idade do Bronze. As colunas do Templo de Hércules, erguido entre 162 e 166 d.C., são o cartão-postal, mas vale entrar no pequeno museu arqueológico ao lado, que guarda parte dos manuscritos do Mar Morto encontrados na Jordânia.
Reserve pelo menos uma hora e vá no fim da tarde: a luz baixa favorece as fotos e a temperatura cai depois das 16h. Entrada em torno de 3 JOD, incluída no Jordan Pass.

Aos pés da Cidadela, o Teatro Romano ainda recebe concertos e é o ponto de referência do centro histórico. Suba até o topo das arquibancadas para o melhor ângulo sobre a praça e o minarete ao lado.

De tarde, Rainbow Street concentra os cafés e livrarias mais movimentados de Amã, num trecho curto e plano fácil de caminhar antes do jantar. Às sextas-feiras entre maio e setembro, o Souk Jara toma a rua lateral com artesanato, comida de rua e música ao vivo até as 22h.
O Arco de Adriano foi erguido fora dos muros da cidade em 129 d.C. só para marcar a visita do imperador, e por isso é maior do que a própria entrada de Jerash. Logo depois dele começa a Praça Oval, pavimentada com pedra calcária e cercada por 56 colunas jônicas, um dos espaços públicos romanos mais bem preservados do Oriente Médio.

Da Praça Oval parte o Cardo Máximo, avenida de 800 metros ainda com as marcas das rodas de carroças no chão. No meio do caminho, uma escadaria monumental sobe até o Templo de Ártemis, com seis colunas de 15 metros que restam do pórtico original.
Reserve de 2 a 3 horas para o sítio inteiro; entrada em torno de 10 JOD, incluída no Jordan Pass.

A 40 minutos de carro de Jerash, o Castelo de Ajlun foi erguido em 1184 pelo general aiúbido Izz al-Din Usama, sobrinho de Saladino, para cortar a rota dos cruzados entre Damasco e o Egito. Das ameias avista-se o Vale do Jordão e, em dias sem neblina, o Mar da Galileia.

No piso da Igreja Ortodoxa de São Jorge está o mapa mais antigo que se conhece da Terra Santa, um mosaico bizantino do século 6 com cerca de dois milhões de pedrinhas, mostrando Jerusalém, o Mar Morto e o delta do Nilo. Cerca de um terço do mapa original sobreviveu.

No topo do Monte Nebo, a tradição bíblica situa o momento em que Moisés avistou a Terra Prometida sem chegar a entrar nela. Do mirante, em dias claros, dá para ver o Mar Morto, o Vale do Jordão e até as luzes de Jericó à noite. A escultura da serpente de bronze, do artista italiano Giovanni Fantoni, remete ao bastão de Moisés no deserto.
Reconhecido pela Unesco em 2015, o Sítio do Batismo fica às margens do antigo curso do Rio Jordão e reúne igrejas bizantinas escavadas desde os anos 1990. A visita é guiada, com traslado de van até o ponto onde a tradição cristã situa o batismo de Jesus por João Batista, hoje uma faixa estreita de rio que divide Jordânia e Cisjordânia.

A 430 metros abaixo do nível do mar, o Mar Morto é o ponto mais baixo da superfície da Terra e tem quase dez vezes a salinidade média dos oceanos, o suficiente para flutuar sem esforço. A lama mineral do fundo é vendida em toda a orla e vale passar no corpo por 10 a 15 minutos antes de enxaguar.
Evite barbear-se no dia anterior e não deixe a água entrar nos olhos, o sal arde bastante. A entrada em praias públicas como a Amman Beach fica em torno de 20 a 25 JOD, com direito a ducha e piscina de água doce.

Inaugurado em 2019 ao lado do centro de visitantes, o Museu de Petra reúne peças originais escavadas no sítio, de moedas nabateias a fragmentos de estátuas, com painéis que explicam como uma cidade no meio do deserto controlou as rotas de incenso e especiarias por quase 500 anos.

Nove quilômetros ao norte de Wadi Musa, a Pequena Petra é um desfiladeiro em miniatura com fachadas nabateias e cisternas talhadas na rocha, sem fila e sem ingresso. Vale a visita no fim da tarde: a luz dourada bate direto na Casa Pintada, que guarda afrescos de videiras e pássaros de dois mil anos, um dos raros exemplos de pintura nabateia preservada.

Depois do centro de visitantes, o Siq é um corredor natural de 1,2 quilômetro entre paredões de arenito de até 80 metros, aberto por um antigo leito de rio. A caminhada de 30 a 40 minutos termina de repente, com a fachada de 40 metros do Tesouro surgindo na abertura da rocha.
Esculpido no século 1 a.C. como túmulo do rei nabateu Aretas IV, o Tesouro deve o nome à lenda de um tesouro escondido na urna de pedra no topo, que os beduínos chegaram a atirar tiros para tentar abrir. Chegue antes das 7h para fotografar sem multidão.

Passando o Tesouro, o vale se abre na Rua das Fachadas, com dezenas de túmulos nabateus esculpidos lado a lado na rocha. Mais adiante ficam as Tumbas Reais, entre elas a Tumba da Urna, com uma ampla varanda natural, e a Tumba do Palácio, a maior fachada de Petra depois do Tesouro, com quatro andares talhados na pedra.

Ampliado pelos romanos sobre uma estrutura nabateia original, o teatro de Petra foi esculpido diretamente na rocha da montanha e chegou a ter capacidade para 8.500 espectadores, cortando ao meio algumas das tumbas mais antigas do vale no processo.

Chegar ao Ad-Deir exige subir cerca de 800 degraus talhados na rocha, uma caminhada de 45 minutos a 1 hora a partir do vale central de Petra. A recompensa é uma fachada de 45 metros de largura, maior que a do Tesouro, ainda usada como mosteiro bizantino na Antiguidade Tardia, o que deu origem ao nome atual.
Leve pelo menos 2 litros de água e vá pela manhã, antes do calor do meio-dia. Do café em frente à fachada, com bancos e sombra, dá para descansar antes da descida.
Wadi Rum é reserva protegida desde 1998 e foi cenário de filmes como O Regresso e Duna pela paisagem de dunas avermelhadas, cânions estreitos e formações de arenito que parecem esculpidas a propósito. O passeio clássico de jipe 4x4 dura de 2 a 3 horas e passa por gravuras rupestres no Cânion de Khazali, dunas para escalar descalço e mirantes ao pôr do sol.
A noite é em acampamento beduíno, em tendas simples ou tenda bolha com teto de vidro para ver as estrelas, com jantar tradicional de zarb, carne e legumes cozidos por horas num forno enterrado na areia.

A nascente que os beduínos apontam como o acampamento de T. E. Lawrence durante a Revolta Árabe de 1916 a 1918 é hoje uma parada rápida dentro do passeio de jipe, com uma trilha curta até um poço de água na rocha e vista aberta para o vale de dunas vermelhas.

Erguida no início do século 16 pelo sultanato mameluco para proteger a rota de peregrinos a Meca, a fortaleza de Áqaba foi tomada em 1917 pelas forças árabes lideradas por Auda abu Tayi e T. E. Lawrence, um dos episódios mais lembrados da Revolta Árabe. O brasão otomano ainda visível no portão principal foi acrescentado depois da conquista turca, no século seguinte.

Único trecho de litoral da Jordânia, Áqaba fica no golfo que leva seu nome, extremidade norte do Mar Vermelho. Os recifes de coral começam a poucos metros da areia, o que torna o mergulho livre acessível mesmo para quem nunca praticou, e a temperatura da água raramente cai abaixo de 22°C.
Para mergulho com cilindro, o Parque Marinho de Áqaba tem operadoras que levam a naufrágios como o Cedar Pride, um cargueiro afundado de propósito em 1985 a poucos minutos de barco da costa.
Brasileiro precisa de visto, mas ele sai na chegada ao aeroporto de Amã ou na fronteira, sem burocracia prévia: custa 40 JOD (dinares jordanianos, cerca de R$ 300) e vale por até 30 dias de estadia única.
Quem compra o Jordan Pass online antes da viagem tem a taxa de visto dispensada automaticamente, desde que fique pelo menos três noites no país.
O Jordan Pass é vendido em três versões (Wanderer, Explorer e Expert, de 70 a 80 JOD), com a diferença só no número de dias de acesso a Petra. Além de dispensar os 40 JOD do visto, ele inclui entrada em cerca de 40 atrações, entre elas Jerash, o Castelo de Ajlun, a Cidadela de Amã e o passeio de jipe em Wadi Rum.
Para um roteiro como este, com dois dias em Petra e visita a quase todos os sítios cobertos pelo passe, o Jordan Pass compensa: é preciso comprar no site oficial antes de embarcar, e não pode ser adquirido depois de já ter tirado o visto separadamente.
Março a maio e setembro a novembro têm temperaturas amenas em todo o país e são a janela mais confortável para caminhar em Petra e passar a noite no deserto. No verão, de junho a agosto, Wadi Rum, o Mar Morto e Áqaba passam dos 40°C durante o dia, embora Amã, mais alta, fique mais suportável.
No inverno, de dezembro a fevereiro, as noites no deserto ficam bem frias, às vezes perto de 0°C, e Amã ocasionalmente recebe neve.
Não existe voo direto do Brasil: as conexões mais comuns são via Istambul (Turkish Airlines), Doha (Qatar Airways) ou Dubai (Emirates), com 16 a 22 horas de viagem no total.
Dentro do país, motorista particular ou carro alugado é o mais prático para seguir o roteiro Amã, Mar Morto, Petra, Wadi Rum e Aqaba, cerca de 700 km ao todo. Os ônibus da JETT cobrem as mesmas cidades com menos flexibilidade de horário e valem para quem viaja sozinho e quer economizar.
O mansaf é o prato nacional: cordeiro cozido em um molho de iogurte fermentado seco chamado jameed, servido sobre arroz e pão árabe, tradicionalmente comido com as mãos em ocasiões especiais.

Em Amã, o point mais lendário é o Hashem, na King Faisal Street, no centro histórico: sem placa chamativa, sem cardápio e aberto 24 horas desde os anos 1950, serve só falafel, húmus, foul e chá, por menos de 3 JOD por pessoa. Já recebeu até a família real jordaniana nas mesas de plástico da calçada.

De sobremesa, o knafeh, massa fina e crocante recheada de queijo derretido e calda de açúcar com água de flor de laranjeira, é encontrado em qualquer doceria de rua por 1 a 2 JOD a fatia.

Evite os restaurantes logo na entrada de Petra (Bab al-Siq): a fila de bufês para turistas cobra o dobro do preço por comida sem graça. Vale caminhar 5 minutos até o centro de Wadi Musa, onde os restaurantes locais servem o mesmo mezze por metade do preço.
Sete dias cobrem o essencial sem correria: Amã e Jerash, o Mar Morto, dois dias inteiros em Petra, uma noite no deserto de Wadi Rum e o Mar Vermelho em Aqaba. É o tempo mínimo recomendado para não sentir que passou correndo por Petra, que sozinha já justificaria dois dias.
Com mais tempo, dá para somar a Reserva da Biosfera de Dana, entre Petra e o Mar Morto, ou esticar Áqaba em um ou dois dias de mergulho. Com menos de 5 dias, o corte mais comum é abrir mão da noite em Wadi Rum e visitar o deserto só de dia, a caminho de Áqaba.
Preços conferidos em 14 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Ingresso oficial de Petra (visitpetra.jo) · Jordan Pass oficial (jordanpass.jo).
Uma viagem de 7 dias para a Jordânia sai entre R$ 8.500 e R$ 12.500 por pessoa, incluindo passagem aérea com conexão, hospedagem, transporte interno, alimentação e as principais atrações (Petra, Jerash, Wadi Rum e o Mar Morto), com preços conferidos em setembro de 2026.
Sim, mas o visto sai na chegada por 40 JOD (cerca de R$ 300) e vale por 30 dias. Quem compra o Jordan Pass antes da viagem tem essa taxa dispensada automaticamente, desde que fique ao menos três noites no país.
Sete dias cobrem Amã, Jerash, o Mar Morto, dois dias em Petra, uma noite em Wadi Rum e Áqaba sem pressa. Com 5 dias dá para cortar a noite no deserto, e com 10 ou mais dá para somar a Reserva de Dana e mais dias de mergulho em Áqaba.
Vale como complemento, não como substituto da visita de dia. O passeio acontece às segundas, quartas e quintas à noite, com o caminho do Siq até o Tesouro iluminado só por velas, ingresso à parte (cerca de 17 JOD, não incluído no ticket diário nem no Jordan Pass) e sem entrada nas outras áreas do sítio.
Sim, a Jordânia é considerada um dos países mais estáveis e seguros do Oriente Médio para turismo, com Amã, Petra, Wadi Rum e Áqaba recebendo visitantes normalmente. As áreas de fronteira com Síria e Iraque, distantes da rota turística, pedem cautela extra, como em qualquer viagem internacional.
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