Ilhas Maurício · Grand Baie · Port Louis · Chamarel · Le Morne · Mahébourg · 10 min de leitura
7 dias · 14 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
1.000 a 1.800 dólares por pessoa, sem aéreo
Melhor época
Maio a dezembro, fora dos ciclones
Visto
Brasileiros não precisam por até 90 dias
Este roteiro Ilhas Maurício 7 dias é feito de carro alugado e troca de hotel duas vezes: norte, costa oeste e sudeste, perto do aeroporto. A decisão que o organiza é dormir perto de cada passeio, porque a ilha é pequena, mas trânsito e serra tomam tempo.
Em resumo: Grand Baie e Pamplemousses, Port Louis, o planalto e Chamarel, Le Morne e a costa sul, as ilhotas e Blue Bay. Visto, custos e comida, no fim.

Do aeroporto ao norte são cerca de 1h15 de carro. Depois do check-in em Grand Baie, a praia pública de Pereybere, a 5 minutos, é a melhor para a primeira tarde: lagoa calma protegida pelo recife, areia fina e barracas de comida na rua de trás. Reserve uma hora e meia.

Dez minutos ao norte, a capela de telhado vermelho de Cap Malheureux fica na beira da água, de frente para a ilhota de Coin de Mire. É a foto mais conhecida do norte; chegue antes do pôr do sol e conte 40 minutos.

Chegue às 9h, a 25 minutos de Grand Baie, antes do calor e dos ônibus. O jardim do século XVIII, um dos mais antigos do hemisfério sul, tem o lago das vitórias-régias, palmeiras talipot que florescem uma vez na vida, um viveiro de tartarugas gigantes e alamedas de árvores de especiarias. Duas horas bastam; há guias credenciados no portão, e o ingresso é pago na bilheteria.
Quinze minutos ao norte, em Triolet, o Maheswarnath Mandir é o maior templo hindu da ilha, onde quase metade da população é hindu. Tire os sapatos na entrada, vista ombros e joelhos cobertos e conte 40 minutos. A tarde fica livre para a praia de Mont Choisy ou um passeio de catamarã saindo de Grand Baie.

Saia de Grand Baie às 8h para fugir do trânsito e estacione no Caudan. O mercado coberto abre cedo: frutas, pimentas, ervas para chá vendidas como remédio e, na entrada, as barracas de dholl puri e de alouda, a bebida gelada de leite, sementes de manjericão e ágar. Uma hora; leve dinheiro.

A três minutos a pé, o Aapravasi Ghat é Patrimônio Mundial da Unesco: por este depósito passou, a partir de 1849, a maior parte dos cerca de meio milhão de trabalhadores contratados trazidos, sobretudo da Índia, para os canaviais depois do fim da escravidão. Entrada gratuita, uma hora, com centro de interpretação ao lado.
Do outro lado da avenida, a orla do Caudan tem a passagem dos guarda-chuvas coloridos, lojas de artesanato e restaurantes para o almoço. Depois, Flic en Flac fica a 35 minutos pela estrada da costa oeste.

Depois do check-in, a praia pública de Flic en Flac, longa e com casuarinas, é a do fim de tarde: a costa oeste é a mais seca da ilha e tem o pôr do sol sobre o mar. Nos fins de semana, as famílias mauricianas fazem piquenique na sombra.

Comece pelo ponto mais alto do roteiro: a 40 minutos de Flic en Flac, em Curepipe, a cratera de um vulcão adormecido tem uma calçada em volta da borda, com vista do planalto e dos picos. Gratuito; 40 minutos, levando casaco, porque aqui em cima chove e venta mais.
Vinte minutos ao sul, o Ganga Talao, numa cratera, é o lugar mais sagrado do hinduísmo mauriciano, com templos na margem e as estátuas gigantes de Shiva e Durga na entrada. Gratuito; vista roupa que cubra ombros e joelhos e cuidado com os macacos. Em fevereiro ou março, na festa de Maha Shivaratri, peregrinos chegam a pé de toda a ilha.

Pela estrada de Plaine Champagne, o Gorges Viewpoint mostra o vale do parque nacional, de mata nativa, descendo até o mar. Vinte minutos, gratuito, com estacionamento à beira da estrada.

Dez minutos adiante, entre canaviais, a destilaria faz rum agrícola de caldo de cana fresco e tem visita guiada com degustação, de cerca de 40 minutos, além do restaurante que é a melhor parada de almoço do dia. Reserve uma hora e meia; quem dirige prova pouco.

Já dentro do geoparque, o primeiro mirante mostra a cachoeira de Chamarel, de cerca de 100 metros, caindo de uma parede de basalto. Vinte minutos; a luz é melhor no começo da tarde.

Mais adiante na mesma estrada interna, as dunas de terra vulcânica em faixas de vermelho, marrom, violeta e amarelo são cercadas e vistas de uma passarela. O mesmo ingresso inclui a cachoeira, o jardim e as tartarugas gigantes de Aldabra. Uma hora; o geoparque fecha por volta das 17h.

Comece às 7h, a 35 minutos de Flic en Flac. A montanha de 556 metros foi refúgio de escravizados fugidos e é Patrimônio Mundial da Unesco. A subida leva de três a quatro horas, ida e volta; a parte baixa é livre, mas o trecho final, com escalada em rocha, é feito com guia credenciado. Contrate com antecedência e não comece depois das 9h, por causa do calor.

Uma hora pela estrada do sul, em Souillac, Gris Gris mostra o outro lado da ilha: sem recife, as ondas do Índico batem direto nas falésias. Não é praia de banho. Caminhe 45 minutos pelo gramado do alto e pela trilha até La Roche qui Pleure; depois, Mahébourg fica a 40 minutos.

Depois do check-in, o calçadão da antiga capital, de frente para a baía de Grand Port, é o passeio do fim do dia, com barcos de pescadores e vendedores de gateaux piments. Às segundas, a feira toma as ruas do centro.

A ilhota só recebe visitas guiadas da Mauritian Wildlife Foundation, que saem de Pointe Jérôme, a 10 minutos de Mahébourg, e duram de uma hora e meia a duas horas. Lá vivem tartarugas gigantes de Aldabra, o pombo-rosa e lagartixas que só existem em Maurício, numa mata recuperada. Reserve pelo site da fundação.

Uma hora de carro ao norte, em Trou d’Eau Douce, barcos levam em 15 minutos até a Île aux Cerfs, de praias brancas e água rasa. Combine o horário da volta com o barqueiro antes de embarcar e ande para longe do cais, onde a areia fica vazia. Nos fins de semana enche; dias úteis são melhores.

Comece às 8h30 na praia de Blue Bay, a 10 minutos de Mahébourg. Os barcos de fundo de vidro saem da areia e param sobre os corais do parque marinho para snorkel; combine o preço antes de sair. Duas horas.
No caminho de volta, o casarão colonial francês guarda peças da batalha naval de Grand Port, de 1810, vencida pela França diante desta baía, e da época colonial. Uma hora, entrada gratuita. O aeroporto fica a 15 minutos.
Brasileiros não precisam de visto para ficar até 90 dias em Maurício como turistas. Leve passaporte válido por pelo menos seis meses, a passagem de volta e a reserva de hotel. Como o Brasil é área de risco de febre amarela para a Organização Mundial da Saúde, Maurício pode exigir o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela de quem chega do país: tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência e leve o certificado.
De maio a dezembro, fora da temporada de ciclones, que vai de janeiro a março. De junho a agosto é o inverno local, com 22 a 26 graus, mar mais agitado no sul e boa época para trilhas. Setembro a dezembro junta tempo seco, mar calmo e calor. A costa oeste é a mais seca o ano inteiro.
Não há voo direto do Brasil. As conexões mais curtas passam por Joanesburgo; também há rotas por Adis Abeba, que ganhou voo para Maurício em julho de 2026, por Dubai e por Paris. O aeroporto fica no sudeste, perto de Mahébourg.
O carro alugado é o jeito mais prático: a mão é inglesa, as distâncias são curtas e a ilha se cruza de norte a sul em cerca de 1h15. Leve a carteira de motorista e, de preferência, a Permissão Internacional para Dirigir. Há ônibus entre as cidades, lentos, e táxis caros, sem taxímetro: combine o preço antes.
A comida mauriciana mistura Índia, África, China e França. O prato de rua é o dholl puri, pão fino recheado de ervilha partida moída, servido com curry de feijão e rougaille, vendido em barracas por menos de 1 dólar.

Peça também os gateaux piments, bolinhos fritos de ervilha com pimenta, o rougaille de peixe ou linguiça com tomate, o vindaye de polvo e o briani. Para beber, alouda gelada no Mercado Central e o rum agrícola de Chamarel.

De sobremesa, a napolitaine, biscoito recheado de geleia e coberto de glacê rosa, vendida nas padarias.

Onde comer: o almoço do Dia 4 no restaurante da Rhumerie de Chamarel e as barracas de dholl puri do Mercado Central de Port Louis são as duas paradas certas deste roteiro. O que evitar: os restaurantes dos resorts cobram três vezes o preço da rua pelo mesmo curry. Coma onde os mauricianos comem, nas barracas das praias públicas e nos pequenos restaurantes de Grand Baie, Flic en Flac e Mahébourg.
São suficientes para dar a volta na ilha com calma: o norte, a capital, o planalto, Chamarel, Le Morne, a costa sul e as ilhotas do sudeste e do leste. Ficam de fora o mergulho de cilindro, um dia inteiro de catamarã e a ilha de Rodrigues, a uma hora e meia de voo. Com 9 ou 10 dias, some dias de praia sem programa, que é o que a maioria dos viajantes sente falta.
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Preços conferidos em 14 de outubro de 2026. Confira o valor atual em Geoparque Terra das Sete Cores, ingressos · Île aux Aigrettes, Mauritian Wildlife Foundation · Rhumerie de Chamarel, visitas · Aapravasi Ghat, site oficial · Le Morne Heritage Trust Fund.
Entre 1.000 e 1.800 dólares por pessoa, sem a passagem, dividindo quarto duplo em hotel três ou quatro estrelas: seis noites, comida, carro alugado e de 100 a 150 dólares em passeios, como a Île aux Aigrettes, o geoparque de Chamarel e os barcos. A passagem do Brasil fica entre R$ 6.500 e R$ 11.000 ida e volta, com conexão. Em resort de luxo, o total passa fácil do dobro.
Não é obrigatório, mas facilita muito. Os ônibus ligam as cidades, só que são lentos e não chegam bem a Chamarel, a Le Morne e aos mirantes. A alternativa é contratar motorista por dia ou tours. Com carro, a mão é inglesa e a ilha se cruza em cerca de 1h15.
Em três bases, como neste roteiro: Grand Baie no norte, pela vida noturna e restaurantes; Flic en Flac na costa oeste, pelo pôr do sol e pela proximidade de Chamarel e Le Morne; e Mahébourg ou Blue Bay no sudeste, perto do aeroporto e das ilhotas. Quem quer uma base só deve escolher a costa oeste.
Depende do que você quer. Para nadar em lagoa calma, Pereybere e Blue Bay; para o pôr do sol, Flic en Flac; para areia branca e água rasa, a Île aux Cerfs. Gris Gris, no sul, é linda, mas não é de banho, porque não tem recife.
A rupia mauriciana (MUR). Cartões são aceitos em hotéis, restaurantes e supermercados, e há caixas eletrônicos nas cidades. Leve dinheiro para as barracas de comida, o Mercado Central, os barcos de Blue Bay e da Île aux Cerfs e os estacionamentos.
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