Egito · Cairo · Luxor · Edfu · Kom Ombo · Assuã · Abu Simbel · 13 min de leitura
8 dias · 6 cidades
Duração
8 dias
Orçamento estimado
R$ 9.500 a R$ 14.500, 8 dias
Melhor época
Out-abr, evite o calor de mai-set
Visto
Sim, e-visa online (US$ 25)
Este roteiro de 8 dias pelo Egito usa duas bases, Cairo e o Nilo, para cobrir os dois eixos do país: quatro dias entre pirâmides no Cairo e quatro descendo o rio até Abu Simbel, com um voo curto entre as partes.
Em resumo: Gizé e Saqqara, o Cairo islâmico, Karnak e o Vale dos Reis, templos do Nilo a caminho de Assuã, e o bate-volta a Abu Simbel. Visto, época e onde comer, nos blocos práticos, no fim.

Erguidas entre 2560 e 2500 a.C. para os faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, as pirâmides de Gizé são a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que ainda existe. A de Quéops tinha originalmente 146 metros de altura, recorde mundial por quase 4 mil anos.
É possível entrar em uma das câmaras internas com ingresso à parte, mas o espaço é apertado e sem muito a ver além das paredes de pedra nua. Chegue nas primeiras horas da manhã para evitar o calor e as multidões.

Esculpida num único bloco de calcário, a Esfinge tem o corpo de leão e o rosto que a tradição associa a Quéfren. O nariz quebrado, alvo de lendas sobre Napoleão, na verdade já estava danificado séculos antes, provavelmente por vandalismo religioso no século 14.

Antes de o Grande Museu Egípcio abrir de vez em Gizé, o museu histórico da Praça Tahrir continua com o acervo mais completo do país, incluindo a máscara de ouro e os tesouros da tumba de Tutancâmon, descoberta intacta em 1922.
Reserve pelo menos 2 horas e contrate um guia local: as placas são escassas e datadas.

Construída no século 12 por Saladino para defender o Cairo dos cruzados, a Cidadela abriga a Mesquita de Muhammad Ali, erguida no século 19 em estilo otomano com cúpulas e dois minaretes esguios.
Do pátio da mesquita, a vista alcança o Cairo islâmico inteiro e, em dias claros, as pirâmides de Gizé no horizonte.

Fundado em 1382, o Khan el-Khalili é um labirinto de vielas cobertas com ourivesarias, especiarias empilhadas em pirâmides coloridas e vendedores de essências. O regateio é esperado e faz parte da experiência.
O melhor horário é o fim da tarde, quando as luminárias de metal trabalhado se acendem e as ruas ficam mais animadas.

A cerca de 30 km do Cairo, Saqqara guarda a Pirâmide de Degraus, projetada pelo arquiteto Imhotep por volta de 2650 a.C. como seis mastabas empilhadas, a estrutura de pedra mais antiga em grande escala do mundo.

Capital do Egito Antigo durante quase três milênios, Mênfis hoje é um museu a céu aberto com uma estátua colossal deitada de Ramessés II e uma esfinge de alabastro, cercadas por palmeiras.

Construído ao longo de 2 mil anos por sucessivos faraós, Karnak é o maior complexo religioso já erguido. A Sala Hipostila reúne 134 colunas de até 21 metros de altura, tão largas que cinco pessoas de mãos dadas não as circundam.
Reserve pelo menos 3 horas; o show de som e luz à noite é uma forma diferente de ver o templo, com narração da mitologia egípcia.

Ligado a Karnak por uma avenida de esfinges com cabeça de carneiro de quase 3 km, o Templo de Luxor foi dedicado ao culto do poder real. Uma mesquita do século 13 foi construída sobre parte das ruínas e continua em uso.
Visite ao entardecer: a iluminação noturna realça os relevos e o calor cai bastante depois do pôr do sol.

Na margem oeste de Luxor, o Vale dos Reis abriga 63 tumbas escavadas na rocha entre 1550 e 1070 a.C., a maioria já saqueada na Antiguidade. A exceção foi a de Tutancâmon, encontrada intacta por Howard Carter em 1922.
O ingresso padrão dá acesso a três tumbas à escolha; a de Tutancâmon e algumas outras cobram taxa extra.

Único templo funerário egípcio erguido em homenagem a uma mulher, Hatshepsut governou como faraó por cerca de 20 anos. O templo, com três terraços em colunata esculpidos direto na falésia, inspirou arquitetos modernos por sua simetria.

Dezenas de balões decolam antes do amanhecer da margem oeste de Luxor, sobrevoando o Vale dos Reis, o Vale das Rainhas e os campos verdes às margens do Nilo por cerca de 45 minutos.
A reserva precisa ser feita com antecedência e a decolagem depende do vento; leve um casaco, o ar antes do sol nascer é frio mesmo no verão.

Tudo que restou do templo funerário de Amenófis III, destruído por um terremoto, são estas duas estátuas sentadas de 18 metros. Na Antiguidade, rachaduras faziam uma delas emitir um som ao amanhecer, atraindo turistas romanos que acreditavam ouvir a voz do herói grego Memnon.

Preservado sob areia por séculos até ser escavado no século 19, o Templo de Edfu é um dos mais completos do Egito, com um pilono de 36 metros e uma estátua de granito do deus falcão Hórus na entrada.
Erguido numa curva do Nilo onde crocodilos costumavam tomar sol, o templo duplo de Kom Ombo tem dois eixos simétricos, um para Sobek, o deus crocodilo, e outro para Hórus. Um pequeno museu ao lado expõe múmias de crocodilo encontradas no local.

Concluída em 1970 com apoio soviético, a Alta Represa de Assuã controla as cheias anuais do Nilo e criou o Lago Nasser, um dos maiores reservatórios artificiais do mundo. A vista do topo alcança o lago de um lado e o vale verde do outro.

Dedicado à deusa Ísis, o templo de Philae foi desmontado pedra por pedra e remontado na Ilha de Agilkia entre 1972 e 1980, numa operação internacional para salvá-lo da inundação causada pela Alta Represa.

Ramessés II mandou esculpir dois templos na rocha em 1264 a.C., o maior guardado por quatro estátuas sentadas de 20 metros de si mesmo. Entre 1964 e 1968, uma equipe internacional cortou os templos em blocos e os remontou 65 metros acima, para escapar da inundação do Lago Nasser.
Duas vezes por ano, em 22 de fevereiro e 22 de outubro, o sol alinha-se com a entrada e ilumina as estátuas no santuário mais interno, fenômeno calculado pelos antigos engenheiros egípcios.

Ao longo das margens do Nilo em Assuã, os vilarejos núbios pintam as casas em azul, amarelo e laranja vivos. Um passeio de felucca ao entardecer, com o vento levando o barco sem motor, é a forma tradicional de chegar até lá.
Sim. Brasileiro precisa de visto, mas ele pode ser tirado online antes da viagem pelo portal oficial do e-visa, custa 25 dólares e sai em poucos dias úteis, válido por 30 dias de estadia única. Também é possível tirar o visto na chegada ao aeroporto, mas o e-visa evita fila.
Em 2026 o Egito está migrando o visto para um formato digital com QR Code, que substitui o selo colado no passaporte físico.
De outubro a abril as temperaturas ficam amenas, entre 20°C e 28°C durante o dia, a janela mais confortável para caminhar pelos templos ao ar livre.
De maio a setembro, o sul do país passa dos 40°C com frequência, especialmente em Luxor e Assuã; quem viajar nesse período deve concentrar as visitas nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde.
Não existe voo direto do Brasil: as conexões mais comuns passam por Europa (Lisboa, Madri, Paris) ou pelo Golfo (Doha, Dubai, Istambul), com 14 a 18 horas de viagem. A EgyptAir também opera voos charter sazonais diretos de São Paulo ao Cairo.
Dentro do país, o voo doméstico Cairo-Luxor leva cerca de 1h15. Entre Luxor e Assuã, a opção mais popular é o cruzeiro de 3 a 4 dias pelo Nilo, parando em Edfu e Kom Ombo no caminho; quem tem menos tempo pode ir de trem noturno ou carro particular em cerca de 4 horas.
O koshari é o prato mais popular do país: arroz, macarrão e lentilha misturados, cobertos com molho de tomate picante, cebola crocante e grão-de-bico, sem nenhum ingrediente de origem animal.

Em Cairo, o point mais lendário é o Abou Tarek, perto da Praça Tahrir: só serve koshari desde os anos 1950, em porções generosas por menos de 2 dólares, e costuma ter fila na hora do almoço.

De sobremesa, o om ali é um pudim de pão quente com leite, nozes e passas, servido em quase todo restaurante egípcio, uma versão local do pudim de pão levada ao Egito por influência otomana.

Evite os restaurantes dentro dos próprios sítios arqueológicos: o preço costuma ser o dobro por comida sem graça, feita para turistas de ônibus.
Vale, principalmente entre Luxor e Assuã, onde o cruzeiro já inclui as visitas a Edfu e Kom Ombo no caminho, economizando o transporte terrestre separado até esses dois templos. Os barcos variam de 3 a 5 estrelas, com cabines de janela ou varanda, e a viagem dura de 3 a 4 noites.
Para quem prefere não passar tanto tempo na água, dá para fazer os mesmos trechos de van em bate-voltas de um dia a partir de Luxor ou Assuã, mas o cruzeiro costuma sair mais barato quando hospedagem e refeições já estão incluídas no pacote.
Oito dias cobrem o essencial sem correria: Cairo e as pirâmides, Luxor com Karnak e o Vale dos Reis, os templos do Nilo e o bate-volta a Abu Simbel. É o tempo mínimo recomendado para não sentir que passou correndo pelos dois eixos do país, capital e vale do Nilo.
Com mais tempo, dá para somar Alexandria, na costa mediterrânea, ou esticar o mergulho no Mar Vermelho em Hurghada ou Sharm el-Sheikh. Com menos de 5 dias, o corte mais comum é reduzir a Cairo e Luxor, deixando Assuã e Abu Simbel para uma próxima viagem.
Preços conferidos em 14 de setembro de 2026. Confira o valor atual em Tarifas oficiais dos sítios (mota.gov.eg) · Visto eletrônico oficial (visa2egypt.gov.eg).
Uma viagem de 8 dias para o Egito sai entre R$ 9.500 e R$ 14.500 por pessoa, incluindo passagem aérea com conexão, hospedagem, o voo doméstico e o cruzeiro pelo Nilo, alimentação e as principais atrações (pirâmides, museu, templos e Abu Simbel), com preços conferidos em setembro de 2026.
Sim, mas pode ser tirado online pelo e-visa oficial por 25 dólares, válido por 30 dias, ou na chegada ao aeroporto. Em 2026 o visto está migrando para o formato digital com QR Code.
Oito dias cobrem Cairo, Luxor, os templos do Nilo e Abu Simbel sem pressa. Com 5 dias dá para fazer só Cairo e Luxor, e com 12 ou mais dá para somar Alexandria ou uma extensão de praia no Mar Vermelho.
Vale, é considerado um dos melhores passeios de balão do mundo pela vista simultânea do Vale dos Reis, do Vale das Rainhas e do Nilo. A decolagem é antes do amanhecer e depende das condições de vento, então vale reservar com um dia de folga na agenda para o caso de cancelamento.
Sim, as rotas turísticas do Egito (Cairo, Gizé, Luxor e Assuã) recebem milhões de visitantes por ano com segurança reforçada em sítios arqueológicos e hotéis. Como em qualquer destino, vale evitar áreas fora do circuito turístico e ficar de olho em pertences em locais movimentados como o Khan el-Khalili.

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