Java · Indonésia · Yogyakarta · Borobudur · Prambanan · Malang · Bromo · Ijen · 10 min de leitura
7 dias · 6 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
700 a 1.300 dólares por pessoa, sem aéreo
Melhor época
Maio a setembro, na estação seca
Visto
Visto na chegada, também online (e-VOA)
Este roteiro Java 7 dias atravessa a ilha de oeste para leste, de Yogyakarta a Banyuwangi, com trem até Malang e carro com motorista depois. A decisão que o organiza são os horários: Borobudur, Bromo e Ijen se fazem de madrugada, e cada um pede reserva.
Em resumo: Prambanan, Borobudur, o centro de Yogyakarta, o trem a Malang, o Bromo, Tumpak Sewu e o Ijen antes da balsa para Bali. Visto, custos e comida estão no fim.

Meia hora, incluída no ingresso de Prambanan, a 40 minutos do centro de Yogyakarta. Depois do check-in, comece pelo norte do parque: caminhe 800 metros ou pegue o trenzinho interno até o complexo budista mais antigo, com estátuas de guardiões de clava na entrada e quase sempre vazio.

Uma hora e quarenta e cinco, cerca de 415 mil rupias para estrangeiros, que valem também para Candi Sewu. Volte ao templo principal no fim da tarde, com luz mais baixa e menos calor. O templo de Shiva, de 47 metros, tem os relevos do Ramayana nas galerias; ao lado ficam os templos de Brahma e Vishnu.

Duas horas, ingresso vendido à parte, com o espetáculo às 19h30. Na estação seca a apresentação é no palco ao ar livre com os templos iluminados atrás; nas noites de chuva ela passa para o teatro coberto. Confira o calendário, porque não há espetáculo todas as noites.

Uma hora e quinze, ingresso barato pago na entrada. Saia de Yogyakarta às 3h30 para chegar antes das 5h; a subida pela escada leva 15 minutos. Com sorte, o templo aparece sobre a névoa com o Merapi e o Merbabu ao fundo.

Duas horas e meia, cerca de 455 mil rupias para estrangeiros (valor citado por guias de viagem em 2026; o site oficial só mostra o preço na hora da reserva), com reserva online obrigatória no site oficial. Desde julho de 2025 a subida funciona todos os dias, das 8h30 às 17h, em grupos com guia e com as sandálias upanat, que protegem a pedra e ficam de lembrança. Os nove terraços têm mais de 2.600 painéis de relevo, e as 72 estupas do topo guardam estátuas de Buda.

Vinte minutos, ingresso simbólico. A dois quilômetros a leste de Borobudur, o templo fica na mesma linha que liga o grande santuário a Mendut, e as paredes têm relevos de árvores celestiais.

Meia hora, ingresso simbólico, a um quilômetro de Pawon. Dentro da câmara estão três estátuas de pedra, com um Buda de três metros sentado à maneira ocidental, de pernas para baixo. Ao lado, o mosteiro budista tem um jardim tranquilo para fechar a manhã.

Uma hora e quinze, aberto das 9h às 15h: comece por aqui, na abertura, antes do calor. O jardim do século 18 tem as piscinas de banho das mulheres da corte e a torre de onde o sultão observava. Peça a um morador para mostrar o caminho por dentro do bairro até a Sumur Gumuling, a mesquita subterrânea com escadas que se cruzam no centro.

Vinte minutos, de graça, a 500 metros do Taman Sari, ao sul do palácio. A tradição masangin manda atravessar de olhos vendados entre as duas figueiras-de-bengala do centro da praça: quem consegue terá o desejo realizado. Volte à noite, se quiser, quando a praça se enche de carrinhos de pedal iluminados.

Uma hora e meia, ingresso barato, a 500 metros da praça. O palácio é a casa do sultão, que ainda governa a região especial de Yogyakarta, e abre de manhã até o começo da tarde: chegue até as 11h. Nos pavilhões há música de gamelão ou dança na maior parte das manhãs, e os museus guardam presentes de cortes europeias.
Duas horas, no fim do dia, a 15 minutos de becak do palácio. A rua mais famosa da cidade tem lojas de batique, o mercado Beringharjo no meio e, ao escurecer, as barracas de lesehan, onde se come sentado em esteiras. Combine o preço do becak antes de subir e desconfie de quem oferece levar a uma exposição de batique que fecha hoje.

Quarenta e cinco minutos, com uma taxa pequena na entrada. O trem de Yogyakarta a Malang leva de sete a oito horas pelo interior de Java, e as passagens saem no site e no aplicativo da KAI. Depois do check-in, o bairro na encosta do rio Brantas, pintado de cores vivas desde 2016, fica a dez minutos da estação.

Vinte minutos, com outra taxa pequena na entrada. Atravesse pela ponte suspensa até o bairro vizinho, decorado com murais em três dimensões que pedem foto. Volte cedo ao hotel: o jipe do Bromo sai antes da 1h.

Uma hora e quinze, com o ingresso do parque de 220 mil a 235 mil rupias nos dias úteis e de 320 mil a 335 mil no fim de semana. Os jipes saem de Malang por volta da 0h30 e sobem até o mirante a 2.770 metros antes das 4h. A reserva online é obrigatória para quem entra de madrugada; com passeio contratado, a agência cuida disso. Leve casaco, gorro e luvas: lá em cima faz perto de zero grau.

Vinte minutos, de graça. O jipe desce ao Mar de Areia e estaciona perto do templo do povo tengger, hindus que todo ano sobem ao Bromo na festa de Yadnya Kasada para lançar oferendas na cratera.

Uma hora e meia. Do templo, caminhe ou vá a cavalo pela areia até a escadaria de cerca de 250 degraus que sobe à borda da cratera, de onde se olha direto para a fumaça. Use máscara se o vento estiver na sua direção. Os jipes voltam a Malang perto do meio-dia, e a tarde é para dormir.

Duas horas e meia, com ingresso e guia pagos na entrada. A cachoeira fica a duas horas e meia de Malang: saia às 5h com o carro e motorista que vai até Banyuwangi. Do mirante de cima já vale a viagem; descer ao fundo leva uma hora por trilha íngreme com escadas e trechos de rio, e você vai se molhar. Na entrada alugam sapatilhas de água.

Quarenta e cinco minutos, ingresso barato. De Tumpak Sewu até Benculuk são umas cinco horas de estrada, e o bosque de árvores trembesi centenárias, cobertas de samambaias, é a parada do fim da tarde antes do hotel em Banyuwangi. Durma cedo: a trilha do Ijen começa à 1h.

Quinze minutos para comprar o ingresso, de 150 mil a 250 mil rupias, e alugar máscara de gás e lanterna. O posto fica a uma hora de carro do hotel. O parque fecha toda primeira sexta-feira do mês e às vezes por mais tempo: em setembro de 2026 ficou fechado de 4 a 28 por causa de incêndios, e há um fechamento de conservação programado para 6 de novembro de 2026. Confira os canais oficiais do parque (BBKSDA Jawa Timur) antes de ir.

Quatro horas e meia. A trilha de cerca de 3 km sobe 500 metros em duas horas até a borda. O fogo azul, gás de enxofre que queima antes do amanhecer, só é visto descendo à cratera com guia, e o acesso perto da fonte de gás vem sendo limitado: trate como bônus. O que é garantido é o nascer do sol sobre o lago ácido azul-turquesa e os mineiros carregando cestos de enxofre.

Uma hora. Do Ijen ao porto são 90 minutos, e as balsas para Gilimanuk, em Bali, saem a toda hora, dia e noite, numa travessia de cerca de uma hora. Quem volta para casa pega o voo no aeroporto de Banyuwangi, que tem ligação com Jacarta.
Brasileiros e portugueses usam o visto na chegada, de 500 mil rupias, válido por 30 dias e renovável uma vez. Dá para comprar antes, online, como e-VOA, e passar mais rápido na imigração; em agosto de 2026 o governo propôs reajustar a taxa, então confira o valor no site oficial da imigração. Desde outubro de 2025 todo viajante também precisa preencher o All Indonesia, a declaração digital de chegada, gratuita, nos três dias antes do voo.
De maio a setembro, na estação seca. É quando o céu do Bromo e de Borobudur costuma abrir ao amanhecer, as trilhas do Ijen e de Tumpak Sewu ficam menos escorregadias e o Ramayana Ballet acontece ao ar livre. De novembro a março as chuvas da tarde são diárias, e o nascer do sol fica mais vezes encoberto. Evite os feriados do fim do Ramadã, quando trens e hotéis lotam.
Não há voo direto do Brasil: as conexões mais comuns passam por Doha, Dubai ou Istambul até Jacarta ou Bali, e de lá um voo doméstico de uma hora até o aeroporto de Yogyakarta, a uma hora do centro. Em Yogyakarta, use carro com motorista ou aplicativos de transporte para os templos. O trem leva a Malang, e de Malang em diante é melhor contratar carro com motorista até Banyuwangi.
Leve dinheiro vivo: nos templos menores, nas trilhas e nas barracas de comida o cartão raramente é aceito.
Yogyakarta tem prato próprio: o gudeg, jaca verde cozida por horas em leite de coco e açúcar de palmeira, servida com frango, ovo e krecek, a pele de boi apimentada. É doce, e é para comer no café da manhã.

O endereço clássico é o Gudeg Yu Djum, na rua Wijilan, perto do Kraton, onde as casas de gudeg se enfileiram desde os anos 1950.

À noite, o House of Raminten, perto de Malioboro, serve comida javanesa barata num salão cheio de incenso, com garçons em trajes tradicionais. As filas costumam ser longas no fim de semana.

Em Java Oriental, prove o rawon, sopa de carne escura por causa do keluak, uma semente fermentada, e o bakso de Malang, almôndegas com macarrão e tofu frito, vendido em carrinhos por toda a cidade.


O que evitar: a água da torneira, mesmo para escovar os dentes, e o gelo de barracas de rua; nos restaurantes, o gelo industrial em cubos com furo no meio é seguro.
São suficientes para atravessar a ilha pelo que ela tem de mais forte: os templos de Yogyakarta, o Bromo e o Ijen. O ritmo é puxado, com três madrugadas; quem tem mais tempo acrescenta um dia livre em Yogyakarta ou em Malang. De Banyuwangi, a balsa leva a Bali, onde a viagem pode continuar.
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Preços conferidos em 12 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Borobudur, ingresso oficial InJourney · Prambanan, ingresso oficial InJourney · Bromo Tengger Semeru, reserva oficial do parque · Trens entre Yogyakarta e Malang, KAI.
Entre 700 e 1.300 dólares por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto e carro: seis noites em hotel de três estrelas, comida, trem, o jipe do Bromo, o carro até Banyuwangi e cerca de 110 dólares em ingressos, com Borobudur e Prambanan como os mais caros. A passagem do Brasil fica entre R$ 8.000 e R$ 13.000 ida e volta.
Sim, para subir ao templo. A reserva é online no site oficial, em horários com grupo e guia, e os ingressos podem esgotar em julho e agosto. O nascer do sol no próprio templo tem só 100 vagas por dia; a alternativa sem reserva é o mirante de Punthuk Setumbu.
Às vezes. O fogo azul só aparece antes do amanhecer, perto da fonte de gás no fundo da cratera, e o acesso a esse trecho tem sido limitado por manutenção e segurança. Sem ele, a subida ainda vale pelo lago ácido azul-turquesa ao nascer do sol.
De Malang, se você quer manter o mesmo hotel por duas noites: o jipe sai por volta da 0h30 e volta perto do meio-dia. Dormir em Cemoro Lawang, na borda da caldeira, poupa duas horas de estrada de madrugada, mas os hotéis são simples e frios.
Pela balsa do porto de Ketapang, em Banyuwangi, até Gilimanuk, em Bali, que sai a toda hora e leva cerca de uma hora. De Gilimanuk até Ubud ou Seminyak são mais três a quatro horas de carro; quem prefere economizar tempo voa de Banyuwangi ou de Yogyakarta para Denpasar.
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