
Tbilisi · Mtskheta · Kazbegi · Kakheti · Uplistsikhe · 16 min de leitura
7 dias · 7 cidades
Duração
7 dias
Orçamento estimado
R$ 9.000 a R$ 14.000 por pessoa, 7 dias
Melhor época
Abril a junho ou setembro a outubro
Visto
Não precisa de visto, até 365 dias
Este roteiro de 7 dias pela Geórgia tem Tbilisi como base única e três bate-voltas de um dia: a Estrada Militar Georgiana até Kazbegi, as vinícolas de Kakheti e a cidade rupestre de Uplistsikhe, sem fazer e desfazer mala.
Em resumo: dois dias em Tbilisi, um dia até Kazbegi, um dia em Kakheti, um dia em Uplistsikhe e Gori, e a manhã final livre antes do voo. Visto, época e como chegar estão nas seções práticas, abaixo.

A cerca de 20 minutos a pé do centro histórico, a Ponte da Paz é a primeira parada porque conecta o hotel à orla do rio Mtkvari sem pressa nenhuma no dia de chegada. Leva-se 15 minutos para atravessar, ida e volta, e o horário ideal é o fim de tarde, quando a estrutura de vidro e aço acende em tons que mudam devagar.
Inaugurada em 2010, com 156 metros de comprimento, a ponte pedonal liga a cidade velha ao Parque Rike e foi projetada pelo arquiteto italiano Michele De Lucchi. Não há ingresso nem fila: é só atravessar e ficar um tempo olhando o rio.

Do outro lado da Ponte da Paz, o Parque Rike é a parada rápida antes de subir ao teleférico: 10 a 15 minutos de caminhada entre gramados e as esculturas modernas que decoram a orla, com o palácio da rainha Darejan avistado ao fundo.

O teleférico que sai do Parque Rike leva quatro minutos até a Fortaleza de Narikala e é a forma mais rápida de subir, sem escadaria íngreme. Reserve pelo menos uma hora para o pôr do sol, quando a luz baixa ilumina a cidade velha e o rio Mtkvari lá embaixo.
A fortificação existe desde o século 4 e foi reconstruída várias vezes por persas e otomanos, até um terremoto derrubar parte das muralhas em 1827. Ao lado, a estátua Kartlis Deda (Mãe Geórgia), de 20 metros, segura uma espada para os inimigos e uma taça de vinho para os visitantes, resumindo bem o espírito do país.

Comece o dia em Avlabari, na margem esquerda do rio: a Sameba abre às 9h e vale reservar uma hora. É a maior igreja ortodoxa da Geórgia, concluída em 2004 depois de dez anos de obra, com 84 metros de altura e capacidade para 15 mil fiéis.
Lenços cobrindo a cabeça são obrigatórios para mulheres, disponíveis na entrada, e fotos são permitidas na nave principal, mas não durante os cultos.

Descendo de Avlabari em uns 15 minutos a pé, ainda na margem esquerda, a Igreja de Metekhi fica sobre um penhasco que é o mirante mais fotografado da cidade velha, com a estátua equestre do rei Vakhtang Gorgasali na frente. Quinze minutos bastam para o giro e as fotos.

Atravesse a Ponte de Metekhi e em cinco minutos você está em Abanotubani: reserve uma hora e meia para o banho. As cúpulas de tijolo cobrem piscinas de água sulfurosa que nascem naturalmente a 40 graus, com opção de sala privativa ou seção pública, bem mais barata.
O nome Tbilisi vem daqui: tbili significa quente em georgiano antigo, referência às nascentes termais que atraíram o rei Vakhtang Gorgasali no século 5. A esfoliação com luva kese, oferecida pelos banhos mais tradicionais, dói um pouco e vale a pena.

Dez minutos a pé dos banhos, subindo pela cidade velha, a torre inclinada do Teatro de Marionetes Gabriadze é parada de 10 minutos: a cada hora cheia, uma pequena porta se abre e um anjo de bronze bate um sino, sob os olhares de quem passa pela Rua Shavteli.

No meio da tarde, a uns 15 minutos a pé da torre pela margem do rio, o Mercado da Ponte Seca é o programa de uma a duas horas: medalhas soviéticas, samovares, pinturas e porcelana espalhados sobre lonas ao longo do rio, vendidos por quem ainda lembra do preço em rublos.
Regatear é esperado e educado, e vale ir com dinheiro em lari, porque poucos vendedores aceitam cartão.

Comece o Dia 3 subindo o Monte Mtatsminda: o funicular funciona desde 1905 e leva uns cinco minutos até o parque no topo, a 770 metros de altitude. Suba logo na abertura, às 9h, quando o ar ainda está limpo sobre a cidade e a fila é curta, e reserve de duas a duas horas e meia para a roda-gigante panorâmica e o mirante.
O bilhete de ida custa cerca de 5 lari, e o mesmo cartão recarregável vale para os brinquedos do parque de diversões, um misto de nostalgia soviética e atrações mais novas.

O funicular desce a poucos minutos da Avenida Rustaveli, e o Museu Nacional, dentro dela, merece pelo menos duas horas: reúne o tesouro de ouro da Cólquida, com peças de até 3 mil anos, e uma ala inteira sobre a ocupação soviética, com fotos e objetos que faltam nos livros escolares.
O ingresso para adultos custa 10 lari, e o prédio neoclássico de 1929 já foi sede do Parlamento georgiano.

Para fechar o dia, a Fabrika é a escolha certa para jantar: uma antiga fábrica têxtil soviética reconvertida em pátio com bares, restaurantes, um hostel e lojas de design georgiano, a uns 20 minutos a pé de Rustaveli, já no bairro de Chughureti.
Não há ingresso, e o movimento esquenta depois das 19h, com música ao vivo em várias noites da semana.

Saindo de Tbilisi cedo, a primeira parada do bate-volta é o Mosteiro de Jvari, no alto de um penhasco com a melhor vista da confluência dos rios Mtkvari e Aragvi: reserve 45 minutos, sem ingresso, e vá cedo para evitar os ônibus de turismo do meio da manhã.
Construído no século 6, é um dos exemplos mais antigos e mais bem preservados da arquitetura de igreja em cruz da Geórgia, e inspirou o poema Mtsyri, do russo Mikhail Lermontov.

Descendo para Mtskheta, a 20 minutos de carro de Jvari, a Catedral de Svetitskhoveli pede uma hora: é o segundo maior templo religioso da Geórgia e, segundo a tradição ortodoxa, guarda o manto de Cristo enterrado sob o altar.
Patrimônio da Unesco desde 1994, suas paredes de pedra guardam afrescos do século 17 e o túmulo dos últimos reis da dinastia Bagrationi.

Já na Estrada Militar Georgiana, cerca de uma hora e meia depois de Mtskheta, a Fortaleza de Ananuri é parada rápida de 30 a 45 minutos, à beira do reservatório turquesa de Zhinvali: dá para subir na torre principal e ver a água lá embaixo sem fila.

A última hora de estrada, já subindo a serra, termina em Stepantsminda, de onde um veículo 4x4 (contratado no vilarejo, sem reserva prévia) leva 15 minutos até o platô da Igreja da Trindade de Gergeti, a 2.170 metros de altitude. Quem preferir caminhar leva cerca de duas horas de subida.
Erguida no século 14, a igreja fica isolada, sem vilarejo ao redor, com o Monte Kazbek de 5.047 metros ao fundo quando o céu está limpo. Reserve ao menos uma hora ali, e leve agasalho mesmo no verão: a 2.170 metros venta.

A cerca de duas horas de Tbilisi, Sighnaghi é a primeira parada do dia em Kakheti: reserve uma hora e meia para caminhar pelas muralhas do século 18, construídas contra invasões do Daguestão, com nove torres e vista para o vale de Alazani e as montanhas do Cáucaso ao longe.
A cidade é pequena o bastante para rodear a pé em uma manhã, com ruas de pedra e varandas de madeira que lembram mais uma vila italiana do que o resto da Geórgia.

A cinco minutos de carro de Sighnaghi, o Mosteiro de Bodbe guarda o túmulo de Santa Nino, que trouxe o cristianismo à Geórgia no século 4: reserve 45 minutos para a igreja e para descer até a fonte sagrada no bosque, uns 15 minutos a pé morro abaixo.

Telavi, capital histórica de Kakheti, fica a 30 minutos de Sighnaghi e reserva duas horas e meia: a fortaleza Batonis Tsikhe, do rei Erekle II, mais uma degustação numa vinícola tradicional que ainda fermenta o vinho em qvevri, ânforas de barro enterradas no chão, método que a Unesco reconheceu como patrimônio imaterial em 2013.
A região de Kakheti produz cerca de 70% do vinho georgiano, e uma degustação de três a cinco taças com um prato de queijo e nozes costuma custar entre 40 e 80 lari por pessoa.

A cerca de uma hora e meia de Tbilisi, Uplistsikhe é a cidade rupestre mais antiga da Geórgia, habitada desde a Idade do Bronze: reserve de uma hora e meia a duas horas para subir pelas câmaras esculpidas na rocha, incluindo um antigo salão do trono e uma prensa de vinho a céu aberto.
O ingresso custa 15 lari, e vale calçado fechado: a pedra é lisa e escorrega depois de chuva.

A 15 minutos de carro de Uplistsikhe, a Fortaleza de Gori (Goris Tsikhe) é parada rápida de 30 minutos: a subida até as muralhas em ruínas rende a melhor vista da cidade de Gori e do vale do rio Mtkvari.

Na última manhã, o Mercado Dezerter, perto da estação ferroviária, é parada de 45 minutos a uma hora para comprar churchkhela e especiarias de despedida: é o maior mercado de produtores de Tbilisi, bem mais popular do que turístico, com preços sem inflação de souvenir.

De volta ao centro, a Igreja de Kashveti, na Avenida Rustaveli, é parada de 20 minutos antes de seguir para o aeroporto: a fachada esculpida em pedra, dos anos 1910, reproduz o estilo das igrejas georgianas do século 11, e o interior guarda afrescos modernos do pintor Lado Gudiashvili.
Não. Brasileiros têm isenção de visto para a Geórgia por até 365 dias corridos, um dos prazos mais longos do mundo para turismo. Basta passaporte válido, e não há exigência de vacina específica para entrar no país.
Na imigração, é comum pedirem comprovante de hospedagem e de recursos financeiros para a estadia, então vale ter isso pronto no celular ou impresso.
Abril a junho e setembro a outubro são os melhores meses: temperaturas amenas em Tbilisi, sem o calor de 35 graus do meio do verão nem o frio que fecha trechos da Estrada Militar Georgiana no inverno, entre dezembro e março.
Setembro tem um bônus: é o mês do rtveli, a colheita da uva em Kakheti, quando várias vinícolas abrem para visitantes participarem da pisa tradicional.
Não existe voo direto do Brasil. A conexão mais comum é via Istambul, com a Turkish Airlines, ou via Doha, com a Qatar Airways, com o trajeto total passando de 20 horas somando a escala.
Dentro do roteiro, os três passeios (Kazbegi, Kakheti e Uplistsikhe) saem de Tbilisi e voltam no mesmo dia, de carro ou em tours compartilhados que partem do centro pela manhã. Marshrutkas (vans compartilhadas) para Mtskheta, Kazbegi e Sighnaghi saem da estação rodoviária Didube, mas um motorista particular por dia, dividido entre três ou quatro pessoas, sai por preço parecido e sem trocar de van no caminho.
Khinkali, os pastéis fechados em pregas no topo (a ponta não se come, serve de pegador), e khachapuri, o pão recheado de queijo (a versão adjaruli vem em formato de barco, com ovo e manteiga por cima), são os dois pratos que definem a mesa georgiana, ao lado do mtsvadi (espetinho grelhado) e do pkhali (pasta de vegetais com nozes moídas e especiarias).

Vinho merece atenção à parte: a Geórgia é considerada o berço da viticultura, com achados arqueológicos de 8 mil anos, e o método qvevri, fermentação em ânforas de barro enterradas, segue vivo nas vinícolas de Kakheti, descritas no Dia 5.

O que evitar: restaurantes na Rua Shardeni, no centro da cidade velha, com cardápio ilustrado exposto na porta e garçom convidando quem passa para entrar. É o epicentro turístico de Tbilisi, com preço mais alto e comida mais fraca do que em qualquer lugar dos bairros de Vera ou Sololaki, poucos minutos a pé dali.
A moeda é o lari georgiano (GEL). Cartões internacionais são aceitos em hotéis, restaurantes e supermercados nas cidades, mas mercados como o da Ponte Seca ou o Dezerter, motoristas de bate-volta e entradas de sítios menores costumam só aceitar dinheiro.
Caixas eletrônicos são fáceis de achar em Tbilisi, Sighnaghi e Telavi, mas rareiam depois de Kazbegi, então vale sacar lari suficiente antes de sair da capital.
Sete dias dão para cobrir Tbilisi com folga, mais os três bate-voltas que definem o país: montanha em Kazbegi, vinho em Kakheti e história antiga em Uplistsikhe. É o tempo mínimo para sair de Tbilisi sem virar uma viagem só de cidade.
Com cinco dias, dá para cortar Uplistsikhe e Gori e ainda levar a essência do roteiro. Com dez dias ou mais, soma-se Batumi, na costa do Mar Negro, ou a região montanhosa de Svaneti, mais distante e exigente em termos de estrada.
Preços conferidos em 15 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Museu Nacional da Geórgia, ingressos · Cidade rupestre de Uplistsikhe, ingressos oficiais · Parque Mtatsminda e funicular, ingressos.
Não. A isenção de visto para brasileiros vale por até 365 dias corridos, entre as mais longas do mundo. Basta passaporte válido, e não há vacina obrigatória para entrar no país.
Um roteiro de 7 dias custa entre R$ 9.000 e R$ 14.000 por pessoa, somando voo com conexão, hospedagem, alimentação, os três passeios de um dia e ingressos, com preços conferidos em setembro de 2026.
Sete dias cobrem Tbilisi, Kazbegi, Kakheti e Uplistsikhe sem pressa. Com cinco dias dá para focar em Tbilisi e um bate-volta só, e com dez dias ou mais dá para somar Batumi ou a região montanhosa de Svaneti.
Dá, principalmente em Tbilisi e nos pontos turísticos, onde inglês básico é comum entre os mais jovens e nos hotéis. Fora das cidades grandes, aplicativos de tradução ajudam bastante, porque o alfabeto georgiano não tem relação com o latino.

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